Mostrar mensagens com a etiqueta thomas mann. Mostrar todas as mensagens

  • Viagem Marítima com Dom Quixote

    0
    Viagem Marítima com Dom Quixote
    Thomas Mann
    1934
    Livro de Viagens
    Pequeno livro recebido através do BookCrossing, que li numa assentada.

    Fala da primeira viagem de Thomas Mann aos Estados Unidos, mais concretamente da sua viagem de barco. Todos os dias ele escreve uma missiva sobre a sua vida dentro do paquete, acompanhado de um livro amado por todos: "D. Quixote".

    As suas impressões sobre a viagem são curiosas e belas, mas a sua análise do D. Quixote é apaixonante e dedicada, mas sem qualquer tipo de pretensão. Neste caso, vale a pena a pureza da escrita, que é tão boa que simplesmente não conseguimos deixar de ler o livro.

    Não gostei de estar sempre a ser interrompida por fotografias de barcos.
  • Tonio Kröger

    0
    Tonio Kröger
     Thomas Mann
    1958
    Romance

    Finalmente, o último livro que recebi no meu aniversário, desta feita cortesia da minha irmã e da minha mãe (a prenda é da primeira, mas foi a segunda que o foi comprar e escolher) :)

    Um dos primeiros romances do génio de Thomas Mann, fala sobre as complicações da vida de um rapaz que anseia ser escritor e acaba por se tornar um deles. No entanto, ele continua sempre a ser um burguês, pelo que para se afastar desse conceito acaba por se ir isolar numa estância de férias na Dinamarca. Lá, é mais uma vez confrontado com os desejos do seu passado.

    Escrito com grande mestria, este curto livro tem muita força pelo seu personagem principal. DE certo modo, identifiquei-me muito com ele. É um personagem pleno de dúvidas e questões sobre a sua existência, no mundo e em sociedade, e qual o lugar que pode encontrar para si próprio num universo onde tudo sobre ele é estranho e onde ele próprio se sente uma criatura bizarra e diferente, perante o fascínio que sobre ele exercem as "pessoas exemplares" que imagina na sua cabeça.

    Assim, temos uma dicotomia entre o que é real no personagem e aquilo que ele procura tornar-se através da sua escrita. Sai frustrada sua tentativa?

    Terão de ler para saber. :)
  • A Montanha Mágica

    0
    A Montanha Mágica
    Thomas Mann
    1924
    Romance

    Este livro foi-me oferecido no Natal, com a recomendação de que o lesse nas férias. Ora, como não tenho férias este ano, achei por bem lê-lo como leio todos os outros livros: quando posso, nos transportes e na minha hora de almoço. Isto levou o seu tempo, já que o livro tem umas meras oitocentas páginas. Uma verdadeira montanha. E mágica!

    Devo dizer que há muito tempo que não lia algo que me envolvesse tanto e de que, realmente, gostasse tanto.

    Hans Castorp é um jovem alemão que não tem grande interesse no mundo que o rodeia. Antes de começar a trabalhar numa indústria de navios, vai passar umas férias de três semanas a um sanatório nas montanhas alpinas, onde se encontra internado o seu primo Joachim. Passam-se lentamente essas três semanas, passa-se lentamente o ano seguinte e, quando damos por nós, passaram-se sete anos.

    Critica à sociedade vigente, sociedade que aprovaria a apatia representada pelo nosso personagem original, é um livro que explora em muito detalhe vários temas, como a política, a medicina e o fascínio pela morte,  a religião e por aí em diante. O tratamento destes temas acontece quando Hans Castorp conversa com os seus companheiros de sanatório, que acabam por se tornar seus amigos. 

    Acredito eu que cada um dos membros deste sanatório multi-cultural é representativo de um país, sem no entanto o estereotipar. Assim, temos tanto a pedagogia italiana como o fascínio exótico russo, em conversas marcantes e extremamente educativas. Estes personagens podem ser simbólicos, mas a verdade é que têm muita densidade e muita personalidade. Têm alma e irei recordá-los sempre com carinho, pois eu própria me senti como se vivesse naquele sanatório e eles fossem os meus companheiros e amigos.

    Termina numa constatação pacifista, apesar de negativa, critica da guerra (a única coisa que nos poderá livrar do tédio generalizado)

    Um livro que amei de paixão e que não deixarei de recomendar.

    fica a curiosidade de que a primeira vez que li Thomas Mann foi aos quinze anos. Nessa altura (o livro era "José e seus Irmãos") achei chatérrimo e horrível, odiei. Realmente há idades para se lerem os livros. :p
  • Copyright © - Não me Apetece Estudar

    Não me Apetece Estudar - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan