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  • Gargantua e Pantagruel

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    Gargantua e Pantagruel
     François Rabelais
    Século XVI
    Romance
    Este clássico da literatura mundial chega-me às mãos de forma muito estranha, através do BookCrossing. Mas agora que estou com o Kobo activado, não perdi a oportunidade de o ler. Quem diria que seria uma colecção de seis romances, com aprofundadas notas editoriais, no total de mais de mil e quinhentas páginas! Meti-me na empreitada e foi uma das melhores aventuras literárias que tive nos últimos tempos!

    Pantagruel é, tal como o seu pai Gargantua, um bom gigante que gosta de vinho, comida e cultura. Com os seus amigos, visitamos lugares de estranha beleza, maravilhas da retórica, comidas deliciosas e pessoas muito diferentes.

    Mas tudo isto pontuado, aliás, encharcado, do olho crítico mais mordaz que o século XVI conhewceu. Rabelais, médico de profissão, várias vezes metido em problemas, observa a sociedade e a comunidade da sua época para os colocar no caminho do gigante Pantagruel e da sua justiça.

    Um livro hilariante, que me levou muitas vezes às lágrimas em transportes públicos!

    Apesar de, que eu saiba, não existir uma tradução para o português, vale a pena lê-lo em inglês ou, aceitando o desafio, mesmo no francês original.

  • Lazarilho de Tormes

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    Lazarilho de Tormes
    ???
    1554
    Romance

    Tendo conhecimento de que eu estava empancada na leitura do D. Quixote, um amigo decidiu oferecer-me este livro para me motivar. Trata-se de um volume muito curto, antecessor deste fundador do romance moderno, que conta a história de Lázaro de Tormes, um rapaz que se vê num desatino para encontrar um mestre bom e um rumo para a vida.

    Editado no século XVI, em Espanha, este livro representa o apogeu do chamado "romance picaresco", isto é, aquele tipo de romance que conta tipos de aventuras das pessoas normais, cheias de graça e de truques na manga. É precisamente isso que o nosso personagem faz ao longo de todo o livro: cada pessoa que encontra é vítima de partidas diversas, que beneficiam o personagem em todos os aspectos. No entanto, ele não faz isto por ser uma má pessoa nem nada que se pareça. Na verdade, ele é vítima de maus-tratos constantes, sendo sobretudo patente a fome que lhe infligem constantemente.

    É um livro cheio de graça que dá azo a umas boas gargalhadas. Também (mas isso pode ser mérito da tradução) está escrito numa linguagem muito corriqueira e, sobretudo, acessível. Isto é algo que nunca estamos à espera num livro tão antigo como este, em que acreditamos sempre que tudo vai ser Lusíadaco e muito difícil de compreender.

    Portanto, recomendo vivamente esta leitura, sobretudo para aqueles que também estão a enfrentar as aventuras Quixotescas. É sempre bom saber de onde vieram as coisas mais actuais!

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