• The Costume History

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    The Costume History
    Auguste Racinet
    1888
    Guia

    Há algum tempo que não escrevia nada neste espaço. Confesso que tenho estado bastante ocupada e, sobretudo, bastante cansada. Mas espero mudar essa tendência agora que nos aproximamos do fim do mês. Noutra nota, o interface do Blogger mudou, portanto vamos ver como resulta, quando experimentei era a modos que super-extra-lento.

    Começo por falar de um livro que me foi oferecido pelo Natal e que trata, de forma brilhante, toda a história da moda ao longo dos tempos, até ao século XIX, altura em que foi escrito. O autor recolhe as roupas utilizadas por todos os povos e culturas do mundo, com riquíssimas e muito detalhadas ilustrações, que vão desde as roupas propriamente ditas, a joalheria, armas e decoração do espaço.

    Este é um livro de referência essencial para todos os que desejam aprofundar os seus conhecimentos sobre moda histórica, o que é o meu caso, pois gostei muito de fazer o meu cosplay de Milady, inspirado nas roupagens do século XVI.

    Recomendo vivamente a todos os que tenham interesse neste tema.



  • Escrito na Água

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    Escrito na Água
    Paula Hawkins
    2017
    Romance
    Um thriller psicológico de uma autora de que não tinha gostado muito. Foi-me emprestado pela minha mãe, que por sua vez o tomou emprestado da minha irmã.

    Então, cada capítulo fala de um personagem, quer na primeira, quer na terceira, quer na segunda pessoa. Ao início acaba por ser difícil perceber quem é quem e, para ser sincera, acabei por ignorar algumas personagens que não eram de todo importantes para a narrativa e pareciam estar ali só para fazer paisagem. No meio desta confusão toda, há uma rapariga e uma mulher que, supostamente, se atiram de um penhasco para um misterioso rio onde várias mulheres morreram, de morte morrida ou matada, conforme.

    A autora esforça-se por tornar o ambiente do rio assustador, mas o facto de ser Verão na história não se liga bem com a paisagem escura que é descrita. Isto adiciona à confusão. Depois, existem voltas e reviravoltas para tentarmos descobrir a verdadeira causa das mortes destas mulheres, que é enlaçada no final de uma forma um pouco apressada.

    Ainda assim, foi um livro fácil, rápido e de digestão simples, que se lê num instante e que é muito viciante. A isto chama-se "o prazer culpado", acho eu.
  • Kaguya-sama: Love is War

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    Kaguya-sama: Love is War
    Omata Shinichi - A-1 Pictures
    Anime - 12 Episódios
    2019
    6 em 10
    Este foi considerado o melhor anime de Inverno de 2019, se não o melhor anime do ano, por muito boa gente. Então, lá fui eu vê-lo. E vê-se bem, mas para melhor anime do ano... Falta algo.

    Kaguya e o presidente do conselho estudantil estão perdidamente apaixonados um pelo outro. Mas, por razões que a razão desconhece, não podem confessar o seu amor um ao outro. Entram, portanto, em estratégias e brincadeiras diversas para provar que se amam, por forma a que um ceda e confesse. O que não acontece, mas dizem que os meios justificam os fins. Ou é ao contrário?

    Entretanto, temos um conjunto de personagens estereotipadas que apenas existem para contribuir para a confusão generalizada. Nos três últimos episódios há uma exploração de algumas das suas características, que é encaixada de uma forma imperfeita, uma espécie de climax "só porque sim".

    Ainda assim, é um anime mais ou menos divertido, com situações inusitadas que, se esquecermos que são irritantes, até conseguem fazer rir.
  • Escrever

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    Escrever
    Stephen King
    2000
    Não-Ficção 

    Quando entrei pela primeira vez na nova Bertrand de Almada fiquei fascinada. E logo ali, nos livros mais vendidos do mês, estava um que era mesmo a minha cara: considerações sobre escrita, pelo muito admirado Stephen King! Tinha de o ter! E aqui está ele!

    Infelizmente, foi um livro que me desapontou bastante. Stephen King é um grande escritor, mas ele começa imediatamente por desmotivar o leitor, afirmando algo como "o escritor mau nunca pode ser bom, o escritor bom pode ser melhor, mas nunca pode ser extraordinário". Como se o talento fosse uma coisa genética, que não podemos fomentar. Isso deixou-me desde logo triste, tal como algumas coisas que ele refere que odeia e muitos bons livros possuem (por exemplo, advérbios).

    Assim, o autor não nos mostra dicas e conselhos sobre escrever: mostra dicas e conselhos sobre como ser exactamente igual a ele, sobre como ser o Stephen King. Mas ele sabe também que nunca ninguém poderá a vir ser como ele, por isso o livro deixou-me desapontada e com vontade de deitar os meus textos ao lixo.

    Tem alguns bons conselhos, embora muitos deles não aplicáveis à língua portuguesa, mas a atitude perante a escrita *dos outros* está plena de preconceito, e disso não gostei.
  • O Cavaleiro das Trevas volta a Atacar

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    O Cavaleiro das Trevas volta a Atacar
    Frank Miller
    2001
    Banda Desenhada 

    A sequela do Regresso chega em grande, com Batman a liderar um grupo de jovens delinquentes e preparado para libertar os verdadeiros heróis do jugo de um presidente fantoche e dos vilões que estão por trás deste.

    Infelizmente, este álbum pareceu mais uma colecção de "tudo o que pode acontecer de mal a um herói", com uma sucessão dos famosos da DC em situações desagradáveis e o Batman a livrá-los do mal-amén.

    Os desenhos estão mais rabiscados, com uma anatomia imperfeita que perturba a leitura. As cores, que poderiam ser vibrantes para ajudar a caracterizar o ambiente frenético desta história, são pálidas e opacas, trazendo muito pouca textura à narrativa.

    As novas personagens, isto é, a nova geração de heróis, tem motivações pouco claras e parece estar um pouco mal definida.

    Por isso, se o Regresso era uma obra prima, o novo Ataque fica muito aquém das expectativas.
  • O Regresso do Cavaleiro das Trevas

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    O Regresso do Cavaleiro das Trevas
    Frank Miller
    1986
    Banda Desenhada
    Comprámos esta edição especial de um clássico da banda desenhada e pus-me logo a lê-lo! Fantástico!

    Bruce Wayne deixou de ser Batman. Está velho, alcoólico e acabado. No entanto, uma nova onda de crimes tem assolado Gotham. E Batman quer voltar, tem de voltar. Mas quais serão as consequências?

    Um álbum que critica a sociedade apodrecida e viciada na televisão dos anos 80. Que torna reais as lutas entre heróis e vilões com que sempre sonhámos. E uma pedra lapidar no significado da banda desenhada enquanto meio artístico. Violento, sem pudores, Frank Miller explora as personagens trazendo-lhes uma humanidade há muito perdida, a humanidade real, a humanidade negra.

    Com desenhos agressivos, e uma estética sombria, as vinhetas sucedem-se num ritmo frenético, em que nunca sabemos qual vai ser o próximo passo. Este Batman não obedece a regras, e isso tem tanto de refrescante como de assustador.

    Recomendo vivamente.
  • Kizumonogatari II: Nekketsu-hen

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    Kizumonogatari II: Nekketsu-hen
    Shinbou Akiyuki - Shaft
    Anime - Filme
    2016
    6 em 10

    Confesso que já estou completamente perdida em relação a Monogatari, portanto vou ver o que puder sem nenhuma ordem em concreto, porque desisto de tentar entender a ordem.

    Ora, neste filme, o nosso MC tem de lutar contra uma série de fortes inimigos, que o vencem, o matam, o desfazem aos bocados. Ainda assim, ele aparenta ter-se tornado imortal, porque volta sempre à batalha. Ainda bem, porque as batalhas e as lutas estão cada vez melhores e a animação é simplesmente deliciosa em todos os aspectos.

    Perspectivas perfeitas, uma paleta de cores e padrões original, uma fluidez muito necessária e perfeitamente aplicada. Em termos visuais, este anime é um mimo. No entatanto, Monogatari torna-se tão confuso que, em termos narrativos, não sabemos bem o que estamos a ver desta vez. Por isso, não lhe posso dar uma melhor classificação.
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