• Miracleman

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    Miracleman
    O Escritor Original
    1986
    Banda Desenhada

    Ofereci este livro, uma edição integral em Português, ao Qui pelo seu aniversário. Entretanto, li-o antes dele. :p

    Miracleman é o que veio depois de Marvelman. Um herói feito para combater a popularidade da DC, que acabou por se perder no tempo e no espaço. Em 1986, o "escritor original" pega no personagem e dá-lhe uma nova interpretação. O que acontece quando o herói, quando o homem que está por trás do herói, esqueceu tudo e não passa de um homem de meia idade a tentar fazer a sua vida normal? E como é que a presença dos seus poderes irá influenciar a sua vida?

    Esta é uma banda desenhada de extrema violência, nunca injustificada, que faz uma análise aguda e contundente dos seus personagens, permitindo uma variedade de interpretações para estabelecer a verdadeira profundidade das suas acções. O vilão está concebido de uma forma simplesmente brilhante, sendo que os super-poderes de Miracleman acabam por dominar a própria personalidade do homem por trás da máscara.

    A arte é de uma brutalidade surpreendente, com imensos detalhes que só poderiam ser detectados numa segunda ou terceira leitura, com um uso de estilos mistos que envolvem todos os tipos de arte. Este não é um comic de todo normal. é surpreendente, fascinante e comovente.

    O final é positivo, mas apesar de tudo fica uma nota interrogativa. Afinal, é preferível entregarmo-nos à perfeição rejeitando a nossa própria humanidade?

    Um livro genial, que me orgulho de ter na minha colecção.

  • Marvel 2099 - Primeiras Aventuras

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    Marvel 2099 - Primeiras Aventuras
    Banda Desenhada
    1999
     
    Finalmente, um colume que contém algumas aventuras dos nossos heróis Marvel preferidos, mas em 2099. Este foi um projecto do final dos anos 90, que tencionava dar uma nova imagem aos heróis, dando-lhes novos nomes, novas personalidades e um novo mundo para viverem, protegerem e povoarem.

    Neste volume há histórias do Homem-Aranha, do Punisher e dos X-Men. Gostei muit das histórias do aranha, que são completamente diferentes do habitual. Neste mundo, os super-heróis estão completamente banidos, pelo que os mascarados são perseguidos pelas próprias autoridades. Assim, não se trata tanto do caso de "fazer justiça pelas próprias mãos", mas mais de uma procura pela auto-suficiência e sobrevivência.

    O universo está bem caracterizado nos cenários, embora os movimentos dos personagens perante eles sejam um pouco descuidados. Os designs novos também são bastante curiosos, afastando-se bastante dos arquétipos da era.

    Foi uma leitura gira e não me importava de ler mais aventuras.
     

  • A Canção do Carrasco

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    A Canção do Carrasco
    Banda Desenhada
    1997
     
    Este é um volume dos X-Men, da Marvel, que combina os três capítulos da série "A Canção do Carrasco". Infelizmente, não consegui apreciar devidamente estes comics, porque não tinha contexto prévio para conseguir inserir os personagens no tempo-espaço das suas personalidades.
     
    O problema dos X-Men, desta vez, é o rapto de Jean e Cyclop por uma entidade alienígena maléfica, para além do ferimento infligido a Charles Xavier por um terrorista. Vários X-Men e outros mutantes procuram salvar os seus companheiros e acabam por vencer um monstro terrível e muito horrendo.

    Os desenhos da Marvel, fiquei a ver, são um pouco diferentes. Utilizam linhas mais finas e os designs dos personagens são um pouco mais humanos e brutais, não se exigindo a todos que tenham corpos perfeitos. No entanto, são utilizadas tantas ores que os desenhos acabam por ficar um pouco confusos, sendo as vinhetas menos dinâmicas comparativamente ao que havia lido antes.

    Não fiquei com vontade de ler mais X-Men.
     

  • Super-Heróis

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    Super-Heróis
    Banda Desenhada - 18 Volumes
    1995

    Esta é uma colecção em 18 volumes das revistas quinzenais de Batman, Liga da Justiça, Super-Homem e SuperBoy que foram publicadas entre 1995 e 1996 em Portugal, pela Abril/Controljovem. Inclui algumas séries semanais, nomeadamente a Queda do Morcego (e o seu regresso) e o prólogo para a Hora Zero.

    Foi uma excelente maneira de onhecer, mais uma vez, alguns dos personagens mais icónicos da banda desenhada e comics americanos. Fiquei a saber um pouco mais sobre Batman e como Bruce Wayne ficou incapacitado durante algum tempo. Fiquei a conhecer a Catwoman, que adorei em fiquei com vontade de fazer cosplay de (embora, talvez, com um fato um pouco menos expositivo). Por outro lado, não gostei de conhecer o SuperHomem, que é um boneco, nem a Wonder Woman, que é uma parva, e muito menos o SuperBoy, que é muito irritante.

    Também não gostei muito de ler as histórias aqui incluídas da Liga da Justiça, que eram todas demasiado improváveis.

    Além disso, esta colecção tem o grande defeito de interromper o Regresso do Morcego, passando da parte das aventuras de Bruce Wayne imediatamente para a luta contra Azrael.

    Em termos de desenho, são comics muito dinâmicos, com um uso de vinhetas muito interessante, mas em termos de cores pareceu-me tudo muito repetitivo.

    Foi uma boa experiência, apesar de tudo!

  • Sci-Fi Harry

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    Sci-Fi Harry
    Kodera Katsuyuki - ADDD
    Anime - 20 Episódios
    2000
    6 em 10

    Este anime passa-se nos States. Harry é um miúdo um pouco solitário, que não se dá bem com as outras pessoas e é constante vítima de bullying. Até ao dia em que descobre que tem poderes paranormais e extrasensoriais. A partit daí, inicia-se a sua aprendizagem, mas também uma perseguição por parte de vários grupos que desejam controlar os seus poderes.

    Os personagens são interessantes na medida em que se distinguem da típica personalidade japonesa sempre presente nos animes. Apesar da dub ser nipónica, conseguimos identificar este grupo de jovens como puramente ocidentais. O seu desenvolvimento é, no entanto, bastante previsível dentro do contexto, assim como a evolução das suas relações pessoais.

    Artisticamente, temos um estilo que já se perdeu no início do milénio, dedicado a um ultrarrealismo dos designs, inseridos num ambiente escuro e opressivo com cores reduzidas e insistência nas sombras. Os cenários não são especialmente detalhados, pelo que se não fosse pelos personagens seria um pouco difícil de localizar este anime num país em específico.

    Em termos de música, não se apresenta nada de extraordinária, com excepção de abertura e final bastante coerentes e de um estilo rock que eu gosto muito mas que já não se ouve assim tanto por aí.

    Um bom anime negro, para variar.

  • Bungaku Shoujo

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    Bungaku Shoujo
    Tada Shunsuke  - Production I.G.
    Anime - Filme
    2010
    6 em 10

    Um filme que fala sobre livros, mais ou menos.

    Um rapaz do primeiro ano do secundário conhece uma senpai com uma característica fascinante: ela come livros. Obriga-o a fazer parte do clube de literatura, onde ele escreve "snacks" para ela comer à hora do lanche. Mas quando um dia, por acaso, ele encontra no hospital a sua amiga de infância, que está internada por tentativa de suicídio, começa uma onda de mistério e ansiedade até ao desenlace final.

    O ambiente do filme é bastante interessante, com a exposição da loucura dos personagens até ao extremo, mas a conclusão acaba por ser um pouco lugar-comum, sendo que não havia de todo necessidade de o filme ser tão longo. Houvesse terminado numa nota menos positiva, talvez tivesse tido mais efeito emocional no espectador.

    A arte é simples, com um bom uso de cenários e uma paleta de cores muito simbólica na relação com a estação do ano retratada. Os designs, no entanto, são bastante fracos, sendo que o estilo anatómico sugere a existência de muitos erros, sobretudo na expressão.

    A música será, talvez, a melhor parte deste anime, com utilização de uma série de peças que em muito contribuem para a caracterização emocional de cada cena.

    Um filme normal.

  • 3-gatsu no Lion

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    3-gatsu no Lion
    Shinbou Akiyuki - Shaft
    Anime - 22 Episódios + 1 Special
    2016
    6 em 10

    Este anime foi recomendado no meu clube e afirmado como uma das grandes revelações do ano que passou. No meu entendimento, este não passa de um anime que tenta ser muitas coisas ao mesmo tempo e acaba por não conseguir ser nenhuma delas.

    Um jovem é altamente talentoso no jogo de tabuleiro shogi (semelhante ao nosso xadrez). No entanto, porque tem traumas na vida, não cuida de si próprio. Então, vai viver com três irmãs que o querem ensinar a ser uma pessoa melhor, apesar de também elas terem problemas na vida. Elas têm gatos que, diga-se de passagem, são claramente a parte mais deliciosa do anime.

    Ora bem, tendo isto em conta esperamos um anime que se foque no desenvolvimento dos personagens através da relação entre eles e, também, através da prática do jogo em que estão. E o anime tenta realmente fazer isto, mas acaba por confundir os seus objectivos. Se existem episódios muito focados no jogo, existem outros em que isto é esquecido para que se fale um pouco da vida diária das três raparigas. Entretanto, o desenvolvimento de todos é muito previsível e, a cada revelação, só conseguimos pensar "então está bem".

    O anime não tem foco suficiente no jogo para que o espectador o possa aprender, mas também não tem suficiente material emocional na construção da personagem para que esta seja realisticamente humana e altamente identificável com as nossas próprias questões.

    A arte é um pouco estranha. Os designs estão actuais com as tendências dos últimos tempos, mas não sei exactamente se gosto destas pessoas coradas e sem nariz. Aliás, o facto de estar toda a gente sempre corada torna um pouco difícil de interpretar as suas expressões faciais. De resto, temos cenários completos, apesar de simples, com uma pintura de alta qualidade.

    Musicalmente, temos temas indie-pop que me dizem muito pouco, mas poderão ser apreciados por outros.

    Dizem que apenas 0,5% dos animes existentes são realmente bons. Este não é um deles,
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