Yawara!
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Yawara!
Tokita Hiroko - Madhouse Studios
Anime - 124 Episódios
1989
6 em 10
Sinto-me uma vencedora. Uma cãpian! Foi um ano, cento e vinte e quatro episódios... E terminei! Sinto sempre grande alívio quando termino séries tão grandes. Sobretudo quando são dos 80s. No caso, dos 80s e dos 90s, já que a série se passou no decurso de quatro anos. Tanto a história como a realidade, já que esteve na TV de 1989 a 1992.
É uma série sobre judo. Yawara é um prodígio do judo. O seu pai foi campeão e está desaparecido. O seu avô foi campeão e treina-a sob um duro regime de comédia. Mas Yawara não quer saber de judo para nada. Ela quer apenas ser uma rapariga normal, fazer coisas de rapariga, ir para a faculdade, apaixonar-se, essas coisas. Por isso é que ela é uma "Fashionable Judo Girl", subtítulo da série.
Durante todos estes episódios acompanhamos o seu crescimento enquanto pessoa e enquanto judoca. Se bem que no judo não há muito por onde ela melhorar, já que está estabelecido desde o início que ela é um génio. Na realidade, nunca a vemos perder. Por isso, os combates são todos um pouco previsíveis. Existem diversas histórias paralelas, nomeadamente um triângulo amoroso e a busca pelo pai perdido. Também as pequenas histórias sobre as vidas dos amigos. Estes amigos dão um pouco mais de tempero aos combates, porque no caso deles nunca sabemos se vão perder ou ganhar.
A animação sofre muito com as frames repetidas, problema recorrente em séries de longa duração. No entanto, são bem utilizadas e não aborrecem. A técnica em si está bastante aceitável. O que é realmente interessante são as expressões dos personagens, que têm um grande range e que trazem grande efeito cómico.
Em termos musicais, temos uma grande variedade de OPs e EDs, que ficam na cabeça e que são boa pop. Uma delas, especialmente, ainda agora a estou a cantar. Os efeitos sonoros durante os combates e tudo o resto são um pouco repetitivos, que é problema recorrente habitual.
No geral, uma série representativa da sua época, que se distingue dentro do género pelo seu realismo e pela faceta humana. Não fosse tão longa, recomenda-la-ia.
By : ladyxzeus
Midori 3
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Midori 3
Evento
Têm sido uns dias muito, muito ocupados. Isto de haver três eventos no mesmo mês torna tudo muito complicado. Na verdade, confesso, estou a preparar-me com todas as forças para os concursos do evento da terceira semana de Setembro (bem, um deles), e as coisas não estão a correr tão bem como queria. Na verdade, nem sequer me inscrevi ainda.... Assim fica a explicação do porquê de não ter ido ao Midori, evento que merecia cosplay, vestida a rigor. Não estou com muito tempo e, sobretudo, não estou com sanidade mental suficiente. Mas como hoje, Domingo, não tinha nada para fazer à tarde (excepto cosplays, fiz de manhã...) pensei "porque não?" e dei um passeiozinho por lá. Aqui fica o relato desse passeiozinho.
Locais e Espaços
O Institut Français de Portugal, local escolhido para este evento, está muito bem escondido. Entre o Corte Inglés e a Praça de Espanha, é super simples chegar lá mas... Tem de se saber onde é. Tive a sorte de ir almoçar fora e de me levarem até lá de carro. Mas para me ir embora, nem sequer sabia para que lado era a linha amarela e a linha azul @.@ Felizmente dois voluntários deram-me as indicações necessárias e, realmente, sabendo como lá chegar é facílimo.
Em termos de espaço no interior, estava tudo bastante simpático. Três andares (ou seriam mais?) nos apresentavam. O primeiro, foyer de entrada, tinha a bilheteira e algumas bancas. Apesar de me terem contado que a organização das pessoas das bancas não fora a melhor, achei que as que estavam logo na entrada tiveram a melhor sorte. Porque estavam mesmo à vista e havia montanhas delas! Em termos de bancas não estava nada pobre! Para cima, uma biblioteca com mais bancas, diversos jogos de cartas que me confundiram e a banca do Midori.
Momento de história interessante: assim que cheguei, estava eu a comprar o bilhete, entraram duas moças da organização em pânico. Porquê? Tinham um coelhinho dentro de uma caixa! Imediatamente, eu, no topo dos meus elevadíssimos conhecimentos superiores, digo (com voz de quem tem conhecimentos superiores) "eu sou veterinária!" Não se preocupem, é mesmo verdade (apesar de não parecer). Assim, a primeira actividade dentro do evento foi ver se o caolhinho estava bom, já que as moças estavam preocupadas. Estava cheiinho de fome e com umas crostazinhas, mas de resto estava bom. Era muita fofinho, coitadinho. Ainda não tinha nome, podiam chamar-lhe "Midori" :>
Mas adiante.
Para baixo estavam os artistas, que são bons artistas. Comprei uma rifa à minha velha conhecida Marta Lebre, que estava a sortear um saco de pano todo catita. Sou o número onze! E ela vai fazer um vídeo a tirar as rifas, portanto saberemos em breve se o onze foi o número premiado! =D
Ainda mais para baixo, estava o auditório e a sala de workshops.
O auditório era bastante composto e o palco pareceu-me bom. Desta vez não estive em cima dele - o que me causou tremenda impressão e um nervosismo inexplicável - mas posso garantir que as cadeiras eram fofas e muito confortáveis. Bom auditório, bom auditório. A sala dos workshops tinha umas mesinhas com todo o ar de serem usadas para aprender francês e era bem sossegado.
Conclusões: o espaço era bom e, em termos de organização dele, não tenho nada a apontar. Se bem que era Domingo à tarde e, como é evidente, nunca estaria tanta gente como nos momentos de maior afluência. Se tivesse ido Sábado depois de almoço talvez a minha opinião tivesse sido diferente.
Coisas que Fiz Enquanto Estive Lá
Verdade verdadinha só estive no evento duas horas e meia. Não fiz muitas coisas, mas as que fiz foram giras.
Primeiramente, descobri, escondido num cantinho, o convidado Japonês Toshio Maeda. A quem não sabe é um artista de manga erótico e autor do super clássico "La Blue Girl". É ligeiramente obscuro, mas é fascinante. Gostaria de ter falado com ele, ou pelo menos de ter visto o Q & A (Question and Answer, Perguntas e Respostas), mas estava por cima de outra coisa a que queria ir, de que falarei de seguida. De qualquer forma, foi com todo o gosto que tirei cinco euros do porta moedas para receber um desenho, autografado e com uma dedicatória. :) Aqui está ele! Não está ainda, depois colocarei.
Segundamente, entrei no auditório para ver um jovem a mixar dois GameBoys. Foi estranho, porque o jovem tinha uma presença de palco absolutamente nula. Mas a música era bem divertida e se a passassem nas danceterias gostaria muito mais de as frequentar. :3
Seguidamente, coloquei-me em espera na sala dos workshops. Iria haver uma prova de sake e eu adoro sake e bebidas do género. Foi muito interessante. Provámos três tipos, do mais barato para o mais caro, com explicações dadas por um profissional do negócio dos alcóois. O primeiro sabia a remédio, o segundo era delicioso, uma espécie de vodka mas com sabor a maçãs e o terceiro era semelhante ao segundo mas muito mais suave na garganta. As diferenças eram apenas o tempo de fermentação. Teria bebido muito mais do que três golinhos (bem aproveitados) de cada um, mas nummederam ;_____; Mas ao menos agora já sei onde se vendem e podem preparar-se que vai haver no meu aniversário (está próximo)
Finalmente, fui para o auditório a ver o que se passavam. Estavam a dar os filmes do concurso "Faz em Casa!". Ora bem... Eu fiz um! Eu fiz um! Querem vê-lo? :3
Mas bem, não deu enquanto eu lá estava, portanto não sei se as pessoas gostaram ou não. Espero que sim. Também não faço ideia de quando ou como ou a quem foram atribuídos os prémios disso.
Depois, mostraram uma webseries chamada RWBY, sobre a qual já tinha ouvido falar por estar toda a gente maluca com ela. Não gostei nada, achei a animação terrível, a história vulgar e as vozes irritantes. Por isso, apesar de ter visto o primeiro episódio, vou ignorar para sempre o que vi e não vou ver o resto. Viva namida! =D
E depois fui.
Nota para os Voluntários
Sempre voluntariosos, levaram-me aos locais que eu desconhecia e revelaram-me o programa das coisas. Eu tinha visto em casa, mas entre ver em casa e chegar lá já me tinha esquecido de tudo. Se calhar teria sido sábio ter uns programas para distribuir, ou pelo menos espalhados pelo espaço. No entanto, segundo o que eu tinha visto, não haveria muitas actividades sobrepostas e não foi isso o que aconteceu, quiçá devido a atrasos ou outras coisas, não interessa muito. Enfim, foram os voluntários que me deram as indicações e por isso deixo aqui a nota de agradecimento.
A única coisa que descurti seriamente foi chamarem-me sempre de "senhora". Não sou assim tão rugosa fonix! ;__________________;
E fotos? Não há fotos?
NÃO
Ok, ok. É mentira. Há meia dúzia. A minha máquinha, que já era velha como o Matusalém, deu finalmente o berro. Mas agora tenho um telefone que tira umas fotos e tal. Então tirei tudo com o telefone. Mas quando ganhei coragem (foi depois do sake, claro) para tirar fotos com o triste do telefone já não estava quase ninguém de cosplay. Portanto só tirei duas fotos a cosplays. O resto foi às coisas em geral. E ficaram todas fora do foco. Mas bem, aqui estão elas.
(Nota para a própria: comprar uma máquina nova)
Conclusivamente
Consideremos finalmente. Para o tempo que lá estive, achei que o evento foi caro demais. Mas se calhar estando os dois dias, o preço valeria muito a pena. Aliás, acredito nisso plenamente. Estava um evento simpático, familiar e despretensioso.
Valeu muito a pena para mim porque encontrei a minha querida Shingalinga, que já não via há trinta e dois milénios. :)
E assim devem ser os eventos. Encontrar pessoas, fazer coisinhas. Estou contente :>
Sentindo-me como se estivesse a comer um Gummy Bear Gigante
By : ladyxzeus
Chronus
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Chronus
Onda Naoyuki - Studio 4ºC
Anime - Filme
2014
6 em 10
Mais um filme do projecto Anime Mirai, que leva novos realizadores a grandes estúdios para produzirem um pequeno filme de forma a mostrar os seus talentos. Sobre os outros, até agora, poderão ler aqui.
Um jovem tem a capacidade de ver deuses da morte, vulgo "shinigami". Perguntam-lhe se não vai interferir com o trabalho deles. E ele diz que não, até ao momento em que a sua amiga de infância - por quem está apaixonado - tem um acidente e a alma dela fica perdida. Nessa altura, ele vai salvar a alma dela.
É um filme muito simples, com um final inconclusivo que poderia dar azo a uma série interessante. A história de amor é básica mas bonita, exponenciada pela música do final que é muito interessante. Mas de resto, não há muita coisa por onde pegar.
A animação tem os seus momentos, nomeadamente o da perseguição com os corvos, e alguns efeitos visuais interessantes, sobretudo no início em que exploram as memórias tristes do nosso personagem. No entanto, até ele próprio explicar, nada nos indica que o seu poder, aquilo que o faz sofrer, é o facto de ver shinigamis. Ainda assim, temos fluidez bastante para nos entretermos durante vinte e cinco minutinhos.
De todos os mini-filmes do Anime Mirai, achei que este é o que tem maior potencial para se tornar uma série com interesse shounenistico. Acho que vale a pena experimentar a ver se concordam comigo :)
By : ladyxzeus
Amadeus
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Amadeus
Milos Forman
1984
Filme
9 em 10
Havíamos regressado de uma festa diplomática em casa do Senhor Embaixador do Brasil. Meio enjoada com a quantidade de quitutes volantes e com a apresentação deprimente da Wanda Stuart (a do cabelo azul), amochei-me no amarelo para ver um filme. Não sabia que o filme ia durar três horas. Não sabia que o filme ia ser tão bom.
Reconheço que Mozart não é de todo o meu compositor predilecto. Aliás, nunca gostei de tocar e gosto de ouvir muito pouca coisa. Mas uma coisa temos de admitir: o homem era um génio. Sempre foi um mistério para todos como acabou por morrer na maior das depressões e das misérias. Este filme mostra uma perspectiva moderna e refrescante sobre a sua história, contada por um outro génio da sua época, Salieri.
Mozart é, no seu século, o que seria equivalente à rockstar de hoje em dia. Está simplesmente a fazer a sua cena, para desagrado da crítica, despenhando-se em vícios e em festas até que, no final, cede ao desespero e à doença. Por outro lado temos Salieri, um devoto que deseja ser o mais famoso da sua época mas a quem "deus" apenas dá o dom de reconhecer o imenso talento de Mozart. Na sua luta contra a gargalhada de deus, que na sua loucura Salieri acha estar especialmente contra si, ele faz tudo para levar Mozart à miséria, acabando por contribuir para a sua morte. Isso leva-o à loucura e a um asilo, que é onde a história é narrada.
Esta história tem muitos elementos, desde o romance à intriga política, que só poderiam ser ilustrados nesta época de infâmias e de extremas vaidades. Apesar da época, a história e o diálogo são modernos, trazendo imenso realismo a toda a narrativa.
Isto não seria conseguido sem a performance de actores extremamente competentes e, diria mesmo, extremamente talentosos. Ambos traduzem para o "palco" os seus personagens com uma perfeição constante e emotividade muito equilibrada. O papel de Salieri louco pareceu-me ser bem complicado e especialmente estimulante.
O fausto e pompa da época estão nos cenários e nos guarda roupas, todos cheios de detalhe. As óperas estão concretizadas com uma mistura de modernidade e classissismo que as torna interessantes até para aqueles que nunca apreciaram ópera.
É um filme de génio sobre génios. Com imensos detalhes saborosos, merece ser revisto vezes e vezes sem conta. Aliás, vi-o ontem e já estou ansiosa por o ver outra vez. Recomendo uma vez e mais outra.
By : ladyxzeus
Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres
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Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres
Clarice Lispector
1969
Romance
Tinha sobre Clarice Lispector a ideia preconcebida de que era uma americana feminista dos anos 80. Afinal não, é uma emigrada no Brasil que percorre muitos anos. Este extraordinário livro deixou-me muito curiosa em relação à sua obra completa, que desejo ler por inteiro. Foi o meu regresso ao Kobo (da classe dos Kobinhos), em que não pegava há bastante tempo por ter estado a ler muitos livros em papel.
Lóri, de verdadeiro nome Loreley, tem uma estranha relação com um homem chamado Ulisses. Através dessa relação, entre o amor e a amizade, ela realiza uma viagem de auto-descoberta, uma realização sobre o que é ser uma pessoa, um humano, uma mulher. E qual a posição da mulher dentro da sua própria identidade, enquanto amante de homens ou deuses.
A forma como o livro explora esta "aprendizagem" é como um sonho vívido. Existem muitas cores, sons e cheiros dentro deste texto, cada um representativo de um estado, de um momento do aprendizado. Há sobretudo o símbolo da água, seja no mar ou na chuva, que poderiam estar relacionados com a necessidade de amar. Também objectos como alimentos e frutas povoam todo este imaginário. Assim, é um livro com muita cor, mas de contornos pouco definidos: traz uma aura de estranheza e uma certa infelicidade.
O final é misterioso, deixando-nos à beira de um final feliz. Mas poderá ser feliz este final? Descobriram estes personagens a verdade? Ou irão cair na tristeza dos dias assim que se afastarem do "estado de graça"? Tenho de ler mais livros da autora para saber. Quem os tiver em e-book que os apresente na minha mesa, por favor.
By : ladyxzeus
Litchi☆Hikari Club
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Litchi☆Hikari Club
Furuya Usamaru
Manga - 9 Capítulos / 1 Volume
2005
7 em 10
Um estranho manga, que envolve muito sangue e uma elevadíssima carga homoerótica. Terá sido inspirado numa peça de teatro dos idos anos 80. Só poderemos imaginar como seria a peça, tendo em conta o manga...
O "Clube da Luz" é um clube muito especial. Estes rapazes, com certas características dos Sete Anões da Branca de Neve, constroem um robot alimentado a lichias. A função desse robot é apenas uma: apanhar raparigas. Estes rapazes querem conhecer a beleza mais pura. Então têm de ensinar Litchi, o robot, a identificar a beleza. E para isso ele necessita de características humanas.
É neste ponto que a história se torna extremamente interessante. À medida que o robot começa a reconhecer-se como ser humano, desenvolve-se uma estranha história de amor entre Kanon - a rapariga número um - e Litchi. Paralelamente, há uma busca do poder dentro do Hikari Club, que acaba com a trágica morte de... Toda a gente.
O manga explora de forma muito clássica alguns temas em que a ficção científica pega repetidas vezes. Mas a forma como esses temas são abordados torna-os - a eles e aos dilemas que daí advêm - bastante elegantes e com um grande sentido estético. A arte usa muito o preto e o branco. Também o vermelho, apesar de tudo ser a preto e branco: conseguimos distinguir o vermelho, uma cor essencial nesta história. O design dos personagens é directo e original, algo de horrivelmente belo.
Apesar de a narrativa ser muito rápida, não parece pecar por falta de conteúdo. Aliás, se fosse mais longa correria o risco de se tornar repetitiva e aborrecida. Achei que - talvez - o maior (quiçá único) defeito foi o excesso de sangue e tripas, que poderiam não ser necessários caso a abordagem às mortes fosse mais emocional e psicológica, em vez de gráfica.
Como é um manga bastante curto, posso recomendá-lo. Mas aviso desde já que não está censurado, pelo que a quem se perturbe com isso não direi para ler.
By : ladyxzeus
Nero e Nina
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Nero e Nina
Mário Cláudio e Evelina Oliveira
2012
Livro Infantil
Era Natal de 2012 quando me ofereceram este livro, autografado e tudo. Foi uma série de coincidências: era Natal, o autor estava a autografar o livro e eu gosto de cães. Portanto, recebi-o. Mas como não dá muito jeito de o transportar e à primeira vista achei que o texto fosse maior, fui adiando o momento de o ler. Cá chegados, posso dizer que afinal foi um instante.
Acompanhamos a história de Pedro e Inês sob uma perspectiva diferente: a dos cães de Pedro e Inês, Nero e Nina. Numa narrativa muito portuguesa, intercalamos entre um cão e outro até descortinar a história. Tiveram um final mais feliz do que os seus donos, posso já dizê-lo.
No entanto, para livro infantil, achei que a linguagem era demasiado extrema, demasiado tradicional, muitas vezes difícil de compreender. Notas de rodapé enchem a última página, mas para uma criança será um livro bastante difícil. Será um livro mais apropriado a adultos que gostem de ilustrações.
As ilustrações são muito interessantes e texturizadas. Os cães são bastante expressivos, embora tenha achado que Nero não tem muito tempo de antena comparado com a namorada. Além disso, as ilustrações não ajudam muito na compreensão da história, mostrando apenas o cenário em que cada momento se passa.
Mas gostei deste livro, porque gosto de cães.
By : ladyxzeus


