Garden Dreams
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Garden Dreams
Fumi Yoshinaga
Manga - 1 Volume/4 Capítulos
1999
6 em 10
Comprei este manga no Anicomics, pois é de uma autora que amo de paixão (apesar de eu não saber muito sobre manga, continuo a ter os meus preferidos ;) ). Esperava um romance homoerótico cheio de classe, mas encontrei algo ligeiramente diferente.
Dois bardos viajam de Este para Oeste e acabam por se encontrar com um solitário Barão, um senhor feudal que não convive com ninguém excepto a sua filha. Algumas coisas acontecem, de forma muito rápida, e passamos para um flashback que nos conta a razão pela qual o Barão é tão solitário.
Pareceu-me a mim que esta história necessitava de mais alguns painéis para funcionar devidamente. As coisas processam-se demasiado rápido, sem um desenvolvimento coerente que nos permita perceber bem a relação entre os personagens. Esta é explicada com uma simplicidade quase exasperante, que acaba por as caracterizar de forma um pouco minimalista e simplória.
No entanto, a narrativa desenvolve-se de forma coerente e existe um romantismo muito intenso e clássico, que agarra o leitor imediatamente e provoca uma imersão dentro destas histórias de amor, levando os nossos sentimentos ao extremo. Aqui se revela aquilo que eu amo nesta autora. Infelizmente, tudo é quebrado por um final altamente anti-climático, mas ainda assim com um certo humor infantil, que relativiza toda a inocência da história que lemos até agora.
A arte é simples, sem grandes detalhes nos cenários, mas com um design de personagens muito agradável, tendo em atenção roupas e hábitos do universo (simples) que foi criado para esta história. Existem, também, algumas cenas belas envolvendo flores diversas.
Ainda assim, não é o tipo de manga que recomendaria a um leitor experiente.
By : ladyxzeus
Todos os Dias São Meus
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Todos os Dias São Meus
Ana Saragoça
2012
Romance
Foi-me emprestado por uma amiga do BookCrossing e.... A autora também é uma amiga do BookCrossing! Fico muito feliz por conhecer uma autora. :) Na verdade, estava com algum medo de ler os livros dela e de não gostar, porque depois teria de o dizer aqui e seria muito desagradável... Mas na realidade gostei imenso deste curtíssimo romance, que li de fio a pavio numa viagem de autocarro. =D
Este livro conta a história de um assassinato. Uma rapariga é encontrada morta no elevador de um prédio e a polícia interroga todos os seus habitantes de forma a obter informações que os levem ao assassino. Assim, há uma sucessão muito rápida de narrativas de pessoas muito diferentes, cada um deles escrito de forma única. Intercalado com isto está uma espécie de "diário" da vítima, que também tem uma voz muito presente na história.
Assim, temos um desenvolvimento desta personagem muito coerente e interessante, uma caracterização e uma pessoa inadaptada na vida moderna com a qual me identifiquei bastante. A pessoa que todos acham apagada e desinteressante tem muito mais que se lhe diga, o que é verdadeiramente surpreendente. Também o é o final, que ao início me pareceu um pouco previsível mas que, lá chegada, me espantou bastante de maneira positiva.
Cada uma das personagens acaba também por caracterizar um pouco das "personagens" que vivem numa grande cidade no hoje em dia, apesar de poderem cair um pouco no estereótipo. De qualquer forma, as suas visões da vida são muito engraçadas.
É um livro simples e rápido, cheio de humor e um sarcasmo delicioso. Ansiosa por ler o outro livro da autora, que também me emprestaram! :)
By : ladyxzeus
Arkham Asylum
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Arkham Asylum: A Serious House on Serious Earth
Grant Morrison & Dave McKean
1989
Graphic Novel
Ofereci este livro ao Qui pelos anos, porque - depois de ele me ter mostrado algumas imagens na net - achei que era um item de colecção muito interessante. E o Qui gosta do Batman e, portanto, gosto eu também de contribuir para a sua colecção de objectos Batmânicos :) Passado este tempo todo, ele emprestou-me o livro para que o lesse. Bem, devo confessar que eu também lho ofereci para depois lho poder pedir emprestado, lol
Nesta história, Batman é chamado ao Arkham Asylum, um manicómio onde estão encerrados os vilões e psicopatas mais perigosos de Gotham. Estes tomaram conta do asilo e agora ameaçam fazer mal aos inocentes que lá estão. Mas Joker, o organizador desta revolução, não deseja propriamente fazer "maldades" a Batman: ele quer apenas que o super-herói percorra os corredores do edifício e compreenda um pouco mais sobre si próprio. Pois, palavras do Joker... "Tu é que devias estar aqui, tu é que estás maluco".
Assim, esta narrativa mistura três histórias terríficas, que nos enviam - através da arte gráfica onírica e difusa - para um reino de pesadelo. Ficamos a conhecer o que se passou com o Dr. Arkham, fundador do asilo, que enlouqueceu após o assassinato da sua mulher e filha. Ficamos a conhecer mais sobre a loucura dos nossos vilões preferidos, que não compreendem porque estão ali e acabam por ser as vozes que perseguem Batman, mas que também levam a que ele tenha a capacidade de compreender mais sobre si próprio. E temos a auto-análise, uma reflexão, sobre o próprio Batman que, cirandando pelos assustadores corredores, entra numa espiral de loucura depressiva, perdido entre os seus objectivos e as suas memórias, em que ele próprio começa a duvidar da sua sanidade mental.
Será que, no fundo, o herói é o mais louco de entre todos?
Nada disto seria possível sem um grafismo extremamente original e impecavelmente belo, apesar de todos os momentos horríveis. Pintado em aguarelas, é uma visão muito diferente e revolucionária da banda desenhada como tinha sido até lá, permitindo uma nova corrente artística e uma nova forma de interpretar a BD: como forma de arte. O artista utiliza misturas de cores improváveis, muitas texturas, com um detalhe quase fotográfico - mas ainda assim aquoso - no respeitante a arquitectura e imagens de pessoas. Tudo isto é a recriação de um ambiente pavoroso, assustador, que nos deixa na ponta da cadeira durante toda a leitura.
Este volume tinha também uma secção muito interessante com o storyboard original, que nos permite compreender um pouco mais sobre a história e o método utilizado para a criar.
Eu não sou exactamente a pessoa ideal para falar de comics e graphic novels mas mesmo eu, que sei tão pouco, posso dizer que Arkham Asylum é uma BD genial. Todos a deviam ler. :)
By : ladyxzeus
Acabadora
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Acabadora
Michela Murgia
2009
Romance
Recebi este livro pelo Bookcrossing e, apesar de ter demorado um bocadinho a chegar a ele, li-o num instante! Bastaram três dias!
Passado numa Sardenha, Itália, dos anos 40, conta a história de uma menina que é adoptada como "filha da alma" por uma velhota costureira. Isto significa que a mãe da menina a ofereceu à velha para não ter encargos. Mas tudo corre pelo melhor e assistimos à vida na aldeia, com todas as suas características próprias e curiosidades. O que Maria, a menina, não sabe é que a sua mãe adoptiva tem uma outra função... É "Acabadora": pratica a morte assistida nos casos de pessoas que, por estarem muito doentes, precisam de ajuda para morrer.
É um tema curioso, que me toca bastante também (pois tenho esta prática bem presente, em animais), mas que me pareceu que poderia ter sido explorado mais exaustivamente. O caso da morte relatado é um pinto fulcral de debate, mas as suas consequências acabam por parecer um pouco curtas, sendo que a narrativa não se debruça muito sobre elas, preferindo a autora falar da continuação da vida de Maria, afastando-a da aldeia e criando uma história paralela que é totalmente inconsequente.
É um livro simples, mas bem escrito, que tem belas descrições de odores e sabores, que nos remetem para esta aldeia perdida no tempo. Gostaria, talvez, de ter visto um pouco mais de imagens e paisagens.
De resto, a conclusão pareceu bastante lógica, com uma aceitação da morte muito plácida e quase bela. Ainda assim, como disse, gostaria de ter visto um pouco mais de discussão sobre o tema e um pouco de desenvolvimento, filosófico ou não, o que nos permitiria formular uma opinião sobre as atitudes e acções dos personagens.
Agora, regressa a casa :)
By : ladyxzeus
Cat Soup
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Cat Soup
Satou Tatsuo - J.C. Staff
Anime - Filme
2001
8 em 10
E, para finalizar a noite, uma estranha curta metragem com meia hora. Já a tinha visto algumas vezes mas, como estava nomeada para o meu clube, achei por bem revê-la (e mostrar ao Qui).
De difícil interpretação, este anime tem uma narrativa base que, supostamente, pode ser bastante simples: um gatinho viaja ao Inferno para salvar a alma da sua irmã. No entanto, isto pode ser intepretado de diversas formas, como por exemplo, o filme tratar-se de uma analogia para o fim do mundo, para a guerra ou algo tão simples como a morte de uma família e o horror vivido por uma criança. Pessoalmente, gostaria de o interpretar como a morte de uma família depois de uma enchente ou mesmo numa perspectiva de terem sido "comidos" pelos seres humanos, uma espécie de representação do abandono e mau trato animal. Pois, nesta história, existem em oposição gatinhos e pessoas.
Esta minha visão é ajudada pela imagética presente ao longo do filme. Como disse o Qui e muito bem, todos os temas, todos os momentos de pesadelos, têm algo em comum: água quente. Começando pelo circo, em que um pinguim mágico explode numa enchente que os leva até ao "inferno", passando pela viagem no deserto em que um elefante feito de água derrete, sem esquecer a entrada na casa do "homem" (que pode representar tanto o "sistema" como um simples pedófilo), tudo tem a água quente, a "sopa" em comum. Isto significará que a morte destes gatinhos teve algo relacionado com sopa?
Eu não duvido que tenham morrido todos, pelo final desagradável em que culmina a viagem e, sobretudo, pela imagem repetida num ponto de obsessão dos créditos finais, uma suposta família feliz. Poderá este anime representar o que há de falso no esterótipo da família tradicional? Tudo questões interessantes, que cada um poderá interpretar à sua maneira.
Com uma banda sonora perturbadora, este anime vive sobretudo da imagem. Não existe quase nenhum diálogo (não é importante, na verdade) e a narrativa baseia-se na viagem pelos vários universos. A arte é exemplar, com momentos de animação brilhantes e um ambiente muito original e quase assustador.
É uma curta metragem estranha, que nos deixa a pensar. Peço que a vejam e que, depois, me digam o que vos pareceu.
By : ladyxzeus
Detroit Metal City
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Detroit Metal City
Nagahama Hiroshi - Studio 4ºC
Anime - 12 Episódios
2008
9 em 10
Estamos em casa, não temos ideias do que ver e eu lembro-me... Que nos podemos rir bastante. Então coloco a sacar um dos meus animes de comédia preferidos: Detroit Metal City! Atenção, têm de dizer isto de maneira vocalmente agressiva. Já é a terceira vez que vejo este anime e a verdade é que nunca me canso de o ver!
Negishi é um rapaz da aldeia, uma pessoa querida e simples que tem um sonho: criar uma banda de pop sueco. Assim, vai para Tóquio de forma a poder cumprir com o seu sonho e viver a vida hipster que sempre sonhou. Infelizmente, nem tudo corre bem... De alguma forma ele vê-se como o cabeça de cartaz de uma banda que representa tudo o que ele sempre abominou: DEATH METAL. E eles são os... DETROIT METAL CITY.
Temos a fórmula perfeita para uma comédia contagiante e hilariante. Confesso: para mim é impossível parar de rir histericamente do início ao fim. As piadas e os gags baseiam-se essencialmente no nosso personagem principal, um rapaz simples que, no fundo, tem um distúrbio de personalidade. Nas piores ocasiões, ele tem de se transformar em Krauser II, o líder da banda mais horrífica do momento. E a forma como ele lida com estas transformações, com a sua dupla vida, é de morrer. No fundo, é a luta de uma pessoa que tenta ser normal num mundo onde nada é normal. Ou, visto de outra forma, a maneira de colmatar a sua figura gentil com a de um terrorista do inferno. As duas imagens misturam-se e chegamos ao ponto em que deixamos de saber qual deles é o Negishi real: o hipster dos casacos de malha ou o psicopata dos dez FUCK por segundo.
As situações são de tal forma improváveis, arrastando-se para um universo de absurdo e non-sense que, apesar de por vezes as piadas parecerem um pouco repetitivas, nunca deixamos de nos rebolar a rir com cada um dos momentos.
Para além disso, este anime é uma crítica agressiva e acutilante ao universo da música indie, no Japão e não só. Vários grupos estão representados, cada um mais louco que o outro, e todos eles são ridicularizados. Não são só o indie pop e o death metal que são vítimas! E não são só os músicos que são vítimas! O anime faz questão de gozar com todo o tipo de fãs. Afinal de contas, grande parte do universo musical é feito por eles.
Coroando todos estes temas, existe uma banda sonora original que, funcionando como paródia a cada um dos géneros, é também brilhante por si só. Apesar de as letras não fazerem qualquer tipo de sentido, se olharmos para elas com os nossos elitistas óculos do "coisas a sério", em termos musicais, melódicos e harmónicos, são músicas muito boas e que ficam na cabeça. Satsugai Satsugai!!
A animação poderia ser a parte mais fraca do anime, mas a verdade é que este estilo, extremamente simples e ausente de detalhe, funciona na perfeição dentro do contexto. Como uma espécie de sitcom, os cenários diminutos transmitem na perfeição o ambiente dos concertos e quase que nos fazem desejar estar lá para participarmos da loucura.
Assim, com um grupo de personagens louquíssimo (Presidente, estás na minha lista!), músicas cheias de brutalidade e situações do mais extremo bizarro, temos um anime perfeito para partir a barriga em gargalhadas numa noite qualquer, em que não haja nada para fazer.
By : ladyxzeus
Ulisses
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Pareceu-me que esta primeira parte (primeira e segunda partes, oficialmente, para além de um bom pedaço da terceira) são a manifestação de Bloom enquanto homem descontente com o seu casamento. A sua esposa é Molly e ela é vagamente referida ao longo de todo este texto, mas não sabemos muito sobre ela e, sinceramente, acabamos por nos esquecer da sua existência. Bloom liberta-se num ócio bêbado, envolvendo-se com pessoas de diversas estirpes, até - finalmente - se acalmar e chegar a casa, para beber um chocolate quente. Subitamente, o narrador muda: e agora é Molly. Ficamos a saber, de repente, que Molly também não está contente com o seu casamento.
Assim, o dia em que se passa toda esta história é uma espécie de revelação. "Ulisses" fez uma viagem pelo inferno, para regressar a casa e estar tudo errado. É exactamente o oposto da "Odisseia". Consideremos também, conforme vinha escrito na contracapa do livro, que o dia em que se passa esta história é o mesmo dia em que James Joyce conheceu a sua mulher. Assim, "Ulisses" é o oposto de James Joyce. O pesadelo poderia representar tudo aquilo que o autor viveu antes de conhecer a sua mulher. E, assim, o livro poderia ser uma muito estranha declaração de amor. Gostaria de pensar assim, talvez.
É o tipo de livro que necessita de várias leituras e bastante estudo para se poder interpretar convenientemente e para se ter uma compreensão absoluta sobre ele. Mas eu não o vou voltar a ler em tempo breve. Estou livre. Foi uma leitura muito intensa que nunca irei esquecer. Mas terminar foi um verdadeiro alívio.

Ulisses
James Joyce
1914-1921
Romance (??)
Este livro foi-me oferecido pelo Natal do ano passado. Assim que abri o presente, fiquei aterrorizada. Este é o oneroso livro que nunca ninguém que eu conheça conseguiu acabar de ler. A pessoa que mo ofereceu não conseguiu. Até o meu pai, meu exemplo e modelo enquanto leitor, não conseguiu. Mas, ainda assim, eu disse para mim própria... "Não passa de um livro, eu vou lê-lo". Recolhi coragem até agora. E, durante um mês que se revelou um verdadeiro inferno, prossegui a lê-lo. Por isso não houve comentários a livros durante este Agosto: estava presa no universo do Ulisses. Consegui? Bem, cheguei ao fim. Só me falta o posfácio, fica para mais tarde. Mas compreendi? Não sei. Gostei? Não sei.
A primeira coisa que devo dizer sobre este livro é que, em minha opinião, não é o tipo de narrativa que está feita para ser "percebida". Está feita, na verdade, para ser "percepcionada". A percepção que cada um de nós tem deste livro será, então, muito variada. É algo de tão confuso e sensorial que cada um terá a sua interpretação. Falarei, assim, da minha.
Existem três personagens centrais, embora um deles só apareça realmente no final. Começamos com Leopold Bloom, um homem que falha bastante na vida, que sai de casa para ir a um funeral. Algures no meio do caminho encontra-se com Stephen Dedalus e, penso eu, saem para beber copos em diversos locais, que envolvem bares e um barco (talvez). Durante este encontro (todas estas 700 páginas relatam apenas um percurso de 24 horas) eles discutem diversas coisas, que são repetidas até à náusea e que parecem ser algo sobre as próprias opiniões do autor. Alguns assuntos discutidos são, por exemplo:
- Shakespeare
- O teu deus é judeu
- Upe
- Corridas de cavalos (cavalo Ceptro)
- Cães diversos
- Prostitutas e a ciência do sexo
Pareceu-me que esta primeira parte (primeira e segunda partes, oficialmente, para além de um bom pedaço da terceira) são a manifestação de Bloom enquanto homem descontente com o seu casamento. A sua esposa é Molly e ela é vagamente referida ao longo de todo este texto, mas não sabemos muito sobre ela e, sinceramente, acabamos por nos esquecer da sua existência. Bloom liberta-se num ócio bêbado, envolvendo-se com pessoas de diversas estirpes, até - finalmente - se acalmar e chegar a casa, para beber um chocolate quente. Subitamente, o narrador muda: e agora é Molly. Ficamos a saber, de repente, que Molly também não está contente com o seu casamento.
Assim, o dia em que se passa toda esta história é uma espécie de revelação. "Ulisses" fez uma viagem pelo inferno, para regressar a casa e estar tudo errado. É exactamente o oposto da "Odisseia". Consideremos também, conforme vinha escrito na contracapa do livro, que o dia em que se passa esta história é o mesmo dia em que James Joyce conheceu a sua mulher. Assim, "Ulisses" é o oposto de James Joyce. O pesadelo poderia representar tudo aquilo que o autor viveu antes de conhecer a sua mulher. E, assim, o livro poderia ser uma muito estranha declaração de amor. Gostaria de pensar assim, talvez.
É o tipo de livro que necessita de várias leituras e bastante estudo para se poder interpretar convenientemente e para se ter uma compreensão absoluta sobre ele. Mas eu não o vou voltar a ler em tempo breve. Estou livre. Foi uma leitura muito intensa que nunca irei esquecer. Mas terminar foi um verdadeiro alívio.
By : ladyxzeus