Rurouni Kenshin: Tsuiokuhen
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Rurouni Kenshin: Tsuiokuhen
Furahashi Kazuhiro - Studio Deen
Anime OVA - 4 Episódios
1999
8 em 10
Quatro episódios, como são quatro as estações do ano. Tuiokuhen, as memórias, é a prequela de Rurouni Kenshin, o samurai da nossa infância. Mas desta vez não é o Samurai-ai-ai-ai que nos fazia rir com as suas patanisquices. Esta é a história da sua origem, de como obteve a sua famosa cicatriz em cruz.
É um anime exemplar em todos os aspectos. A história tem as suas nuances, mas resume-se a um romance trágico. A evolução dos personagens faz este curto OVA valer a pena. Kenshin apresenta-se como um assassino sem dó nem piedade, quase sem alma, que cresce em função do amor de Tomoe, uma mulher que ele encontra uma vez na rua e que adopta como sua por força das circunstâncias. Esta, por sua vez, tem uma faceta vingativa, que empalidece perante os sentimentos que crescem na sua convivência com o assassino. É a paixão a força motriz de todo o anime e o seu culminar é mortificante, no sentido literal. É com esta história que nasce o Kenshin de muitos segredos que todos conhecemos e é esta história que o torna num personagem ainda mais interessante do que se poderia pensar inicialmente.
A arte é algo de extraordinário. Numa mistura de aguarelas com fotografias, dá-nos paisagens de uma beleza quase poética, que imprimem memórias de um Japão clássico como só o vimos na literatura. Temos algumas lutas animadas de excelente forma, mas elas não são o enfoque principal do anime. Sangue em grandes quantidades, mas a maneira como ele aparece não é desadequada nem exagerada, é algo que surge com naturalidade e como consequência dos sentimentos das pessoas envolvidas.
Tal como as paisagens, a música remete-nos para os sentimentos nipónicos, com grande ênfase nos instrumentos tradicionais do país. Está sempre enquadrada nas cenas e adiciona-lhes o tempero tão necessário para que o público partilhe das emoções transmitidas.
Pode ser visto por qualquer um, mesmo que não tenha visto a sequela original. Assim, recomendo vivamente. São duas horas que se passam muito bem.
By : ladyxzeus
Koutetsushin Jeeg
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Koutetsushin Jeeg
Kawagoe Jun - Actas
Anime - 13 Episódios
2007
5 em 10
Mais uma voltinha, mais um mecha genérico sem graça nenhuma!
Realmente, porque é que eu me ponho a ver estas coisas? A minha sorte desta vez é que eu não sabia que isto era uma sequela, então não me ocorreu sequer ver o original, que ainda por cima é dos 70s.
Então temos uns miúdos que andam de mota muita bem. E uma má muito má que faz rituais malévolos enquanto canta "jabajabajabajaba". Essa má muito má envia monstros super fortes e muito maus. Sorte destes miúdos que existem umas miúdas em fatos de latex que lhes acentuam as formas do corpo, dentro de aviões, que os ajudam a vencer os maus muito maus. E a mota transforma-se num robot todo colorido e com a força da amizade vão poder vencer! Já vimos esta ideia oito mil novecentas e cinquenta e três vezes na nossa vida. Já chega!
Nada na história ou nos personagens é original ou interessante. Os arquétipos são sempre os mesmos e as conclusões são sempre as mesmas.
A animação é decente, é certo, mas estamos a falar de um anime dos 00s. É de esperar que seja decente. É tudo muito épico, grandes explosões e mísseis de mamas (arma de destruição maciça muito prática, sugiro à Coreia do Norte que experimente). A música adiciona ao épico e é a parte mais divertida, porque é nostálgica e lembra o exagero dos 70s. Mas é parca, repetitiva e vulgar.
Ainda falta muito mecha nos meus planos de visionamento, mas espero sinceramente que não seja todo tão mau como isto.
By : ladyxzeus
Tatakau Shisho: The Book of Bantorra
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Tatakau Shisho: The Book of Bantorra
Shinohara Toshiya - Geneon Universal Entertainment
Anime - 27 Episódios
2009
6 em 10
(Que giro, vi dois animes do mesmo estúdio de seguida ^__^)
Eu vejo anime em quantidades copiosas. Especialmente ultimamente, que não tenho muito mais coisas para fazer. Mas só muito raramente é que um anime me prende de tal maneira que eu o vejo com atenção do início ao fim, sem me distrair com conversas no IRC ou outras conversas em sítios mais modernos. Finalmente, após tanto tempo, aqui está um anime que me divertiu do início ao fim! E agora é altura de perguntarem: "então se gostaste porque é que lhe deste uma nota tão mediana?" E eu respondo, como sempre digo: não precisamos de gostar só de coisas boas e há coisas boas que não precisamos de gostar. Este anime encaixa-se no primeiro estatuto.
Book of Bantorra passa-se num universo paralelo quase fantástico, mas não exactamente (porque continua a ter aviões, como os universos normais). Neste mundo, as pessoas quando morrem transformam-se em livros de pedra que, ao ser tocados com as mãos nuas, revelam toda a vida da pessoa. E existe uma biblioteca, a Biblioteca de Bantorra, onde guardam esses livros. E existem os Bibliotecários Armados, que são quem toma conta da biblioteca. Entretanto, existe uma igreja do sétimo dia "vamos afogar-nos nas graças de deus" que tem uns atritos com os bibliotecários de Bantorra. A história é-nos revelada sobretudo em flashbacks, isto é, pessoas que lêem os livros umas das outras, e a narrativa está dividida em pequenos arcos que se dedicam um pouco a cada uma das personagens mais importantes. Por vezes a história parece pouco fluída, com uma transição pouco clara, sobretudo entre cada arco.
Os personagens são interessantes, mas apenas Hamyut, a bibliotecária directora, sofre evolução. Evolução essa totalmente dependente dos flashbacks do seu passado. Todos os outros estão bem definidos à partida, sobretudo pelos seus poderes, sofrendo alguns um bocadinho mais de pintura interior nos seus arcos. No geral, gostei de toda a gente e estava sempre à procura de um que fosse um bocadinho mais denso para ver se podia fazer cosplay dele. Mas não, não tenho ideias para nenhum. A Ireia mais nova fascinou-me (ia ser tão difícil fazer semelhantes roupagens!) mas não posso fazer nada com ela num palco, por isso fica para outra pessoa que se lembre. :3
A arte é muito díspar. Temos grandes momentos de animação, com lutas excelentes, mas por outro lado temos outras cenas ridiculamente mal feitas, sobretudo quando há uso de CG. Logo no primeiro episódio, aqueles barcos mais pareciam caixas de cartão. Os designs de personagens são engraçados, mas continua a fazer-me espécie que... Bem... Se todos os bibliotecários têm uma farda porque é que os personagens principais podem usar a sua própria roupa? E porque é que têm de ser todas tão mamalhudas?
Musicalmente, nada de especial: uma música coral, uma música com uma gaja da ópera, um piano, um violino e tá feito. Nenhuma das duas OPs ou EDs me prendeu especialmente, apesar da primeiríssima animação da OP ser muito interessante. A música chegava a ser anti-climática e era muito repetitiva.
Enfim, uma série que eu adorei, mas à qual não posso dar uma nota superior ao 6. Seis significa, claro está, "na média". Mais uma vez a prova fatal de que nem tudo precisa de ser bom para ser divertido! =D
By : ladyxzeus
Gun X Sword
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Gun X Sword
Taniguchi Goro - Geneon Universal Entertainment
Anime - 26 Episódios
2005
6 em 10
Então estava eu muito contente a ver um anime que parecia um western. Tinha tudo para ser um western. Mas de repente, aparecem mechas. O que me leva a questionar a validade da minha Plan to Watch actual (era para dizer "nova PtW", mas já não é nova, já ando nela há um par de meses). Eu sabia que tinha mecha, mas nunca imaginei que tivesse tanto. Enfim, não se podem só ter coisas boas. Não é que eu desgoste de mecha, mas mecha à paulada já cansa um bocadinho.
Este anime fala de uma arma e de uma espada. Aliás, das pessoas que as carregam. São elas uma miúda que procura o seu irmão mais velho e um homem à guisa de anti-herói que procura vingar a sua noiva, assassinada no dia do seu casamento por um homem conhecido por "Claw" (porque só o conseguem reconhecer pela garra que ele tem em vez de mão). Seguem por um universo desértico, com cidades perdidas pelo meio como oásis, onde têm aventuras e vão descobrindo a história por trás do malfeitor. Nisto o anime é interessante, no universo, apesar de ser muito (muito) semelhante a Trigun. Não é original, mas é giro e cada cidade tem um conceito muito bem definido que por vezes é muito divertido. Os personagens também não têm nada de original, quer na personalidade quer no design, mas têm os seus momentos. Por vezes, são mais interessantes os personagens secundários do que a espada e a arma, diga-se de passagem.
E diga-se de passagem também que este anime tem uma das mascotes mais fofas de sempre, uma tartaruga que é uma jóia, que é um colar e anda pendurada ao pescoço da miúda e que faz uns barulhinhos fofinhos (pouco naturais para tartaruga, é certo)
A animação é bastante fluída e os designs dos mechas são originais e divertidos (especialmente aquele com cara de gato). Temos algumas cenas de luta muito bem coreografadas, mas por vezes um excesso de brilhantina tira o realismo às situações.
Em termos musicais não me pareceu nada de extraordinário, apesar de a música ser variada. Temos não uma, nem duas, mas SEIS EDs! A OP estabelece um ritmo de western que depois não é entregue, como visto anteriormente. No meio, umas cordas épicas para as lutas e pouco mais. Muito insosso.
No geral um anime divertido, mas não o suficiente para eu o recomendar.
By : ladyxzeus
Allison & Lillia
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Allison & Lillia
Nishita Masayoshi - Madhouse Studios
Anime - 26 Episódios
2008
6 em 10
Ora aqui está um anime que podia ter sido muito giro. Mas que, por uma razão ou outra, não conseguiu. Manteve-me focada a cem por cento durante os primeiros seis episódios. Depois perdeu-se.
tudo começa com o conceito. Estamos no ano três mil e troca o passo. Mas conduzimos biplanos e sidecars. Porque não estabelecer isto na época correcta? Será que iremos regredir no futuro, só para ser giro? Nada o indica. Enfim. Temos dois países em guerra e dois adolescentes envolvem-se na busca de um tesouro que poderá acabar com a guerra, de biplano. São eles Allison e Wil. Descobrem o tesouro muito rapidamente, em quatro episódios ou o que o valha. Diga-se de passagem que o tesouro não é nada de especial nem de impressionante e que só nos desenhos animados é que graças a uma coisa destas acabaria a guerra. Um casal de palestinos num biplano devia ir procurar um tesouro igual, tudo estaria solucionado! Depois descobrem uma princesa e depois passa para a segunda parte, a parte de Lillia. Que é
[nãoháspoiler]
A filha de Allison e Wil. Note-se que Wil, convenientemente, morre quando ela é pequena.
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E desenvolve-se uma história em tudo semelhante à da primeira, parte, excepto com outros personagens. A história, como se pode ver, podia ter o seu interesse se se focasse nos dramas políticos com mais seriedade, mas é tudo demasiado leve para ser levado a sério.
Os personagens estão bem caracterizados ao início, especialmente Allison, mas não saem do mesmo sítio. Os filhos são recortes da caixa dos chocapitos. E, facto interessante, nestes dois países a quantidade média de habitantes deve ser de 10 a 15 pessoas, porque são todos filhos uns dos outros.
Em termos de animação, temos muitas perseguições como cenas de acção. Perseguições de aviões de todos os feitios, de motas com sidecar, de jipes, de comboios, temos meios de transporte para todos. O CG só funciona de vez em quando e a maior parte das vezes está enfiado a martelo de uma forma muito desagradável.
De música, só a OP se aproveita. É muito bonita e caracteriza bem a série. O parênquima quer dar uns ares de "sou muito épico", mas falha quando associado à animação.
É uma série leve e divertida, mas inconsequente. Agora percebo as pessoas que desistiram dela no episódio 6.
By : ladyxzeus
Quem Tramou Roger Rabbit
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Quem tramou Roger Rabbit
Robert Zemeckis
Filme
1988
7 em 10
A propósito da Monstra, Festival de Animação, passei a tarde toda no Cinema S. Jorge. Perdi o filme de anime, porque cheguei meia hora depois de ter começado, mas vi o Roger Rabbit. Que é um filme que sinceramente não me importo nada de ir ver no cinema, porque sempre gostei dele.
Um policial com um twist: os desenhos animados são pessoas. Pessoas loucas, mas pessoas vivas. Valiant é um detective privado que já teve melhores dias e que um dia tem de ir tirar umas fotos pornográficas à mulher do Roger Rabbit, um coelho toon. Depois alguém morre, Roger é acusado e o detective protege-o e esconde-o enquanto tenta perceber quem é o verdadeiro vilão da história. O resultado é um filme divertidíssimo.
Groundbreaking (partidor de chão) na utilização de animações que interagem com actores e objectos, é um excelente exemplo das coisas que se podem fazer com desenhos. Foram precisos muitos animadores para fazer isto, mas cada detalhe está no sítio certo e até coisas difíceis, como a cena do candeeiro, foram conseguidas.
Os actores verdadeiros não estão a fazer nada fora do comum, mas funciona. As vozes dos desenhos também funcionam. E é o conjunto que trás um resultado divertido.
A única coisa que eu não gosto deste filme é que os desenhos são todos "toons" antigos e eu não aprecio toons. Não acho graça a coisas que caem e se magoam. E Roger Rabbit passa o tempo a dizer que os desenhos animados foram feitos para rir e isso não é assim tão verdadeiro.
Depois do Roger Rabbit ainda vi a sessão de competição das Curtíssimas, Super Shorts. Foram 72 minutos e eu estava a ver que nunca mais acabavam. Porque quando digo Curtíssimas... São mesmo curtas. Com 30 segundos. A dois minutos. Bom para ver no youtube, mas numa sala de cinema, dezenas delas umas a seguir às outras, já me estava a alucinar. De qualquer forma, a minha preferida chamava-se Woof Woof e era com quadradinhos e triângulos. Perdi o lançamento da revista Banzai porque fui lanchar, mas estava lá uma exposição.
Gosto sempre de ir à Monstra, vou todos os anos. Talvez para o ano finalmente vá acompanhada. Quizas quizas quizas
By : ladyxzeus
Arve Rezzle: Kikaijikake no Yoseitachi
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Arve Rezzle: Kikaijikake no Yoseitachi
Yoshihara Tatsuya - Zexcs
Anime Special - 1 Episódio
2013
6 em 10
Afinal de contas, o que é isto? É uma light novel que se tornou special, um episódio de 20 minutos sem consequências, animado por uma das revelações que trabalhou em Sket Dance. Lançado na niconico, pelo que indica a watermark no vídeo.
Bom, infelizmente isto é - como disse - apenas um episódio de 20 minutos. Se fosse uma série teria muito potencial. A história é complexa e envolve almas que trocam de corpo e ficção científica. Os personagens têm potencial para crescer. Este special fez um bom trabalho a apresentar a história e as personagens, mas deixa-nos com vontade de desenvolvimento.
A animação é bastante boa, com uma utilização interessante de texturas e cenas de acção envolventes, quiçá um pouco confusas porque não nos apresentaram as "formas de lutar" deste universo convenientemente.
Gostei bastante do trabalho dos voice actors, mas a música não é nada de extraordinário, com uma ED meio punkosa sem graça nenhuma.
Enfim, uma pena que seja só um episódio. Pode ser que façam mais.
By : ladyxzeus