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  • Invitation to a Beheading

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    Invitation to a Beheading
    Vladimir Nabokov
    1935
    Romance

    Conforme vamos descobrindo, Nabokov é maluco. Este é mais um livro doido de um autor doido, desta feita sobre um homem que vai ser decapitado, mas não sabe quando.

    Este homem está preso por um crime misterioso e está condenado à morte. Todos os dias o seu captor lhe leva novidades, jornais, pessoas e visitas. E Cincinnatus, esse homem, quer apenas saber quando será a sua execução, pois os vários Cincinnatus dentro dele estão aterrorizados em maior ou menor escala.

    O livro é divertido na sua estranheza, com uma escrita leve e altamente irónica. Pretende-sem,, tyalvez, como uma análise do medo, uma elegia ao terror. O final é revelador e um profundo alívio perante todo o stress porque passámos, nós e Cincinnatus, até lá chegar.

    é uma leitura bastante simples, mas com muito mais dentro dela do que nos possa parecer à primeira vista. Talvez um dia o releia, para apreciar melhor estas diferenças.

  • Fogo Pálido

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    Fogo Pálido
    Vladimir Nabokov
    1962
    Romance 

    Foi o primeiro livro do autor que li depois de "Lolita", que passou pelas minhas mãos há muitos anos atrás. Cheguei à conclusão de que o pobre Vladimir não regula muito bem da pinha.

    Um livro muito recordatório de Joyce, pela forma de escrita e, talvez, pelo tema abordado, relata-nos uma estranhíssima história de um poema, um poeta e um misterioso reino do norte e sua família real.

    Shade, um poeta famoso (penso que inventado) escreveu o poema "Fogo Pálido". Agora, um dos seus mais próximos amigos (supostamente) decidiu publicá-lo acompanhado por uma análise detalhadíssima. No entanto, esta análise trata quase em exclusivo daquilo que o amigo influenciou no poema. Isto é: conta a história do amigo como se o poema tivesse sido escrito para ele. O que é muito estranho, porque o poema não se pode interpretar dessa forma, mesmo que seja inventado, mesmo que não exista. Fala simplesmente de outros assuntos!

    Mas o analista insiste que o poema é sobre ele e sobre o seu fantástico e amado reino de Zemla, onde houve grandes acontecimentos relativos à deposição e fuga do rei, que se vem a saber muito mais tarde que terá mais influência na vida do autor do poema do que possamos imaginar.

    Nabokov inventa palavras e frases, inventa uma história que, não fazendo sentido, é muito engraçada. Portanto, para quem só conhece a sua obra mais popular, sugiro que tentem este livro. Irá certamntew surpreender-vos!

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