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  • Pop Team Epic

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    Pop Team Epic
    Aoki Jun - Kamikaze Douga
    Anime - 12 Episódios
    2018
    8 em 10
    Este anime surgiu como sugestão no meu clube e confesso que, à primeira vista, não dava nada por ele. Mas surpreendeu-me, e como! Eu sou o tipo de pessoa que não se ri com nada e não tem qualquer tipo de sentido de humor no que respeita a anime, mas... Ia morrendo de colapso risonho com este!

    Pipimi (comprida) e Popuko (curta) são duas meninas na escola que irão viver muitas aventuras encantadoras. Ou talvez não. Com episódios muito curtos, com apenas 12 minutos cada um, temos uma sucessão de cenas curtas, absurdas, críticas e absolutamente hilariantes, que gozam com todo o tipo de coisa, todo o tipo de anime, todo o tipo de novela, todo o tipo de cultura pop. No entanto, fazem isso de uma forma suficientemente generalista que não consigamos detectar qual o anime com que gozam mas apenas qual o trope que foi vítima dos grandes rebolanços destas duas criaturas bizarras.

    Para além disso, temos uma animação insana, com um excelente aproveitamento dos (claramente) poucos recursos. Utilizando técnicas de animação originais, do stop motion ao digital, a equipa aproveitou-se do pouco que tinha para nos apresentar um resultado refrescante, histérico e provocador que nos faz rir às lágrimas! 

    Temos também uma selecção musical hilariante, com uma banda sonora recheada de dicas perversas.

    Adorei este anime e recomendo vivamente a quem queira passar umas horinhas a rir descontroladamente!
  • Aggressive Retsuko

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    Aggressive Retsuko
    Rareko - Fanworks
    Anime - 10 Episódios
    2010
    6 em 10

    A vida de trabalhador é impecável, fora o facto de ter de se trabalhar. E com o trabalho vêm os chefes chatos e os colegas chatos e aquele ambiente que nos leva ao desespero. Para Retsuko, uma pequena panda vermelha num mundo de animaizinhos, isto tem solução.

    A solução final: RAIVA

    Um anime muito curto, de dez episódios de um quarto de hora cada um, esta história da REtsuko furiosa foi distribuída na Netflix, para felicidade dos potenciais-fãs-de-anime que ainda estão por vir. Com uma narrativa simples e directa, acompanhamos as aventuras numa grande empresa, conhecendo a fundo os seus funcionários e os seus problemas pessoais.

    Com um conjunto de personagens memoráveis, Aggretsuko procura caracterizar os diversos estereótipos da sociedade japonesa actual pela caricatura. No entanto, esta é tão convincente e torna os personagens tão únicos e individualistas, que mais que uma qualquer paródia nos sentimos no seio da novela e do drama da vida social.

    A animação é muito simples, mas suficientemente convincente. O problema deste anime prende-se, pelo contrário, à sobre-repetição, em que as piadas e os acabamentos finais acabam por se gastar, fazendo com que a fonte de riso seque.

    Ainda assim, um excelente entretenimento! Ansiosa para ver mais!
  • Spaceballs

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    Spaceballs
    Mel Brooks
    1987
    Filme
    5 em 10

    Depois de irmos ao cinema, achámos boa ideia ver algo que não requeresse qualquer tipo de pensamento avançado para acompanhar. Assim, calhou mais um filme do grande Mel Brooks, embora este me tenha parecido claramente inferior aos outros que já tenho visto do autor.

    Spaceballs é uma paródia a Star Wars e a outros filmes de ficção científica. Seguindo mais ou menos uma linha narrativa semelhante, conta a história dos maléficos habitantes do Planeta Spaceball, que querem roubar todo o ar do Planeta Druid, de onde fugiu uma princesa, que se encontra com um fulano que anda de autocaravana no espaço e tem um amigo que é metade homem/metade cão.

    O filme é uma sucessão de piadas, sem deixar grande espaço para uma narrativa ou algum tipo de desenvolvimento de personagens. É certo que tem a sua graça, mas as piadas proto-judaicas rapidamente se tornam repetitivas. Apesar de tudo, é um filme altamente citável.

    O guarda roupa e os efeitos de maquilhagem talvez sejam a parte mais curiosa de todo o filme. Apesar de os efeitos especiais serem apropriados para a época, creio que teriam sido mais impressionantes se os valores de produção para eles tivessem sido dirigidos.

    De resto, os personagens e a história são pouco memoráveis. Fica a dica "I see your shwartz is as big as mine"

  • The Hitchhiker's Guide to the Galaxy

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    The Hitchhiker's Guide to the Galaxy
    Douglas Adams
    1979 - 1992
    Ficção Científica

    Este foi o último livro que me faltava ler do montinho adquirido na Feira do Livro. Já há muito tempo que queria ler este livro e até o tinha em versão digital no Kobo. Mas quando vi este volume "Ultimate", com os cinco livros e um conto extra, pensei que seria uma boa oportunidade.

    Os livros são independentes uns dos outros, de certa maneira, portanto falarei de cada um separadamente.

    The Hitchhiker's Guide to the Galaxy

    Arthur Dent é um britânico normal que vive uma vida normal, até ao dia em que é informado de que a sua casa será demolida para construir uma estrada. No entanto, o seu estranho amigo Ford Prefect leva-o para fora do planeta, já que este também será demolido para construir uma estrada. Reunindo-se com diferentes pessoas, descobrem uma série de coisas sobre o planeta Terra, que afinal foi construído para dar a Pergunta à Resposta para todas as Coisas do Universo, que é... 42.
    Trata-se de um livro muito engraçado, com um típico humor britânico tão característico dos Monty Python (para quem o autor, aliás, escreveu). As descobertas que são feitas uma após outra são surpreendentes, se bem que por vezes muito difíceis de imaginar. Por exemplo, foi muito difícil para mim visualizar Zaphod, com duas cabeças e três braços. Para além disso, estava convencida de que esta aventura seria mais um caminho pelo universo de mochila às costas, mas tornou-se mais uma espécie de mistério policial.

    The Restaurant at the End of the Universe

    Depois acabamos por ir comer a um restaurante onde podemos ver o universo a acabar constantemente. São introduzidos novos conceitos sobre viagens no tempo e universos paralelos, o que acaba por tornar o livro muito confuso. Para além disso, começo a reparar que este livro tem falhas estruturais graves, como inexactidões, confusões e contradições.

    Life, the Universe and Everything

    Mais uma vez temos de salvar o planeta, desta feita contra um grupo de pessoas que gosta da paz e do amor e da exterminação de todas as outras formas de vida. Mais uma vez, a narrativa apresenta-se confusa, sempre intercalada com passagens do guia que nada significam para o contexto em questão. O livro começa a tornar-se cansativo e repetitivo e começo a arrepender-me de não estar a fazer intervalos entre cada um dos volumes.

    So Long and Thanks for All the Fish

    Este foi o meu livro preferido do conjunto, porque pela primeira vez falamos de algo aparentemente normal e vemos como o personagem de Arthur Dent evolui. No entanto, esta evolução acaba por descaracterizar um pouco o personagem. Ficam em falta explicações diversas que nos são prometidas ao início, o que acaba por ser um processo frustrante.

    Young Zaphod Plays it Safe

    Um pequeno conto, cujo conteúdo me passou completamente ao lado. Não compreendi o contexto nem o objectivo, mas se calhar é porque sou um pouco burrínea.

    Mostly Harmless

    Introduzem-se conceitos de universos paralelos. No entanto, foi o livro que menos gostei, de todo. Confuso, sem interesse, com uma descaracterização completa dos personagens e mal introduzido dentro da cronologia da série.

    Para mais, não foi escrito por Douglas Adams, o que se nota pelo conjunto de piadas altamente forçadas que povoam todo o livro.

     Em conclusão:

    Este guia para as galáxias aparece com um potencial hilariante imenso, logo ao início. No entanto, o próprio autor diz que tudo isto foi escrito, mais ou menos, por mero acaso e que se há coisas que fazem sentido nem ele sabe porque razão isso acontece. E isto nota-se bastante. Os cinco livros em conjunto tornam-se quase torturantes no sentido em que as piadas se repetem, os conceitos são altamente complexos e estão mal explicados e estruturados e, no fundo, tudo se torna num verdadeiro aborrecimento. Felizmente, houve o Thanks for all the Fish para me fazer relaxar um pouco na leitura.

    Recomendo, talvez, o primeiro volume pela sua importância revolucionária no âmbito da ficção científica da época. Os outros, deixaria para trás.
     

  • Seitokai no Ichizon

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    Seitokai no Ichizon
    Sato Takuya - Studio Deen
    Anime - 12 Episódios
    2009
    5 em 10

    De quando em quando, aparece este tipo de anime. Um anime que é feito para parodiar, gozar, com outros animes. Antigamente, gostava muito deles: eram um teste ao meu conhecimento. Se eu percebesse as piadas, significava que era uma animófila de primeira. Mas hoje em dia, com mais umas centenas de títulos no bolso, parecem-me demasiado acessíveis, simples e não lhes acho graça. Na verdade, como sabem, eu sou uma pessoa destituída de sentido de humor. Portanto comédias... É difícil para mim apreciá-las. Sobretudo se são assim.

    Seitokai no Ichizon segue a vida diária de uma associação de estudantes, em escola anónima e em circunstâncias que levam a que todos os membros sejam miúdas giras. Fora o nosso personagem principal. O anime consiste, então, nas suas conversas que, por sua vez, deveriam ser muito engraçadas. Ignorando o factor supostamente cómico que elas deveriam ter, posso dizer que me pareceu que os gags eram demasiado excessivos, insistindo constantemente no elemento "isto é um harem". Acaba por ser uma paródia de si próprio, mas é levado à exaustão o que se torna repetitivo e cansativo.

    Os personagens são folhas brancas, com características que os tornam exactamente iguais àquilo que tentam parodiar. Para mais, os seus designs são pouco únicos, a ponto de podermos confundir o único rapaz (fonte de comédia) com mais uma rapariga bonita. As vozes não me pareceram nada apropriadas, ficando eu com o sentimento de que outras pessoas quaisquer, que não os personagens, estavam a falar. Simplesmente não há uma associação coerente entre todos os elementos característicos desta gente, o que reduz o potencial que poderiam ter para nos fazer rir.

    A arte é simples, apesar de luminosa, dedicando-se sobretudo a planos parados que consistem muitas vezes em cenas ecchi. O sentimento do anime é gozar com elas, mas para isso não faria mais sentido tornar estas cenas sensuais em algo ridículo?

    Musicalmente, nada de especial a apontar, mas fique a nota de que os efeitos sonoros dos gags não eram assim tão desagradáveis.

    Talvez isto tenha a sua graça para quem não tenha o corpo cheio de animes até à medula, que é o meu caso.

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