Hotel Memória
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Hotel Memória
João Tordo
2007
Romance
Livro recebido pelo BookCrossing. Conta a história de um jovem estudante que, após certa tragédia, se envolve numa investigação que visa encontrar uma pessoa perdida, um fadista Português.
O livro está, essencialmente, dividido em duas partes: antes do mafioso russo e depois do mafioso russo. Antes do mafioso russo, o narrador conta a história de como chegou a Nova York e uma paixão intensa que vive nessa cidade. Após o final, entra numa espiral descendente de depressão que o leva a viver no quarto do Memory Hotel, uma pensão nojenta cheia de baratas. Lá, é visitado por um Russo enorme que o incita a investigar sobre Daniel da Silva, o fadista desaparecido. Depois aparece o mafioso russo e ficamos, através da narrativa de outra personagem, a saber o que se passou para o fadista ter desaparecido e qual a sua relação com os russos.
O livro está bem escrito, com cenas intensas, apesar de por vezes entrar no lugar-comum. Por exemplo, o final, que estava a ser emocionante devido à revelação do estado evolutivo final dos personagens, ficou rapidamente lamechas e perdeu a intensidade que possuía.
No entanto está aqui uma história diferente e bem construída, um thriller da máfia da música, envolvendo um Português. E fado!
By : ladyxzeus
Shigurui
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Shigurui
Ueda Yasayuki - Madhouse Studios
Anime - 12 Episódios
2007
7 em 10
Normalmente um anime de samurais está recheado de coisas como a honra, a força interior e todas esses atributos positivos. Shigurui é diferente. Shigurui é uma violenta história de traições e vingança, caracterizando a época Edo - a preferida de toda a gente (a minha é a Heian) - como um lugar terrível e ameaçador. Uma novidade para o género.
Tudo começa com uma luta que será com espadas verdadeiras. Os samurais que se apresentam é um homem sem um braço e um cego aleijado. E com isto o anime entra num flashback que explica quem eles são, qual a sua relação e como vieram parar a esta situação. Infelizmente o final deixa muito a desejar, deixando muitas perguntas no ar. A história está incompleta no anime. Sei que me vão mandar ler o manga, mas não vale a pena, não vou investir nesta colecção. Porque eu gostei foi do anime.
A história é suportada pela força horrenda destes personagens. Cada um é pior que o outro e fazem coisas horríveis uns aos outros, por motivos muito claros de "proteger a honra" (aí está ela) e, com isso, proceder a vinganças extremas. O estilo narrativo fascinou-me. A história progride lentamente, como uma peça de teatro No, apresentando grandes momentos de tensão. Isto não seria possível se tivessem escolhido outra forma artística para mostrar a história.
A arte, para mim, é um ponto bastante forte. Apesar de a animação ser bastante incapaz e de haver algum CG muito feio (intestinos e cigarras, sobretudo), o anime tem um sentido artístico forte. A paleta de cores é escura, isto é quase um "filme" a preto e branco, mas que tem algumas cores. Azuis e verdes secos, sobretudo, contrastando com o vermelho sempre presente no sangue que espirra por todo o lado a toda a hora. A violência gráfica é inusitada, mas está feita de tal forma que se integra com o espírito do anime, sem parecer forçada ou exagerada.
A música é um aspecto fascinante. Não temos exactamente temas musicais para caracterizar os momentos. Em vez disso, somos colocados em tensão por canções infantis e, sobretudo, por efeitos sonoros com os instrumentos tradicionais japoneses da época. Efectivamente, um shamisen pode não ser o instrumento mais melódico do mundo, mas possui uma alma muito característica própria para contar histórias deste género.
Tive pena que o anime ficasse incompleto e, como não irei ler o manga, resta-me imaginar o que se irá passar a seguir. Não alimento a esperança de que façam uma segunda season, mas espero que - se a fizerem - lhe dêem uma animação correspondente ao estúdio.
Nota Pessoal ou Porque é que eu quase nunca leio manga:
Porque eu me recuso, recuso e R-E-C-U-S-O a não pagar pelos livros que leio. Já começo a aceitar o ebook como forma de livro mas, para mim, a edição em papel ainda é o mais importante. Por isso recuso a ler manga na internet, que é o que toda a gente faz. Recuso-me a ler scanlations do que quer que seja. Há muito manga que eu quero ler e que só existe em Japonês. E, assim, aprendo a ler em Japonês. Para poder ter os livros na mão e lê-los. Mas, efectivamente, também não aprecio manga por aí além. Aborrece-me lê-lo, desconcentro-me com os desenhos - sobretudo se a arte for muito boa - e perco-me na narrativa e tenho de voltar para trás. Acontece-me isto com toda a banda desenhada com histórias mais complexas, apesar de não ter experimentado muita e ainda desejar, bastante, entrar por esse universo um dia. Quando me fizer sócia de uma biblioteca. Porque eu não vou ler na net. Nem que o manga em questão me conte os segredos da existência da humanidade.
By : ladyxzeus
Toaru Majutsu no Index
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Toaru Majutsu no Index
Nishikiori Hiroshi - J. C. Staff
Anime - 24 Episódios
2008
5 em 10
Estava numa grande expectativa para ver este anime, pois tinha ouvido falar tanto dele. Um desapontamento absoluto. Um anime que tem tudo e não oferece nada.
Tudo... Que tudo? Tem uma história que promete acção sem parar, como as pessoas gostam (eu não sou uma delas, apesar de tudo). Tem todos os estereótipos de personagens para se escolher. Mas a resolução é infeliz e o resultado final é um anime sem qualquer tipo de conteúdo.
A premissa promete-nos um debate: ciência versus religião. Numa cidade em que oitenta por cento dos habitantes são estudantes, existem vários graus de poder científico, "espers" de 0 a 5. Lutarão uns contra os outros, como é evidente. Mas eis que aparece uma freira que é uma biblioteca de livros proibidos. Por razão cientificamente palerma, se não lhe apagarem a memória de tantos em tantos anos ela morre. Enfim. Prometem-nos um debate. Não temos debate nenhum. Apenas lutas contra o tal inimigo (cantar isto com voz de navegante da lua, por favor). E as lutas não têm grande graça. O personagem principal é um incapaz mas tem o fascinante poder de anular todos os poderes esperianos com uma das suas mãos, esquerda ou direita já não me lembro. Assim, as lutas resumem-se a "eu ataco-te, tu defendes-te" e pouco mais.
Aparentemente os valores de produção até eram bastante elevados para esta série, mas... Não se nota. Porque as cores estão esbatidas, os designs são vulgares e a acção não tem nada de extraordinário.
Mas voltemos ao que isto nos tinha prometido: personagens de todos os tamanhos e feitios. Temos freiras, temos lolis, temos tsunderes, temos ganguros lolitas (se imaginassem a falta de sentido que isto faz em termos de moda...), temos de tudo um pouco. Mas ninguém se desfaz do seu estereótipo e vai para além dele. Inimigos? Todos muito maus, com certeza. Mas razões profundas por detrás das suas acções? Ou das de qualquer personagem, diga-se... Nada. Rien de rien.
E a música? Nem se dá por ela. Não é boa nem má, nem se nota. Não adiciona nada, não tira nada, existir ou não parece ser indiferente.
Tanta excitação para nada.
By : ladyxzeus
O Livro Perdido de Camões
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O Livro Perdido de Camões
Maria Coriel
2008
Romance Espiritual
Lido na viagem de regresso. Agarrou-me completamente, tanto que me ficaram a doer as mãos de estar três horas a segurá-lo. E comprei-o na Feira do Livro!
Não achei que começasse bem. Em primeiro lugar porque se classifica, como podem ver acima, como "romance espiritual". O que raio é um "romance espiritual"? Pelos vistos é isto. E isto é a auto-biografia de Camões, narrada pelo próprio, depois dele ter morrido. Quando passa para o estado transcendente, ele vê a sua vida toda e escreve este livro, o livro perdido. Mas primeiro estranha-se, depois entranha-se.
O que é que eu achava sobre Camões? Que era um bêbado com algumas tendências violentas que escreveu uma epopeia chamada "Os Lusíadas", que toda a gente lê na escola (e que eu li por inteiro, sem perceber absolutamente nada) e que toda a gente detesta, porque se lê na escola (e porque não se percebe nada) e que não interessa a ninguém, porque se lê na escola (e porque são umas centenas de páginas todas em verso sobre a história de Portugal, escritas no lingo próprio do século XVI, que não se percebe nada e que é chato para toda a gente que não gosta de poesia/que não gosta do século XVI/que tem de analisar isto na escola/que leu o livro todo sem o perceber)
Mas este livro mostra uma perspectiva diferente. Mostra o caminho de Camões numa certa "tradição", bem semelhante àquela praticada por uma pessoa que eu conheço bem, e a forma como ele atingiu um certo nível de iluminação que lhe permitiu escrever aqueles versos todos. Porque, vamos admitir, apesar de eu ter achado "Os Lusíadas" a coisa mais chata à face do planeta, é preciso uma grande dose de genialidade para o ter escrito. E ainda bem que somos todos obrigados a levar com essa genialidade, para percebermos que há literatura com qualidade acima daquilo que se pode considerar como superior, escrita na nossa língua, por um senhor zarolho, numa altura em que nem sequer havia corrector ortográfico nem internet.
Isto tudo e ainda não disse nada. O livro é envolvente, é impossível parar de o ler. A vida de Camões é-nos mostrada de uma maneira fascinante e a iniciação pela qual ele tem de passar leva-nos para um espaço espiritual de aceitação da realidade com o qual parece muito possível escrever uma das maiores obras literárias da humanidade.
A linguagem é apropriada à época e existem muitas citações de muitos poemas (todos devidamente anotados, pelo que quem as conhece bem não achará tanta graça, porque não as encontrará por acaso). O único defeito na escrita é o. Excesso. De. Pontos. Finais. Mas passadas umas cinquenta páginas uma pessoa habitua-se.
Recomendo bastante este livro. Fiquei a gostar mais do Camões e a partir de agora já não o vou chatear tanto.
Vou emprestar este livro à pessoa que conheço bem que pratica a tal "tradição" parecida com esta, a ver o que acha. :3
By : ladyxzeus
Eu, Ela e os Vampiros
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Eu, Ela e os Vampiros
Carlos Rodrigues
2012
Fantástico
Segundo livro do fim de semana de ida ao Porto (agora vou lá todos os meses, acho que já disse isto). Só não o li todo no comboio de ida porque... Não me apeteceu. Quando os livros são menos bons, não dá vontade de os ler e uma pessoa tem de se forçar. Às vezes acontece o mesmo em livros muito bons que sejam muito difíceis. Mas não foi o caso deste.
Ora, o nosso amigo Gary Stu Carlos e a nossa amiga Mary Sue Diana tornam-se caçadores de vampiros quando uma estátua de um museu onde estão em visita de estudo se torna num vampiro. O que quer que seja um vampiro no universo deste senhor, porque as características deles não estão nada definidas. Enfim, "vampiro" é o nome dado a criatura sobrenatural associada à cor roxa e que morde. Os nossos amigos são possuídos pelos guardiães, uns anjos de nome Português (os vampiros, por sua vez, são ingleses. Como convém, diga-se de passagem, a meteorologia latina não é nada apropriada a criaturas sobrenaturais roxas). E têm um professor que é mais poderoso que eles, apesar deles serem os mais poderosos. Mas têm alguém mais poderoso que eles a ensiná-los. Mas eles são os mais poderosos.
Numa série de reviravoltas com muita acção e uma piñata em forma de Minnie (nem sabia que existia semelhante coisa à venda no nosso país) a resolução é, precisamente, nenhuma.
Além do mais, o autor da narrativa, Carlos (não o Rodrigues, mas o jovem de 14 anos que caça vampiros) tem o poder etéreo de ver o que está a acontecer em sítios onde não está presente e de saber os sentimentos de pessoas que não são ele. De repente, o narrador passa para a terceira pessoa e falamos de Elisabete, que se vem a saber ser a mãe de Carlos. Por momentos pensamos que ela tem alguma relação com isto tudo, mas depois não acontece nada.
A minha sensação é que isto é uma introdução para uma -logia (tri, tetra, penta, hexa, etcoeteralogia). Mas a realidade é que não prende e não trás qualquer tipo de curiosidade em saber o que acontece à estátua maneta, nem aos personagens, nem aos anjos, nem ao gajo da túnica, nem ao professor, nem aos ingleses, nem à pinhata nem nada.
Irei abandonar libertar este livro pelo BookCrossing. Provavelmente no metro ou no cacilheiro.
By : ladyxzeus
A Culpa é das Estrelas
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A Culpa é das Estrelas
John Green
2012
Romance
Muito bem, este livro tem uma história deveras estranha. Comprei-o para oferecer à minha irmã no seu aniversário. A capa é muito gira, o título é muito giro, a sinopse parecia muito gira. E ela estava a lê-lo quando fomos a Paris. Chegamos ao aeroporto para voltar e eu termino, precisamente nesse momento, de ler o livro que tinha levado (o segundo volume de 1Q84). Assim, pedi-lho emprestado. E descobri que era sobre putos com cancro. Oh, mas que prenda tão bonita para se dar a uma irmã no seu aniversário... -__- Tão positiva! Tão alegre! Enfim, no avião ela pediu-mo de volta e só agora voltei a ele. Ainda tinha o marcador no mesmo sítio, por isso peguei daí.
Como eu dizia, o livro é sobre miúdos com cancro. Hazel tem um cancro endócrino que lhe enche os pulmões com edema. Augustus tinha um tumor ósseo que lhe levou a perna. Juntam-se numa aventura de conhecer um escritor que vive na Holanda, que escreveu um livro sobre uma miúda com leucemia. E depois muitas coisas acontecem mas não vou fazer como certa irmã que eu tenho que me contou o que ia acontecer.
O interessante deste livro é a narradora, uma adolescente que é pessimista e sobre-analista em relação a tudo. Pelo facto de estar, tipo, a morrer (citando o livro). Nunca tinha lido um livro em que uma personagem que ainda tem a vida toda para viver sabe que, bem, está a morrer. E que vai morrer de certeza, porque está doente e nunca se vai curar, porque um tumor hipofisário não dá para tirar. É a forma como ela enfrenta o inevitável que impressiona neste livro: vivendo o que lhe resta.
A história é só o típico de adolescentes mas, como eles próprios o dizem, estarem doentes dá-lhes outra dimensão. E a verdade é que todos os dias morrem crianças com estas doenças e não há nada que possamos fazer. O cancro é uma coisa que me assusta. Porque estudei sobre ele que me fartei, porque debati sobre ele academicamente. Porque um membro da família teve um e morreu. Porque outro membro da família teve um e sobreviveu. Porque é provável que eu venha a ter um se continuar a fumar, a comer carne bem passada e a viver com ansiedade. Por isso este livro perturbou-me e tocou-me de uma forma muito profunda. Confesso que estava quase a chorar quando me interromperam a leitura naquela parte na casa da Anne Frank. O cancro nunca é uma história que acaba bem. Mesmo quando está em remissão, há sempre algo que se perde. E normalmente é o que é mais importante para nós, algo que nunca daríamos pela falta se não o perdêssemos.
A exactidão científica do livro é duvidosa, mas aceitemos que nem todos tiveram seminários sobre cancro com o maior especialista vivo sobre o cancro em animais de companhia (e foi grátis, ganhei por ter ido a uma aula de HACCP a que toda a gente faltou. Sim, estou a exibir-me!!!!11)
Mas acho que devo um pedido de desculpas à minha irmã. Porque o livro é mesmo muito depressivo e não era esse tipo de sentimento que eu queria transmitir com uma prenda de anos.
By : ladyxzeus
Red Data Girl
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Red Data Girl
Shinohara Toshiya - FUNimation Entertainment
Anime - 12 Episódios
2013
6 em 10
O primeiro anime desta season de Verão a terminar. Eu estava a acompanhar as releases (libertações?) na televisão, mas depois fartei-me de esperar e fui ver o último episódio na release do NicoNico (uma espécie de youtube Japonês). Aconselho que, se forem ver este anime fora da season, vejam a versão TV, pois a qualidade de imagem é muito superior e, nesta série, vale a pena.
Fala sobre a vida e aventuras de uma rapariga tímida, Izumiko, que tem dentro dela a encarnação de uma deusa (ou algo do género, como verão) extremamente poderosa. Vai para uma escola habitada por pessoas com poderes especiais e tem de se adaptar. Assim, o anime poderia ter sido uma análise sobre a inadaptação adolescente e sobre a luta da personagem por se integrar. Infelizmente, esse potencial não é revelado. Ao que parece, tentaram adaptar seis livros de uma Light Novel em apenas doze episódios. Não correu bem. Os vários episódios podem dividir-se em "arcos" que estão pouco relacionados uns com os outros, o que parte a cadência da série. Além disso, estamos sempre à espera de alguma explicação para o que está a acontecer, o que nunca nos é dado. Nenhum dos personagens sabe o que se está a passar e ninguém lhes explica, pelo que nós - público - também não sabemos (e também ninguém nos explica).
A personagem mais interessante é Izumiko, pelo potencial que referi. Acho que ela perde parte do seu charme a partir do momento em que tira os óculos, se bem que esse acto foi uma revolução pessoal importante (mas se ela tem astigmatismo, como vê sem óculos é um mistério). Os outros personagens são bastante vulgares, se bem que a interacção entre os gémeos tem algum interesse. O desenvolvimento é mínimo e linear. A Izumiko do primeiro episódio é diferente da do último episódio, mas não muito. Por um lado isto até é bom, porque significa que a sua personalidade não mudou.
Se em termos de história e personagens este anime fica um pouco aquém das expectativas, tal não se passa com a arte - de todo. As paisagens são lindíssimas e é extraordinário como, passando-se quase toda a acção durante a noite, tudo consegue ser tão brilhante. Estar sempre lua cheia ajuda... As cores são muito bonitas e é tudo extremamente detalhado, sendo que a luz dá uma constante aura de mistério e a expectativa de uma explicação, que nunca acontece.
Música é parca e vulgar, OP e ED simpáticas mas facilmente esquecíveis.
Dos animes da season, por agora, este é o que eu coloco em quarto lugar da minha preferência.
By : ladyxzeus
