• Space☆Dandy 2nd Season

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    Space☆Dandy 2nd Season
    Watanabe Shinichiro - Bones
    Anime - 13 Episódios
    2014
    8 em 10
     
    E assim termina a season. Com o melhor dela e, potencialmente, o melhor do ano. Realmente, há muito, muito tempo que não via um anime que ultrapassasse as barreiras desta forma. Space Dandy é um anime definitivo que, certamente, virará culto dentro de uns anos, quando já tudo estiver esquecido.
     
    Nesta season acompanhamos mais aventuras, mais ou menos interessantes mas todas elas com algo em comum: a loucura. Em todos os episódios há um tema, muitas vezes uma crítica a estilos de animação, géneros musicais ou simplesmente tropes anímicos e televisivos a que já estamos tão habituados que nos esquecemos deles. Nesta season há mais ridículo e mais exagero. Mas como tem um estilo próprio, acaba por não cansar e por nos manter sempre interessados no que virá a seguir.
     
    Existem episódios muito conceptuais que merecem que rebolemos em químicos. Existem episódios mais directos ao assunto. Há para todos os gostos. Mas aqui se inicia uma conclusão, que aparece nos dois últimos episódios, e que vem explicar porque é que de vez em quando os personagens morrem e coisas do género. Essa explicação aparece para fazer explosões nas nossas cabeças, levando o conceito mais além e dando uma camada de profundidade muito mais intensa àquilo que poderíamos pensar à primeira vista.
     
    Flando nos personagens, eles estão aqui e cada vez mais mirabolantes. É-lhes acrescentada mais densidade e mais detalhes na personalidade, sobretudo às personagens femininas. Se ao início apareciam como figurantes, agora é-lhes dado um destaque merecido, que apenas contribui para a caracterização de Dandy como homem e como indivíduo.
     
    A arte ultrapassa todos os limites e dá-nos novas perspectivas sobre o que pode haver de novo na animação oriental. Numa explosão de cores, formas e texturas, viajamos pelas tridimensões (e bidimensões e tetradimensões!) e em cada momento nos espantamos mais com toda a imagética e com a força da imaginação destas pessoas.

    Desta feita temos uma música ainda mais variada, mantendo uma OP que é do melhor pop de ultimamente. Cada história está definida por uma banda sonora específica, única e altamente crítica de si própria.

    Enfim, não posso ficar aqui mais tempo sem continuar a desfazer-me em elogios. Adorei e irei adorar outra vez quando for rever (que será em breve). Recomendo a todos esta viagem!
  • Free! Eternal Summer

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    Free! Eternal Summer
    Utsumi Hiroko - Kyoto Animation
    Anime - 13 Episódios
    2014
    6 em 10
     
    Para saberem sobre a primeira season, vejam aqui.

    Ora bem, quando foi anunciada a nova season do anime natatório, não foi com grande excitação que recebi a notícia. Tinha gostado tanto do anime e achei que uma segunda season seria apenas a ordenha de um sucesso. O que se veio a confirmar, de qualquer forma. Ainda assim, não ia ficar fora do loop e recusar-me a assistir, portanto aqui estou eu.

    Esta season pouco ou nada acrescenta à história, quer em termos de narrativa quer no que respeita ao desenvolvimento dos personagens. São introduzidos muitos novos personagens que em nada contribuem para nenhum dos pontos anteriores e parecem estar ali para termos mais variedade nas cores dos cabelos. No respeitante aos personagens já nossos conhecidos, existe uma carga emocional forte e o dilema adolescente da perspectiva de futuro, que - esse sim - se encontra desenvolvido de forma bastante apropriada, com alguns momentos comoventes e que apertam o coração.

    A animação está em tudo semelhante à season anterior, mas talvez com menos momentos em que se pode ver a sua utilização. Nesta season dedicamo-nos mais à vida diária dos personagens, afastando-se da categoria de anime de desporto e aproximando-se dos fatias de vida comuns que o estúdio costuma produzir.

    Musicalmente, há um esforço, mas nada por aí além.

    Na verdade, o que me irritou nesta season foi que todas as coisas pareceram ser feitas tendo em mente as opiniões das fãs ocidentais idiotas. Assim, o anime perdeu-se  num festim de serviço completamente desnecessário. Espero que não continuem a ordenha. Se continuarem, não irei ver.

  • Leite Derramado

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    Leite Derramado
    Chico Buarque
    2009
    Romance

    Desde muito pequena que venho ouvindo as músicas do Chico Buarque. Reza a lenda de que quando era minúscula cheguei a estar na casa dele, pois era amigo de um amigo do meu pai no Rio de Janeiro. A grande questão é porque é que o meu pai não me levou lá quando eu já tinha idade para perceber as coisas... Mas adiante! Desde muito pequena que venho ouvindo as músicas e considerando este homem um poeta, o Poeta com Pê grande. Assim, estava muito curiosa em relação à sua prosa. Não me desapontei.

    Este livro é a narrativa de um homem muito velho no leito de um hospital, falando sobre a sua vida, sobre os seus antepassados e sorbe a sua progénese. Como o velho é mesmo muito velho, o seu discurso está todo baralhado, o que torna a leitura muito curiosa, pois nunca sabemos o que é realmente verdade, o que são memórias falsas e quem são realmente estas pessoas, ou sequer se existiram ou não.

    O discurso também tem um efeito cómico muito grande, devido à personalidade do nosso personagem principal. Falando dele, é realmente um personagem muito interessante, com características próprias e uma depressão muito única. 

    Como estamos a falar de um livro do Chico, não poderíamos deixar de ter uma figura feminina altamente sensual que povoa os sonhos e o discurso do senhor Eulálio, o velho. É esta a figura central de toda a narrativa e o que queremos saber realmente foi o que lhe aconteceu. Nunca chegamos a ter a certeza.

    Agora estou com bastante vontade de ler os outros livros dele! :>
  • A Guerra dos Tronos

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    As Crónicas de Gelo e Fogo - A Guerra dos Tronos
    George R. R. Martin
    1995
    Romance Fantástico

    É verdade. Toda a gente anda a falar disto. Game of Thrones para aqui, Game of Thrones para acolá, toda a gente fala desta coisa e eu preciso, preciso mesmo!, de saber o que é. Portanto, aí vou eu! Ler os livros! O meu pai está a ler a série há algum tempo e preveniu-me de que é exasperante a quantidade de gente que existe aqui. E a quantidade de gente que morre. E que nunca mais acaba. E que o universo... Bem, vamos ver.

    O meu pai tem razão num certo aspecto: o universo. É um universo muito pouco detalhado e com muitas coisas que não fazem sentido. Claramente não vivem no planeta terra. Começo a imaginar que se calhar vivem neste planeta mas num futuro longínquo, já que a história recente deles remonta aos dez mil anos anteriores.

    Mas por outro lado, apesar do universo fantástico não ser interessante de todo, os personagens estão muito bem construídos. Muito rápido lhes ganhamos um certo afecto e queremos realmente saber o que lhes vai acontecer. Daí que, tudo contado, a leitura seja veloz e muito simples. O livro não é complexo, apesar da quantidade de gente que nele vive, nem está especialmente bem escrito. É directo e fácil de compreender.

    Portanto, agora estou ansiosa por saber o que acontece a seguir! Será que me conquistaram? Quizas, quizas, quizas
  • Dramatical Murder

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    Dramatical Murder
    Miura Kazuya - Nitroplus
    Anime - 12 Episódios
    2014
    6 em 10

    Como sempre, não posso deixar de ver todos os animes BL ou inspirados em histórias BL. No caso de DmMd (nome carinhoso), já tinha ouvido falar bastante do jogo nas minhas sendas dentro da comunidade das velhas taradas. Não me dou com adolescentes taradas, diga-se de passagem, não tenho vagar para as comparações de "eu comecei a ver yaoooi aos dois anos sou mais melhor boa que tu". Adiante! Como eu n~ão jogo jogos, não me restam outras opções senão esperar que façam animes, apenas para ter uma ideia do que se passa lá, no jogo. :> Ou ler sobre isso.

    Enfim, coisas àparte, digamos que este foi dos melhores animes da season. Para começar, passa-se num universo bastante bem trabalhado e original, com alguns traços de um cyberpunk modernizado, agora com o uso dos jogos e das telecomunicações para dar o mote à aventura. Este universo é explorado com recurso a um conjunto de personagens muito interessantes, com um mistério que ajuda a caracterizá-las, a elas e ao universo.

    Estes personagens, apesar dos designs ecléticos e pouco práticos, distinguem-se rapidamente do cenário de fundo, que passa por batalhas digitais e também batalhas reais. O nosso amigo principal convive com cada uma delas separadamente, explorando as suas fragilidades e dando azo a um potencial desenvolvimento romântico. Isso acontecerá, certamente (e graficamente) no jogo, mas aqui é tudo deixado à nossa imaginação. Como as histórias são delicadas e os personagens muito carinhosos, não há nada que nos impeça de fazer o pior. Muahaha!

    A arte falha em muitos aspectos, apesar de fazer uso de cores muito brilhantes e fluorescentes para dar vida ao universo digital em que muita da acção se passa. Por isso, apesar de alguns problemas na animação propriamente dita, são mascarados muito bem pela vivacidade de todo o ambiente e dos personagens (os únicos a usar roupas malucas, diga-se de passagem)

    Em termos musicais, temos uma banda sonora muito consistente, com sonoridades electrónicas que fazem lembrar o techno mais pesado dos antigamente nipónicos. Mas com uma certa dose de alegria, como hei-de explicar... Para além disso, temos uma música muito bonita e quase romântica sobre alforrecas que faz chorar.

    Portanto, no geral, um dos melhores e um anime a recomendar no futuro. :)
  • Anifest 2014

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    Evento

    Tudo isto começa em Março. Pois é. Foi quando comecei a fazer aquele fato super simples com que me apresentei no dia tal. Mas de repente, surge a primeira questão! Dois eventos no mesmo fim de semana? Ambos com concursos com sukitos? E agora? Olhem, eu por mim vou ao que gostei mais no ano passado. Se bem que fica a questão... Não é esta comunidade pequena o suficiente para as pessoas conversarem umas com as outras e se fazer um calendário de eventos com pés e cabeça? Afinal, estivémos o Verão todo sem nada a acontecer (fora o evento do Allgarv, a que eu nunca fui mas irei um dia, fica a promessa!). Mas enfim, há-de haver maiores motivos.
    /introdução desagradável

    Dizia eu que tudo isto começou em Março. Foram muitas horas. Nestas últimas semanas andava passada: chegava a casa do trabalho, ligava a música e fazia cosplays. Estive num regime exclusivo de Gackt e The Smiths. Tudo para poder participar nas coisas! =D E funcionou! Acabou por correr tudo bem! Não mais pânico. Vamos assentar e vamos descansar... Uff

    Ora então, o Anifest deste presente ano 2014 decorreu precisamente no mesmo sítio onde foi no ano passado. ETIC, escola de artes e comunicações gerais sita no Cais do Sodré. Um jeitão, tenho autocarro directo para lá. E fica mesmo ao pé dos barcos, pelo que o caminho para Almada também foi fácil a seguir. Em termos espaciais, estava tudo bastante igual ao ano anterior. Mais uma saleta de workshops e uns cam arins bem largueirosos no andar superior, onde cabia toda a gente e estava fresco. Fica a sugestão de que as bancas dos artistas beneficiariam de não estar no meio do caminho das pessoas, porque na zona deles formava-se um trânsito arrepiante, entre pessoas paradas a ver, pessoas paradas a gritar e pessoas a tentar passar.

    Este ano o palco plastificado foi uma melhor opção (menos escorregadio que a alcatifa e, portanto, menos perigoso a quem ande aos saltos de sapatos esquisitos. O que não seria o meu caso), se bem que a acústica do salão... É estranho, porque é a ETIC, mas a verdade é que eu no palco percebia muito mal as minhas próprias canções. O mesmo para o que os apresentadores diziam. Chamavam-me e eu não percebia o meu próprio nome. É verdade que, no meio de todas as minhas deficiências, eu oiço muita mal. Mas não haveria de ser só isso, ou seria?

    Respeitante a lojas, estavam lá duas, a Kingpin e a Loja da BD. Ainda vi uns mangas interessantes, mas não me deu vontade de gastar uma pequena fortuna em algo que poderia não ser genialérrimo portanto não comprei nada. 

    Os artistas, que são bons artistas, tinham coisas giras e estive tentada a comprar uma print da Sailor Júpiter. Mas acabei por não comprar. Na verdade queria um desenho na hora, mas já tinha desenhos de todos os artistas presentes e não queria repetir. Fiquei na dúvida se havia de repetir ou não, tão na dúvida, tão na dúvida, que me fui embora esquecida do meu souvenir tradicional. Pela primeira vez havia phone-straps com fartura, mas já não os colecciono: o meu novo telefone não tem buraquinho para penduricalhos, portanto não lhe posso penduricalhar nada e portanto já não tem piada. :<

    Isto no geral dos gerais. Vejamos os detalhes imensamente pessoais, colocados a nu, da vida intimidante desta vossa humilde locutora. 

    A verdade é que não interessa nada, mas estarão fotos em baixo, portanto continuem =D

    Sábado de Intensa Actividade

    Recebi um e-mail da organização dizendo que deveria estar presente no evento o mais cedo possível, para ter tempo de me vestir e chegar a horas à pré-avaliação do ECG. Recebemos todos esse e-mail assustador: adeus horas de sono, vais ter que acordar como se fosse dia de semana, pimbas. Mas com a excitação toda até acordei mais ou menos bem. Depois de um café toda a gente fica mais ou menos bem. :)

    No autocarro, reparei que estava a chover. Mas o dia melhorou, ao menos isso.

    Uma fila de elevadas proporções aguardava para entrar. Mas eu, como sou muito especial de corrida, coloquei o meu ar afogueado e dirigi-me para a bilheteira, informando da minha situação. Repare-se que deveríamos dar o dinheiro dos bilhetes directamente à organização, que depois nos daria a pulseira, para não andarmos pulseirados a tirar fotos de cariz oficial.

    Depois de uma infrutífera procura, lá me indicaram o caminho para os camarins. Era para cima. E aí cheguei ao meu lugar preferido dos eventos. :) Gosto imenso de lá estar, falo com imensa gente e posso dizer porcaria à vontade, afinal estamos todos meio nus. Lá, encontro um membro do júri do ano passado, que comenta que o meu cosplay deste ano está muito melhor. Só isso já me fez valer o dia! Realmente, desta vez esforcei-me para ter uma coisa bem feita, mesmo que fosse simples. A verdade é que houve partes do fato, nomeadamente tudo o que era feito em madeira, que não foi nada simples. Mas falarei disso no meu Cosplay Portfolio a seu tempo. ;)

    Entretanto, decido-me numa experiência! O meu cosplay tem uma bolsinha toda roxinha e fofinha, presa com um cordelinho. Que tal experimentar colocar o conteúdo da minha mala dentro da bolsinha? =D Assim escusava de andar de mala atrás, sobretudo porque a minha mala de sempre não combina com cosplay nenhum, muito menos o de uma tratadora de dragões na Ásia do século VIII. Resultado da experiência: negativo. Rapidamente tive de voltar aos camarins para arranjar a mé que tinha feito.

    Saltitemos escada abaixo até à sala fotográfica onde teremos a nossa avaliação. Aguardamos um pouco e em breve temos o júri na nossa frente. Estrangeiros. Ainda bem que trouxe a letra da minha música traduzida para anglês, para eles compreenderem. Sim, estava nas regras que tinha de ser em anglês, mas eu não gostei dessa regra e portanto não obedeci a essa regra, arriscando a um desclassificamenteo, mas isso não é muito importante. :3 Que nunca se faça um skit para agradar a um juri! Faça-se um skit para entreter o público! Nisso não garanto que tenha tido sucesso, no entanto, enfim... ;__; Mas voltando ao assunto: expliquei assim por alto como fiz o fato, mas eles não faziam pergunta nenhuma então baralhei-me toda, não sabia o que havia de dizer. Depois perguntaram qual a parte favorita do cosplay... Eu disse que foi a luva! Porque era fofinha e quentinha e cheirava a chichi :) Mas eles ficaram a olhar para mim com cara de caso, então atrofiei. Se calhar devia ter dito a harpa.... Também perguntaram se o meu apito funcionava. Não funciona, mas também não precisa, pois no anime é um apito de ultra-sons para controlar bestas selvagens. Haha.

    Falando nos estrangeiros, eram todos muito simpáticos e disponíveis, apesar de não falarem muito. O jovem das terras do norte fez-me sorrir, porque aparentava estar aterrorizado com tanto contacto físico. :) Aliás, quando as premiadas lhe foram dar um beijinho ele conseguiu virar o tabuleiro e transformar o beijo num abraço! Os fatos eram bem bonitos, é o melhor que há lá fora.

    Cirandemos e observemos as coisas - conforme citado acima - até à hora do concurso. Voltei aos camarins onde ainda estava gente a vestir-se. Houve quem levasse bastante a mal esses atrasos e bem... O que se há-de fazer? Acontecem sempre. É má onda. Mas acontecem sempre. Já vi pessoal a ser desclassificado por se atrasar num Eurocosplay. Mas cada caso é um caso, cada evento é um evento e não vale a pena ficarmos aborrecidos por coisas que estão fora do nosso controlo. Eu não tenho grande opinião, a mim não me faz diferença porque eu não ganho nem perco, eu só estou lá.

    Vou encontrando pessoas, muitas pessoas. Ninguém conhece a minha personagem, o que é natural. A Erin, de que eu fazia cosplay no momento, é de um anime para miúdos que pouquíssima gente viu e que passa mesmo por baixo do radar, apesar de ser excelente. Ensina coisas sobre a natureza e tal. E a personagem é maravilhosa! Daí ter-me mascarado dela. :)

    Vi um pedacinho do concurso de dança. Uma moça azul e uma moça amarela. A amarela tinha muito mais energia e tinha, sem dúvida, montes de articulações, que se mexiam todas extremamente bem. Depois vi a entrega dos prémios. Ganhou um grupo monocromático, que era o único que tinha um rapaz. Disseram "temos o grupo desde o sétimo e agora estamos no décimo segundo!" Eu fiquei com vontade de chorar: no meu sétimo ano o pop que se ouvia eram os BoyZone.

    Começa o concurso. Sou logo a primeira, para meu grande horror. Disseram-me depois que correu muito bem, mas pessoalmente não me sentia muito confiante... A comparar com as outras pessoas, que tinham painéis, mesas gigantes e árvores, sentia-me um pouco despida num skit sem cenários nem nada. Mas eu queria cantar aquela música (que inventei quando vi o anime) e foi o que fiz. :> Espero que tenham cortidooo~~

    Depois fui despir o fato e arrumar a mala no bengaleiro (muito bem organizado por sinal!). Tinha de fazer horas, pois tinha combinado estar em Almada apenas às oito da noite. Ainda faltava bastante. Andei por aqui e por ali, bebi uma jolan, falei sobre as inimigas. Comprei o meu bilhete, ia-me esquecendo. Deram-me uma pulseira toda roxa e fofinha. Tirei fotos com o telemóvel às pessoas. Fiquei sem máquina fotográfica e portanto só tinha o telefone, o que dá um bocado de mau aspecto quando se pede para tirar uma foto. Mas fiz o melhor que podia... Por isso, ora bem... Aqui estão elas!

    As FotoFotos Mais Bouas de Sábado



     Foi tão difícil tirar esta foto, estava sempre gente a meter-se ao lado para tirarem fotos, os príncipes eram demasiado populares :o




    Façamos o pausa para beber um Simão e dormir. Vemo-nos no

    Domingo Patológico

    Se já estava com uma certa tosse na noite anterior, acordei completamente derreada. Dormi mal agasalhada e tinha apanhado uma caloraça gigante, por isso é natural. 

    Neste dia, mais duas personagens se juntaram às aventuras fantásticas! O Zé Gato e o namoradim, doravante conhecido por Ni, vieram comigo até ao evento, para ver uns cosplays, tirar umas fotos e assistir ao workshop de fotografia. Fique a nota de que queríamos mesmo ir ao workshop de fotografia!

    Chegamos um pouco mais tarde, ao meio dia e meio ou algo do género, e fui logo vestir-me. Perguntei se podia usar os camarins do dia anterior e disseram-me que sim. Lá chegada, tudo completamente, absolutamente, perfeitamente.... Vazio. Intimidada pela ausência de pessoas, deixei um papel com o meu número em cima da minha mala, para o caso de me terem informado mal e afinal ser proibido estar ali.

    A minha personagem deste dia era a Kitajima Maya, de um anime dos anos setenta chamado Glass Mask. É sobre teatro, portanto posso fazer o que me apetecer com esta personagem que, como é actriz, está sempre in character quer estejamos a citar Gil Vicente ou a dançar a Gaiola das Popozudas. Que foi o que fiz no skit, mas numa cover gravada por nós em estilo vanguardista.

    Apresentei-me no backstage à hora combinada, mas nada se passava. Estava o quizz a decorrer e pelo pouco que vi pareceu-me extremamente complexo. Sentia-me mal, a ferver e ao mesmo tempo gelada, cansada, cheia de dores, cheia de tosse. Estava lá um sofá... Encostei-me, fiz um casulo com o meu véu e dormi ali um bocadinho. Yeee ^____^ Oiço um trovão e pessoas a gritar. Limpo a minha baba e enrosco-me um pouco mais. Yeee ^____^ Quando me chamaram para o skit, fiz tudo automático, como tinha ensaiado, sem mais nem menos, completamente robótica. Queria ter improvisado um bocado, mas não me ocorreu nada. Na verdade, nem lembro muito bem o que se passou. Mas percebi logo que não tinha corrido bem quando o pessoal não se riu (e a coisa tem piada, eu juro). Depois disseram-me que o audio não se percebia, o que pode ter sido tanto defeito do pavilhão (vide parte de cima) como defeito da música, que realmente tinha os vocais um bocado baixos a comparar com o beat.

    Enfim, era uma cover desta música maravilhosa, que devia ser viral e que ainda não é, sabe-se lá porquê:

     Fique a nota de que desejo ardentemente fazer cosplay desta personagem marcante

    Assim que saí do palco passam-me uma garrafinha de água para a mão e dão-me um lugar no sofá. Graças a deus, obrigada senhor por existirem voluntários! A sério, adoro-vos, aquela garrafinha de água soube à panaceia universal que vem da cornucópia divina. E aqueles bolinhos da sorte trouxeram-me uma sabedoria imensa e salvaram-me também porque não comia nada desde o pequeno almoço e sentia-me demasiado fraca para comer.

    Depois chamaram-nos ao palco e disseram para dançar. Eu tentei, eu dei o meu melhor, mas só consegui abanar os braços para cima e para baixo como se sofresse de uma doença obsessivo-compulsiva de características zombies. Entregaram os prémios, bastante merecidos por sinal, e disseram para dançar mais e eu fugi na velocidade máxima que o meu estado me permitia. Dançar mais não, por favor! ;___; Sentia-me como se tivesse acabado de correr a ultra-maratona dos cem quilómetros no meio do deserto...

    Damos umas voltas e reparo que o bar se encontra encerrado. Todo o dia. Bem, a verdade é que no Sábado andavam a correr uns rumores dramáticos (que já se dramatizaram mais desde que o pessoal acedeu à internet), mas não vamos entrar por aí. Fica a nota de que se nos eventos precisarem de orientação no que respeita a segurança alimentar e respectivo licenciamento, eu trabalho com isso. :>

    Estou gelada e arrepiada, portanto vou mudar de roupa e por umas meias e dois casacos. Chego no Painel de Dobradores e sento-me aos pés do Ni. Não apreciei o devido, pois estava demasiado concentrada em não falecer, em vez de estar a ouvir o que estavam a dizer. Fiquei a saber que dependendo da situação a coisa não é assim tão mal paga e em como o Rei Leão revolucionou as dobragens. Na verdade, eu lembro-me com exactidão do que se passou com o Rei Leão. Vi o anúncio na televisão "primeiro filme dobrado no nosso português!" e fui ter com o meu pai dizendo "os miúdos de hoje em dia são tão estúpidos que não percebem o português do Brasil e agora fazem os filmes em português de Portugal!" E jurei que nunca mais na vida ia ver um filme da Disney. Mas depois ofereceram-me a cassete e que remédio tive eu! De resto, até foi engraçado. Fora a parte de toda a gente gritar quando alguém falava. E a parte de eu estar cheia de dores febris a delirar com o que me rodeava.

    Fomos ver se eu aquecia um bocado ao sol. E eu gelada. Só os pés estavam quentes. Queria ter esperado pelo workshop de fotografia. Queria mesmo. Sobretudo porque o Zé queria muito ir e tinha o máximo interesse em ir. Mas o Ni também não se estava a sentir bem, também dormiu mal agasalhado... E ainda faltava meia hora para começar. E ia durar duas horas. Será que íamos aguentar?

    Não. Fomos embora. Fiquei mesmo triste. Odeio estar doente, mas fico sempre assim quando muda a estação do ano. Fiquei de descobrir o que se passou para dizer ao Zé Gato, que perdeu o workshop a que queria mais ir por minha culpa, porque eu sou uma pessoa fraca e doente que devia viver dentro de uma bolha esterilizada para funcionar no meio da humanidade. Portanto, se alguém tiver as apresentações ou pelo menos possa indicar um resumo do que se passou, ficaríamos imensamente agradecidos! Obrigada! ;_;

    Já agora, sabiam que o Zé Gato sabe tirar umas fotos? Sabe mesmo! Vejam lá!

    Fotos Jeitosas de Domingo
    (A sério, são muitas, não dá para por todas no blog ou então vão ficar aqui até ao dia internacional do Pi à espera que carreguem. O ficheiro também tem uns vídeos, já agora)


     A Pocahontas olha para o lixo da humanidade










    Mesmo cheios da sangue e a morrer, manter sempre o bom humor :)

    Entretanto dormi catorze horas seguidas, enfardei-me de benurons, maxilases e hidrotricines e hoje fui trabalhar debaixo de chuva torrencial. Agora escrevo esta missiva.

    Portanto, espero que se tenham divertido. Eu diverti-me! Na verdade, o evento não teve nada de errado a apontar. É certo que houve coisas que as pessoas podem levar a mal, disse-as todas. Mas a mim não me causa espécie. Não houve grandes atrasos. Não houve erros no palco. Isso foi excelente! Em relação ao ano passado, não surpreendeu, mas também não ficou aquém das expectativas. Na verdade, só espero que este evento melhore de ano para ano e que se supere cada vez mais e de maneiras diferentes! Parabains! =D

    A todas as pessoas a quem falei de maneira desconexa no Domingo, peço desculpa. A todas as pessoas que gostaram das minhas personagens, muitos obrigadas!

    Por agora, é tempo de descansar. Se bem que é estranho chegar a casa e não ter um cosplay para fazer... Haha!


  • Aldnoah.Zero

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    Aldnoah.Zero
    Aoki Ei - A-1 Pictures
    Anime - 12 Episódios
    2014
    6 em 10

    Era esta a série que eu esperava ser a melhor da season. Tinha um bom valor de produção e dedo do tipo das megucas, pelo que realmente esperava grandes coisas. No final, ficou-se pelo mediano.

    Em 2014 de um futuro longínquo (sim, porque se isto se passar em 2014 depois de cristo há algo de muito errado com a nossa realidade) um império marciano ataca a terra com uns robots que têm um poder magnânime. Os terráqueos são espertos e vão-se safando, com ajuda de uma princesa. Isto é, no fundo no fundo, não passa de um mecha bastante típico. Os maus são muito maus, os bons são muito bons, há uma diferença muito grande entre os poderes e há uma certa tentativa de introdução a uma cena política mais complexa, mas que não vai muito por aí além.

    Os personagens também são bastante típicos, com uma menção honrosa para o principal. Este distingue-se. Para começar, não aprendeu a conduzir um robot gigante ao ler o livro de instruções que estava no cockpit. Neste universo, os miúdos sabem conduzir armas de guerra, ensinam na escola. O amigo terráqueo da princesa também tem algumas características interessantes. De resto, temos pessoas bastante normais, com dilemas bastante normais para crianças em tempo de guerra ou veteranos de guerras passadas. Os inimigos são todos muito maus e, por mais que tentem dar-lhes uma razão para a guerra, a motivação é um pouco fraca. Isto é, é certo que na Terra há oxigénio e essas coisas que precisamos para viver, mas se a aproximação tivesse sido pacífica provavelmente haveria lugar para todos e escusavam de arrebentar com a lua, que nos faz falta.

    O melhor aspecto será, sem dúvida, a arte. Apesar do uso do CG integrado, nas lutas e nos designs dos robots, tudo isto tem muito bom aspecto e as batalhas são muito interessantes. Mas há algo que me impediu de as levar a sério... A música. Correndo o risco de ofender os puritanos que sabem os nomes dos compositores e dos cantores, para mim era exasperante ter de assistir a todas as batalhas com uns gritos muito épicos por trás, tentando influenciar-me e dizer-me "Vê! Vê como esta batalha tem proporções enormes!" Fique a nota que eu já não tenho idade para aprender informação que não me interessa, portanto não sei quem foram as pessoas que tiveram esta triste ideia (e não, não quero saber)

    Mas a OP era muito boa. Isso sim, uma boa música. Talvez até fosse a mesma, não sei. Mas na OP era boa.

    Bem, apesar de tudo o final deixou-me bastante curiosa com o que virá a seguir. Onde pegarão depois de [spoiler]morrem todos[/spoiler]? No geral foi uma experiência positiva, por pior que eu tenha dito em conversas diversas. :>
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