• Youjo Senki

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    Youjo Senki
    Uemura Yutaka - NUT
    Anime - 12 Episódios
    2017
    7 em 10

    Um anime de estreia de um novo estúdio que nos enche de esperança para o futuro do anime, já no final da década. Penso que tenha passado ao lado de muita gente, mas foi uma óptima surpresa!

    Tanya é uma menina. Tudo o que ela quer é que a guerra acabe, para ter uma vida descansada. Mas, não acabando, ela é um monstro no campo de batalha. Voamos com ela através de batalhas espectaculares e estratégias impensáveis, tentando descobrir, afinal... Qual é a sua origem?

    Apesar da história, para já, ser bastante simples e não se entrar em demasiados detalhes políticos, temos um conjunto de personagens tão interessante que vale a pena ver o anime só para os conhecer. Tanya tem um mistério por trás, que é o que a torna tão mortífera, que acaba por nunca ser totalmente esclarecido. No entanto, a sua personalidade calculista e, ao mesmo tempo, explosiva, torna as suas linhas de raciocínio e as atitudes nos momentos de acção uma delícia. Temos também um conjunto de personagens de apoio que têm muito para dar, embora não tenham sofrido suficiente desenvolvimento e caracterização. Para além disso, é um anime de guerra  com raparigas em que nenhuma delas é sexualizada. Existe a consciência de que Tanya não passa de uma criança (apesar de ser uma criança psicótica), o que é muito valorizável. No entanto, achei que o conceito de acabar com a guerra para ficar em sossego" se tornou um pouco repetitivo ao longo dos episódios.

    Mas o que distingue este anime de outros do género é a animação. Para novo estúdio, temos cenas de acção sem erros, com boas técnicas, uma boa integração de CG e uma paleta de cores muito apreciável dentro do contexto. O resultado não podia ser melhor, com lutas bem coreografadas, interessantes e que nos deixam à borda da cadeira para saber o que irá acontecer. Por4que, como na vida real, nem tudo é certo e nunca sabemos quem vai sobreviver.

    A banda sonora tem muitos toques de electrónica, o que acaba por funcionar bem neste anime mas que, individualmente, é pouco coerente.

    Esperemos que venha daí uma segunda season, porque ninguém se farta da Tanya, a Má!



  • Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu: Sukeroku Futatabi-hen

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    Shouwa Genroku Rakugo Shinjuu: Sukeroku Futatabi-hen
    Omata Shinichi - Starchild Records
    Anime - 12 Episódios
    2017
    6 em 10
     
    Acabei por ver esta segunda season por mero acaso. Tinha um shoujo planeado para ver, mas um amigo disse-me tão mal dele que achei por bem substituí-lo por esta outra sugestão, de outra amiga. Por mim, mais valia ter visto o shoujo, porque esta segunda parte da história não acrescentou nada de especial ao que já tinhamos visto.
     
    Ora bem, agora o nosso personagem principal quer ser o pai de uma criança que não é dele e, ao mesmo tempo, ser bem sucedido nas artes do rakugo. Assim, o anime torna-se um pouco numa novela com este teatro ancestral como pano de fundo. As acções dos personagens são exageradas e perde-se muito da qualidade dos actores de voz (o ponto mais precioso da primeira season) nestes ataques de gritaria e ansiedade.
     
    Também voltamos a ver um pouco do passado do mestre, mas nada de importante é referido.
     
    A animação é simples e, desta feita, temos muito menos espectáculos para ilustrar do que na primeira parte. Quando ilustrados com pequenas animações coincidentes com as histórias a ser contadas, o anime torna-se ligeiramente repetitivo, pois as situações acabam por ser sempre mais ou menos as mesmas.
     
    O final, esse, foi muito satisfatório: aquela passagem para o futuro foi tanto discreta como um verdadeiro sucesso.
     
    De resto, uma boa forma de completar a história, mas passava bem sem ela,

  • ACCA: 13-ku Kansatsu-ka

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    ACCA: 13-ku Kansatsu-ka
    Natsume Shingo - Madhouse Studios
    Anime - 12 Episódios
    2017
    5 em 10
    Mangas da Natsume Ono, sobretudo quando adaptados para a televisão são muito "hit or miss". Neste caso, um miss completo.

    Um conjunto de personagens com fraca caracterização percorre os detalhes políticos de um universo dividido em 13 lugares distintos, cada um com as suas próprias forças e fraquezas. Desenvolve-se uma trama altamente complexa de favores, mistérios, crimes e segredos, que se revela tão complicada como inócua e inconsequente.

    Os designs dos personagens não ajudam: as cores vibrantes e o estilo da autora tornam-nos numa espécie de caricatura deles mesmos, sendo que é impossível levar a sério toda a história tão detalhada quando as pessoas envolvidas não se parecem com pessoas de todo.

    A animação, pelo menos, é característica do estúdio em causa, apesar de não haver momentos de muita acção e tudo se desenvolver, mais ou menos, por trás da cortina, nos bastidores.

    Em termos de música, temos uma OP excitante para um anime que deixa muito a desejar.

    O primeiro desapontamento do ano.
  • Romeo no Aoi Sora

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    Romeo no Aoi Sora
    Kusuba Kouzou - Nippon Animation
    Anime - 33 Episódios
    1995
    5 em 10
    Mais um World Master Theatre para a colecção! Este foi inspirado num livro dos anos 40, Alemão, e fala sobre a vida diária e aventuras de Romeo, um rapazinho perdido nos telhados de Roma.

    Quando o pai de Romeo fica doente, ele aceita ser vendido a um meliante, para começar a trabalhar como limpa-chaminés na companhia de outros miúdos na mesma situação. Apesar de, ao início, a vida ser difícil, Romeo faz novos amigos e vive grandes aventuras, sempre potenciadas pela necessidade de arranjar dinheiro. Entre esses novos amigos existem alguns que fazem parte de um grande mistério que envolve a nobreza local. Evidentemente, o fim tem algo de trágico, como é típico nas peças WMT, mas nem por isso deixa de ser satisfatório de certa maneira.
     
    Infelizmente, os outros elementos do anime estão especialmente fracos, sobretudo tendo em conta a época de produção e o valor desta para animes deste tipo. Os cenários são praticamente inexistentes e muito pouco cuidados. Os designs estão altamente simplificados e não permitem a identificação dos personagens. Finalmente, a animação em si é muito precária e pouco elaborada.
     
    A banda sonora também sofre do mesmo mal, sendo altamente repetitiva, embora tenha algumas peças com o seu interesse.
     
    Um WMT pior do que a média.

  • A Melancolia de Haruhi Suzumiya

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    A Melancolia de Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    Light Novel
    2004
    Pois bem, depois de já ter lido dois dos volumes desta colecção, achei que seria bom começar pelo início e ler o primeiro. :p

    Este primeiro volume tem muito mais do que eu conhecia da história do que estava à espera, incluindo a minha parte preferida que me coibirei de spoilar. São-nos apresentados os personagens e percebemos um pouco da personalidade de cada um deles, incluindo os pequenos detalhes que os tornam tão únicos e apetecíveis.

    No entanto, os personagens secundários aparecem um pouco limitados ao seu estereótipo, como se não fizessem realmente parte da história e apenas estivessem lá para dar um pouco de picante, com fatinhos bonitos e funcionando como objecto de desejo.

    No entanto, o livro está escrito de forma muito directa e engraçada, o que acaba por ser um pouco viciante.
  • Spice and Wolf (6)

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    Spice and Wolf (6)
     Isuna Hasekura
    2006
    Light Novel

    De regresso ao Kobo, estou a tentar fazer uma manutenção na minha lista de Manga do MAL e eliminar coisas em espera. Portanto, lá continuei com as aventuras de Holo e Lawrence.

    Só que, desta vez, o autor fez uma coisa que me irrita solenemente: começou a esticar a história. Neste volume, o que é que os nossos viajantes fazem? Voltam para trás! Mas voltam de barco, o que sempre é uma variação interessante.

    Ficamos a conhecer um pouco de como se processam os negócios fluviais neste universo e também um pouco sobre os estudantes e escolásticos. Isto porque eles acabam por conhecer um novo companheiro de aventuras, um miúdo cheio de dívidas que quer ganhar dinheiro com os conselhos de Lawrence.

    Infelizmente, este novo personagem tem uma caracterização muito fraca. Ficamos sem saber se ele na realidade é muito inteligente ou se, por outro lado, sofre de algum problema cerebral. O seu discurso é estranhamente infantil dentro do contexto e as decisões parecem todas forçadas.

    Pelo menos temos uma belíssima descrição de Holo a dançar. :)

    Para os comentários sobre os volumes anteriores, cliquem aqui.

  • From Up On Poppy Hill

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    From Up On Poppy Hill
    Goro Miyazaki - Studio Ghibli
    Anime - Filme
    2011
    6 em 10

    No outro dia saquei para ver todos os filmes da Ghibli que me faltavam. Comecei por este, por escolha do Qui. No original, este filme tem um nome estranho (Coquelicot qualquer coisa). Foi realizado pelo filho do mestre Miyazaki a quem, infelizmente, ainda falta muita experiência.

    Uma rapariga vive no topo de uma colina e todos os dias pendura bandeiras ao vento. Num barco, o seu colega da escola consegue vê-la. Como irá a relação dos dois evoluir a partir daqui?

    Esta história tem dois eixos centrais: a história de amor e a história da revolução estudantil. A segunda serve muito para apoiar a primeira, mas penso que se tivesse sido explorada em mais detalhe este filme teria muito mais molho para saborear. A história da relação entre os dois miúdos é muito melodramática, como numa novela mexicana muito parva, sendo que a conclusão é tão óbvia como pateta. Quanto à revolução estudantil, existe aqui uma tentatia de relatar os factos ocorridos na realidade dos anos 60 Japoneses, mas a verdade é que o filme os mostra como uma espécie de brincadeira de crianças sem qualquer tipo de consequência, como se lutar pelos direitos de uma facção fosse uma espécie de comédia infantil.

    Em termos de animação, temos cenários que fazem jus ao nome de Ghibli, mas estes são muito estáticos e parece que os personagens,. que recebem elementos animados, não interagem com o espaço que os rodeia. Em termos de fluidez, existem alguns aspectos que estão menos que perfeitos, o que num anime com este nível de produção acaba por se tornar muito pouco aceitável.

    A parte melhor foi, sem dúvida, a banda sonora. Temos muitas músicas características da época em que o filme se passa, com alguns clássicos à mistura, e uma grande variedade que se conjuga muito bem com todos os momentos.

    Mais um filme que nos deixa a conclusão de quem nem tudo da Ghibli é bom.

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