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  • First Squad: The Moment of Truth

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    First Squad: The Moment of Truth
    Ashino Yoshiharu - Studio 4ºC
    Anime - Filme
    2009
    6 em 10


    Vi este filme curto enquanto esperava que aparecesse o homem para ler o contador da água. Nunca apareceu.

    Estamos na segunda guerra mundial e os Alemães, como sempre, têm um plano maléfico: vão ressuscitar um cavaleiro negro para vencer a guerra. Para o evitar temos uma equipa de russos que vai lutar contra isso.

    Com uma animação sublime e cenas de acção espectaculares, este filme é um gozo para os olhos. Mas fora isso, não temos muito mais. A história é muito improvável, os personagens não tèm tempo para se desenvolver, e as suas relações não estão bem estabelecidas.

    Mas lá que é um regalo visual, lá isso é.

  • Children of the Sea

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    Children of the Sea
    Watanabe Ayumu - Studio 4ºC
    Anime - Filme
    2019
    7 em 10

    Este anime foi sugerido no Amigo Secreto/Roleta da Geringonça.

    Este filme é sem dúvida mágico. A arte é simplesmente maravilhosa, com paisagens lindísissimas e um design de personagens muito 70s shoujo, que adoro. 

    O filme falha um pouco em termos narrativos, sobretudo todos os conflitos que são passados em "terra", que começam a desenvolver e acabam por concluir de forma muito abrupta. Além disso, acho que merecíamos uma explicação mais clara sobre as "crianças do mar", o que me deixou um pouco frustrada.

    Penso que estes assuntos são clarificados no manga, que já adicionei para ler no futuro. 

  • Berserk: The Golden Age Arc

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    Berserk: The Golden Age Arc
    Kuboota Toshiyuki - Studio 4ºC
    Anime - 3 Filmes
    2012
    7 em 10

    Desde que vi o anime original de Berserk, há tantos anos atrás, sempre fiquei fascinada com o conceito deste anime. Assim, agora que tive a oportunidade de ver os filmes, aproveitei para os ver na televisão bem grande e bem acompanhada.

    Esta história de Berserk é épica e aterrorizante, na medida em que o envolvimento das personagens torna a narrativa tanto fascinante como assustadora na sua conclusão. Com estes três filmes podemos ver a verdadeira conclusão do Golden Age Arc, com a cena do eclipse que é realmente espectacular e de uma violência absurda.

    A animação requer algum tempo de habituação, pois a mistura entre CGI com cell-shading e cenários tradicionalmente pintados pode parecer um pouco estranha. No entanto, assim que entramos neste universo e aceitamos tudo tal como é, conseguimos perceber que está aqui um valor de produção extraordinário.

    Fiquei muito ansiosa por ver a season de 2016, que já sei que não é muito boa, e por ler o manga que vou adicionar à minha sempre crescente TBR.

  • Eikyuu Kazoku

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    Eikyuu Kazoku
    Morimoto Kouji - Studio 4ºC
    Anime - Filme
    1997
    5 em 10

    Vi este filme de meia hora com o Qui. Um pouco alucinante, mas demasiado exagerado para que funcione devidamente.

    Crítica aos reality shows tão em voga, "Eternal Family" é sobre uma família que - qual Kardashian - tem o seu próprio reality show. Estão fechados numa casa e não fazem ideia que a sua vida diária está a ser gravada e passada em directo em todas as televisões. No entanto, um dia a sanita entope e eles vêem-se livres, no mundo cá fora. Mas todos os querem apanhar.

    Este anime é uma explosão de cores e texturas, tão exagerada que chega a ser desconfortável para os olhos e para o cérebro. Os personagens não possuem qualquer característica sem ser as apresentadas logo ao início, tal como não existe qualquer desenvolvimento. O filme aparenta ser apenas um show-off de técnicas que nem por isso estão muito bem usadas, sendo que o resultado final é uma confusão histérica que não traz nada de novo no seu contexto.

    Mais um anime de piadas sobre cócó.
  • Mahou Shoujo Tai Arusu

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    Mahou Shoujo Tai Arusu
    Ashino Yoshiharu - Studio 4ºC
    Anime - 40 Episódios
    2004
    7 em 10

    Sem dúvida um dos melhores animes que vi nos últimos tempos. Com um estilo alternativo e uma história curiosa, é o tipo de anime que nos mostra um universo único e fascinante.

    Arusu é uma miúda que acredita na magia e nas coisas boas que ela pode trazer. Mas, assim que se vê transportada para um mundo de bruxas e feiticeiros, a primeira coisa que faz é, claro está, porcaria... Ela liberta as fadas que as bruxas tinham cativas, por acreditar que não é justo aprisioná-las. Mas essa libertação faz com que a caça às fadas, pela parte de todos os habitantes deste mundo, comece a ficar descontrolada. Porque há quem as queira usar para fazer magia negra e isso pode levar à destruição do mundo!

    A história é muito original, sem nenhum tipo de estrutura repetitiva que a torne previsível. Na verdade, acaba por se tornar numa viagem de Arusu pelo universo em que se encontra, quer seja buscando as fadas ou lutando contra vários tipos de feiticeiros. Assim, a história funciona - de certa forma - como uma forma de mostrar o universo. Este é, sem dúvida, um dos lugares mais criativos que tenho visto em anime. Para começar, existem regras estabelecidas e detalhes que tornam a vida deste lugar único e muito realista. Podemos ver que há vários tipos de pessoas, com várias funções, vários tipos de facções opostas mas também de aliados. É um universo riquíssimo e cheio de pequenas coisas fascinantes, habitado por pessoas que, dentro do contexto, são realistas mesmo sendo únicas.

    As personagens estão bem caracterizadas, tendo personalidades únicas e características que potenciam o desenvolver da história. Talvez a personagem mais fraca seja mesmo Arusu, a principal, pois a sua atitude positivista em relação aos poderes mágicos acaba por ser um pouco repetitiva. As suas amigas têm muito mais desenvolvimento, tendo em conta a sua caracterização inicial, o que acaba por ser altamente estimulante. E, para além deste trio, existem muitas outras personagens que não são deixadas para trás, sendo-lhes dados passados e futuros que nos deixam sempre com vontade de saber mais sobre elas.

    Para tudo isto funcionar, temos um estilo único e designs originais e espectaculares. É anime, mas com um estilo que não é anime. Existem cores por toda a parte e os traços angulares funcionam extremamente bem. Infelizmente, existem momentos em que a animação poderia ter estado muito melhor, o que apenas demonstra que apesar de tudo este anime não teve um grande valor de produção (note-se que são 40 episódios, mas com 11 minutos cada um). Há muitas cenas estáticas e no geral pouco detalhadas em termos de movimentos. O mesmo não acontece com os cenários, que são altamente complexos e que nos levam a querer saber cada vez mais acerca deste mundo fantástico.

    Musicalmente, temos alguns temas instrumentais que nos dirigem para a acção, que acaba por ser comprometida pelos defeitos da animação que referi anteriormente. A OP é pouco clara, mas a ED é carinhosa.

    Um anime extremamente original, acessível para todos. Recomendo vivamente.

  • Detroit Metal City

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    Detroit Metal City
    Nagahama Hiroshi - Studio 4ºC
    Anime - 12 Episódios
    2008
    9 em 10

    Estamos em casa, não temos ideias do que ver e eu lembro-me... Que nos podemos rir bastante. Então coloco a sacar um dos meus animes de comédia preferidos: Detroit Metal City! Atenção, têm de dizer isto de maneira vocalmente agressiva. Já é a terceira vez que vejo este anime e a verdade é que nunca me canso de o ver!

    Negishi é um rapaz da aldeia, uma pessoa querida e simples que tem um sonho: criar uma banda de pop sueco. Assim, vai para Tóquio de forma a poder cumprir com o seu sonho e viver a vida hipster que sempre sonhou. Infelizmente, nem tudo corre bem... De alguma forma ele vê-se como o cabeça de cartaz de uma banda que representa tudo o que ele sempre abominou: DEATH METAL. E eles são os... DETROIT METAL CITY.

    Temos a fórmula perfeita para uma comédia contagiante e hilariante. Confesso: para mim é impossível parar de rir histericamente do início ao fim. As piadas e os gags baseiam-se essencialmente no nosso personagem principal, um rapaz simples que, no fundo, tem um distúrbio de personalidade. Nas piores ocasiões, ele tem de se transformar em Krauser II, o líder da banda mais horrífica do momento. E a forma como ele lida com estas transformações, com a sua dupla vida, é de morrer. No fundo, é a luta de uma pessoa que tenta ser normal num mundo onde nada é normal. Ou, visto de outra forma, a maneira de colmatar a sua figura gentil com a de um terrorista do inferno. As duas imagens misturam-se e chegamos ao ponto em que deixamos de saber qual deles é o Negishi real: o hipster dos casacos de malha ou o psicopata dos dez FUCK por segundo.

    As situações são de tal forma improváveis, arrastando-se para um universo de absurdo e non-sense que, apesar de por vezes as piadas parecerem um pouco repetitivas, nunca deixamos de nos rebolar a rir com cada um dos momentos.

    Para além disso, este anime é uma crítica agressiva e acutilante ao universo da música indie, no Japão e não só. Vários grupos estão representados, cada um mais louco que o outro, e todos eles são ridicularizados. Não são só o indie pop e o death metal que são vítimas! E não são só os músicos que são vítimas! O anime faz questão de gozar com todo o tipo de fãs. Afinal de contas, grande parte do universo musical é feito por eles.

    Coroando todos estes temas, existe uma banda sonora original que, funcionando como paródia a cada um dos géneros, é também brilhante por si só. Apesar de as letras não fazerem qualquer tipo de sentido, se olharmos para elas com os nossos elitistas óculos do "coisas a sério", em termos musicais, melódicos e harmónicos, são músicas muito boas e que ficam na cabeça. Satsugai Satsugai!!

    A animação poderia ser a parte mais fraca do anime, mas a verdade é que este estilo, extremamente simples e ausente de detalhe, funciona na perfeição dentro do contexto. Como uma espécie de sitcom, os cenários diminutos transmitem na perfeição o ambiente dos concertos e quase que nos fazem desejar estar lá para participarmos da loucura.

    Assim, com um grupo de personagens louquíssimo (Presidente, estás na minha lista!), músicas cheias de brutalidade e situações do mais extremo bizarro, temos um anime perfeito para partir a barriga em gargalhadas numa noite qualquer, em que não haja nada para fazer.



  • Mind Game

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    Mind Game
    Yuasa Masaaki - Studio 4ºC
    Anime - Filme
    2004
    8 em 10

    Chegados a casa, não sabíamos que filme ver. Como tínhamos estado a falar deste filme enquanto esperávamos que o Capitão Falcão começasse (não sou só eu que vejo animus dentro do meu grupo de pessoal :v ) fui buscá-lo ao Nyaa para o vermos. Assim, também ensinei ao Qui sobre o Nyaa. Já tinha visto este filme umas três vezes no passado, mas de cada vez é sempre uma experiência diferente: o filme tem tantos momentos e tantos detalhes que é impossível lembrarmo-nos de todos.

    Tudo começa de uma forma calma: um rapaz encontra o amor da sua infância anos depois, indo jantar com ela. Quando são atacados por yakuza, ele é levado para um lugar onde nada existe: só ele e uma criatura sem forma a que chama de "deus". Depois de fazer um acordo com este "deus" (ou será o diabo?) Nichi, o rapaz, decide mudar a sua maneira de ver a vida. E a partir daqui desenvolve-se uma louca corrida de acção e uma aventura de contornos surreais em que os nossos personagens aprendem mais sobre si próprios, sobre o mundo que os rodeia e, afinal, sobre o que é realmente viver a vida e ser feliz.

    É um filme extremamente experimental, com um uso de variadas técnicas de animação, que explodem em cor e acção a todo o momento, dando azo a grandes situações psicadélicas, simplesmente loucas, um prazer visual intenso que nos leva a perceber realmente quem são estas pessoas, o que as levou até ali e o que elas desejam. À medida que a solidão os ataca, que o aborrecimento os mata, inventam sempre novas coisas para fazer, cada uma mais alucinante que a anterior, revelando no final aquilo que realmente desejavam para a sua vida e ganhando nova força para sair da situação em que estão e, realmente, lutar para que as coisas aconteçam.

    À primeira vista pode ser difícil de perceber quais os motivos destes personagens e o que os leva a ter estes desejos ocultos, pois a narrativa está quebrada em várias situações e os flashbacks são feitos de forma a mostrar apenas os elementos mais simples da vida diária, misturando memórias fortes do passado com momentos do quotidiano. Os eventos marcantes são repetidos ao longo do filme, o que por vezes pode ser um pouco aborrecido, mas o resultado final é tão imersivo que não deixamos de ficar a pensar no que foi realmente esta viagem.

    Um filme ácido.
  • Batman: Gotham Knight

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    Batman: Gotham Knight
    Vários - Vários
    Anime OVA - 6 Episódios
    2008
    7 em 10

    Foi-me recomendado há muito, muito tempo, pelo Pi. :) Ele gosta do Batima.

    Trata-se de um conjunto de animações experimentais, feitas por vários estúdios, nomeadamente: Bee Train, Production I. G., Madhouse Studios e Studio 4ºC. Todas elas se centram à volta do Batman, animando diversas histórias, com vilões diversos, e experiências mais íntimas que este personagem histórico e marcante vive ao longo da sua vida como protector da cidade de Gotham. É uma série de animações muito interessante, mesmo para quem sabe pouco ou nada sobre o Batman, que é o meu caso. Como são apenas seis, passo a enumerá-las:

    Have I got a Story for You
    Sem dúvida o que tem a animação mais divertida, com uma fluidez e rapidez de movimentos de fazer inveja a muito anime. Vários miúdos encontram-se e contam as histórias do seu encontro com o misterioso Batman. Em nenhuma delas ele é igual, numa voa, noutra transforma-se em sombras, chega até a ser um robot! É uma históriazinha um pouco surreal e infantil, que no final traz um grande sorriso.
    Crossfire
    Explora o lado policial do mithos do personagem. Acompanhamos dois polícias que debatem o significado da sua função, numa cidade assolada por gangsters e protegida por essa misteriosa figura de morcego. Demonstra a faceta protectora do personagem, numa cena recheada de acção.
    Field Test
    Falamos do arsenal de armas mirabolantes do nosso homem morcego. Desta vez inventam para ele um "afastador de metais", uma espécie de colete anti-bala que as repele. Esta história não é especialmente interessante, apesar da animação belíssima. Fica marcada por terem transformado o Bruce Wayne num bishounen, o que é uma experiência ligeiramente perturbadora.

    In Darkness
    Esta trata-se de uma aventura praticamente copiada dos livros aos quadradinhos, embora resumida. Batman procura os raptores de um certo cardeal benfeitor, vendo-se metido numa grande batalha dentro dos esgotos. Os vilões estão muito bem concebidos e são assustadores, sendo que as lutas estão resolvidas com mestria e inteligência, demonstrando o melhor da personagem.

    Working Through Pain
    Esta foi a minha preferida, pelo seu carácter filosófico e intimista. Bruce Wayne viaja até à Índia para o ensinarem a lidar com a dor. E na verdade ensinam. Mas será que isso é suficiente? É um episódio que dá que pensar.
    Deadshot
    Uma boa animação, mas talvez a história menos interessante. Trata-se de uma luta contra um mercenário que tem daquelas armas à distância, que está de olho no Tenente Gordon. Batman protege-o.
    Verdadeiramente, uma experiência interessante. Todos juntos, os episódios fazem pouco mais de uma hora. Força!
  • Chronus

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    Chronus
    Onda Naoyuki - Studio 4ºC
    Anime - Filme
    2014
    6 em 10

    Mais um filme do projecto Anime Mirai, que leva novos realizadores a grandes estúdios para produzirem um pequeno filme de forma a mostrar os seus talentos. Sobre os outros, até agora, poderão ler aqui.

    Um jovem tem a capacidade de ver deuses da morte, vulgo "shinigami". Perguntam-lhe se não vai interferir com o trabalho deles. E ele diz que não, até ao momento em que a sua amiga de infância - por quem está apaixonado - tem um acidente e a alma dela fica perdida. Nessa altura, ele vai salvar a alma dela.

    É um filme muito simples, com um final inconclusivo que poderia dar azo a uma série interessante. A história de amor é básica mas bonita, exponenciada pela música do final que é muito interessante. Mas de resto, não há muita coisa por onde pegar.

    A animação tem os seus momentos, nomeadamente o da perseguição com os corvos, e alguns efeitos visuais interessantes, sobretudo no início em que exploram as memórias tristes do nosso personagem. No entanto, até ele próprio explicar, nada nos indica que o seu poder, aquilo que o faz sofrer, é o facto de ver shinigamis. Ainda assim, temos fluidez bastante para nos entretermos durante vinte e cinco minutinhos.

    De todos os mini-filmes do Anime Mirai, achei que este é o que tem maior potencial para se tornar uma série com interesse shounenistico. Acho que vale a pena experimentar a ver se concordam comigo :)
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