• O Colibri

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    O Colibri
    Sandro Veronesi
    2019
    Romance


    Surgiu a oportunidade de ler este livro no BookCrossing e, como tinha ouvido falar muito bem nele, lá fui eu.

    Infelizmente este livro revelou-se um grande aborrecimento, no fundo mais um exercício sobre a eutanásia livre do que uma história em concreto. O romance dá-se ares de grande épico familiar, um Sartoris da vida ou quê, mas as personagens são irritantes ou simplesmente pouco cativantes. 

    Gostei apenas da curta biografia de Ozamu Tezuka, motivada pelo aparecimento de uma personagem que é "o homem do futuro", mas depois essa personagem, e todas as outras, são simplesmente inconsequentes.

    Apesar de tudo é um livro que se lê rápido.

  • 3000 Years of Longing

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    3000 Years of Longing
    George Miller
    2022
    Filme
    6 em 10


    Começamos o novo ano com um filme que ficou para trás (esqueci-me de fazer um comentário na altura). 

    Uma narratologista, mulher aparentemente sem qualquer tipo de interesse no que a rodeia, nem causadora de interesse nela própria, compra uma garrafa que, ao ser aberta, revela ter como conteúdo um génio (djinn). Na ânsia de ser libertado, este génio vai relatar como foi parar à garrafa.

    Uma história mágica, curta e plena de um erotismo fantástico, que viaja através da história para nos contar como esta criatura, o djinn, se relaciona com o plano dos mortais. O filme tem vários momentos de humor, mas a consequência final é bela, apesar de bastante simples.

    Quase como um conto de fadas, este filme tem um relato simples, mas de todo infantil.

  • Dream Girls

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    Dream Girls
    Kim Longinotto
    1994
    Documentário
    6 em 10


    Depois de me ter fascinado por Kageki Shoujo!! sugeriram-me este documentário sobre as artistas Takarazuka reais. O documentário não me podia ter impressionado mais, até me causou uma certa indisposição.

    A tradição mantém-se tal e qual como no anime, e isso não era novo, mas o que me chocou foi o final da carreira destas meninas. Elas estão dez anos livres, a cantar e a dançar, a serem o que quiserem, para aos 25 anos serem expulsas e obrigadas ao casamento.

    Fiquei também a compreender um pouco melhor a fantasia oferecida por este tipo de teatro, que é realmente uma coisa mesmo bonita. A fantasia de que há homens diferentes dos do Japão, homens cuidadosos, que pensam nos sentimentos femininos. Mas uma fantasia à custa do sonho de um conjunto de raparigas que, no final, ficam sem saber o que hão-de fazer, e o que lhes reserva o destino.

    Isto chocou-me profundamente e, por isso, acho que já não tenho vontade de ver isto ao vivo.

  • Conversas à Quinta Feira

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    Conversas à Quinta Feira
    Luís Machado
    1997
    Entrevistas


    Um livro de entrevistas que estava literalmente cheio de bolor. As entrevistas em sim, também com um pouco de bolor.

    Houve alguns entrevistados que gostei muito de ler, nomeadamente o Saramago, o Eusébio e o Álvaro Cunhal. Pelo menos foram os que me pareceram mais sinceros e com um discurso mais lógico. Todos os políticos, quase todos envolvidos com o PSD e governo Cavaco, tinham opiniões que hoje em dia seriam muito disruptivas, sobre assuntos tão variados como o aborto e o transsexualismo.

    Achei bizarro que em todas as entrevistas se perguntasse sobre os Amoreiras e o CCB, como grandes monstruosidades arquitectónicas de que ninguém gosta. Soubessem eles que já há monstros maiores.

    Foi uma leitura interessante, desafiante por causa do bolor, mas é mais um objecto histórico do que outra coisa.

  • Horns

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    Horns
    Alexandre Aja
    2013
    Filme
    5 em 10


    Já tinha lido o livro, por isso estava numa grande expectativa para este filme. Ora, se o livro é puro terror, este filme acaba por ser um policial com um misto de fantasia.

    O filme retira detalhes muito importantes do livro, nomeadamente toda a caracterização de Lee. Devido a isso, o facto do crime ser tão pavoroso não passa bem para o espectador, e torna-se tudo bastante previsível.

    Também o final diferente me chateou bastante, porque o pavor que era transmitido pelo livro não passou através do filme, e acabou por ser um final feliz mas meio agridoce.

    De resto, não há mais nada de especial, nem os actores estão muito bem.

    Passemos ao próximo.

  • Heavy Metal

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    Heavy Metal
    Gerald Potterton
    1989
    Animação
    6 em 10


    Uma sequência de curtas de animação baseadas em comics da revista de mesmo nome, todas sobre o tema de uma bola verde que é a fonte de todo o mal.

    Cada animação tem as suas características, sendo algumas de qualidade superior às outras, mas no fundo o que realmente gostei foi como todas juntas se manifestam numa conclusão cheia de esperança e fantasia. São histórias fantásticas, misturando também com ficção científica, muitas vezes violentas mas outras vezes engraçadas, e quase todas elas com figuras femininas inúteis e provocadoras.

    Talvez o foco principal deste filme seja a variedade musical, que realmente é muito "Heavy Metal".

    Foi realmente um gosto ver este clássico do início ao fim, e recomendo.

  • Lisboa Games Week 2022

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    Lisboa Games Week 2022
    Evento


    Como alguns saberão acabei por não ir nem ao Aniaki nem ao Iberanime OPO por motivos de saúde e, por isso, tinha dois skitinhos prontinhos a usar. Então aguardei pacientemente pelo concurso de skits do LGW e, apesar de terem demorado a anunciar, lá me inscrevi para ir A Caminho de Veridian com o meu Rapidash.

    Ora, estava eu preparadíssima para me apresentar lá com o meu Helper às 8 da manhã quando, às 00:40 recebo um e-mail a dizer que não há helpers para ninguém. "Por motivos de espaço" teria de ir sozinha para um concurso, o que é uma coisa complicada, pois estou bastante dependente do meu acompanhante para coisas básicas, desde obter água até carregar o meu telemóvel. Por isso tirei tão poucas fotos, e nenhuma no backstage, porque estava sem nada excepto o meu fato e a minha peruca e o meu corno. Passado alguns momentos, às 1:25 recebi uma mensagem no meu telefone a dizer que afinal era só para estar lá às 9 e que não era obrigatório ensaiar. Portanto, apresentei-me no evento ao meio dia e pronto.

    À chegada informa-me um segurança que a entrada é do lado oposto, quase ao pé do Campus da Justiça, pelo que fiz uma corrida a cantar o meu skit até lá. Na entrada propriamente dita, vem uma menina da organização buscar-me, e reparo que o desespero já está patente na sua pálida face. Tem de me levar rapidamente porque de seguida terá de ir em busca da segurança para expulsar um Ghostface que andava a assustar as pessoas, causando um ataque de asma a uma menina nervosa.

    A toda a velocidade, visto-me e - com ajuda dessa mesma menina organizacional - concluo que engordei NOS SUVACOS e que o fato não fecha nas costas. Felizmente tenho uma estola toda em pêlo para tapar o defeito, ninguém reparou por isso não existe. De seguida chamam-me para as fotografias, que correram optimamente e ficaram simplesmente giríssimas. Aguardo ansiosamente o seu envio.

    Não há muito para fazer quando não se tem helper, portanto assim que nos disseram para descer lá fui eu. Conversa puxa conversa, descubro que há pessoas que me conhecem e que eu não conheço, o que me enche de vergonha. Estamos todos lá atrás a rir, a chorar, com bem ou mal estar, e a canção está no ar e eu canto "na cabanaaa junto à praiaa", porque já vai uma hora passada do horário previsto e ainda não começámos nada. 

    Um membro da organização diz algo sobre os jurados terem ido almoçar, ao que eu me enfureço porque almocei apenas dois croquetes e uma empada (por sinal horrorsa, não recomendo a empada de vitela do Pingo Doce). Lã vou fazendo conversa com pessoas que conheço na altura e pessoas que já não via há uma porrada de anos. Toco nas pessoas de quem tinha saudades, na verdade desejo até abraçá-las e dar-lhes uma lambidela, mas contenho-me pois "cosplay is not consent".

    Começamos o concurso finalmente e.... Começa logo mal. No primeiro skit puseram um audio errado apenas com 20 segundos (depois a cosplayer pode repetir no final, mas foi má onda) e devido ao facto de não terem ensaiado no palco, os técnicos demoraram a ajustar os níveis do som até que se pudesse ouvir qualquer coisa. Nisto tudo, música incessante e histérica retumba por todas as direcções à nossa volta.

    Sou a quinta a entrar e o público está falecido. Tenho de fazer algo e por isso faço a minha coreografia com toda a energia, salto e pulo e quando finalmente grito AQUI VOU EU todos começam a bater palmas para irem A CAMINHO DE VERIDIAN. Fiquei muito feliz que o público se tivesse animado, e apesar de ser um skit muito simples, adorei fazê-lo e foi super divertido! Obrigada malta, por se terem motivado com o meu Rapidash!

    Segue-se a atribuição dos prémios. Infelizmente apenas um solo e um grupo irão receber prémio, o que mais uma vez me espanta. Porque não distribuir o mesmo valor em somas menores, mas a mais pessoas? Isso tornava a competição mais saudável, e ao menos sentíamos que todos tinhamos a mesma oportunidade. Enquanto aguardávamos a complexa decisão do júri reparei que a organização estava toda sentadinha em cadeiras de gamer, enquanto nós estávamos ali no palco a responder a perguntas improvisadas e (pelo menos eu) a fazer palhaçadas. De imediato requeri que me fossem buscar um café, para não estarem para ali sem fazer nada, mas era só uma piada, ninguém levou a sério e não ganhei café. Infelizmente houve um erro daqueles bem horrendos: os jurados deram um papel que dizia a vencedora (Jinx de League of Legends) e havia duas versões da personagem. Quando chamaram a primeira versão a pobre menina quase chorava, porque aquilo não era real. Depois chamaram a versão certa, e aí já estávamos todos a olhar com um ar de funeral.

    Procedo a retirar o fato opressivo, suei tanto que até tinha chulé nos braços e no peito. E de seguida visito o evento, em busca de mais pessoas amigas.

    Confesso que não consegui ver *nada*. O evento estava tão cheio que nem cabia mais uma agulha, e isso impedia uma circulação arejada. Depois descobri que ainda havia imensos sítios para fazer actividades e tirar fotos, mas - sem helper - não encontrei nada disso. Fiquei apenas a namorar um tapete de Sailor Moon, porque tenho alimentado a ambição de ter um tapete geek, para por nem sei onde.

    Portanto, resumindo e concluindo, passemos ao mais importante! FOTOS DE COSPLAYERS


    Uma lindíssima Nana


    Estas meninas ficaram espantadas por eu só as querer a elas em vez de uma selfie. E vejam que bem ficou a foto, é a minha preferida deste evento! Ainda bem que não incluí a minha fronha de cão cansado nela ne :)






    Fiquei muito contente por ter apanhado este cosplayer, pois tinha acompanhado o processo da feitura da sua máscara via Discord. Apesar de eu ter sido a sua primeira crítica, devo dizer que o resultado final ficou brutalóide! Parabéns!


    E assim se conclui mais uma missiva da vossa dramatóloga de eventos favorita. Caso queiram alguma foto em ultra qualidade de telemóvel, digam coisas! Obrigada e até à próxima! Deixo-vos agora com uma das poucas fotos que obtive até agora e não se esqueçam: encontramo-nos em Veridian!







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