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À Porta da Eternidade
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À Porta da Eternidade
Julian Schnabel
2018
Filme
8 em 10
Um filme sobre os últimos anos da vida do pintor Vincent Van Gogh, interpretado por Willem Dafoe. Uma viagem desesperante e brilhante pela visão do pintor.
Van Gogh, pintor apaixonado pela sua arte mas completamente desconhecido, decide afastar-se do ambiente urbano de Paris para se fixar numa aldeia do sul de França, de forma a dedicar o seu tempo à pintura e à apreciação do que o que a natureza tem de mais belo. Mas nem tudo corre bem, pois Van Gogh tem uma doença e o vício da bebida, que o fazem ter episódios amnésicos em que se torna violento e irracional.
Filmado de forma quebrada, tal e qual a visão de uma pessoa, é um filme que nos permite uma tentativa para entrar dentro dos detalhes dos ideais do génio. Percorrendo com Van Gogh os planos naturais maravilhosos, ficamos a conhecer toda uma ideia do que é a arte e de como devemos e podemos trabalhar a arte.
Assistindo ao nascimento das pinturas que mais tarde se tornariam ícones famosos, podemos espreitar a cabeça do pintor e acreditar que assim ele pensava e assim ele fazia.
Um filme delicado e doloroso, que recomendo.
By : ladyxzeus
Loving Vincent
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Loving Vincent
Dorota Kobiela e Hugh Welchman
2017
Filme
6 em 10
Supostamente, o "primeiro filme inteiramente pintado à mão"! Mas uma real mentira!
Passado um ano após a morte do pintor, Vincent Van Gogh, conta a história de um jovem chamado Armand, que está em busca da verdade sobre a morte daquele. Ele dirige-se aos lugares onde o pintor passou os seus últimos tempos e fala com diversas pessoas sobre o assunto, desenvolvendo a sua própria teoria da conspiração que, por sinal, não tem pés nem cabeça. O filme, em vez de falar do problema real do pintor, uma depressão profunda associada a outras doenças mentais e, possivelmente, estágios finais de sífilis, decide fazer de Van Gogh uma pessoa encantadora e maravilhosa que estava em paz com a vida. O que não é verdade, segundo consta.
Agora, falemos da animação. Supostamente brilhante, dizem eles. 65000 quadros pintados à mão para fazer este filme. E sim, há muitos quadros em pintura a óleo usados neste filme. Mas são todos postos em cima de actores, com rotoscópio! Batota! Mentira! Inteiramente pintado à mão é muito fácil, quando se tem tratamento digital em cima! É certo que temos cenas espectaculares em termos de movimento, mas na maior parte do tempo, há uma fraquíssima integração dos personagens no cenário (olhando para cada cena sabemos, exactamente, quais dos elementos se vão "mexer") e o tratamento da pintura sobre imagem fotográfica está bastante incapaz, pois é demasiado realista.
Os diálogos são fracos, pouco apropriados para a época, e a dobragem tão americana soa mal. O actor que faz de Van Gogh torna Van Gogh no pateta da terra, todo cheio de inocência e coitadice.
Um desapontamento e um filme mentiroso.
By : ladyxzeus
