Miss Monochrome
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Miss Monochrome
Iwasaki Yoshiyaki - TV Tokyo
Anime - 13 Episódios
2013
6 em 10
Não estava para ver este anime quando saiu, mas convenceram-me dizendo que só tinha três minutos por episódio. O que é verdade: três minutos num episódio e um minuto de ED.
Isto é quase um anime promocional da personagem de uma cantora, Horie Yui, que canta com a sua voz em autotune. Neste anime acompanhamos as aventuras de um adroid monocromático, Miss Monochrome, na sua luta para se tornar um aidoru.
É um anime muito simples, cujo ponto forte é o humor das situações da vida deste android que, não compreendendo a vida humana, faz coisas um pouco desviadas da norma e que acabam por ser muito engraçadas. Acompanhada do seu Manager e de Ruu-chan (um circulozinho robótico) ela vive muitas aventuras plenas de graça.
O anime é muito musical e a voz em autotune da personagem dá mais humor a todas as coisas. Em termos de animação, não acontecem muitas coisas, se bem que a coreografia da ED é muito interessante e - diria eu, que não sei dançar - feita para ser reproduzida.
Um animezinho que pode ser visto a qualquer altura e num instante.
By : ladyxzeus
Nisemonogatari
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Nisemonogatari
Shinboy Akiyuki - Shaft
Anime - 11 Episódios
2012
7 em 10
A noite já se iniciou e já é altura de deixar a bonecada para ir conviver com as pessoas. Antes de fechar a loja, aqui fica mais um comento de mais um anime. Este foi visto a propósito da personagem Kaiki, que estava para votação no clube. Abstive-me porque o anime não tinha informação suficiente sobre ele.
Como referido anteriormente, deteste com todas as forças Bakemonogatari. Decidi dar uma oportunidade a Nekomonogatari e não desgostei. Por isso, ainda com um certo pé atrás, fui ver Nisemonogatari. E gostei bastante!
Após os primeiros episódios em que nos são (re)apresentadas as personagens da primeira instância desta série, o anime foca-se nas duas irmãs de Araragi, Tsukihi e Karen. São vítimas (de certa forma, como verão na série) de fenómenos sobrenaturais que apenas o seu irmão mais velho pode resolver. Tanto a história como as personagens são inócuas, mas não foi por isso que gostei da série.
Se ao início toda a arte me parecia pretensiosa, desta vez olhei para ela sob outra perspectiva. E foi a minha parte preferida. Os cenários são dotados de uma grande dose de surrealismo, sendo os espaços referenciados como elemento importante da história, de forma simbólica. Infelizmente existe algum CG desadequado, mas perante tanta mistura de cores e - sobretudo - o uso do branco, quase nem se dá por ele. A animação também está bastante boa, sobretudo no que respeita aos movimentos dos personagens. Estes primam sobretudo por serem um remate visual ao diálogo, elemento no qual a série se baseia. O diálogo não tem qualquer fundo filosófico nem é útil em nenhum aspecto, mas está lá e toda a Monogatari é feita dele.
O que mais me impressionou foi a carga sensual dada a todas as cenas. Sendo que não são sexuais de nenhuma forma, são subtilmente eróticas e carregadas de um simbolismo que poderá passar desapercebido ao olho menos atento. Isto é, estas cenas - todas elas - são uma metáfora para uma realidade que é comum ao harem normal. Mas da maneira como estão feitas, isto passa de um harem normal para uma festa visual em que não é necessária a existência de cuequinhas. Aliás, esses momentos que normalmente são de comédia, em Nisemonogatari são da maior seriedade possível e tão intensos que uma pessoa é incapaz de se rir.
Fiquei feliz por ter dado outra oportunidade a este conjunto de séries. Agora é altura de fechar a lojinha e ir celebrar o Inverno. :)
By : ladyxzeus
Walkure Romanze
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Walkure Romanze
Yamamoto Yuusuke - Lantis
Anime - 12 Episódios
2013
4 em 10
Como está a ser interessante esta véspera de Natal, a chuva está cada vez mais agressiva e nunca mais é hora de comer os trinta sonhos que a minha avó encomendou.
Levanta-se, portanto, a questão: porque é que eu me pus a ver este anime? Porque sou estúpida, é essa a resposta. Quando olhei para a sinopse e para o design das personagens, a minha ideia foi "isto é tão parecido com Utena!" e pensei "se é parecido com Utena deve ser Utena!". E eu adoro Utena. Mas não podia ser nada de mais diferente. Fica a lição: nunca começar a ver animes da nova season sem antes ver os PVs. Estou, neste momento, à espera dos PVs dos animes que penso em seguir na season de Inverno.
Esta coisa, este coiso - não há outro termo para o definir - é um harem ecchi sobre cavalaria. Lembram-se dos tempos do Rei Artur em que pessoas com grandes paus iam em direcção umas das outras em cima de cavalos? É isso. É um desporto muito antigo, cujo nome desconheço. Eles chamam-lhe "jousting". Em Português deve ter outro nome, suponho. Se é que semelhante coisa se fazia em Portugal nos tempos da cavalaria. Enfim, como anime de desporto, a ideia até está bastante boa. É muito original. O que é verdadeiramente terrível é a execução.
Sendo um anime harem ecchi, o que mais há, por todo o lado, frequentemente e exageradamente, são maminhas e rabiosques, com muita lingerie mal desenhada. Isto seria aceitável se as possuidoras de tais atributos fossem mais para além deles. Todas as personagens e todas as situações parecem existir em função de se mostrar os momentos de estranheza do personagem principal, que se vê frequentemente confrontado com gajas desnudas. Presonagem principal, esse, que está completamente em branco. Apesar de ter uma variação do personagem principal de harem ecchi normal: ele até é uma pessoa com confiança. Não é um miúdo falhado. Mas essa diferença mal se nota devido às situações em que se encontra.
A arte é qualquer coisa de muito horrível. Iniciemos pelos designs das personagens. Com toda a naturalidade, é suposto mostrarem os seus atributos anatómicos. Mas não faz sentido, sentido prático quero dizer, que as armaduras tenham maminhas e que não tenham protecção para o rabo. Em vez disso são cuecas ou saias. Mas a desgraça não se limita a isto. O CG. Os cavalos, as batalhas de "jousting", são todas feitas num CG pavoroso, sem solidez, sem fluidez e sem anatomia.
A música mal se nota, se bem que podemos ouvir uma tonalidade um pouco épica que se adequa à história e à "época". A "época" está entre aspas porque aqui não há época histórica nenhuma, mas podemos inferir pelo desporto retratado que seria alguma coisa de medieval.
Fica a lição, para todo o sempre. Ver sempre PVs antes de escolher o anime da season.
By : ladyxzeus
Kyoukai no Kanata
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Kyoukai no Kanata
Ishidate Taichi - Kyoto Animation
Anime - 12 Episódios
2013
6 em 10
Véspera de Natal. Na sala, estão a ver a Cinderela. Eu por aqui, a tentar actualizar-me com os animes semanais. Alguns já acabaram, como é o caso. Outros ainda vão a meio. Creio, neste momento, que nunca me conseguirei actualizar. É demais. O trabalho não mo permite. Se eu ao menos pudesse ver anime no trabalho... Mas não posso, não convém. Até ler é só à hora de almoço. Mas vamos, neste dia de Inverno, tentar por algumas coisas em dia. E quando digo Inverno, é mesmo. Na rua chove torrencialmente, com um vento que já me virou um guarda-chuva e estores perdidos a voar pela estrada fora. Não desgosto.
Mas de que se trata este anime, então? É o mais recente da Kyoani, estúdio que tenho tentado acompanhar apesar de me falhar muitas vezes. Muitas outras, acerta na mouche. Esta foi uma das que falhou.
O início da história tinha uma premissa simples e atractiva: uma rapariguita de óculos tem poderes sobrenaturais para caçar uns monstros. Encontra um rapazito que é imortal. A partir daí desenvolve-se uma história que, pelo que (não) percebi, tinha muito pouco de pés e cabeça. A história desenvolve-se de forma regular até a um final de deus ex machina absolutamente desnecessário, com apocalipse pelo meio, como não podia deixar de ser. As personagens... A verdade é que não se podia pedir muito deles. Temos o moe e o anti-moe, sendo que a génese dos personagens se parece basear unicamente nesse preceito. Não desenvolvem de forma original, apesar de serem coerentes. Na verdade, o desenvolvimento das suas relações cai dentro do universo do cliché muito rapidamente. Aliado à história sem rumo, que se esforça por misturar seriedade com comédia sem o conseguir, o resultado é uma amalgama sem qualquer tipo de objectivo. O anime podia ser uma de várias coisas, mas tenta ser todas ao mesmo tempo e o resultado é a falha.
Para compensar isto, temos uma animação soberba, a que o estúdio já nos habituou. Esta história tem alguns momentos de maior acção e lutas, com armas e sem elas, que estão lindamente animadas, com uma fluidez impressionante e um excelente uso da cor e do brilho. Daí eu poder, com todo o gosto, dar-lhe uma nota mediana. Por mais estranha que seja a história, a animação compensa tudo.
A música pareceu-me reciclada de outros animes, apesar de estar bem inserida dentro das situações.
No geral, um anime que foi um desapontamento. Para vermos animação muito bonita, temos outros da Kyoani que poderemos ver e apreciar melhor.
By : ladyxzeus
Rebeldes
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Rebeldes
Anna Godbersen
2007
Romance
(Só encontrei a capa da edição brasileira, em que o livro se chama "Luxo", de acordo com o título original, e não "Rebeldes", de acordo com a ideia senil de um qualquer tradutor)
Recebi este livro a propósito de um BookRing do Dia dos Namorados. Veio com uma caixinha de chocolates que instigou uma dose pequenina e saudável de ciúmes e muitos coraçõezinhos de cartolina vermelha. Roubei um para o oferecer, mas são tantos que acho que não faz mal. Ao ler a sinopse não me senti minimamente motivada: "(...)destinada a um público juvenil e eminentemente feminino." Não tem muito a ver com as minhas preferências. Mas já que aqui estava, li-o. E li-o de uma ponta à outra sem tempo para pausas!
Este livro fala dos poliedros amorosos na alta sociedade de uma Nova Iorque do século XIX. Muitos vestidos, pessoas muito ricas, casamentos por interesse, o amor e os desamores... Muitas formas geométricas no que respeita a relações. Os personagens estão bem estabelecidos, mas poderiam ser um pouco mais fortes na sua génese. Isto é, cada um é um elemento definido na trama, mas a sua descrição limita-se a alguns traços que, sendo fortes, não são o suficiente para dar um fundo de verdade a estas pessoas.
As descrições são parcas, o que neste tipo de livro torna as coisas um pouco complicadas. Pessoalmente, não tenho bem a noção de como era a moda americana do século XIX. Portanto quando me dizem "um vestido com cauda de peixe às bolinhas amarelas" eu não o consigo visualizar.
A história é muito romântica, perfeita para o tema dos Namorados. Este livro é uma série e, quando estava a meio, pensava "isto é demasiado fútil para me interessar", mas a verdade é que termina em tal precipício que fiquei com vontade de ler o resto!
By : ladyxzeus
Hidamari Sketch x Honeycomb
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Hidamari Sketch x Honeycomb
Shinbou Akiyuki - Aniplex
Anime - 12 Episódios
2012
6 em 10
Tinha este anime para ver para o clube e, pela primeira vez em muito tempo, fiz uma coisa raríssima e muito errada: saltei seasons. Passei da primeira season (podem ler o comentário aqui) para a última e mais recente sem ver a multitude de coisas que havia pelo meio. No entanto, não se apresentaram dificuldades e creio que esta season pode ser vista individualmente, pois a conexão com as anteriores passa apenas pelas personagens.
Ora bem, como podem ver pelo comentário apresentado, detestei a primeira season. Por isso estava à espera de detestar esta também. Admito o meu erro. Honeycomb tem tudo para ser perfeito. Simplesmente não é. Falta-lhe a magia, falta-lhe um bocadinho assim, um danoninho. Vejamos.
A arte é muito suave e existe um uso bastante interessante de padrões muito simples, em tudo semelhantes aos screentones usados no manga. Estes padrões aliados ao uso da cor trazem um efeito diferente e, ao mesmo tempo, calmante. A arte estabelece o teor da série: é uma série para nos sentirmos bem e passar algumas horas sem pensar em nada. No entanto, isto não é suportado pelas personagens, quer em design quer em termos emocionais.
É certo que, desde a primeira season, cresceram e - por isso - demonstram atitudes mais próprias de um ser humano. Estão menos infantis e deparam-se com problemas um pouco mais complexos do que "ter de acordar cedo de manhã". Ainda assim, não são o tipo de personagem que tenha dentro de si várias matizes e profundidade. Continuam, pois, recortadas de cartão, se bem que desta vez não diria uma caixa do chocapic mas sim uma caixa um pouco mais densa, como por exemplo a de uma máquina de lavar roupa. Não são ajudadas em nada pelas vozes, as actrizes não fazem de todo um bom trabalho e o casting não parece apropriado: as vozes não correspondem ao design dos personagens, de forma alguma.
Ainda assim, a música está equivalente à arte. Se a música tivesse uma cor, seria a tonalidade pastel presente por toda a série.
Assim, é um anime agradável e relaxante - quando conseguimos ignorar as limitações das personagens e da fatia-de-vida delas. Talvez o problema seja meu por não achar graça a isto e, por isso, não me manifesto. Não recomendaria, mas também não diria para evitar.
By : ladyxzeus
Um Vinho Atordoante
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Um Vinho Atordoante
Kate Charles
1991
Romance Policial
Um livro que recebi numa troca do BookCrossing (a de Samhain ou quiçá a de colecções, não sei porque vieram os dois juntos :p)
Não esperava muito dele, para dizer a verdade. Começa logo por "um mistério clerical". O que vem a ser isto? O único mistério clerical que havia lido até agora tinha sido "O Nome da Rosa", do Umberto Eco, que - devida à minha parca idade na altura - detestei. Achei que também ia detestar este. Mas em vez de se passar em deprimentes e escuros claustros de uma qualquer catedral num ido século, passa-se no agora (anos 90, há vinte anos portanto) e numa sorridente Londres de Verão.
Tudo começa quando um padre anglicano recebe uma carta com chantagem. Recordemos que os padres anglicanos são diferentes dos nossos e podem casar-se e ter filhos e tudo o mais. Mas neste caso, o padre Gabriel teve alguns casos na juventude com outros homens, o que é coisa um pouco vedada aos padres. Ele chama o seu antigo amigo e amante David para o ajudar a descobrir quem o está a ameaçar, de forma a parar isso. E assim desenvolve-se uma aventura muito engraçada.
Não há cenas de acção nem grandes perseguições e não temos um detective. Apenas uma pessoa a tentar juntar as peças do puzzle no seio de uma comunidade muito religiosa e muito característica. Ao início foi difícil memorizar todos os personagens, mas eles acabam por ganhar vida e tornam-se únicos à medida que a história se desenrola. A expressão dos sentimentos de David é bastante bonita, se bem que eu acho que se poderia ter dado mais ênfase às dúvidas da descoberta da identidade do personagem.
O livro é bastante rico em detalhes da vida normal, o que comem, o que fazem, mas eu acho isso um pouco desnecessário, sobretudo quando é inconsequente.
No final, acabei por gostar porque não se descobre quem é o culpado até ao final. Eu tive várias teorias e todas elas saíram frustradas até aos últimos capítulos em que eu pensei "se calhar, espera lá, mas isto não faz sentido, mas se calhar..." e acabou mesmo por ser assim. Pling, ainda não perdi o meu dedinho para desvendar policiais. :)
Não tenho a certeza do que vou fazer a este livro. Gostei bastante dele e tenho uma certa pena de o libertar ao vento. Mas talvez seja mesmo isso o que eu faça, mas desta vez num sítio onde possa ser encontrado por um bom dono.
By : ladyxzeus