• Indiana Jones e a Última Cruzada

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    Indiana Jones e a Última Cruzada
    Steven Spielberg
    1989
    Filme
    6 em 10

    E agora para o último filme da saga de Indiana Jones. Desta vez conhecemos um pouco da sua infância e da sua família: o seu pai. E o duo dinâmico é mesmo giro!

    Agora, Indiana Jones tem de procurar o último cruzado e descobrir o Santo Graal, antes que (outra vez) os nazis o encontrem. Nem tudo lhe corre bem e, pela primeira vez, temos uma personagem feminina que - sendo forte - também não é o que aparenta. Os efeitos continuam fantásticos, agora com uma maior produção e maior componente digital, que para a altura é bastante boa.

    Os detalhes históricos são muito interessantes e a química entre os actores vence tudo. É um filme com situações negativas, mas também cheio de humor. Mais uma vez, um verdadeiro filme de aventura!

    Esta trilogia é essencialmente um perfeito representante desses filmes e desse género dos aventureiros que tanto nos cativou como crianças. Teria sido muito feliz (ou talvez muito assustada) em vê-los na infância!

  • Rumble Fish

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    Rumble Fish - Juventude Inquieta
    S. E. Hinton
    1975
    Romance

    Estes livros estavam perdidos e foram resgatados (este e outro da mesma autora) e agora por mim lidos. Salvadores de livros... Em acção!

    É um pouco estranho descobrir que S. E. Hinton é Sue, porque o livro é extremamente masculino. Fala de um rapaz muito jovem, mas já delinquente pela força da vida que o rodeia. Fala das suas relações com amigos e relações familiares, uma mãe perdida e um irmão idolatrado.

    É um livro muito simples, escrito de forma directa e com um discurso juvenil muito interessante, mas que por vezes pode ser um pouco confuso, na imagética do som e das cores. É um relato de uma juventude americana perdida, mas de certa forma pouco detalhado e pouco verosímil.

    Ainda assim, li-o numa viagem de autocarro e gostei bastante.

  • Indiana Jones e o Templo Perdido

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    Indiana Jones e o Templo Perdido
    Steven Spielberg
    1984
    Filme
    6 em 10

    Passamos ao segundo filme da saga de Indiana Jones, em que este - depois de atribulações na China - se encontra perdido na Índia e se remete a buscar uma pedra mágica que foi roubada por um culto maléfico.

    Este filme assustou-me para cacete. Tem insectos, demasiados insectos, e morri de medo e gritei imenso. No me gusta isso, non. De resto, este filme é bastante mais negro, com elementos assustadores e violentos, sobretudo dirigidos a crianças. Não é um filme que pudesse sair em 2021. Os efeitos práticos continuam fantásticos, desta vez com alguma integração de meios digitais, bem capazes para época.

    As personagens são diferentes neste filme e temos uma personagem feminina absolutamente oca e incapaz, e uma criança que não traz grandes mais valias à narrativa (talvez porque o filme tem muitas crianças).

    Enfim, nunca esperei que um filme de aventura fosse tão assustador. Acho que afinal não quero ser arqueóloga.

     

  • Os Salteadores da Arca Perdida

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    Os Salteadores da Arca Perdida
    Steven Spielberg
    1981
    Filme
    7 em 10

    Acreditam que eu nunca tinha visto um filme do Indiana Jones? Bem, com este primeiro fiquei apaixonada!

    Doutor Indiana Jones é professor de arqueologia na universidade e, também, um aventureiro. Incubem-lhe a missão de salvar dos nazis uma arca perdida, que supostamente contém as tábuas dos dez mandamentos e um poder incomparável que não pode cair nas mãos dos malévolos fascistas. E assim começa uma aventura apaixonante, cheia de acção e de humor.

    Os efeitos especiais e práticos são fabulosos, o humor cativante e as personagens apaixonantes. Talvez a figura feminina seja um pouco fraca, pois necessariamente tem de ser salva por Indiana Jones. Os actores têm papéis bastante simples, mas interpretam-nos de forma muito eficaz e humorística.

    Um verdadeiro filme de aventuras, que me deu vontade de largar tudo e ser arqueóloga! Mal sabiam os miúdos dos anos 80 que ser arqueólogo inclui saber todos os detalhes de osteologia e que isso, meus amigos, isso é uma valente seca!

  • Falcó

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    Falcó
    Arturo Pérez-Reverte
    2016
    Romance

    Há muito tempo que não lia um romance de espionagem, então este soube mesmo a ginjas. Um verdadeiro page-turner, que li num único dia simplesmente porque não o conseguia largar!

    Falcó é um espião franquista, um sedutor e um aventureiro, sem filiação política apesar de estar do lado dos maus. Aliás, é algo que me fez grande confusão, ele estar do lado dos fascistas. No entanto, ele tem um sentido de justiça apurado e irá lutar por aquilo que acha correcto.

    As voltas e reviravoltas são apaixonantes e viciantes. Talvez o único defeito do livro seja a caracterização de Falcó, que apesar de estar sempre a conquistar belas damas não aparenta ter uma personalidade definida, e demonstra muitas vezes momentos de fraqueza que não correspondem ao que imaginávamos.

    De resto, recomendo bastante, lê-se num instante!

  • A Rapariga que Inventou um Sonho

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    A Rapariga que Inventou um Sonho
    Haruki Murakami
    2006
    Contos

    Ofereceram-me este livro no Natal e mais tarde lembrei-me que já o tinha lido. Foi o primeiro livro de Murakami que comprei e li. Não surpreendentemente, não me lembrava de grande coisa. Ainda assim, não foi uma leitura especialmente agradável.

    Murakami tem um problema na sua estruturação que o torna bastante medíocre. Observemos: o conto começa com um relato de si próprio ou de outra personagem. Depois essa pessoa começa a falar de um acontecimento da sua vida, contando uma história sem qualquer relação com os primeiros elementos. Assim, acabamos por não chegar a conclusão nenhuma.

    A tradução da Casa das Letras continua a ser atroz, com o abuso da horrível expressão "acto contínuo".

    Espero que não me ofereçam mais livros do Murakami.

  • Collateral

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    Collateral
    Michael Mann
    Filme
    2004
    6 em 10

    Um taxista vê-se, por mero acaso, como motorista de um assassino a soldo. Tem de o levar a matar as pessoas, embora não o queira: ele quer salvá-las e só o leva porque pensa que são má rês.

    Assim, temos Tom Cruise a dar tiros (o que é sempre interessante) e caminhos de táxi com diálogos interessantes e uma boa exploração das personagens. O aspecto visual do filme é curioso, porque se mantém sempre em tons escuros pontuados pelas luzes da cidade. É um filme hard-boiled.

    Talvez a sua principal falha se encontre na personagem de Tom Cruise, que apesar de ser má onda tem uns laivos de bondade que não se conjugam bem com a imagem pretendida. Também o final fica aquém do esperado, porque o confronto directo acaba por ser sempre uma maneira um pouco apressada de acabar com as coisas.

    De resto, foi divertido.

     

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