• O Anime e o Amor Homem

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    Boa tarde!

    Já há algum tempo que queria escrever um pouco sobre isto: BoysLove. Estava sempre a adiar até que hoje fui parar a um sítio onde já não ia há muito tempo. Tive medo, mas lá tive que adicionar mais umas imagens à minha sempre crescente colecção... É irresistível e a colecção já está a ficar com um tamanho desproporcionado. Por isso inicio este pequeno "artigo" com um rabo e aviso que isto terá desenhos bastantes. Tentarei ao máximo que não sejam perturbadores ou pornográficos, até porque é inconveniente ter isso num blogue familiar (ai as criancinhas!) Assim, iniciemos a nossa festa da mangueira!

    O que é BoysLove?

    Tal como o nome indica, é o amor entre homens, no universo da pop-art Japonesa - Anime e Manga. É importante estabelecer a terminologia usada hoje em dia, para que não nos enganemos e continuarmos a dar nomes de início de 00s às coisas.

    Shounen-Ai - Ai é amor, Shounen é rapaz, daí se tira o que é. Refere-se a trabalhos de conteúdo romântico e pouco explícito. Exemplos de animes típicos seriam Gravitation e Junjou Romantica


    YAOI - Sigla para "Yama Nashi, Omi Nashi, Imi Nashi", que significa qualquer coisa como "Sem Objectivo, Sem Sucesso, Sem Sentido". Refere-se ao conteúdo explícito ou pornográfico. O exemplo mais flagrante é Sensitive Pornograph.

    Vai acontecer algo dentro desta banheira, mas não posso mostrar .__.

    BoysLove (BL) - Termo chapéu-de-chuva que engloba todos os conceitos, o utilizado actualmente. Os outros estão mortos.
    Agora vamos ao twist! Este género é tipicamente desenhado e escrito POR mulheres e PARA mulheres. BL é, na verdade, uma variação do shoujo em que a heroína típica é substituída por um homem. O conteúdo homoerótico não traduz, nem de perto nem de longe, a realidade humana e tudo isto não passa de uma fantasia feminina, em que não existe uma "mulher" a competir pelos favores do personagem predilecto. Este conceito é essencial para se perceber o que é verdadeiramente BL: não é uma coisa "gay". Não tem nada que ver com os direitos LGBT ou com a identidade sexual das pessoas. É apenas uma fantasia e, no fundo, histórias de amor bonitas para nos entretermos.

    Géneros e Categorias

    Tal como em qualquer corrente artística existem variantes à história base. Antes de falar delas, acho relevante definir os tipos de personagem normalmente presentes (podem haver diferenças entre histórias e autores, mas estes são os comummente aceites)

    Seme - O "dador". Tipicamente são homens altos e angulosos, numa posição de poder. Características normalmente associadas a semes são a confiança, o ego elevado, a necessidade de controlo, a frieza. Semes típicos são Iason de Ai no Kusabi ou Yuichi de Only the Ring Finger Knows.

    Uke - O "receptor". Normalmente rapazes, frágeis e com traços femininos. Entre as características mais vulgares, encontram-se a fraqueza física e psicológica, a atitude apaixonada, a resistência à relação. Ukes típicos são Ritsuka de Loveless ou Wolfram de Kyoh Kara Maou (que não é BL, já vou explicar)

    Conforme as características psicológicas do personagem, podemos atribuir-lhe estatuto de seme ou uke. Mas devemos sempre recordar que o seme é sempre o dador e o uke o receptor. Assim, a menos que se usem materiais artificais, uma mulher nunca pode ser um seme. Qualquer série, tendo em conta estes dois termos, pode ser transformada nu BL. E a verdade é que são mesmo. A isso chama-se slashing. Entretanto apareceu uma outra categoria de personagem, ainda não completamente aceite na comunidade BL e usado por fãs mais novas que acreditam no S+U pelas emoções e não pelas "funções":

    Seke - Um personagem com características de seme que é um uke. Um exemplo é Riki de Ai no Kusabi.

    Por exemplo, este gajo que eu não sei quem é. Tem todo o aspecto de ser Seme, mas está-se mesmo a ver que vai ser violentado.

    Agora, tendo em conta que tudo o que existe que tenha pelo menos um rapaz (ou não... Tudo é possível), existem vários tipos de histórias. Se procurarem termos como Angst ou Fluff vão encontrar coisas diferentes. Por exemplo, as categorias da secção de histórias do Aarinfantasy são:
    Isto é, muita coisa. No entanto, há dois subgéneros que saem da norma, se é que há norma em BL. São géneros feitos por homens e para homens. O quê? Vamos ver:

    Bara - Homens grandes, musculados, homens normais, homens mais velhos. Feitos por homens homossexuais para homens homossexuais.

    Isto porque eu sou uma pessoa hilariante, haha. Haha.

    Shota - Miúdos. Ya. Feito por gente perturbada para homens heterossexuais.  SIM.

    Eu ia por uma coisa soft e vocês sabiam.

    Entretanto há mais uma série de variantes engraçadas e não engraçadas. Esta é das que eu gosto mais:

    Travecaaaaaas~~~

    E Agora a Lição de Moral

    Com isto já passei um lamiré sobre o que é mais ou menos o género. Agora vão todos ficar a pensar que eu sou uma doidona tarada, né? Não! Porque eu, e as minhas amigas fujoshis todas, já estamos nisto há demasiado tempo para termos exageros infantis. Vou-vos contar uma história...

    Ao início, aprendi o que era BL (tinha uns 15 ou 16 anos) com uma revista que veio como extra num jornal. O primeiro que vi foi Ai no Kusabi, o que desde logo dá uma perspectiva diferente da coisa. Então eu achava que os homens tinham de ser todos "homoeróticos" para serem giros. Mas com o passar do tempo, fui descobrindo que o que faltava no género era o realismo. Então fui procurar realismo. E deparei-me com muitos outros tipos de histórias, em que há menos de "história de amor fofinha" e mais dos dramas da vida. E comecei a desassociar os homens verdadeiros dos homens do BL. E isso tornou-me numa pessoa mais adaptada à vida real.

    Agora, se vocês ainda acham que a vida real é como no BL... Bem, ainda vão ter de crescer, porque a verdade é que não é. Há histórias de amor entre todos os tipos de pessoas. Homens, mulheres, homens que são mulheres e mulheres que são homens, há amor entre pessoas e cadeiras, há amor em todo o lado. Mas não corre como nas histórias. 

    Temos de nos lembrar sempre que são histórias inventadas. São fantasias. Se misturas as tuas fantasias com a tua vida real a ponto de não te conseguires relacionar com os outros seres humanos porque não correspondem às tuas expectativas, tens um problema.

    E fica a lição de moral. Bem vindas ao mundo BL. Desfrutem da estadia. Mas não abusem.







  • Psycho-Pass

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    Psycho-Pass
    Shirotani Naoyoshi - Production I.G
    Anime - 22 Episódios
    2012
    8 em 10

    Esta série foi escrita pelo nosso Meguqueiro favorito, Urobochi Gen, por isso toda a gente me avisou que ia dar voltas e voltas. Mas não acreditei. Comecei a vê-la a propósito do meu clube, esperando detestá-la logo nos primeiros episódios, mas a verdade é que adorei. E agora vou explicar, com um detalhe difuso que me é característico, os comos e porquês.

    Comecemos pelo universo e pela história: num futuro próximo, o Japão criou uma sociedade em que sensores podem ler o estado emocional e as capacidades das pessoas, classificando-as e orientando-as para o que melhor podem fazer. Por outro lado, também o índice de criminalidade pode ser medido e, assim, se a pessoa tiver potencialidade para cometer um crime é logo colocada sob tratamento ou isolada. Tendo isto em conta, existem equipas policiais para apanhar estas pessoas. A história segue as aventuras de uma das equipas, focada numa inspectora acabada de chegar. Na primeira parte acompanhamos a resolução de vários crimes cruentos e na segunda parte observamos a perseguição ao marionetista por detrás desses crimes.

    A história por si só é bastante interessante, apesar de recordar alguns trabalhos anteriores, tanto em anime (Ghost in the Shell: Stand Alone Complex) como filmes americanos (Minority Report). Mas esta "inspiração" é ultrapassada pelas diferenças nos personagens. Os de Psycho-Pass (ou Psycopath?) são únicos à sua maneira. Todos eles têm um passado que os levou ao estado em que estão, e a melhor parte é que em apenas um caso se recorreu a flashback para o explicar. A verdade é que a intensidade e qualidade do diálogo neste anime são de nota. Gostei bastante do desenvolvimento da personagem principal, Akane, que apesar de se apresentar como a "pessoa ideal para viver nesta sociedade", estabelece relações afectivas incontornáveis que, falhando, a levam a tornar-se num outro tipo de pessoa, mais realista e terra-a-terra. Além do mais, é demonstrada a sua capacidade de aprendizagem e de resolução de problemas. Mas se na série foram todas pelo "bem", num futuro deixarão de o ser: bem dizia o outro que os parvos aprendem com a experiência. Ginoza também sofreu um desenvolvimento interessante mesmo no final, sobretudo quando fazem a referência ao abandono dos óculos. 

    Uma nota para Makishima Shougo. É um vilão interessante e apropriado ao teor da série. Faz lembrar arquétipos como Light de Death Note, com uns traços do muito genial Johan de Monster, mas consegue manter-se único. No entanto, é difícil de compreender como o seu ideal anarquista se envolve com os assassinatos e com a manutenção de psicopatas, sobretudo na primeira parte: eram mesmo necessários para causar o caos? O seu diálogo é muito interessante, cheio de referências a livros que eu não li (bem, alguns eu li), mas pareceu-me também um pouco pretensioso. Não da parte do personagem, mas da parte do autor ("olhem os livros todos que eu li!") Perguntaram-me "já se tornou o teu husbando?". E eu respondo que é muito difícil hoje em dia um personagem obter esse tipo de estatuto. Makishima Shougo nem chega lá perto.

    A arte está interessante, com CG bem integrado e designs estruturados devidamente para acompanhar a noção de "futuro próximo" e de "isto vai ser possível". As cenas de luta, que me costumam aborrecer, estavam fascinantes, mas não só pela qualidade da animação mas também pela banda sonora e pelo contexto em que estavam a acontecer, pois a maioria eram quase como jogos em que quem vence não será o mais forte, mas sim o mais esperto.

    Achei as OPs e EDs extremamente apropriadas, quase como se tivessem sido escritas especialmente para o anime. A primeira OP sobretudo. Também fiquei a nutrir um certo carinho pela ED, pois identifiquei-me imediatamente com a letra.

    Um anime recomendado, nem que seja para pensarmos um bocadinho no estado da sociedade e como seria o mundo se esta fosse controlada pela medição nosso estado emocional e das nossas habilidades. Eu sinto, pessoalmente, que seria bastante opressivo e que nos tiraria toda a liberdade de pensamento e de desenvolvimento moral. Também acho que eu já estaria internada num cubículo a ver anime.
  • Cat Stories

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    Cat Stories
    James Herriot
    1973-1992
    Contos

    Recebi este livrinho encantador num igualmente encantador RABCK (Random Act of BookCrossing Kindness, quando se oferecem livros e outras coisas a pessoas), cujo o tema era "Animais". Tive a sorte estonteante de o ganhar, o que vem mesmo a calhar... Animais é o meu tema preferido!

    Enfim, eu já tinha ouvido falar de James Herriot: é o autor de "All Creatures, Great and Small", um livro que sempre quis ler, pois fala da experiência em primeira mão de um veterinário no campo, nos anos 70. Este livro é mais ou menos a mesma coisa, mas o tema são gatos. O gato é um animal que não me fascina especialmente, porque sempre me tentaram matar. Se bem que eu conheço poucos gatos dentro do seu território... Enfim.

    Para mim o livro foi uma experiência estranha, pois na maioria das histórias eu sentia-me um Sherlock Holmes: quem será o criminoso? Qual será a doença? Que métodos complementares de diagnóstico é que eu usava? Assim se vê como a medicina veterinária evoluiu... Catgut? Vitaminas? Laparotomia Exploratória? Cadê as análises ao sangue e bioquímicas? Cadê a ecografia? Isto é, de certa forma, fascinante.

    De uma forma ou de outra, houve duas histórias que me tocaram: a de Helen e a de Frisk. Não são exactamente as histórias dos gatos que me comoveram, mas as histórias dos donos, que dependiam tanto dos seus animais.

    Gostaria de um dia também ter estas experiências bonitas para as poder escrever.
  • Battle Angel Alita

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    Battle Angel Alita
    Hiroshi Fukutomi - Madhouse Studios
    Anime OVA - 2 Episódios
    1993
    6 em 10

    Uma pequeníssima história de ficção científica, adaptação apenas dos dois primeiros volumes do manga que é um pouco longo (nove volumes e 53 capítulos). Estranhei não haver ninguém chamado Alita, mas vim a perceber que no manga a Gally chama-se Alita (sendo que no anime se chama Gally)

    Os OVAs dão apenas um cheirinho do que é este universo, que me pareceu bastante interessante. A narrativa passa-se numa cidade onde vai parar todo o lixo de uma outra cidade, que está no céu. Os habitantes são, na sua grande maioria, cyborgs. Os designs dos cyborgs são detalhados, mas muito crus, o que não me atrai especialmente. 

    A história é um conto de amor, mas é demasiado curta para que os personagens tenham um desenvolvimento concreto, apesar de os seus conceitos me parecerem sólidos.

    Em cada um dos episódios temos duas grandes cenas de luta, onde a animação poderia brilhar, mas não há nelas nada de extraordinário. O mesmo acontece para a música, que por vezes fazia falta: podia ser alguma coisa especial, mas era demasiado simples.

    No entanto, devemos considerar que Battle Angel Alita, também conhecido por Gunnm, é um clássico do anime e manga. Assim, acho que seria importante, para quem se quiser aprofundar, vê-lo ou - ainda melhor - lê-lo.
  • Meo Out Jazz - Mr. Issac

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    Meo Out Jazz

    Chegou Domingo e porque não ir ouvir uns concertos para o jardim? O jardim escolhido para este dia do Out Jazz foi o Parque Eduardo VII. Lá chegados, um palco - pequeno mas robusto - e um ambiente de micro-festival, com bebidas e comidas e passatempos e montes de gente. Devíamos ter levado uma toalha para sentar, que a relva estava com um ar um bocado tinhoso...

    Mas enfim, o nosso objectivo era ver a Danae, uma africana com ritmos de jazz. Mas não chegámos a tempo, por isso assistimos só ao set de Mr. Issac, DJ.

    Bem, o nome é tão comum que não encontro uma foto dele. Mas eu pensava que ele era estrangeiro até ao momento do "mékié pessoal?" Ele perguntava se a gente estava a sentir as boas vibes. Estávamos!

    Os sons eram essencialmente hip-hip, que conheço pouco. Mas senti as boas vibes dos mixes dos sons que conhecia.

    Foi uma tarde muito bem passada, cheia de gente alucinada. Nada melhor que ir para o jardim com o cansaço acumulado =D
  • Festas de Corroios - Homem de Marte e The Chameleons

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    Festas de Corroios

    Fomos estrear as Festas de Corroios 2013. O pessoal foi (quase) todo sair em Lisboa mas nós, resistentes, saímos de Lisboa para ir a Corroios. E valeu a pena, muito!
    A festa em si não tinha nada de novo, as bancas são sempre as mesmas e têm essencialmente as mesmas coisas. Descobri que já não gosto de ver os passarinhos, porque entretanto aprendi o stress sob o qual estão e fico a imaginar quantos irão morrer pela brincadeira de os vender na feira... Por isso fomos logo para o palco principal, ver os concertos. Gostei muito dos dois, como verão de seguida.

    Homem de Marte e os Invasores


    Uma nova banda Portuguesa, que aparentemente ganhou um concurso. A sonoridade pareceu-me bastante original para o panorama do nosso país. Estava-me sempre a lembrar dos meandros do Visual Kei, que também misturam o piano clássico com o rock dumaw. Aliás, foi o piano a minha parte preferida dos sons. O que me pareceu, sem querer ser ofensiva de maneira nenhuma, foi que a música não combinava muito com o vocalista. Senti que ficaria mais bonita, sobretudo porque as letras também me pareceram interessantes, se fosse uma voz mais profunda e sonhadora... Tipo Gackt. Mas bem, o Gackt podia cantar todas as músicas do planeta que ficava sempre bem, por isso é só um comentário sem lógica. =p

    The Chameleons





    Tinham-me dito "É uma banda do tempo e da onda dos The Cure, mas que se perdeu e agora voltaram". E eu pensava "olha que giro". Mas chegando lá... Epá. Esta gente. É estrangeira! São ingleses! Como será que foram parar às Festas de Corroios? Surreal!

    Mas foi um grande espectáculo. Gostei do som assim que começaram, é o tipo de música que faz mesmo o meu estilo. Assim, mesmo sem saber música nenhuma, fartei-me de "dançar" e de gritar e bater palminhas. Bem, já estava um bocadinho entornada por esta altura... Mas não interessa! O vocalista também já estava todo entornado! Estava todo contente, thank you, thank you, a pedir feedback e o público, sim, a dar o feedback todo! Ainda me diverti a analisar alguns elementos do público, que aparentemente eram os fãs que dão o culto à banda.

    Ainda houve dois encores e agora vou sacar a discografia toda porque quero ouvir isto outra vez!


  • Eternal Sunshine of the Spotless Mind

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    Eternal Sunshine of the Spotless Mind
    Michel Gondry
    Filme
    2004
    8 em 10

    Também conhecido por "Despertar da Mente", mas gosto mais do título em Inglês, porque é mais bonito. Um filme que o boy trouxe cá para casa para vermos, e ainda bem, porque é mesmo bonitinho. :)

    É uma história de amor que corre mal, entre um Jim Carrey sem comédia, um homem vulgar, e uma rapariga de cabelo às cores. Os opostos, que pelos vistos se atraem. Tanto corre mal a história que ela decide apagar o amante da memória. Bem, no universo do filme é perfeitamente normal apagar pessoas da memória! Mas isso é o menos. Acontece que ele descobre isso e decide também apagá-la da memória.

    Vê a sua relação a desmoronar-se de trás para a frente até ao momento em que pensa... "Não. Deixa-me ficar com *esta* memória". E decide salvá-la de ser apagada.

    Assim, temos uma mistura do sonho em que ela vai desaparecendo e ele vai redescobrindo como gosta dela, e a realidade. Em que lhe estão a apagar a memória e mais sobre os apagadores é conhecido. Inclui cenas hilariantes de pessoal todo mocado (Cérebros! =D)

    O sonho é muito bonito, está muito bem filmado. Segundo consta, este realizador era um génio dos videoclips e decidiu fazer um filme. Esses elementos, de "videoclip" funcionam de maneira excelente, porque os sonhos são apenas secções, são descontínuos, não fazem sentido. A narrativa faz cada vez menos sentido, porque não existe. As minhas cenas preferidas foram as da infância (excepto aquelas debaixo da mesa) e o desfile, que aparentemente foi todo improvisado.

    Um filme romântico, um filme estranho, um filme encantador. Vejam-no!
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