Flores Raras
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Flores Raras
Nuno Barreto
Filme
2013
6 em 10
Isto passou-se na sexta-feira à noite. O meu pai arranjou-me uns convites para a estreia do ciclo de cinema brasileiro no CCB, que se iniciou pela ante-estreia do filme Flores Raras, de Nuno Barreto. Antes disso houve um coquetel.
Eu não ia bem vestida para o coquetel, esqueci-me de mudar de sapatos. Mas enfardei-me de comida e de moscatel e de sumo de laranja e fui à maluca para o filme. Estava sozinha. E já não me lembrava de como o Grande Auditório do CCB era grande, nem como as cadeiras eram desconfortáveis por estarem tão juntas umas das outras (as filas). Ainda estivemos uns quarenta minutos a ouvir entidades políticas importantes a agradecerem-se umas às outras e depois o realizador veio pedir-nos que não nos acariciássemos durante o filme. Ainda bem que a pessoa que não foi não foi, ou então não poderia ter obedecido a essa regra, já que me é impossível resistir a fazer festinhas diversas.
O filme é sobre a poetisa Elizabeth Bishop que, procurando inspiração, vai ao Brasil. Lá apaixona-se por Lota, uma arquitecta, escreve bem e ganha um prémio Pulitzer. O filme analisa a relação delas a crescer e a desintegrar-se, por motivos do alcoolismo de Bishop e depois o que se passa após a sua separação. Interessante ver que à medida que Bishop sai do torpor alcoólico, Lota entra numa espiral de depressão e os papéis acabam invertidos no final.
O filme tem uma história de amor interessante, apesar de estar fora da minha zona de conforto, e faz uma boa recriação da época, anos 50. Elas vivem todas na Samambaia, uma casa no meio da floresta muito linda, e as imagens são bem brilhantes e bastante bonitas. As actrizes fizeram um bom trabalho, como tinha de ser porque o filme é todo com elas, mas por vezes pareciam indiferentes aos sentimentos dos seus personagens.
No geral, um bom filme. Acho que vale a pena ir ver, porque sempre é uma variação do típico cinema americano (e se vos faz muita impressão ouvir falar o sotaque brasileiro, o filme é todo em inglês)
By : ladyxzeus
Asian Culture Party
6
Asian Culture Party
Evento
Era uma vez uma pessoa que tinha de ir a uma reunião do condomínio no Algarve. Essa pessoa queria ir com outra pessoa e a outra pessoa baldou-se à ida ao Algarve por motivos de força maior. Então a pessoa inicial pegou nela e foi ao evento dos animus. Eu.
Fui com a Hota, que tinha dois livros para me emprestar e acabou por se ir embora com eles. E eu não lhe liguei nenhuma porque depois me acoplei ao grupo do Anime Portugal, sou uma má amiga. :< Enfim, entrámos, pagámos três euros para receber um papel a servir de bilhete. O papel dizia que era proibido tirar fotografias, mas eu sou against da powa e tirei à mesma. Dez minutos e tudo visto.
O espaço é excelente, mas estava aproveitado de uma maneira infeliz. Apesar de ter tanto espaço só tinha meia dúzia de bancas e tinha os artistas, os infelizes, todos ao molho numas mesinhas. A um canto pessoas a bailar keipop e um palco bem grande e bem jeitoso. Escondidos estavam pessoas nas suas jogatanas, mas não os visitei. Se calhar devia ter ido jogar RPG, que tinha feito melhor. Nas bancas, não gostei muito da Tsubaki ter uma caixa com hentai do agressivo. Afinal estes são eventos familiares ou não? Têm de se decidir. Se vendem hentai do agressivo também me deviam deixar dizer palavrões no palco. A prova:
Agora vejamos o programa. A minha ideia de não ir ao evento foi precisamente porque o programa não me oferecia nada, nada de interesse. Eu não quero saber de coreano nem de chinês e todos os workshops japunas que se fazem já eu os fiz dezenas de vezes (logo não os vou fazer outra vez). Entretanto parece que o programa atrasou todo e era meio da tarde e ainda estavam a haver os bailados coreanos. Eu acho bem que dancem, é saudável, mas eu não aprecio esse pop. Porque não fazer as coreografias da Madonna? Já estava a deitar kizomba coreana pelos olhos e pelos ouvidos.
Ainda assisti aqueles concursinhos de comer e de se babar em colectividade, de pocky (essa reles imitação do mikado) e de mochi. Talvez para a próxima participe, para comer à pala. E me babar toda em público, nham nham
Perdi parte do desfile de cosplay, mas só me disseram que foi um flop fenomenal. A Leonor Grácias, apresentadora, ia chamando as pessoas mas as pessoas não estavam organizadas e algumas falhavam a chamada. Não que eu tivesse visto muito cosplay neste evento. Vi duas Canas Alberonas, que é um cosplay meu (e só meu!) e uma Meroko versão preta (também um cosplay meu e só meu!) e a Leonor estava de Utena (do qual eu estou a fazer uma versão diferente, minha e só minha), o que me leva a pensar que se calhar as personagens que eu escolho não são assim tão obscuras. Haha. Mas não lhes tirei fotos. A minha máquina tem manias e recusou-se a tirar fotografias a algumas pessoas. Desculpem! :( Ficam aqui as fotos mais decentes que consegui tirar (todas as outras estarão demasiado escuras ou desfocadas) mais um link para sacarem todas. :)
JESUIIIS
Um cosplay que vale minis!
Finalmente, o momento pelo qual me mantive com todas as forças neste evento: o concurso de cosplay. Uma miséria. Fui à rua esfumaçar-me durante um momento e quando voltei a entrar já tinha terminado! Eram só três! Agora começo a arrepender-me de não ter ido... A Hota gravou os skits, que comentarei quando estiverem online (estarão um dia, os da Anicomics também estarão um dia...)
Depois pensava que ainda ia haver um concerto de música tradicional Japonesa, tinha visto no programa, mas devia ser um programa antigo porque tudo o que fizeram foi amochar-se todos no palco a dançar o PSY.
Este evento foi um falhanço absoluto no que respeita a divertir as pessoas que não gostam de coisas coreanas. Se queriam um evento de coreanadas, fizessem um evento só disso. Aliás, o que me pareceu foi que este "Asian" Party queria ser um "Korean" Party e só juntou as japonesices para ter mais quórum. Depois juntou a china para não parecer mal. Um Asian Party a sério também devia ter a Mongólia, a Tailândia e a Índia. Também devia ter o Tibete! Se me tivessem dado um Asian Party com todos os países asiáticos, teriam aproveitado melhor o espaço e teriam entretido muito mais, teriam tido muito mais gente e teriam tido muito mais sucesso. Mas não, bailado coreano é o que se queria fazer. E a verdade é que havia muita, mesmo muita gente, que fazia a coisa, dançavam no palco e o público estava todo a dançar, como é que sabem as coreografias todas supreende-me. Também gostava de aprender a dançar, mas tinha de ser com música que me agradasse, por exemplo, Daft Punk (que é o que estou a ouvir agora)
Segundo consta também, a organização dos concursos e do desfile estava atroz, porque os voluntários aparentavam não ter tido formação e não sabiam o que estavam a fazer, nem dar informações, nem nada. Por isso têm de melhorar.
Isto se existir uma próxima edição, coisa que não acredito. Talvez para quem tenha estado a trabalhar lá dentro, talvez essas pessoas sintam que fizeram um trabalho genial, mas eu como elemento do público terei de discordar.
De resto, acabámos - grupo do Anime Portugal e grupo da APC - a jantar em Cacilhas e depois fomos beber minis para o miradouro. Foi a parte onde se esteve melhor. Desculpem lá se lá mais para as três da manhã já estava meio taralhoca e vos ter obrigado a guardar o meu chapéu de chuva. :3 No próximo a ver se levamos litras em vez de minis! =D
Edit: ah, e obrigado à menina que lê este blog e que me disse que gostava e ainda pediu para tirar uma foto. Fico muito contente, mas é estranho, haha
Edit2: Aparentemente houve muito mais cosplay no segundo dia, pelo que vejo das fotos. Yay! Fico à espera dos vídeos com os sukitos. :3
Edit3: Prodica - Não me levem a sério.
Edit2: Aparentemente houve muito mais cosplay no segundo dia, pelo que vejo das fotos. Yay! Fico à espera dos vídeos com os sukitos. :3
Edit3: Prodica - Não me levem a sério.
Comentários aos Skits (Individual)
A Hota gravou-os todos! Bem, eram só três, hah. Mas uma coisa que me fez espécie e confusão foi separarem os skits de fatos feitos pelo próprio daqueles não feitos pelo próprio. Não teria sido mais simples juntarem tudo, já que o concurso era (suponho) só de skits sem avaliar fatos? Bem, vamos a eles!
Começa bem, quarenta segundos para por tudo a funcionar? Com a Kali a fazer sinalefas para porem as coisas a funcionar. Buenooo~~ Enfim, gostei da coreografia com as fitas, boas cores para as fitas. Neste vídeo não dá para ver o contexto, mas acredito (pelo pouco que se vê) que foi explicado no vídeo de suporte. Podia ter havido mais interacção com aquelas correntes, que são da personagem.
Lembra-me aquele meu fatídico skit das cuecas, mas com um Mewtwo. Tudo desengonçado, tipo eu xD
Se é um skit de poses, é boa ideia ficar mais tempo em cada pose. Também é boa ideia fazeres um baixo/guitarra (eu acho que era um baixo, já não me lembro) para poderes violentá-lo à vontade sem risco de estragar um instrumento musical. Eu tenho um tutorial, se quiseres. :3 E também era boa idea prenderes o lenço com um alfinete.
Conclusão: acho que o prémio foi merecido.
By : ladyxzeus
Granta Portugal 1 - Eu
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Granta Portugal 1 - Eu
Vários
2013
Revista
Depois de ter lido a(s) notícia(s) sobre esta nova revista literária no jornal - não que eu leia o jornal, eu sigo-o por RSS Feed - tinha elevados níveis de curiosidade em comprá-la e lê-la. E não é que aparece o meu stepfather com ela em casa e afinal o volume é volumoso como um livro! Um livro de contos!
Possui sete contos de autores Portugueses, inéditos, um editorial e sete contos de autores estrangeiros, publicados na Granta original, a internacional. E possui também poemas inéditos de Fernando Pessoa. Infelizmente poemas esses provavelmente eram inéditos por não terem graça nenhuma.
Os contos que mais gostei foram os de Portugueses, homens todos. As mulheres, todas elas, pareceram-me estar muito fixadas no tema e não havia história nenhuma, só elas a falarem sobre a vida. O mesmo se passa com os autores estrangeiros, também estão só a falar sobre a vida. A questão que se coloca aqui é, sendo que eu não os conheço de parte alguma (mas devia, não conheço porque sou ignorante), interessa-me os detalhes da sua vida privada?
A minha história preferida foi a "Jazz, rosas e andorinhas", da autoria de Afonso Cruz, que fala sobre culinária e sobre a tragédia do eu inadaptado. Logo a seguir, "À Medida que fomos recuperando a mãe", de Valério Romão, um ensaio surreal sobre a loucura de uma família desgraçada. E em terceiro lugar (se é que me posso dar ao luxo de classificar), "Espelho da Água", de Rui Cardoso Martins, que conta a vida das pessoas que andam de cacilheiro (sorte que ele não me apanhou a mim, se não teria contado uma história terrível)
Também gostei bastante de "Gente Famosa", de Orhan Pamuk, que fala sobre a infância contando, ao mesmo tempo, a história do desfazer de uma família.
Enfim, gostei das histórias que contavam uma história e não só descreviam a vida a passar. Não que eu possa falar muito, contando que o que eu escrevo também não tem história, às vezes. Mas não tem filosofia, isso não sei fazer. De uma forma ou de outra, auto-proponho-me - a partir de agora - o exercício de passar a escrever uma história com o tema da revista Granta. Desta vez é o "Eu". Já tive uma ideia, mas já me esqueci quando voltava no cacilheiro.
By : ladyxzeus
Kotonoha no Niwa
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Kotonoha no Niwa
Shinkai Makoto - CoMix Wave
Anime - Filme
2013
7 em 10
Este filme, O Jardim das Palavras, é o novo trabalho de um realizador que eu admiro muito e que nunca me desapontou: Shinkai Makoto. A minha obra preferida dele é o Voices of a Distant Star, que é um ensaio em ficção científica. Este Jardim afasta-se bastante dessa corrente apreciada pelo autor, aproximando-se mais da análise da vida diária e da história realista, mais próxima de nós - pessoas.
Fala sobre um rapaz que falta às aulas nas manhãs de chuva e vai para um jardim onde se dedica a rabiscar aquilo que mais gosta: sapatos. O sonho dele é ser um sapateiro, mas dos que fazem os seus sapatos. A seu lado costuma sentar-se uma mulher que bebe cerveja e come chocolate. À medida que o tempo passa, vão-se aproximando e desenvolvem uma relação afectiva dominada pelo elemento natural da chuva. Só se encontram em dias de chuva e a sua relação existe em função dela, de tal forma que ambos acabam por desejar que a chuva nunca termine, que todos os dias chova. Mas a natureza não é assim, se exceptuarmos esta Primavera tão agradável que temos vivido.
Como devem imaginar, o filme é passado quase todo debaixo de chuva. No entanto, não é um filme cinzento e frio. Em vez disso existe uma luz quase purificada pela água que cai e todas as coisas têm um brilho reflectivo. Makoto é o especialista da "pornografia dos fundos" e não nos deixa ficar mal. O detalhe é quase fotográfico e, devido aos jogos da luz em movimento, não há uma única cena que seja estática.
A história é simples e bonita, um misto de reflexão sobre a solidão e história de amor. O final, razão pela qual não posso dar melhor nota a este filme, foi um pouco anti-climático, apesar de ser expectável devido às diferenças da natureza dos personagens. O que mais me estragou o final foi a música, um pop regularíssimo que, apesar de dentro do tema, tirou o peso e a consequência de tudo o que se tinha passado anteriormente. Mas as outras músicas, um piano que cai como a chuva, melancólico mas doce, conjugam-se com o ambiente de forma bela e quase desejei que nunca acabassem.
Um filme muito bom. Acho que não o devem perder devido à qualidade da arte, que é exemplar.
By : ladyxzeus
Lawrence da Arábia
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Lawrence da Arábia
David Lean
Filme
1962
8 em 10
Mais uma das sessões clássicas da UCI, no El Corte Inglés. A primeira foi o Taxi Driver. Desta vez não conseguimos convites, porque perdemos o passatempo, mas não podíamos perder a oportunidade de ver um dos clássicos mais influentes do cinema no grande ecrã.
Este filme relata, ao longo de quase quatro horas - três horas e quarenta minutos, para ser mais precisa - a vida e obra de Lawrence, um soldado inglês que intervencionou a Arábia durante a primeira guerra, levando-a à independência e à união dos povos. É um filme extraordinário, porque consegue ser enorme e nunca ser chato.
A cinematografia está lindíssima, com grandes imagens panorâmicas de um deserto pavoroso. Mas no filme até parece quase agradável. O facto de terem de ter estado a viajar pelo deserto nos anos sessenta para filmar isto é fantástico. É sem dúvida uma grande produção, com centenas de pessoas envolvidas (e centenas de cavalos também). As cenas de guerra são violentas e emocionantes, apesar de o sangue destas pessoas ser bastante cor de rosa.
A música será para sempre lembrada. Mesmo antes de ver o filme (eu nunca tinha visto este filme), já reconhecia a música como sendo a do Lawrence da Arábia. O tema e as suas variações adicionam tensão crescente a cenas que são muito simples, nomeadamente o nascer do sol.
Mas o que mais me impressionou foi a evolução da personagem (que existiu, mas consta que o filme não está muito exacto) e o trabalho de actor por detrás dessa evolução. Lawrence passa de jovem culto um pouco avoado, com um bom coração, a uma máquina de guerra imparável, manietada pelas influências políticas superiores, devido ao trauma que encontrou no facto de sentir prazer com o sofrimento e com a morte. O infeliz vai passando progressivamente para o outro lado, cada vez mais perturbado pelas marcantes mortes que teve de executar e assistir.
A sinopse que me deram deste filme foi "é um gajo que vai para o deserto viver com o pessoal do deserto e depois passa-se". Confere. Vale muito a pena ver este filme, sobretudo se forem em breve para ainda o apanharem no cinema. A versão restaurada está exemplar, com uma vivacidade nas cores e no detalhe que se equipara aos filmes de agora. Excepto que este foi feito sem computadores.
By : ladyxzeus
Mort
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Mort (A Discworld Novel)
Terry Pratchet
1987
Fantasia
Depois de Pyramids, quis experimentar mais Discworld. Então escolhi Mort, um livro sobre o ajudante da Morte. Bem escolhido, gostei imenso! E agora vou começar a coleccionar os livros do Discworld. Infelizmente ocorreu um erro quando comprei este livro e ele veio em Espanhol em vez de vir em Inglês. Por isso acabei por ler o Mundodisco. Mas pareceu-me estar bem traduzido, pelo que não se perdeu muito e foi igualmente hilariante.
Mort é um jovem sonhador que tem mais joelhos do que é suposto (dizem). É contratado pela Morte como aprendiz e, por um erro causado pela sua bondade, acaba por alterar o curso da história e do destino. Enquanto isso, a Morte experimenta os prazeres da vida, em busca da razão que leva os seres humanos a serem felizes e a sentirem esses estranhos sentimentos que ele não compreende.
O Mundo do Disco está construído com um detalhe discreto mais imenso. O autor fala de lendas, de correntes filosóficas, dos hábitos dos vários países deste universo, sem nunca forçar o conteúdo e sem nunca dar um excesso de informação que aborreça o leitor. As coisas decorrem neste mundo de uma forma normal, mas para nós (que vivemos no planeta Terra) as coisas são ilógicas e engraçadas. Mas o mundo tem a sua própria lógica e rege-se pelas suas próprias regras, o que é um trabalho fascinante e resultado de uma imaginação prodigiosa.
No que respeita a este livro, houve duas coisas que me impressionaram. A primeira foi o ambiente que envolve a Morte. Como a tonalidade da situação muda completamente apenas com uma mudança no tipo de letra... Perfeito. A outra coisa foi a evolução das personagens. O crescimento de Mort até chegar à idade adulta é discreta mas acaba por culminar na sua libertação de funções de Morte. E à medida que o rapaz (Mort!) se envolve cada vez mais nessa tarefa que é matar pessoas, a Morte propriamente dita envolve-se cada vez mais nas tarefas humanas e acaba por ganhar um pouco de humanidade. Ambos os personagens ganham esta característica ao enfrentar situações que lhes eram desconhecidas, um movido pelo desespero de tentar solucionar o que fez mal (e que pode destruir a realidade) e o outro movido apenas pela curiosidade.
Entretanto, gags engraçadíssimos e comparações que não lembram ao diabo.
Recomendadíssima esta série de livros. O próximo que vou comprar será o Sourcery!
By : ladyxzeus
Danshi Koukousei no Nichijou
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Danshi Koukousei no Nichijou
Takamatsu Shinji - Sunrise
Anime - 12 Episódios + 6 Specials
2012
6 em 10
Ufa, há quanto tempo não via um anime até ao fim! Tenho estado em mãos com uma série de cinquenta episódios (em full-screen, porque é gira) de que falarei quando terminar, mas interrompi-a no episódio 20 para ver esta pequena série de comédia, recomendada pelo meu clube habitual: A Vida Diária de Rapazes do Liceu
Sempre é uma variação ao nosso usual fatia-de-vida que segue a vida diária de meninas fofas do liceu. Só que, como tinha de ser, a vida diária dos rapazes tem muito mais piada. A série é composta por pequenas secções que relatam situações pontuais da vida, coroadas sempre por um gag e uma punchline (gague e linhademurro) que trazem a piada. Às vezes.
Temos de admitir que é difícil classificar e criticar um anime de comédia, ou um filme de comédia, ou um livro de comédia, porque a dita cuja - a comédia - é inteiramente subjectiva. Há coisas que eu acho engraçadas e que outras pessoas não acham (por exemplo, caudas de cãezinhos) e coisas que as pessoas acham engraçadas e que eu abomino visceralmente (por exemplo, os mémés da intermete). Assim, sugiro que ao criticar o anime de comédia nos cinjamos aos pontos que utilizamos habitualmente (animação e arte, música, desenvolvimento). E também, muito importante, à eficiência da comédia: fez-nos rir? Então é bom. Porque o objectivo da comédia é fazer rir.
Assim sendo, posso dizer que A Vida Diária de Rapazes do Liceu é um bom anime. Porque me fez rir, algumas vezes, porque me entreteve ao longo de quatro horas e meia da minha vida. No entanto omito uma boa classificação devido ao resto dos pontos.
A animação é parca e pareceu-me pouco eficiente em algumas ocasiões. A mudança nos designs dos personagens para adicionar efeito cómico tanto funciona muito bem como é indiferente e foi usada tantas vezes que acabou por perder o efeito surpresa que tinha nos primeiros episódios. Existem poucas cenas de acção, pois isto é um anime sobre a vida normal, e as que existem são das brincadeiras dos rapazes. Não têm nada de especial, excepto que as coreografias exageradas trazem mais efeito de comédia (já disse esta palavra tantas vezes hoje).
Desenvolvimento da narrativa e personagens é completamente inexistente. Algo que não compreendi foi a relação entre as idades dos rapazes e das irmãs mais velhas e mais novas. Sendo que eles estão no segundo ano da escola secundária e as irmãs usam fardas, estão todos na escola secundária? Irmãos com uma diferença tão parca têm uma relação de autoridade assim tão grande? Não o poderei saber, tenho cinco anos de diferença da minha irmã e catorze da minha macaca. As situações, talvez tivesse achado mais piada a algumas se tivesse sido um rapaz de liceu. Mas nunca fui um rapaz de liceu e nunca poderei vir a ser, por isso não me posso identificar com algumas das coisas que aqui foram relatadas. Gostaria da opinião de alguém que tenha sido rapaz do liceu para saber se esta impressão é correcta ou não.
Musicalmente, nada a apontar no parênquima. A OP pareceu-me desadequada, mas a ED estava absolutamente hilariante, sobretudo pela animação que lhe corresponde. Vejam só!
Em termos de vozes, a do Gintoki é a que mais brilha. As vozes femininas são todas bastante irritantes e não se compreende porque é que falam todas aos gritos. O extra das Meninas do Liceu (são Funky) foi a parte que menos gostei. Apesar de achar interessante que muito poucas raparigas desta série têm cara. :3
Se um dia vos apetecer ver uma coisa leve e bem-disposta, aqui está uma opção.
By : ladyxzeus

