• Mobile Suit Gundam Seed Destiny Special Edition

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    Mobile Suit Gundam Seed Destiny Special Edition
    Yatate Hajime - Sunrise
    Anime Special - 4 Episódios
    2006
    5 em 10
     
    Tinha esta pasta guardada há muito tempo e foi tempo de a ver e arrumar (quase toda, pois ainda falta um filme). São quatro filmes com uma hora e meia cada um, que vi mais ou menos de seguida, se não rapidamente perderia a vontade e deixa-los-ia para sempre no limbo.
     
    São filmes que resumem a história de Gundam Seed Destiny, segundo outra perspectiva. Para saberem mais sobre a série original, remeto-vos para o meu post sobre ela. Na verdade, a história não varia em nada. Uma fraca imitação do universo UC, com pequenas variações.

    Os personagens não sofrem mais nenhum desenvolvimento ao longo destes filmes, mantendo-se insossos e aborrecidos.
     
    A arte estará um pouco pior, por causa de um uso constante de CG nas cenas mais emocionantes, como naves espaciais a levantar voo.
     
    Musicalmente, temos alguma variedade, mas não ultrapassamos a barreira do pop.
     
    No fundo, um conjunto de filmes que nada acrescenta à série, se não talvez uma certa idoneidade na perspectiva. Não os poderia recomendar nem para fãs, que já viram a série e gostaram (pois será ver tudo de novo) nem para pessoas interessadas em conhecer, porque isto não é um bom representativo de Gundam.
     
    quem quer conhecer Gundam, vê United Century.
  • Zone of the Enders: Idolo

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    Zone of the Enders: Idolo
    Watanabe Tetsuya - Sunrise
    Anime OVA - 1 Episódio
    2001
    6 em 10

    Hoje é dia de aviar alguns filmes.

    Zone of the Enders, ou Z.O.E., é uma série que eu não vi. Aparentemente, trata de uma guerra civil em Marte, contra um sistema terráqueo opressivo. Este OVA conta como foi o primeiro atentado à integridade terráquea, por acção de um super robot chamado Idolo.

    A história não está muito desenvolvida. Desenrola-se em volta das relações entre três personagens, com o homem no eixo e duas apaixonadas, uma oficial e outra que ainda não o admitiu. Assim, o filme tem potencial para ser altamente romântico, tendo no final uma cena bastante comovente, até. No entanto, falta-lhe alguma coisa, falta-lhe um certo desenvolvimento quer na explicação do contexto quer na evolução das personagens, que é demasiado rápida. Como estes eventos se passam antes da série propriamente dita, acredito que não sofram qualquer tipo de referência nela.

    A arte não está má, mas para início dos 00s está bastante desactualizada. Nesta altura já deveríamos ter efeitos um pouco melhores e uma paleta de cores um pouco mais alargada. O facto de toda a acção se passar em Marte, um planeta desértico, não ajuda à caracterização do universo. O design dos robots não parece muito funcional e Idolo, o super robot, não tem qualquer beleza.

    Musicalmente, não há grande coisa a apontar.

    Neste caso, não fiquei muito curiosa em ver a série. Portanto, acho que vou passar.
  • Shin Getter Robo

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    Shin Getter Robo
    Kawagoe Jun - Brains Base
    Anime - 13 Episódios
    2004
    5 em 10

    Aparentemente este anime é uma versão alternativa de uma coisa do antigamente, de nome Getter Robo. Porque é que eu tinha este na Plan to Watch e não o original é um mistério para mim e pura responsabilidade de quem me recomendou.

    Porque é realmente uma coisinha má.

    O mundo, presente, passado e futuro e todos misturados, está a ser invadido pelos Oni, criaturas maléficas e demoníacas que têm intenções destrutivas de razão não clarificada. Para lutar contra eles, um grupo de maluquinhos reune-se para conduzir um robot, tipo um Megazord mais redondinho com um machado e um raio laser no umbigo. A história não chega a ser um monstro da semana porque os episódios são poucos, mas a verdade é que eles estão num futuro em que há robots e depois vão à época Edo em que há casas voadoras com metralhadoras incorporadas e depois têm de lutar contra Onis cada vez maiores e mais feios até os vencerem. Pelo meio morre um tipo que se transforma em Oni, mas depois renasce dentro do robot, o que significa que o robot é super... Bem, uma confusão pegada. Em termos narrativos, não tem ponta por onde se lhe pegue.

    O ponto forte serão as personagens, que são sem dúvida uma trupe bastante original para combater demónios gigantes. Entre um tipo que sabe o que está a fazer, um monge budista e um chefe de um gang, o nível de psicose eleva-se a um píncaro que é consumado pelo banho de sangue e tripas decorrente de todas as lutas. Fora a sua caracterização inicial, não há mais nada nestes personagens que nos faça dizer "epah, que gente tão interessante!" São assim e já está.

    A arte é bastante forte, com traços a negrito e um estilo altamente masculinizado, como um shounen no final da adolescência. A animação, no entanto, não é o ponto mais positivo, pois tem partes muito simplificadas e pouco fluídas, assim como muitas cenas em que estão simplesmente parados à espera do próximo movimentos.

    Musicalmente temos um épico típico, força para vencer o mal até ao dia da tua morte.

    O conceito poderia ter sido aproveitado de melhor forma, com uma história melhor contada e personagens mais carismáticos. Como está, não lhe posso dar melhor classificação.
  • Bombaim - A Um Mundo de Distância

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    Bombaim - A Um Mundo de Distância
    Thrity Umrigar
    2005
    Romance

    Disseram que este livro era muito bom, portanto inscrevi-me no BookCrossing para o ler. E digo-vos que está a ser o ring mais popular de ultimamente! Infelizmente, não gostei do livro por aí além.

    Bombaim, Índia, agora. Uma senhora do bairro da lata é empregada de uma senhora rica. Castas diferentes, vidas diferentes. A senhora rica gosta muito da sua empregada, então dá-lhe todo o apoio possível. Até ao ponto de fractura, que acontece quando a neta da empregada engravida misteriosamente. Tendo este cenário como ponto de partida, observamos a vida passada das duas mulheres e os maus-tratos que lhes foram infligidos pelos respectivos maridos. Também a neta terá sido vítima? Quem sabe...

    No fundo, esta é apenas uma história de violência doméstica, nas suas várias perspectivas, e nas violências cometidas para com mulheres. Tanto se podia passar na Índia como noutro sítio qualquer, pois todo este tipo de história, sendo diferente de pessoa para pessoa, se assemelha na sua génese: há pessoas que, por alguma razão, fazem mal a outras. Nisto, o livro é realista. 

    No entanto, o facto de se passar em Bombaim não é nada concreto. A sinopse, a capa, o título em Português, tudo nos remete para uma viagem à Índia moderna. Mas a verdade é que em poucos momentos os personagens estão puramente inseridos dentro do seu contexto, dado que os seus problemas são - de certa forma - generalistas. Fora algumas expressões indianas cujo significado não compreendemos, e de todas as vezes em que a autora demonstra o seu nojo por todas as coisas pobres, tudo isto poderia passar-se tanto lá como aqui, em Portugal, ou na Alemanha ou na Austrália ou no Polo Norte.

    Para além disso, achei que a maneira de escrever, para além de ter certos erros (como por exemplo, frases com tempos verbais no presente e passado ao mesmo tempo: "E ela lembrava-se que faz coisas"), é extremamente negativista. O livro está escrito de tal forma que é quase impossível identificar-mo-nos com as vítimas ou sequer ter pena delas, pois a forma como tudo está contado parece indiferente, quase como "as coisas más são assim e nada se pode fazer"

    Enfim, talvez a minha expectativa para o livro fosse diferente, mas não sei se o aconselharia.
  • xxxHOLiC

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    xxxHOLiC
    Mizushima Tsutomu - Production I.G.
    Anime - 24 Episódios + 13 Episódios + 1 Filme + 2 OVA + 2 OVA
    2006
    5 em 10

    Lembro-me quando há muito muito tempo, quando começou a aparecer manga em Francês por aí à venda, este me fascinava completamente, pelo título. "xxx deve ser uma coisa pornográfica, um hentai ou algo que o valha". Mas não. Eu ainda não sabia que as CLAMP existiam e que a missão delas é dar nomes aleatórios às coisas. Enfim, de uma forma ou de outra tinha sempre deixado este anime para trás. Finalmente vi-o. A minha expectativa era elevadíssima e foi frustrada.

    De natureza semi-episódica, este anime trata de um tema que tantos outros já trataram, antes e depois dele: aventuras com o sobrenatural do folclore Japonês. Watanuki é um jovenzito, sem ligações terrenas fora uma paixoneta na escola, que tem um desejo: deixar de ter de aturar as criaturas estranhas que vê por todo o lado, fantasmas, espíritos, youkai, e outros bicharocos do género. Quando é puxado para dentro de uma casa misteriosa, a sua dona - Yuuko - diz-lhe que se trabalhar para ela (a cozinhar e isso) poderá concretizar esse desejo. E assim começam as aventuras diária de Watanuki e os seus parceiros no mundo da bicharada mística. Cada história por si só não é nada que não se tenha já visto. Em termos de originalidade, não há muito.

    Agora, este anime poderia ganhar todas as taças se, com este tema, tivesse um estilo de arte e animação a condizer. E, aqui, é caso para dizer: o manga deve ser muito melhor. O design dos personagens é muitas vezes apelidado de "noodle". E é verdade. Compridos e moles como um tagliatelle aldente. Isto em manga, em que está tudo parado, deve funcionar lindamente. Em anime, é de bradar aos céus, com as dores decorrentes dos olhos partidos em pedaços manejáveis. Há um esforço por tornar as coisas interessantes, com efeitos visuais e padrões, mas é tudo tão pouco detalhado que simplesmente não capta o interesse. Em termos de roupas, objecto de adoração característico das autoras, só Yuuko parece variar nos modelitos. E ainda assim são tão pouco mostrados, têm tão pouco pormenor, que passam ao lado e não têm o efeito pretendido. No filme e nos OVAs a animação está bem melhor, mas isso não pode salvar a classificação geral.

    Musicalmente, se no parênquima temos pouco ou nada, nas OPs e EDs temos valiosas músicas, muito estilosas, com um certo beat irónico que nos prepara para a aventura de mistério que vem aí. Saquei-as quase todas, pois fiquei very in love com o seu estilo.

    Fiquei curiosa em ler o manga, mas o anime não é para repetir.
  • How to Train Your Dragon

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    How to Train Your Dragon
    Dean DeBlois e Chris Sanders - Dreamworks
    Animação - Filme
    2010
    6 em 10

    Qual o melhor filme para se ver à uma e meia da manhã? Que tal uns dragonitos?

    Hiccup é um viking muito mal adaptado à sua realidade. Pois tal como outras aldeias têm pragas de gafanhotos, eles têm uma praga de dragões. E Hiccup é tão mal jeitoso com o seu machado que não consegue ter sucesso no que respeita a matá-los.

    Até ao dia em que ele encontra um dragão, de raça periculosamente rara, e se torna amigo dele, chegando ao ponto de lhe arranjar uma prótese para uma asa que perdeu numa batalha e andar em cima dele. Este dragão, Toothless, assemelha-se muito - coincidência ou não -  a um gatinho preto abandonado. 

    A história é divertida, uma história de respeito e amor pelo próximo, uma história de amizade pelos animais. No fundo, é o conto de um miúdo que encontra um bicho abandonado e, contra todas as expectativas, toma conta dele, sendo recompensado com respeito e carinho. Também nos dá a lição de que nem tudo é o que parece e que às vezes tudo aquilo que sabemos sobre algo pode estar completamente errado: temos de dar sempre oportunidade para as coisas se demonstrarem como elas são, em vez de partirmos logo para a destruição.

    No entanto, achei que a narrativa - que não tem muito conteúdo - se desenvolveu demasiado rápido. Por exemplo, a aproximação ao dragão, criatura desconfiada, foi quase imediata. Daí a voarem foi um instante. Também a aceitação por parte da rapariga, Astrid, não correspondeu às expectativas de uma realidade.

    Em termos de animação temos muitas coisas boas, com uso a técnicas difíceis e alguns cenários extremamente bonitos. As coreografias não são confusas, embora o dragão grande seja tão grande que acabou por ser um pouco difícil aperceber-me da sua anatomia. Em termos de cores e de texturas, temos escamas muito fofinhas e talvez barbas demasiado leves, mas de resto não tenho nada a apontar. No geral, o efeito está muito bem concebido, com resultados bastante agradáveis à vista.

    Uma coisa que falhou, sem dúvida, foi a música. A banda sonora não tem muito por onde pegar, sem temas memoráveis. A música final é simpática, mas para o teor do filme estava à espera de uma coisa diferente, talvez mais instrumental.

    Agora terei de ver o segundo. Parece-me um excelente filme para mostrar a miudagem. :)
  • Tamako Love Story

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    Tamako Love Story
    Yamada Naoko - Kyoto Animation
    Anime - Filme
    2014
    7 em 10

    Para lerem sobre a série cliquem aqui. :)

    A série não deixou grandes memórias, mas ainda assim decidi experimentar o filme. É sem dúvida muito melhor, em todos os aspectos.

    A história pega precisamente onde nos deixaram, abordando alguns temas que tinham permanecido duvidosos. São eles coisas como o futuro, o amor e os laços familiares, todos eles interligados por um conjunto de personagens muito agradável. O filme é, de certa forma, uma conclusão simpática para a vida destas pessoas, que acompanhámos ao longo da série. Os assuntos são tocados de forma leve e alegre, sempre com uma onda de grande positividade.

    A arte tem momentos de grande beleza, sobretudo as imagens do rio. Todas as cenas passadas dentro de casa têm atenção ao detalhe, sobretudo nos padrões dos cenários, que são muito fofinhos. Em termos de animação, temos uma mistura grande entre cenas muito bem animadas, aliadas ao design extremamente querido dos personagens, e cenas cómicas sem qualquer atenção ao pormenor.

    Musicalmente, é um filme bastante completo, com muitos momentos musicais que fazem lembrar um rock mais integral e original. Neste filme há sempre música, seja na abertura, no final ou apenas porque os personagens estão a ouvir rádio. Tal como na série, este elemento é importante para o desenvolvimento da narrativa e das emoções dos personagens.

    Senti-me bastante bem ao ver este filme, pois é realmente muito amigo. Não sei se o recomendaria a quem não viu a série, mas é claramente uma boa conclusão.
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