• The Help

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    The Help
    Kathryn Stockett
    2009
    Romance

    Tinha curiosidade em ver o filme, mas já que apareceu o livro no BookCrossing... Porque não começar pela leitura?

    É um livro muito interessante, sobre as criadas negras do Mississipi no anos 50-60. Tudo começa quando Skeeter decide escrever um livro sobre as criadas, com a sua ajuda. Juntas, acabam por formar uma estranha amizade e lutar contra a maldade e o racismo das outras mulheres de Jackson, uma pequena vila conservadora.

    O encanto está nos personagens, que têm uma voz muito própria, cada uma com um tipo de escrita única que as distingue mesmo sem ler os nomes que estão por cima dos capítulos. Confesso que só reparei neles muito mais tarde. As narradoras são Aibileen, mais velha, mais cuidadosa e aquela que mais ajuda na construção desse livro secreto, Minny, uma criada respondona que encontrou lugar junto a uma estranha "senhora branca", e Miss Skeeter, a escritora que começa a compreender como é a vida das criadas e essa dicotomia de amor entre classes que, por esta altura, eram completamente distintas. Admito que a minha preferida foi Skeeter.

    A história desenvolve-se com muito humor, mas também com um toque de realidade que nos faz pensar "será que isto aconteceu mesmo". O final é feliz para uns, menos bom para outros, mas quase que me fez chorar. E confesso também que foi a Skeeter que me fez mais feliz no final. Talvez porque tenha sido com ela que me identifiquei mais.

    Este livro dá uma perspectiva diferente ao problema racial nos Estados Unidos e recomendo-o a qualquer pessoa que queira saber um pouco mais ou simplesmente queira terminar o dia a sorrir. Demorei um certo tempo a lê-lo, mas foi um prazer.
  • Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru.

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    Yahari Ore no Seishun Love Comedy wa Machigatteiru.
    Yoshimura Ai - Brains Base
    Anime - 13 Episódios
    2013
    6 em 10

    Pelos vistos pulei este anime na minha escolha de animes para ver. O que foi uma pena porque gostei imenso. Também conhecido por "My Teenage RomCom SNAFU", é um harem com um twist. Para eu gostar de harem tinha mesmo de ter um twist, né? Já agora, alguém me sabe informar o que é que é o "snafu"?

    Mas bem, temos aqui um harem igual a todos os outros: um adolescente está numa escola e vai-se rodeando de raparigas bonitas, cada uma com o seu problema. Onde está o twist? Nas personagens. O personagem principal é um jovem inadaptado e sem amigos, com uma visão pessimista da vida. Passa-se que ao longo de todo o anime ele se mantém consistente nessa sua visão, recheada de diálogos interiores que são uma delícia, o que é uma raridade dentro do género. É sem dúvida um personagem especial, que não tem nada de atractivo, nada de memorável e que nunca se torna memorável ao longo da série. Faz amigos? Talvez. As suas colegas são igualmente inadaptadas, cada uma de maneira diferente. Procuram-no para pedir ajuda, a ele e a Yukino. Yukino poderia ser considerada a personagem "tsundere", branca como o seu estereótipo, mas ultrapassa-o porque a sua tsunderice não advém de uma incapacidade de lidar com os seus sentimentos. Ela é por si só uma pessoa solitária que sabe perfeitamente quais são os seus sentimentos e coloca-os na mesa logo desde o início. Em contraste, temos Yui, que se vê perante a solidão precisamente porque não consegue falar daquilo que a atinge. E assim temos um trio implacável a resolver problemas pessoais dos seus colegas, todos eles relacionados precisamente com a sua incapacidade social.

    O resultado é uma crítica à sociedade em geral, à sociedade das escolas secundárias Japonesas e ao próprio género: nesta comédia romântica, tudo corre fora do esperado. Isto dá um certo teor humorista à série, mas de forma delicada: não é uma série que arranque gargalhadas a torto e a direito, é algo que nos faz sorrir com uma certa maldade. Sobretudo se forem como eu e se identificarem perfeitamente com a situação de não ter amigos e de todas as experiências passadas indicarem que o melhor é não os ter de todo (por experiência pessoal, posso admitir que isso é mentira, mas estes personagens ainda não o descobriram. Não vou ser eu a dizer-lhes).

    A animação é parca, dado que a série se dedica mais a diálogos do que a outra coisa. Ainda assim poderia ter sido feito uso mais original de perspectivas e de cores, se bem que as que estão presentes é que oferecem ao anime a sensação de que "isto é igual a tudo o resto mas... É diferente"

    OP e ED agradáveis, cantadas pelas actrizes de voz. Músicas do parênquima nem se dá por elas.

    Uma série pela qual eu não daria nada, mas que vale a pena pelas personagens.


  • Yami Shibai

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    Yami Shibai
    Kumamoto Hiromu - TV Tokyo
    Anime - 13 Episódios
    2013
    5 em 10

    Claramente o vencedor de "anime mais bizarro da season". E o último. Também vi a segunda season de Hakkenden mas achei que não vale a pena escrever um comentário, não tenho nada a dizer. Adiante!

    Não sabia da existência deste anime até que de repente começaram a aparecer episódios no site que costumo usar para os meus downloads. Fui ler a sinopse e "histórias de terror japonesas" pareceu-me interessante. Não me lembrei que eu tenho um pavor absoluto de histórias de terror. Assim, logo ao primeiro episódio, pus isto a passar ao lado, porque se me focasse especialmente nisto não iria conseguir dormir à noite. Porque é realmente perturbador.

    As histórias são muito estranhas e não são exactamente as histórias de terror tradicionais que conhecemos do Japão. Por acaso gostaria de as explorar um bocadinho, mas talvez um livro fosse melhor do que um filme ou anime, porque ler não me causa tanto medo. Se alguém tiver uma recomendação... Agradeço! Enfim, são histórias simples que mexem com as nossas cabeças. Se olharmos para elas sem o ambiente que as circunda, não são nada assustadoras, mas misturado com os visuais e com a música o efeito é horrendo.

    Os visuais, esses, são muito simples, quase uma animação de faculdade. São apenas desenhos recortados que se mexem muito pouco. Mas estão bem pintados, com texturas e o efeito de recortes em cima de recortes é muito interessante.

    Os efeitos sonoros são os típicos do terror (aquele crescendo e o culminar). Nota para a ED que é da minha querida Hatsune Miku, oferecendo ainda mais estranheza mas servindo também como situação anticlimática, quase a dizer "isto são apenas histórias, histórias para crianças".

    Como cada episódio tem três minutos, acho que qualquer um pode ver isto e experienciar a bizarria também.
  • Fantasista Doll

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    Fantasista Doll
    Saitou Hisashi - Hoods Entertainment
    Anime - 12 Episódios
    2013
    6 em 10

    Do meu grupo de conhecidos, creio que fui a única a acompanhar este anime. Gostei muito, era o meu anime relaxante da season. Porque simplesmente é tão amoroso e bem humorado, foi um prazer acompanhá-lo.

    Uzume é uma menina que jogava cartas competitivamente mas que se deixou dessa infantilidade ao ir para o quinto ano. Nesse momento, recebe outras cartas: Fantasista Doll, bonecas feitas de dados que lutam umas com as outras. O anime tem uma história que une os episódios, mas também tem uma natureza episódica, em que é explorada a personalidade de cada uma das bonecas e elas estabelecem laços fortes com Uzume. Todas elas têm uma personalidade simples mas definida (a minha preferida foi a Shimeji), tal como os outros personagens que aparecem, nomeadamente as colegas do clube de cartas - que também têm bonecas - e a directora do "Grupo".

    É refrescante ver um anime de luta em que em vez de sangue temos florzinhas. A arte é muito brilhante, colorida, com designs de bonecas extremamente originais e fáceis de gostar. A animação não está nada má e temos muitas cenas de acção que têm um brilho especial, com muito fumo cor de rosa e - está claro - muita florzinha por todo o lado.

    A música é fácil e entra na cabeça, mas os efeitos sonoros não têm nada de extraordinário.

    Apenas gostaria que as regras do "jogo" tivessem sido estabelecidas e explicadas, é um pouco difícil de seguir as lutas quando não sabemos as regras.

    No geral, um anime muito simpático e relaxante.
  • Porco Rosso

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    Porco Rosso
    Hayao Miyazaki - Studio Ghibli
    Anime - Filme
    1992
    7 em 10

    Um excelente filme para ver numa noite de chuva. Oferecendo o melhor que o Estúdio Ghibli tem para nos dar, apresento-vos o magnífico porco voador!

    Este filme fala sobre aviões e os seus pilotos. Marco é um porco que caça piratas do ar no seu hidroavião e acaba numa competição com um outro piloto que um dia lhe deitou o avião abaixo. É um filme muito simples, mas que está muito bem contado. O diálogo está cheio de momentos preciosos, sobretudo relacionados com suínos.

    Existem muitas cenas de aviões que estão excelentemente animadas. São emocionantes, originais e muito bem feitas. Mas, o mais importante, é que estão integradas no contexto da história e não aparecem apenas por acaso, não é uma acção injustificada. As paisagens mediterrânicas são muito bonitas e este filme merece ser visto em boa qualidade.

    Uma banda sonora original bastante adequada, oferecendo leveza à acção, com uma canção sobre cerejas que será inesquecível.

    No entanto, senti que houve dois elementos que não foram explorados suficientemente, pelo que o filme apresenta essa falha. São esses elementos a perseguição fascista, que poderia ter dado pano para mangas, e a magia que transformou o porco num porco. Isto daria um filme mais longo e quiçá menos apropriado a crianças, que é a demografia indicada para ele, mas acho que são temas importantes, sobretudo o político, que poderiam ser tratados de forma bem humorada como o foi o resto do filme.

    Uma nota especial para a cena dos aviões por cima das nuvens, que foi uma das metáforas mais bonitas que vi para a morte durante a guerra.

    Um filme recomendado, para todas as idades e para todos os gostos.
  • Uchouten Kazoku

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    Uchouten Kazoku
    Yoshihara Masayuki - Bandai Visual
    Anime - 13 Episódios
    2013
    6 em 10

    Muita gente considerou este anime como único e especial. A mim... Não me cativou.

    É um anime sobre uma família de tanukis (acho que é um guaxinim) e as suas relações com outras criaturas misteriosas que vivem em Kyoto. Existe uma história que se arqueia sobre estas interacções, que é quase uma coisa sobre a máfia, mas sobrenatural. É uma história simples, leve, com a sua graça, mas poderia ser mais interessante se fosse apoiada pelo personagem principal. Está tudo bem com os outros personagens, têm a sua personalidade. Mas o principal é simplesmente execrável, começando logo pelas roupinhas. Talvez tenha sido por ele que não consegui entrar a fundo dentro da série e não a apreciar devidamente.

    A arte é original, muito geométrica e com cores vivas. No entanto creio que o design dos tanukis (não dos outros animais) ficou demasiado infantilizado. No entanto o efeito, aliado ao efeito sonoro, é interessante.

    Falando no sonoro, se a OP pode ser considerada dentro do normal, achei a ED muito boa, sobretudo quando associada à imagenzinha bonita. Muito bonita.

    Enfim, um anime que se calhar eu deveria ter apreciado melhor, mas que não consegui.
  • Shingeki no Kyojin

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    Shingeki no Kyojin
    Araki Tetsurou - Production I.G.
    Anime - 25 Episódios
    2013
    6 em 10

    Aconteceu há muito tempo. Era Maio, Maio de 2013. Estávamos nos fórums, nos fórums de anime, Portugueses, estrangeiros. E diziam. Diziam coisas sobre este anime. Diziam "o melhor da season". "Não há nada assim tão bom hoje em dia". Agora... Agora estamos em Setembro. E o que digo eu? Que isso é mentira.

    Então vamos ver. Este anime tinha tudo, efectivamente, para ser o melhor da season. A história é simplesmente fascinante: o mundo foi invadido por titãs, criaturas enormes que se parecem com humanos. E que os comem. Por isso, a humanidade resguardou-se atrás de três muralhas. Seguimos o caminho de três personagens muito interessantes, Erin, Mikasa e Armin, na sua luta contra os titãs. Ora, isto ao início é extremamente interessante. Conseguimos ver as emoções dos personagens e sentir realmente alguma coisa com as suas atitudes.

    No entanto, alguma coisa muda a partir do momento em que o Eren (spoiler). A partir do momento em que o Eren (spoiler) entramos numa onda bastante diferente da inicial. Que é a onda dos discursos longos e épicos. A onda das explicações longas e épicas. A onda de pessoas a falar de assuntos que simplesmente não interessam porque poderiam ser abordados de uma forma completamente diferente: com menos conversa e mais demonstração. É sempre mais fácil ver do que ouvir, daí que as aulas de faculdade hoje em dia tenham vídeos demonstrativos. Mas isso não tem relação. O que tem relação é que este anime, que tinha as ideias no sítio, começou a tentar ser... Bem, eu não gosto desta palavra, apesar de já a ter usado vezes demais. Ser "épico". E talvez o visionante menos avisado acredite que isto é "épico". Para mim, que estou bem avisada, é apenas chato.

    Esta palavra que gosto de evitar está presente tanto na música como na animação. A música, caracterizo-a como "sou um shounen, olhem para mim! =D". A animação... Inconsistente. Tanto temos cenas que parecem saídas de uma visual novel, pessoas paradas só com as bocas a mexerem-se (ou a famosa perseguição interminável, em que descobrimos que o Maneuver Gear dá a capacidade de voar), como temos cenas fascinantes com excelente uso de perspectivas e lutas bem coreografadas e originais.

    E, assim, termina o anime que não foi o melhor da season. Mas não se preocupem que vai haver mais de certeza. Talvez nessa altura se possa candidatar outra vez ao lugar.
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