Aldnoah.Zero
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Aldnoah.Zero
Aoki Ei - A-1 Pictures
Anime - 12 Episódios
2014
6 em 10
Era esta a série que eu esperava ser a melhor da season. Tinha um bom valor de produção e dedo do tipo das megucas, pelo que realmente esperava grandes coisas. No final, ficou-se pelo mediano.
Em 2014 de um futuro longínquo (sim, porque se isto se passar em 2014 depois de cristo há algo de muito errado com a nossa realidade) um império marciano ataca a terra com uns robots que têm um poder magnânime. Os terráqueos são espertos e vão-se safando, com ajuda de uma princesa. Isto é, no fundo no fundo, não passa de um mecha bastante típico. Os maus são muito maus, os bons são muito bons, há uma diferença muito grande entre os poderes e há uma certa tentativa de introdução a uma cena política mais complexa, mas que não vai muito por aí além.
Os personagens também são bastante típicos, com uma menção honrosa para o principal. Este distingue-se. Para começar, não aprendeu a conduzir um robot gigante ao ler o livro de instruções que estava no cockpit. Neste universo, os miúdos sabem conduzir armas de guerra, ensinam na escola. O amigo terráqueo da princesa também tem algumas características interessantes. De resto, temos pessoas bastante normais, com dilemas bastante normais para crianças em tempo de guerra ou veteranos de guerras passadas. Os inimigos são todos muito maus e, por mais que tentem dar-lhes uma razão para a guerra, a motivação é um pouco fraca. Isto é, é certo que na Terra há oxigénio e essas coisas que precisamos para viver, mas se a aproximação tivesse sido pacífica provavelmente haveria lugar para todos e escusavam de arrebentar com a lua, que nos faz falta.
O melhor aspecto será, sem dúvida, a arte. Apesar do uso do CG integrado, nas lutas e nos designs dos robots, tudo isto tem muito bom aspecto e as batalhas são muito interessantes. Mas há algo que me impediu de as levar a sério... A música. Correndo o risco de ofender os puritanos que sabem os nomes dos compositores e dos cantores, para mim era exasperante ter de assistir a todas as batalhas com uns gritos muito épicos por trás, tentando influenciar-me e dizer-me "Vê! Vê como esta batalha tem proporções enormes!" Fique a nota que eu já não tenho idade para aprender informação que não me interessa, portanto não sei quem foram as pessoas que tiveram esta triste ideia (e não, não quero saber)
Mas a OP era muito boa. Isso sim, uma boa música. Talvez até fosse a mesma, não sei. Mas na OP era boa.
Bem, apesar de tudo o final deixou-me bastante curiosa com o que virá a seguir. Onde pegarão depois de [spoiler]morrem todos[/spoiler]? No geral foi uma experiência positiva, por pior que eu tenha dito em conversas diversas. :>
By : ladyxzeus
Tokyo Ghoul
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Tokyo Ghoul
Morita Shuhei - Studio Pierrot
Anime - 13 Episódios
2014
5 em 10
Pois é, a season está terminando e, portanto, temos de dizer quais os melhores e os piores e essa traquitana toda. Assim sendo, digo desde já: para mim, este foi o pior.
Talvez tenha sido porque fui vê-lo com uma expectativa um pouco diferente do que se veio a revelar a realidade. Eu esperava, esperava de todo o coração, um thriller psicológico. Um certo gore e tudo mais, mas sobretudo uma história que perturbasse. Mas Tokyo Ghoul não é sobre isso. É sobre uns bichos canibais em que as pessoas se transformam depois de serem infectadas por alguma coisa meio incompreensível e as suas aventuras enquanto bichos canibais que vivem à margem da sociedade (mas com roupinhas jeitosas).
Isto, que por si só não tem grande interesse e que já tinhamos visto (até bem recentemente), tem as suas faltas exacerbadas pelo ritmo shounenico que a história toma, que apenas se recupera nos episódios finais que relatam os momentos em que o personagem principal é horrivelmente torturado. Destaque para o actor de voz, os seus gritos arrepiam. No entanto, nem mesmo isto retira a vulgaridade ao conceito, pois as "escolhas horríveis" e os flagelos que o personagem sofre até sofrer a sua digivolução final são coisas que já vimos uma e outra vez, e feitas de melhor maneira.
Existe sangue com fartura, mas logo desde o início houve uma forte censura (com resultados bastante engraçados), que depois decaiu para o "não se mostra, não se vê". A arte é moderna e fluída, como o sangue que corre, mas as coreografias das cenas de acção são perturbadas pela falta de grafismo. Isto é, tudo funcionaria melhor se realmente víssemos o que estava a acontecer em vez de recebermos insinuações por aqui e por ali.
Finalmente, a música. Possivelmente a melhor parte deste anime. A OP e a ED são belíssimas e tratarei já de as encontrar para as ouvir com melhor atenção. As vozes, como disse anteriormente, transmitem o terror dos personagens com exactidão. As músicas do parênquima, essas, são pouco memoráveis.
Enfim, um anime que desapontou e para o qual não tenho mais expectativas. Fiquei sem vontade nenhuma de saber o que acontece a seguir, portanto acho que irei passar a próxima season (a menos que não haja nada de muito melhor para ver quando ela vier)
By : ladyxzeus
JoJo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders
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JoJo's Bizarre Adventure: Stardust Crusaders
Tsuda Naokatsu - David Production
Anime - 26 Episódios
2014
6 em 10
Jojo's Bizarre Adventure é uma aventura bizarra protagonizada por Jojo. Mas não há apenas um Jojo. Não. Não nos podemos limitar a isso. Há oito! E isso é por agora... Em manga. No anime já conhecíamos o primeiro e o segundo. Agora vamos conhecer o terceiro, enquanto viajam para o Egipto para enfrentar um nosso queridíssimo e amicíssimo DIO BRANDOOO~~~
Esta parte de Jojo já existia em anime. Um OVA. Um OVA do antigamente. Que tornava as coisas muito mais resumidas e que eu, na altura, adorei. Tendo isso e a primeira parte (e segunda) em conta, achei que esta season ficou um pouco aquém das expectativas. Tal viu-se em discussão com as pessoas (gosto de observar e dar o meu bitaite), mas também o senti. Apesar de ter gostado bastante, faltava-lhe um bocadinho assim.
Para começar, este Jojo não é nem de perto nem de longe tão carismático como o da parte 2, que aparece aqui mais velho para salvar a situação com um pouco de humor. Devido a isto, a série tem um ambiente mais negro, em que a comédia parece mais forçada e o exagero não funciona tão bem como anteriormente. Os outros personagens têm a sua personalidade distinta, sendo mais ou menos interessantes conforme o visionante. Por exemplo, eu adoro o Polnareff. E um tipo que vai aparecer na próxima season, já que partiram a série em duas. Conhecendo-me, é fácil adivinhar qual é. :>
Nesta parte é introduzido um novo conceito: os stands. Se nas partes anteriores o poder vinha todo do Hamon, que era treinado e tudo o mais, desta vez o poder está condensado numa figura mais ou menos estranha chamada stand. Algumas são antropomórficas, outras carromórficas, outras animalórficas, outras barcóficas, há de tudo. E cada uma tem o seu poder e as suas características. Assim, o anime apresenta-se num género de inimigo semanal que pode falhar em algumas semanas, pois nem todos os inimigos são assim tão interessantes ou particularmente difíceis de vencer. Ainda assim, segundo consta, o anime está a fazer um trabalho de adaptação extremamente detalhado, pois nada está a faltar em relação ao manga. Nem nada está a mais. Pois é, senhores: nem tudo o que é chato é filler.
Artisticamente, a animação não é especialmente boa, mas é altamente compensada pela paleta de cores e uso de sombras e brilhos. A arte adiciona ao efeito bizarro e espectacular.
Sonoramente, temos músicas muito variadas, coroadas por uma ED genial. Aliás, em relação a isso, gostaria de citar algo que escrevi num fórum e que explica a minha opinião generalizada sobre Jojo e a música em Jojo:
Anime de luta, Jojo não é só um anime de luta. É uma homenagem à música ocidental, é um inspirador e motivador de moda e alta-costura (ocidental), pode servir de crítica social, é uma obra que se distingue dentro do género e NÃO É porque tem lutas. É por causa da forma como tudo isto está construído. Jojo tem uma história grande para trás. Eu não leio manga, mas já li algumas entrevistas ao autor e se forem ver isso descobrirão como este universo é interessante para além das "lutas".Ficamos então à espera da segunda parte da terceira parte. Assim teremos o meu personagem preferido da terceira parte e o meu vilão preferido da terceira parte. :) Não que eu conheça bem as outras, mas tassbem
Rock é "acelerado com guitarras". As Bangles também fizeram parte do rock da sua era. Bem, pop-rock, não é nenhum metal ou nada. A situação é que, tal como Jojo, o rock tem muitas vertentes para além do "acelerado com guitarras." Agora que o Hatak colocou esta perspectiva, parece-me um debate extremamente interessante:
Jojo, como série marcante na cultura pop, é muito versátil. Isto é, aparenta ser uma história muito simples, mas está cheia de pequenos detalhes estilísticos que a tornam muito única. É esta plasticidade no detalhe que define Jojo, apesar de tudo ser - digamos - "móvel". Isto é, observando este anime (e manga, deve ser!) sob diferentes perspectivas, vemos sempre uma coisa nova. Estas perspectivas não são nada como mover a cabeça para o lado mas, digamos, estados de espírito diferentes. Por exemplo, o Sharinflan quer ver umas boas lutas; eu quero ver uns desenhos que me fazem sorrir; o José Mourinho (que frequenta este fórum em segredo) deseja ver alguns truques de estratégia para usar nos jogos. Aí cada um de nós vê uma coisa diferente, mas o todo está lá.
O mesmo se passa com a música, sobretudo esse termo tão abrangente. ROCK. O rock espalha-se em todas as direcções, do metal industrial ao glam rock e indie rock ao Elvis e por aí em diante. Uma pequena nota: eu ponho o metal dentro do rock porque as sonoridades mais antigas aparentam-me (eu não percebo nada de música) ao ouvido com a onda mais "power" do rock, se me faço entender. Bem, não faço, mas posso tentar explicar melhor. Enfim, tal como no anime, se olharmos para o Rock como um todo de diferentes perspectivas vamos encontrar muita muita muita coisa diferente. E se as coisas vêm do antigamente, onde não havia tanta separação, vamos encontrar diferenças mais demarcadas. Por exemplo, desde os Nirvana que todo o indie está numa escala pop. No antigamente a diferença das labels de rock, pop, indie, o circuito dos DJs, isso estava tudo bem dividido. E é para isso que temos de olhar bem.
Tanta letra para dizer que o rock e Jojo se relacionam de uma forma bem mais profunda do que a estética visual/sonora. A mim parece-me que, se lhe fizermos uma análise um pouco mais profunda, estão intimamente ligados por uma filosofia
By : ladyxzeus
Yawara!
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Yawara!
Tokita Hiroko - Madhouse Studios
Anime - 124 Episódios
1989
6 em 10
Sinto-me uma vencedora. Uma cãpian! Foi um ano, cento e vinte e quatro episódios... E terminei! Sinto sempre grande alívio quando termino séries tão grandes. Sobretudo quando são dos 80s. No caso, dos 80s e dos 90s, já que a série se passou no decurso de quatro anos. Tanto a história como a realidade, já que esteve na TV de 1989 a 1992.
É uma série sobre judo. Yawara é um prodígio do judo. O seu pai foi campeão e está desaparecido. O seu avô foi campeão e treina-a sob um duro regime de comédia. Mas Yawara não quer saber de judo para nada. Ela quer apenas ser uma rapariga normal, fazer coisas de rapariga, ir para a faculdade, apaixonar-se, essas coisas. Por isso é que ela é uma "Fashionable Judo Girl", subtítulo da série.
Durante todos estes episódios acompanhamos o seu crescimento enquanto pessoa e enquanto judoca. Se bem que no judo não há muito por onde ela melhorar, já que está estabelecido desde o início que ela é um génio. Na realidade, nunca a vemos perder. Por isso, os combates são todos um pouco previsíveis. Existem diversas histórias paralelas, nomeadamente um triângulo amoroso e a busca pelo pai perdido. Também as pequenas histórias sobre as vidas dos amigos. Estes amigos dão um pouco mais de tempero aos combates, porque no caso deles nunca sabemos se vão perder ou ganhar.
A animação sofre muito com as frames repetidas, problema recorrente em séries de longa duração. No entanto, são bem utilizadas e não aborrecem. A técnica em si está bastante aceitável. O que é realmente interessante são as expressões dos personagens, que têm um grande range e que trazem grande efeito cómico.
Em termos musicais, temos uma grande variedade de OPs e EDs, que ficam na cabeça e que são boa pop. Uma delas, especialmente, ainda agora a estou a cantar. Os efeitos sonoros durante os combates e tudo o resto são um pouco repetitivos, que é problema recorrente habitual.
No geral, uma série representativa da sua época, que se distingue dentro do género pelo seu realismo e pela faceta humana. Não fosse tão longa, recomenda-la-ia.
By : ladyxzeus
Midori 3
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Midori 3
Evento
Têm sido uns dias muito, muito ocupados. Isto de haver três eventos no mesmo mês torna tudo muito complicado. Na verdade, confesso, estou a preparar-me com todas as forças para os concursos do evento da terceira semana de Setembro (bem, um deles), e as coisas não estão a correr tão bem como queria. Na verdade, nem sequer me inscrevi ainda.... Assim fica a explicação do porquê de não ter ido ao Midori, evento que merecia cosplay, vestida a rigor. Não estou com muito tempo e, sobretudo, não estou com sanidade mental suficiente. Mas como hoje, Domingo, não tinha nada para fazer à tarde (excepto cosplays, fiz de manhã...) pensei "porque não?" e dei um passeiozinho por lá. Aqui fica o relato desse passeiozinho.
Locais e Espaços
O Institut Français de Portugal, local escolhido para este evento, está muito bem escondido. Entre o Corte Inglés e a Praça de Espanha, é super simples chegar lá mas... Tem de se saber onde é. Tive a sorte de ir almoçar fora e de me levarem até lá de carro. Mas para me ir embora, nem sequer sabia para que lado era a linha amarela e a linha azul @.@ Felizmente dois voluntários deram-me as indicações necessárias e, realmente, sabendo como lá chegar é facílimo.
Em termos de espaço no interior, estava tudo bastante simpático. Três andares (ou seriam mais?) nos apresentavam. O primeiro, foyer de entrada, tinha a bilheteira e algumas bancas. Apesar de me terem contado que a organização das pessoas das bancas não fora a melhor, achei que as que estavam logo na entrada tiveram a melhor sorte. Porque estavam mesmo à vista e havia montanhas delas! Em termos de bancas não estava nada pobre! Para cima, uma biblioteca com mais bancas, diversos jogos de cartas que me confundiram e a banca do Midori.
Momento de história interessante: assim que cheguei, estava eu a comprar o bilhete, entraram duas moças da organização em pânico. Porquê? Tinham um coelhinho dentro de uma caixa! Imediatamente, eu, no topo dos meus elevadíssimos conhecimentos superiores, digo (com voz de quem tem conhecimentos superiores) "eu sou veterinária!" Não se preocupem, é mesmo verdade (apesar de não parecer). Assim, a primeira actividade dentro do evento foi ver se o caolhinho estava bom, já que as moças estavam preocupadas. Estava cheiinho de fome e com umas crostazinhas, mas de resto estava bom. Era muita fofinho, coitadinho. Ainda não tinha nome, podiam chamar-lhe "Midori" :>
Mas adiante.
Para baixo estavam os artistas, que são bons artistas. Comprei uma rifa à minha velha conhecida Marta Lebre, que estava a sortear um saco de pano todo catita. Sou o número onze! E ela vai fazer um vídeo a tirar as rifas, portanto saberemos em breve se o onze foi o número premiado! =D
Ainda mais para baixo, estava o auditório e a sala de workshops.
O auditório era bastante composto e o palco pareceu-me bom. Desta vez não estive em cima dele - o que me causou tremenda impressão e um nervosismo inexplicável - mas posso garantir que as cadeiras eram fofas e muito confortáveis. Bom auditório, bom auditório. A sala dos workshops tinha umas mesinhas com todo o ar de serem usadas para aprender francês e era bem sossegado.
Conclusões: o espaço era bom e, em termos de organização dele, não tenho nada a apontar. Se bem que era Domingo à tarde e, como é evidente, nunca estaria tanta gente como nos momentos de maior afluência. Se tivesse ido Sábado depois de almoço talvez a minha opinião tivesse sido diferente.
Coisas que Fiz Enquanto Estive Lá
Verdade verdadinha só estive no evento duas horas e meia. Não fiz muitas coisas, mas as que fiz foram giras.
Primeiramente, descobri, escondido num cantinho, o convidado Japonês Toshio Maeda. A quem não sabe é um artista de manga erótico e autor do super clássico "La Blue Girl". É ligeiramente obscuro, mas é fascinante. Gostaria de ter falado com ele, ou pelo menos de ter visto o Q & A (Question and Answer, Perguntas e Respostas), mas estava por cima de outra coisa a que queria ir, de que falarei de seguida. De qualquer forma, foi com todo o gosto que tirei cinco euros do porta moedas para receber um desenho, autografado e com uma dedicatória. :) Aqui está ele! Não está ainda, depois colocarei.
Segundamente, entrei no auditório para ver um jovem a mixar dois GameBoys. Foi estranho, porque o jovem tinha uma presença de palco absolutamente nula. Mas a música era bem divertida e se a passassem nas danceterias gostaria muito mais de as frequentar. :3
Seguidamente, coloquei-me em espera na sala dos workshops. Iria haver uma prova de sake e eu adoro sake e bebidas do género. Foi muito interessante. Provámos três tipos, do mais barato para o mais caro, com explicações dadas por um profissional do negócio dos alcóois. O primeiro sabia a remédio, o segundo era delicioso, uma espécie de vodka mas com sabor a maçãs e o terceiro era semelhante ao segundo mas muito mais suave na garganta. As diferenças eram apenas o tempo de fermentação. Teria bebido muito mais do que três golinhos (bem aproveitados) de cada um, mas nummederam ;_____; Mas ao menos agora já sei onde se vendem e podem preparar-se que vai haver no meu aniversário (está próximo)
Finalmente, fui para o auditório a ver o que se passavam. Estavam a dar os filmes do concurso "Faz em Casa!". Ora bem... Eu fiz um! Eu fiz um! Querem vê-lo? :3
Mas bem, não deu enquanto eu lá estava, portanto não sei se as pessoas gostaram ou não. Espero que sim. Também não faço ideia de quando ou como ou a quem foram atribuídos os prémios disso.
Depois, mostraram uma webseries chamada RWBY, sobre a qual já tinha ouvido falar por estar toda a gente maluca com ela. Não gostei nada, achei a animação terrível, a história vulgar e as vozes irritantes. Por isso, apesar de ter visto o primeiro episódio, vou ignorar para sempre o que vi e não vou ver o resto. Viva namida! =D
E depois fui.
Nota para os Voluntários
Sempre voluntariosos, levaram-me aos locais que eu desconhecia e revelaram-me o programa das coisas. Eu tinha visto em casa, mas entre ver em casa e chegar lá já me tinha esquecido de tudo. Se calhar teria sido sábio ter uns programas para distribuir, ou pelo menos espalhados pelo espaço. No entanto, segundo o que eu tinha visto, não haveria muitas actividades sobrepostas e não foi isso o que aconteceu, quiçá devido a atrasos ou outras coisas, não interessa muito. Enfim, foram os voluntários que me deram as indicações e por isso deixo aqui a nota de agradecimento.
A única coisa que descurti seriamente foi chamarem-me sempre de "senhora". Não sou assim tão rugosa fonix! ;__________________;
E fotos? Não há fotos?
NÃO
Ok, ok. É mentira. Há meia dúzia. A minha máquinha, que já era velha como o Matusalém, deu finalmente o berro. Mas agora tenho um telefone que tira umas fotos e tal. Então tirei tudo com o telefone. Mas quando ganhei coragem (foi depois do sake, claro) para tirar fotos com o triste do telefone já não estava quase ninguém de cosplay. Portanto só tirei duas fotos a cosplays. O resto foi às coisas em geral. E ficaram todas fora do foco. Mas bem, aqui estão elas.
(Nota para a própria: comprar uma máquina nova)
Conclusivamente
Consideremos finalmente. Para o tempo que lá estive, achei que o evento foi caro demais. Mas se calhar estando os dois dias, o preço valeria muito a pena. Aliás, acredito nisso plenamente. Estava um evento simpático, familiar e despretensioso.
Valeu muito a pena para mim porque encontrei a minha querida Shingalinga, que já não via há trinta e dois milénios. :)
E assim devem ser os eventos. Encontrar pessoas, fazer coisinhas. Estou contente :>
Sentindo-me como se estivesse a comer um Gummy Bear Gigante
By : ladyxzeus
Chronus
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Chronus
Onda Naoyuki - Studio 4ºC
Anime - Filme
2014
6 em 10
Mais um filme do projecto Anime Mirai, que leva novos realizadores a grandes estúdios para produzirem um pequeno filme de forma a mostrar os seus talentos. Sobre os outros, até agora, poderão ler aqui.
Um jovem tem a capacidade de ver deuses da morte, vulgo "shinigami". Perguntam-lhe se não vai interferir com o trabalho deles. E ele diz que não, até ao momento em que a sua amiga de infância - por quem está apaixonado - tem um acidente e a alma dela fica perdida. Nessa altura, ele vai salvar a alma dela.
É um filme muito simples, com um final inconclusivo que poderia dar azo a uma série interessante. A história de amor é básica mas bonita, exponenciada pela música do final que é muito interessante. Mas de resto, não há muita coisa por onde pegar.
A animação tem os seus momentos, nomeadamente o da perseguição com os corvos, e alguns efeitos visuais interessantes, sobretudo no início em que exploram as memórias tristes do nosso personagem. No entanto, até ele próprio explicar, nada nos indica que o seu poder, aquilo que o faz sofrer, é o facto de ver shinigamis. Ainda assim, temos fluidez bastante para nos entretermos durante vinte e cinco minutinhos.
De todos os mini-filmes do Anime Mirai, achei que este é o que tem maior potencial para se tornar uma série com interesse shounenistico. Acho que vale a pena experimentar a ver se concordam comigo :)
By : ladyxzeus
Amadeus
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Amadeus
Milos Forman
1984
Filme
9 em 10
Havíamos regressado de uma festa diplomática em casa do Senhor Embaixador do Brasil. Meio enjoada com a quantidade de quitutes volantes e com a apresentação deprimente da Wanda Stuart (a do cabelo azul), amochei-me no amarelo para ver um filme. Não sabia que o filme ia durar três horas. Não sabia que o filme ia ser tão bom.
Reconheço que Mozart não é de todo o meu compositor predilecto. Aliás, nunca gostei de tocar e gosto de ouvir muito pouca coisa. Mas uma coisa temos de admitir: o homem era um génio. Sempre foi um mistério para todos como acabou por morrer na maior das depressões e das misérias. Este filme mostra uma perspectiva moderna e refrescante sobre a sua história, contada por um outro génio da sua época, Salieri.
Mozart é, no seu século, o que seria equivalente à rockstar de hoje em dia. Está simplesmente a fazer a sua cena, para desagrado da crítica, despenhando-se em vícios e em festas até que, no final, cede ao desespero e à doença. Por outro lado temos Salieri, um devoto que deseja ser o mais famoso da sua época mas a quem "deus" apenas dá o dom de reconhecer o imenso talento de Mozart. Na sua luta contra a gargalhada de deus, que na sua loucura Salieri acha estar especialmente contra si, ele faz tudo para levar Mozart à miséria, acabando por contribuir para a sua morte. Isso leva-o à loucura e a um asilo, que é onde a história é narrada.
Esta história tem muitos elementos, desde o romance à intriga política, que só poderiam ser ilustrados nesta época de infâmias e de extremas vaidades. Apesar da época, a história e o diálogo são modernos, trazendo imenso realismo a toda a narrativa.
Isto não seria conseguido sem a performance de actores extremamente competentes e, diria mesmo, extremamente talentosos. Ambos traduzem para o "palco" os seus personagens com uma perfeição constante e emotividade muito equilibrada. O papel de Salieri louco pareceu-me ser bem complicado e especialmente estimulante.
O fausto e pompa da época estão nos cenários e nos guarda roupas, todos cheios de detalhe. As óperas estão concretizadas com uma mistura de modernidade e classissismo que as torna interessantes até para aqueles que nunca apreciaram ópera.
É um filme de génio sobre génios. Com imensos detalhes saborosos, merece ser revisto vezes e vezes sem conta. Aliás, vi-o ontem e já estou ansiosa por o ver outra vez. Recomendo uma vez e mais outra.
By : ladyxzeus


