• Maléfica

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    Maléfica
    Robert Stromberg
    Filme
    2014
    4 em 10

    Filme que estava a dar num dos TVCines, na véspera de Natal. De certa forma, tinha curiosidade em vê-lo, pois a minha irmã mais menor e o meu pai adoraram.

    Mas não. Absolutamente não.

    Este filme conta a história da Bela Adormecida por uma outra perspectiva. E se Maléfica, a bruxa má que amaldiçoou a criança, afinal fosse boa pessoa? E uma verdadeira fada madrinha? A ideia é muito boa e está bem executada em termos narrativos, mas de resto... Para esquecer.

    Porquê? Porque é tudo digital. O mundo fantástico que poderia ser maravilhoso e encantador, não passa de um ecrã verde com efeitos especiais por cima. Até o maldito castelo! Um castelo, senhores! Onde está o pessoal que faz maquetes, Disney? Até o castelo é todo feito em computador! O realismo? Onde está o realismo? (revolta....)

    Para além disso, a prestação dos actores.... Angelina Jolie pode ser muito jolie, mas boa actriz não é. É brutalmente famosa, mas não fez nada de jeito neste filme. Nem mesmo a parte mais emocionante (quando ela perde as asas) está bem interpretada. Simplesmente horror!
     
    Talvez a parte mais divertida do filme tenha sido o corvo. Também foi o personagem que sofreu mais desenvolvimento e o que tinha melhores diálogos.
     
    Disney, vai para casa que tás bezana.

  • Gosick

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    Gosick
    Nanba Hitoshi - Bones
    Anime - 24 Episódios
    2011
    5 em 10

    Inicio com este anime a minha nova Plan to Watch, uma lista de coisas a ver que - espero eu - seja melhor que a última. Não que este anime tenha logo dado essa informação. Inicio também, com este post, a série de coisas que vi durante os dias do Natal. Boas festas pessoas! =D

    Ora bem, este anime... Nos anos 230, um jovem Japonês estuda numa prestigiada escola europeia, num país imaginário. Conhece incidentalmente uma misteriosa menina que, com a sua capacidade lógica, resolve mistérios diversos. De mistério em mistério, chegam às origens dessa moça e a grandes conclusões. A história vai desenvolvendo-se de forma um pouco desregrada, até um final caótico em que nem tudo é o que parece. O facto de terem dedicado a maior parte do anime a falar da mãe da mocinha pareceu-me desnecessária e não contribuiu em nada para o desenvolvimento dos personagens. Estes, infelizmente, são mais uma bolacha do pacote (das de água e sal), sendo que o foco principal da sua caracterização está na relação entre os dois elementos principais.

    Dita relação recebe, logo no início, uma espécie de profecia. Calha mal, simplesmente por ser tão hiper-romântica e não acrescentar nada de importante ao que realmente se vai passar. No final, a profecia revela-se numa separação e respectivo reencontro, que não têm nada de emocionante. Assim, a caracterização dos personagens (que mesmo sendo relativa poderia ser bastante forte) cai por terra e acaba por se vulgarizar.

    A arte não tem nada de espectacular, sendo que não há grandes cenas de acção para a demonstrar. O anime não se foca nos cenários. Mas o que mais me fez confusão foi a falta de exactidão histórica nos cenários e designs. Se estamos nos anos 20, porque aparecem pessoas vestidas de anos 50? Já para não falar dos vestidos vitorianos. Se tudo isto dá uma certa aura steampunk que poderá agradar a muitos, para mim é uma incapacidade fatal de manter uma coerência gráfica.

    Na banda sonora, não há nenhuma peça que chame a atenção.

    Um anime incapaz e uma péssima estreia para a minha PtW.

  • Comet Lucifer

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    Comet Lucifer
    Nakayama Atsushi - 8bit
    Anime - 12 Episódios
    2015
    5 em 10

    Talvez a culpa seja minha por esperar demasiado de animes originais e por escolher animes pelo título. Mas a verdade é que este foi um anime muito, muito fraquito...

    Passado num universo fantástico que, por alguma razão, também tem robots gigantes, conta a história de um rapaz que encontra uma miúda que sai de dentro de um calhau. Assistimos à vida deles e dos seus amigos numa suposta normalidade, excepto que anda alguém do governo e de pessoas contra o governo a tentar raptar a moça. Porquê? Só se percebe perto do final. Esta falha narrativa, supostamente encerrando um grande mistério (que se revela numa luta de chapadas entre robots, como nos melhores shounens), faz com que o anime seja bastante aborrecido e, no fundo, inconsequente. Afinal, porque gastar orçamento em vegetais a dançar se a história poderia ter sido resumida num OVA de 3 episódios?

    A isto não ajudam os personagens. Completamente inadequados e sem qualquer tipo de densidade, poderiam ser estes ou outros quaisquer que a história não iria melhorar. Temos todo o tipo de estereótipos neste conjunto reduzido de personagens, sendo que talvez a única que se distinga minimamente seja a menina que era um pedregulho. Os designs dos personagens não fazem qualquer tipo de sentido dentro do contexto e as vozes são medianas, o que não ajuda nada à sua identificação e individualidade.

    Dentro do meio artístico, temos cenas de animação que poderiam ser bastante boas se a utilização de meios digitais não fosse tão evidente. Está para além da minha compreensão o porquê de se utilizarem mechas nesta história, sobretudo mechas que não têm utilização prática em termos de engenharia e física. A paleta de cores é muito alargada, mas as cenas não têm qualquer tipo de beleza implícita, coisa para que muito contribuem os personagens insossos e sem categoria.

    A banda sonora é típica do género e, consequentemente, muito pouco memorável.

    Um anime que será rapidamente esquecido, apesar das suas boas intenções.
  • Subete ga F ni Naru

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    Subete ga F ni Naru: The Perfect Insider
    Kanbe Mamoru - A-1 Pictures
    Anime - 11 Episódios
    2015
    7 em 10

    Este também é um anime da season de Inverno, mas não o vi nesse contexto. Na verdade, esperei que terminasse, pois foi-me sugerido por um amigo enquanto estávamos num evento. Bem, não tive de esperar muito. Foi sem dúvida a minha surpresa do ano, talvez o premiado com AOTY (esse suposto prémio que tanto gostamos de atribuir).
     
    Tudo começa quando uma rapariga e o seu professor se dirigem a uma ilha isolada do mundo para conhecerem um génio da programação, uma mulher que vive também ela isolada num quarto dessa ilha. Ao chegarem, ocorre um misterioso assassinato, sendo que qualquer um deles poderá ser o culpado. É tentando buscar a solução para esse mistério que se processa a narrativa.
     
    Temos uma história policial interessantíssima e muito inteligente, com perguntas e soluções que se seguem e se tornam cada vez mais intrincadas. É o tipo de anime que nos põe a pensar ao mesmo nível dos personagens, sem nunca revelar demasiado, sendo que todas as descobertas se apresentam como uma surpresa, sem nunca descurar o mistério e o desenvolvimento das pessoas que nele estão envolvidas.
     
    De entre estas, existem vários tipos: os que estão a resolver o mistério; os que estão lá por acaso; e a vítima. Esta, perante os acontecimentos, é quem sofre o maior tipo de desenvolvimento. Podemos perceber cada vez melhor o que se passa através dos diversos flashbacks da sua vida, sem no entanto nos ser dada demasiada informação de forma a que possamos descobrir quem é o "criminoso" antes do tempo certo. Os diálogos entre todos estão muito bem construídos e permitem-nos uma visão mais profunda de cada um deles, tornando-os aprazíveis e causando um grande grau de empatia.

    A arte é colorida e brilhante, com alguns momentos gráficos muito interessantes em termos de construção do cenário. No entanto, alguns elementos em CG são demasiado evidentes e destoam bastante do resto do contexto idílico em que a série se passa, se bem que - considerando que grande parte deles aparecem num mundo digital - fazem sentido dentro do universo em que se inserem.

    A OP é fascinante, com uma animação muito original e apropriada, sendo que a ED também não lhe fica atrás. No resto da banda sonora, encontramos peças que, sendo simples e discretas, se enquadram perfeitamente nas cenas que ilustram.

    Um anime memorável.
  • Young Black Jack

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    Young Black Jack
    Kase Mitsuko - TBS
    Anime - 12 Episódios
    2015
    6 em 10

    Termina a season e, com ela, todos os nossos sonhos e esperanças. Infelizmente, apesar de ter visto poucos do que estavam no ar, não se pode dizer que esta season de Inverno tenha sido alguma coisa de especial. De entre os que terminei, que foram apenas dois, talvez este tenha sido o melhorzito, tal como competa a uma história inspirada pelo mestre Osamu Tezuka.

    Este anime é uma espécie de prequela à história de Black Jack, o médico misterioso que opera sob condições impossíveis, exigindo também pagamentos impossíveis. Aqui vemos a sua juventude enquanto estudante de medicina e o seu envolvimento na guerra do Vietname, assunto que (curiosamente) não é muito explorado na animação nipónica.

    O anime pode dividir-se em alguns arcos em que ficamos a conhecer cada vez mais sobre cada um dos personagens, com especial ênfase para o nosso "Black Jack", pessoa misteriosa cheia de cicatrizes. O seu caminho até ao mundo da medicina é explicado e podemos ver os eventos que alteraram a sua vida até ele se tornar no ícone que todos conhecemos. Quanto aos outros personagens, têm eventualmente uma história de fundo com interesse, mas não sofrem muito desenvolvimento.

    O interesse principal desta história está, então, no tema. Assistimos a cirurgias implacáveis, com uma exactidão histórica que não deve ser ignorada, e com soluções tanto originais como, segundo o pouco que sei (nunca lhe dei muito em cirurgia), impossíveis. Ainda assim, é muito interessante ver os métodos, técnicas e materiais utilizados, que são de certa forma inspiradores para aqueles que tenham vontade de saber mais sobre o assunto.

    A animação não é brilhante, mas também não está má. Fazem uso de algumas soluções técnicas simples mas muito eficientes, o que torna a progressão das cirurgias em eventos compostos e muito intensos (quase tanto como uma cirurgia verdadeira que, devo dizer-vos, provoca um stress mental e emocional brutal). Talvez pudessem ter utilizado uma paleta de cores mais texturizada, para dar um efeito mais antiquado e apropriado à época em que a série se passa.

    Musicalmente, não há muita coisa a apontar, sendo que a OP e ED são bastante vulgares.

    Enfim, um anime que deixa vontade de ver original e conhecer mais sobre o personagem. Também inspirador para futuros médicos, se é que algum médico tem tempo para ver animus.

  • Little Witch Academia: The Enchanted Parade

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    Little Witch Academia: The Enchanted Parade
    Yoshinari You -  Trigger
    Anime - Filme
    2015
    6 em 10
     
    Depois de ver o muito fofinho Little Witch Academia, foi com grande excitação que recebi a notícia da sua sequela, que terminei de ver ontem. Infelizmente, nem sempre um maior valor de produção e um release no cinema fazem melhorias num conceito que, sendo muito original e sem dúvida bom, acaba por não ser aproveitado na sua totalidade.

    Acompanhamos uma nova aventura das nossas bruxinhas, que conhecíamos do pequeno filme original. Devido ao facto de terem feito muitas asneiras ao longo do ano, têm agora de organizar uma parada mágica para poderem passar de ano. Mas muitos problemas acontecem, culminando no acordar de um maléfico gigante que irá fazer um grande show. A história está altamente simplificada e não existem elementos constantes que nos permitam fazer uma organização mental das características deste universo. Assim, apesar de podermos aceitar todas as coisas estranhas, elas são um pouco difíceis de assimilar. Talvez fizesse mais sentido, no respeitante ao desenvolvimento do mundo fantástico, que estes filmes fossem tornados numa série.

    As personagens têm alguns momentos de oposição, mas não sofrem um verdadeiro desenvolvimento, já que mesmo após o conflito continuam exactamente iguais. Este, o conflito, é difícil de levar a sério por causa das expressões infantilizadas das personagens, que não transparecem emoções que vão para além da piada fácil. Isto acaba por ser muito anticlimático e um aborrecimento.

    Mesmo a animação poderia ser um pouco mais equilibrada e manter uma integridade. Apesar de existirem cenas de animação brilhantes, com uma fluidez surpreendente e uma velocidade na acção completamente alucinante, outros momentos estão bastante descuidados e, no final, todo o filme transparece uma imagem de falta de atenção ao detalhe.

    Musicalmente, não há muito a apontar, já que as músicas do parênquima aparentam ser reciclagens de temas usados na instância anterior e a ED é facilmente esquecível.

    Foi com muita pena que cheguei à conclusão de que este filme é bastante inferior ao anterior. Ainda assim, espero que tenha o maior sucesso, para que se possa - eventualmente - fazer a série que este tema merece.

  • Cutie Honey

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    Cutie Honey
    Katsumata Tomoharu - Toei Animation
    Anime - 25 Episódios
    1973
    5 em 10

    Depois de ver um muito bem conseguido remake, achei por bem ver o original, já que tinha ficado bastante curiosa. Produzido no início dos anos seventis, é um anime original e único em alguns aspectos, inspirando coisas que vieram a ser ícones num futuro não assim tão distante.

    Para começar, este anime inicia a moda das meninas mágicas, sendo Honey a primeira "Ai no Senshi" (guerreira do amor) criada para lutar contra as forças do mal. No entanto, e por outro lado, Honey é também um dos pontos de origem do género ecchi. Assim, temos um anime que por um lado está dirigido ao público feminino mas que, por outro, está sempre a mostrar "atributos" mais dirigidos a uma massa masculina. Isto é, de facto, algo bastante original e interessante, sobretudo para a época.

    A história é muito simples e baseia-se num esquema de "monstrenga da semana", em que Honey tem de utilizar os seus poderes de transformação em diversas pessoas diferentes para vencer uma criatura horrorosa, sempre diferente. É interessante ver como as suas oponentes, e até mesmo todas as suas amigas, são pessoas horrendas e feias (chegando uma delas a ter bigode?), em oposição à beleza clássica da personagem principal. Enfim, não temos uma história muito complexa.

    Também não é complexa a animação e arte, o que é esperado para a época. Temos muita variedade de cores e cenários originais, embora totalmente estáticos. Existem bastantes erros na animação, sendo também frequente o uso de frames repetidas ad nauseum. No entanto, se considerarmos o ano de produção, não podemos dizer que esteja assim tão terrível.

    É um anime que depende muito dos artistas de vozes, já que as acções dos personagens são muito fixas. Estes fazem um trabalho excelente, trazendo emoção a momentos inesperados. É curioso ver que no remake utilizaram a mesma OP, que é muito risonha, sendo que a ED é tipicamente romântica.

    Um anime com interesse histórico, mas que não recomendaria a alguém menos versado.

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