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  • Wicked

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    Wicked
    Jon M. Chu
    2024
    Filme
    5 em 10


    Inspirado no musical, que por sua vez foi inspirado nos livros de Gregory Maguire (que li há anos e gostei imenso), este é um filme cheio de música e cor que nos fala sobre a revolução de Oz, iniciada pela bruxa verde Elphaba.

    No entanto, este filme passa-se num ambiente escolar estranho e as alterações feitas às personagens desapontaram-me de uma maneira tal que não consegui suportar. Desde quando é que o Fiyero anda aos pulos a dançar e a cantar? Não faz sentido nenhum.

    As músicas também não me emocionaram, apesar das performances fantásticas das actrizes, e a parte que no fundo consegui apreciar foi apenas o guarda roupa e caracterização.

    Foi um filme que me desapontou imenso, mas ao menos dá oportunidade a mais pessoas de conhecerem a história fabulosa de Wicked.

  • A Lion among Men

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    A Lion among Men
    Gregory Maguire
    2008
    Romance

    Este foi sem dúvida o livro que mais me desapontou da série "Wicked Years", que agora terminei.

    Este volume fala de Brrr, o Leão Cobarde, que agora é funcionário público em busca de um livro misterioso. Conta-nos o seu passado, desde que ele se recorda, as aventuras que teve e que lhe deram o ápodo de cobarde. E isto é, simplesmente, muito estranho.

    Porque este leão é humano. 

    É certo que ele é um Leão, isto é, um leão que fala. Mas mesmo assim os seus comportamentos não são de animais. Nesta narrativa ele perde as suas características físicas animais, como os sentidos apurados, a força bruta, tudo o resto, apenas se lembrando delas ocasionalmente.

    Para além disso, existe uma perturbadora cena de sexo entre felinos de grande porte.

    A trama política adensa-se e começa a tornar-se extremamente desagradável. Porque, como toda a fantasia, tudo culmina em guerra megalómana. Qual a necessidade disto?

  • A Bruxa de Oz

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    A Bruxa de Oz
    Gregory Maguire
    1995
    Romance Fantástico

    Desde que vi este livro numa livraria que tinha vontade de o ler. Assim, quando apareceu no BookCrossing não perdi a oportunidade. É um livro longo e complexo e não tenho a certeza se gostei dele ou não, embora tenha estado estes quinze dias absolutamente imersa no seu universo.

    O Feiticeiro de Oz é um livro infantil muito simples, bastante chato diria até. Mas o universo de Oz, este país estranho, tem muito para explorar. Pegando na personagem da Bruxa Má do Oeste, o autor faz precisamente isso. Oz passa a ser, então, um universo altamente politizado, apesar de ter as suas características fantásticas.

    O livro está dividido em quatro partes. Na primeira, acompanhamos a infância de Elphaba, a Bruxa, uma menina estranha, de cor verde. Depois, podemos vê-la na universidade, onde conhece Glinda, que virá a ser a Bruxa Boa do Sul e uma série de outros amigos. Neste momento acontece o primeiro momento altamente político e altamente confuso: a luta pelos direitos dos Animais (animais com consciência). O grande problema é que os personagens têm elevadas conversas filosóficas e teóricas sobre este assunto. No entanto, o assunto é-nos estranho, a nós que somos do Planeta Terra e não de Oz. Portanto, torna-se bastante difícil de acompanhar estas conversas. A terceira parte, e para mim a mais interessante, é a história de amor, num ambiente escondido e revolucionário. A imagética desta parte tem uma grande simplicidade e beleza, pelo que foi a que gostei mais. Finalmente, Elphaba retira-se do mundo e torna-se a Bruxa Má. Numa quinta parte que serve de epílogo, em que aparecem as personagens que conhecemos do conto original, tudo me pareceu extremamente confuso, como se Elphaba tivesse ficado bêbada para sempre e perdesse completamente todas as características que foi obtendo ao longo do livro.

    Tudo isto está escrito com uma linguagem bastante confusa, com muitas palavras estranhamente desnecessária. As descrições não são especialmente ricas e ficamos apenas a aprender o aspecto das coisas quando os personagens se referem a elas.

    É um livro um pouco bizarro, mas que certamente me marcou, pois vou lembrar-me dele durante muito tempo.
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