• Ore, Twintails ni Narimasu.

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    Ore, Twintails ni Narimasu.
    Kanbe Hiroyuki - Production IMS
    Anime - 12 Episódios
    2014
    5 em 10

    E agora é momento para ver um anime de comédia. Mas, como sempre, não me ri nem um bocadinho.... Será problema do anime? Será problema meu? O mistério mantém-se...

    Um rapaz taradão por twintails (doravante conhecidos como "tótós") vê-se na situação de ter de combater contra uns monstros maléficos que ainda são mais taradões que ele. Para isso, transforma-se numa guerreira de tótós que lança raios laser da sua poderosa armadura. Para o ajudar tem uma moça azul e uma moça amarela. E é apenas isto.

    A história, supostamente, é uma paródia. Mas uma paródia exactamente a quê? Dizem-me que é a gozar com toda a cultura ota-cu, mas essa dimensão está para além da minha compreensão porque não vi qualquer tipo de referência útil ou menos básica que pudesse demonstrar que isto é algo a gozar com alguma coisa. Parece ser um anime que repetidamente goza apenas consigo próprio o que, de certa forma, acaba por ser válido.

    Os personagens são inanos e não têm qualquer tipo de conteúdo. Limitam-se ao seu fascínio por tótós, ao seu desespero pelo tamanho dos apêndices mamários. Os personagens mais interessantes acabam por ser os monstros, já que cada um tem uma taradice diferente a que se dedica. Talvez sejam os maus a parte em que estão a gozar com a cultura ota-cu? Fiquei sem perceber.

    A animação não está nada má, mas acaba por estar muito limitada a um conjunto de gags que derivam em explosões variadas. As cores são simples, os fundos pouco detalhados. Os designs das armaduras não fazem muito sentido e parecem existir para mostrar corpos. Felizmente, o conteúdo ecchi não é tão acentuado como eu estava à espera no início.

    Musicalmente, é um anime fraco, com peças desinspiradas e OP e ED perfeitamente esquecíveis.

    Assim, será certamente um daqueles animes a que vou dizer non.
  • Mujin Wakusei Survive

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    Mujin Wakusei Survive
    Yano Yuuchirou - Madhouse Studios
    Anime - 52 Episódios
    2003
    6 em 10

    Estive dividida em relação à nota a dar a este anime, mas acabei por me decidir pelo lado superior porque gostei realmente de o ver. Não sei, foi um anime que me entreteve para catano!

    Um grupo de sete jovens que vivem numa estação espacial (algures no espaço) vai numa visita de estudo para visitar um planeta. Infelizmente, a nave que os transporta é absorvida por ondas gravitacionais (finalmente provadas como existentes) e acaba por se despenhar numa ilha isolada num planeta desconhecido e, aparentemente, desabitado.

    Assim, numa espécie de argumento do Senhor das Moscas um pouco mais infantilizado, eles têm de fazer todos os possíveis para sobreviver. E assim prossegue o anime como uma espécie de fatia-de-vida de um grupo de adolescentes numa ilha sem qualquer tipo de recurso, o que acaba por ser bastante cativante. Infelizmente, ficam algumas coisas por explicar. Por exemplo, que nave era aquela que os transportava que tinha todo o tipo de materiais possíveis para a construção de armas e ferramentas? Como é que estes adolescentes que nunca viram uma planta ao natural são capazes de construir tais armas e de identificar quais são as coisas próprias para comer ou não? Se não há medicamentos, como é que eles souberam que as plantas eram medicinais para baixar a febre? E assim por diante. Depois a história acaba por ganhar um rumo, a partir do momento em que eles encontram Adam, e as conclusões que são retiradas acabam por ter algum valor filosófico e moralizante, sobretudo tendo em conta que este anime é dirigido a crianças um pouco mais pequenas.

    Os personagens não possuem muita caracterização, o que me trouxe um pouco de tristeza. No entanto, a sua simplicidade funciona dentro do contexto. No entanto, também não evoluem. As suas reacções emocionais parecem desfasadas da realidade em que se encontram, o que torna todos os momentos que deveriam ser emocionantes (por exemplo, a morte de alguém) é algo que acaba por ser um pouco indiferente.

    A animação está bastante aceitável, sendo que os fundos que caracterizam a ilha, assim como os designs de plantas e animais, dão uma sensação de habitat plena, um sentimento de que nos encontramos nós próprios naquela ilha. Mas há também muitas cenas recicladas e repetidas, assim como constantes flashbacks que aparentam servir apenas para ocupar o tempo e completar as 4-cours para a qual o estúdio recebeu contrato.

    A OP e a ED são infantis e um pouco ridículas, assim como as animações correspondentes. Isto acaba por estabelecer todo um ritmo para a série que poderia passar ao lado se as músicas fossem demasiado sérias.

    Assim, não recomendaria este anime à primeira vista, mas para uma pessoa um pouco mais experiente em busca de diversão, é uma boa série para passar o tempo.

  • Trumbo

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    Trumbo
    Jay Roach
    2015
    Filme
    6 em 10

    Estou com istuo tudo muito atrasado. Fui ver este filme a semana passada com a minha mãe, mais o Stepfather, mais a minha irmã ao cinema dos Amoreiras. Inicialmente éramos para ter ido ver outro filme, o "Quarto", mas o senhor da bilheteira disse que estava esgotado. De seguida processou-se um evento estranho em que o senhor se recusava a vender-nos bilhetes em lugares separados e, progressivamente, fomos vendo os lugares todos da sala a serem ocupados. Mas lá conseguimos entrar no filme, apesar de, portanto, estarmos todos separados.

    Este filme trata um tema curioso que até hoje aparenta ser um pouco tabu no cinema americano: a época da chamada "caça às bruxas", em que o colectivo americano se via preso numa obsessão em eliminar todas as pessoas eventualmente associadas a essa coisa maléfica que é o comunismo. Foi o que aconteceu a Trumbo, um argumentista de cinema famoso e sempre bem pago. Ao ver-se perante um tribunal inconstitucional em que o obrigariam a denunciar os seus amigos, acaba por ir preso. Depois disso, tem de refazer a sua vida, fazendo o que melhor sabe: escrever filmes. Mas tem de ser tudo em segredo!

    Pareceu-me que o filme, com sua realização e argumento, fizeram um bom trabalho em mostrar-nos um pouco da vida deste homem e como as suas actividades acabaram por influenciar o cinema em vários aspectos. é também uma breve lição sobre a história do cinema, em que ficamos a conhecer um pouco dos filmes mais famosos nessa época, assim como todo o ambiente circundante de Hollywood, com seus ícones e seus críticos. Este retrato será certamente ajudado pelo guarda roupa completo e exacto em relação à época.

    O elemento principal do filme é o seu personagem principal, que tem uma interpretação fantástica pela parte do actor. Este demonstra Trumbo como uma pessoa cheia de humor e vitalidade, mas também mostra a mudança que se opera depois da sua visita à prisão e a forma como luta contra o desespero de não poder assinar os seus argumentos (por enquanto).

    Talvez o filme peque por se perder um pouco em detalhes que acabam por não caracterizar qualquer elemento da história, como por exemplo o fio paralelo relativo ao vizinho mau.

    Mas foi um bom filme para ir ver ao cinema e valeu a pena a luta com o senhor para conseguir os lugares. Só achei estranho que toda a gente tivesse batido palmas no fim, porque não me pareceu assim tãããão bom.
  • O Dia dos Prodígios

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    O Dia dos Prodígios
    Lídia Jorge
    1979
    Romance
    Já há algum tempo que queria ler algo desta autora. Na verdade, cheguei a comprar um livro a propósito de uma troca de outro repetido. Mas depois apareceu este pelo BookCrossing, um RABCK, e pensei em lê-lo primeiro, já que é a primeira obra da autora.
    Confesso que fiquei dividida. Por um lado percebo que seja uma obra importante dentro do seu contexto socio-político, mas não fui capaz de me embrenhar totalmente. Este livro passa-se numa pequena aldeia algarvia, o que desde já é curioso. Quando falamos de aldeias portuguesas, são sempre as aldeias do norte ou do Alentejo. Nunca no Algarve. Nesse aspecto, temos logo um ponto para a originalidade. No entanto, precisamente por causa deste mote geográfico, o livro está escrito num palavreado muito típico, em que todos os personagens (incluindo o próprio narrador) relatam os acontecimentos com um sotaque pouco discernível e quase estranho, pela falta de actualidade e pelo exagero da terminologia.
    Talvez sejam erros de uma edição antiga, talvez sejam erros de um autor pouco experiente, mas a verdade é que me causou uma certa irritação a repetição constante de algumas palavras e expressões, como "cu", "urina" e "mão em pala". Para mais, existem coisas como enumerações incompletas ("ele sabe três coisas" e depois só diz uma) que me levam aos arames. Toda a narrativa remete para um esgar de nojo, em que todos os acontecimentos não possuem qualquer beleza gráfica, mas antes um habituar aos elementos da natureza em que estes deixam de ser interessantes para serem simplesmente grotescos, apesar da sua normalidade.
    Quanto ao dia dos prodígios propriamente dito, este poderá ter interpretações diversas. Será a cobra? Será o soldado? Será a revolução? Será a previsão do futuro? Esse foi o elemento mais interessante do livro, ver como todos estes elementos influenciam os personagens que, sem dúvida - apesar das descrições vagas - estão muito bem caracterizados.
    No entanto, parece-me que o livro depende demasiado da forma como está escrito para que a história seja convenientemente aprofundada. Parece um rol de palavras enumeradas, apenas um jeito de falar. De certa forma caracteriza uma terra e uma "cultura", mas será que isso é o suficiente?

    Nota: mas gostei imenso do nome dado aos pirilampos... "Luz-em-cus" :p

  • Le Chevalier d'Eon

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    Le Chevalier d'Eon
    Furuhashi Kazuhiro - Production I.G.
    Anime - 24 Episódios
    2006
    7 em 10

    Já alguma vez disse aqui o quanto eu gosto de animes históricos? Provavelmente... Le Chevalier d'Eon é um anime sobre a corte francesa, mas com um pequeno twist sobrenatural.

    d'Eon é um jovem aristocrata da corte de Versalhes, cuja irmã é misteriosamente assassinada. Em busca do assassino da rapariga, d'Eon torna-se espião para os reis e é enviado em diversas viagens. Nestas, acaba por descobrir que há algo mais para além de um assassinato no meio de tudo isto... Para mais, a alma da irmã possui-o nos momentos mais inusitados, levando a que seja um pouco difícil distinguir quem é quem...

    Este anime tem uma narrativa misteriosa e muito interessante, que nos deixa sedentos de curiosidade em saber o que realmente se passa. Há uma aura gótica que envolve tudo isto, com estranhas ligações mágicas e religiosas que nos trazem dúvidas ao mesmo tempo que revelam a história. Esta pode ser um pouco complexa, mas no final todas as pontas acabam por se unir e o resultado é muito satisfatório. Parece tratar-se de uma reinvenção da história da Revolução Francesa, mas ainda antes da época correcta.

    Os personagens são realistas, mesmo dentro do contexto fantástico, havendo soberbo desenvolvimento das suas características, sobretudo naqueles considerados "os principais". As suas dúvidas têm sempre consequências, mais ou menos graves, e o misto de sentimentos que têm uns pelos outros acaba por contribuir muito para o desenvolvimento narrativo. d'Eon em especial, tem uma questiúncula curiosa, que é o facto de estar possuído pela "alma" da irmã o que leva a que ele próprio comece a ser incapaz de distinguir a sua própria identidade.

    Nesse aspecto, poderíamos ter tido um melhor uso dos designs, já que muitas vezes é difícil distinguir um do outro, mesmo pela voz. Quanto ao resto, estão historicamente alinhados, o que é sempre um prazer de ver, quer em termos de design quer em termos de cenários. As cenas de acção estão bem coreografadas e levam os personagens a situações de extremos, perfeitamente caracterizadas pelas suas expressões.

    As vozes ajudam também a isto, sendo que na maior parte das vezes temos boas interpretações. Musicalmente, posso considerar um anime um pouco fraco, já que as peças são pouco inspiradas e pouco associáveis à época em que nos encontramos no contexto, sobretudo a OP e ED que têm tons demasiado pop.

    No entanto, é um anime altamente recomendável, quer para fãs de animes históricos, quer para fãs de mistério ou de acção. É muito polivalente e uma excelente história de mistério fantástico.

  • Non Non Biyori Repeat

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    Kawatsura Shinya - TV Tokyo
    Anime - 12 Episódios
    2015
    6 em 10

    Depois da Primeira Season talvez não fosse inesperado que esta segunda instância aparecesse para ver no meu clubezinho elitista. No entanto, fiquei extremamente desapontada com o que fizeram: porque esta segunda season não é uma sequela, mas antes um reinventar da primeira, com novas situações e alguns personagens diferentes.

    No entanto, em imitação das típicas séries americanas dos anos 90 (10 seasons e nada acontece), não há qualquer tipo de desenvolvimento narrativo ou das personagens que faça esta série valer a pena. São todos exactamente iguais ao que conhecíamos e não existe nenhuma nova situação inusitada neste anime da vida diária que demonstre que os personagens crescem de alguma forma durante as suas actividades. Não há nenhuma nova descoberta ou aprendizagem que seja extremamente diferente da primeira instância e, assim, o anime vive exclusivamente das belas imagens reveladas pela arte.

    Esta, continua exemplar, mas não há nenhuma diferença nas paisagens que demonstre que houve uma evolução, física ou outra, o que acaba por tornar a beleza e o brilho obsoletos.

    Musicalmente, temos temas semelhantes que são evocativos de uma vida em paz no campo.

    Assim, posso garantir que esta segunda season é bastante inferior à primeira, na medida em que é exactamente igual. Por isso, aquando a nossa votação, será um rotundo não.

  • Morangos Silvestres

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    Morangos Silvestres
    Ingmar Bergman
    1957
    Filme
    7 em 10

    Mais à noite vimos este filme, a minha estreia com o famoso autor. Um poema a preto e branco, uma exploração da memória.

    Um homem velho vive apenas com a sua governanta. Vai ser premiado por ter feito 50 anos ao serviço da medicina, mas decide ir sozinho de carro. Acompanha-o a sua nora. Mas, o que se passa com este homem, que se vê atormentado por pesadelos?

    O autor coloca em cheque as diferenças inter-geracionais de forma pungente e bela, contrastando a inocência descerebrada da juventude com o terror da velhice, o terror da incapacidade. E, ao mesmo tempo, desenvolve-se a história do seu filho que, afinal, sofre como um idoso prematuro e não encontra nada de bom na vida. Assim, o personagem encontra uma espécie de felicidade final, uma aceitação da vida perante a juventude perdida, apenas encontrada pelo confronto entre este e os os jovens que encontra pelo caminho.

    As imagens podem ser a preto e branco, mas há um uso fascinante da luz e sombra, sendo que - não vendo cores - podemos imaginar todo um ambiente gráfico de beleza extraordinária. Este grafismo é sempre mais evidente nas sequências dos sonhos, que podem mesmo ser aterrorizantes.

    Ao mesmo tempo, existem alguns momentos de humor, sobretudo sobre ideias religiosas ultrapassadas. Infelizmente, muitos deles são também sobre a figura feminina, retratada como passiva e estupidificante, o que não é muito interessante para o momento actual em que vivemos.

    Ainda assim, gostei muito do filme e fiquei muito curiosa para ver outros do autor, sobretudo aquele em que a Morte joga xadrez com um homem.

    O Dia Seguinte
     
     
    Mas a viagem ainda não terminou! No dia seguinte, apesar de perdermos o pequeno almoço, fomos almoçar a um desses restaurantes à beira da estrada onde se come sempre lindamente. Comi choco frito. Depois, seguimos até Palmela para vermos as suas atracções, nomeadamente o castelo. No entanto, lá chegados, começou a chover torrencialmente, uma chuva muito fria, pelo que nos recolhemos dentro do carro. Fomos também ver o miradouro, que era mesmo ao pé. Palmela parecia estar desabitada, mas parecia também uma vila muito simpática!

    Deixo-vos umas fotofotos, para ficarem com vontade de visitar :)







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