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  • Golgo 13: Queen Bee

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    Golgo 13: Queen Bee
    Osamu Dezaki - Tezuka Productions
    Anime OVA - 1 Episódio
    1998
    6 em 10


    Golgo é sempre muito bom, e Osamu Dezaki também, portanto quando escolhemos este anime chunga para ver eu já sabia que não haveria de ser assim tão chunga. E não seria, se não fosse o fraquíssimo valor de produção deste OVA. Mas vejamos.

    Desta vez Golgo está encarregado de matar uma chefe guerrilheira, Queen Bee de seu nome código, que além de ser altamente mortal tem também uma série de filhos, cada um de seu pai. Ora, Golgo tem toda uma ideia de moralidade muito própria, portanto conseguir o seu alvo não será tão simples quanto se pensa.

    Conforme disse, o valor de produção é extremamente baixo, no entanto Dezaki consegue fazer ouro através da terra, qual alquimista. Temos assim um conjunto de cenas que não são muito intensas, mas que têm toda uma montagem, design e edição que funcionam  de forma muito eficiente para o contexto.

    Por isso, Golgo nunca é demais!

  • Tezuka Osamu no Kyuuyaku Seisho Monogatari: In the Beginning

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    Tezuka Osamu no Kyuuyaku Seisho Monogatari: In the Beginning
    Osamu Dezaki - Tezuka Productions
    Anime - 26 Episódios
    1997
    6 em 10


    Nerd que é nerd vê o anime da bilbia e não há aqui discussão!

    Assinado por duplo Osamu (o original faleceu a meio da produção), este anime conta algumas histórias da bilbia cristã, desde o Génesis até ao nascimento de JC. Passa pelas histórias mais importantes e tem algumas decisões gráficas mesmo muito interessantes, apesar de o tema ser chatíssimo.

    A animação é o ponto essencial deste anime, cujo tema apenas poderá interessar os mais beatos. Conforme disse, as decisões do grafismo são surpreendentes, e os (não-cristãos) Osamu têm uma visão muito curiosa sobre as constantes maldades de deus.

    Apesar de ser um anime bastante refundido, qualquer conhecedor da arte deverá pelo menos dar-lhe uma olhadela.

  • Manga Sekai Mukashibanashi

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    Manga Sekai Mukashibanashi
    Osamu Dezaki - Madhouse Studios
    Anime - 127 Episódios
    1976
    5 em 10

    Este anime está incluído no meu desafio pessoal de ver os animes que passaram na RTP durante os 80s. Trata-se de um anime episódico, em que cada episódio nos conta uma ou duas histórias de encantar. As histórias são variadas, incluem versões de todo o mundo, e incluem algumas das minhas preferidas, como "O Rouxinol" ou "A Rapariga dos Gansos".

    Infelizmente notam-se grandes quebras de produção de episódio para episódio, assim como diferenças evidentes na produção criativa. Cada episódio tem animação muito diferente, e alguns são bastante bons. No entanto, a maioria é bastante deficiente.

    Ainda assim foi um anime que gostei mesmo muito de ver, que me transportou para as histórias que tanto gosto. Tanto que vou querer fazer cosplay da bruxinha do genérico, que serve como uma espécie de narrador!

  • Takarajima

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    Takarajima
    Dezaki Osamu - Madhouse Studios
    Anime - 26 Episódios
    1978
    7 em 10

    Este anime surpreendeu-me muito pela positiva!

    Adaptação em jeito de World Master Theatre do famoso "A Ilha do Tesouro", livro juvenil que foi a referência de muitos nós, fala-nos das aventuras do pequeno Jim Hawkins num navio pirata, em busca de um tesouro misterioso numa ilha plena de armadilhas. Fala-nos da relação entre este jovem e John Silver, o pirata que provoca o amotinamento do navio, sendo que existe aqui uma dicotomia de sentimentos, um misto de adoração com ódio, que se vai desenvolvendo ao longo do anime de uma maneira tanto contida,  que é raro num anime desta época, como muito completa.

    No entanto, achei que em termos de adaptação não se trata de um excelente anime, pois a caracterização dada aos personagens difere bastante da do livro, assim como as suas relações interpessoais. Também penso que desaproveitaram e não tomaram em consideração a deficiência de Silver, especialmente nos momentos de acção.


    Falando em acção, este anime tem uma animação que deixaria de boca aberta muitos dos animes que saem na época corrente. Com uma fluidez rara, um excelente uso de recursos, atenção ao detalhe dos personagens e algumas cenas de grande virtuosismo técnico, este anime distingue-se dentor da sua época por ter uma animação perfeccionista e exemplar.

    Musicalmente, não é especialmente impressionante, mas tanto a abertura como a música final ajudam a caracterizar muito este anime.

    Gostei imenso e recomendo bastante!

  • Oniisama e...

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    Oniisama e...
    Dezaki Osamu - NHK
    Anime - 39 Episódios
    1991
    7 em 10

    Haviam-me recomendado este manga, de 1974, mas o destino quis que visse primeiro a adaptação para anime, apenas concretizada no belo ano de 1991. Devo dizer que adorei. Já há muito tempo que não via uma série que me fizesse ir dormir mais tarde por motivos de "só mais um episódio" ;)

    Tudo se passa numa escola para raparigas, onde a jovem Nanako acaba de ingressar juntamente com a sua amiga Tomoko. Lá chegadas, descobrem que dentro da escola existe uma associação, a Sorority, de raparigas altamente respeitáveis. Descobrem também que há três raparigas preferidas de toda a gente. É com isto em conta que começamos a compreender as relações entre umas e outras e as consequências que isso pode ter para a vida de todas. Sempre vigiadas por uma figura fraternal com quem Nanako se corresponde... "Meu Querido Irmão".

    Este é um anime sobre a adolescência que se foca em vários elementos que, se preponderantes na época, ainda se mantém actuais. É um anime que fala das relações humanas tendo em atenção os seus piores aspectos. O amor fraternal exagerado, que leva a fatalidades. O bullying, inveja, desrespeito. A organização social escolar, que muitas vezes se divide numa espécie de casta. Todos estes assuntos são abordados fazendo exercício de um conjunto de personagens apaixonante, realista e vívido. Nenhuma das situações é totalmente improvável e em muitas delas consegui identificar a minha própria adolescência. Nada disto seria conseguido sem estas personagens cativantes e muito densas, possuidoras de diversas camadas que apenas a pouco e pouco vão sendo reveladas.

    A animação não é perfeita, sendo que existem muitas reciclagens e muitas imagens paradas reminiscentes do manga. No entanto, fica uma nota para a perfeição dos designs, com roupas muito "modernas" (considerando os anos 70) e altamente usáveis. Na verdade, fiquei com vontade de fazer a maior parte delas para meu próprio uso. :)

    A banda sonora é quase perfeita, sendo que o tema principal tem tantas variações que nunca lhe encontramos uma repetição. Também há uso de peças clássicas conhecidas, que dão todo um charme romântico ao anime. Fique também uma atenção para as vozes, com interpretações brilhantes, em que o exagero se torna quase emocional.

    Um anime apaixonante, que não hesitarei em recomendar como um perfeito exemplo do género shoujo.
  • Space Adventure Cobra

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    Space Adventure Cobra
    Dezaki Osamu - Tokyo Movie Shinsha
    Anime - 31 Episódios
    1982
    6 em 10

    Depois de ter visto Psychogun, acrescentei a série original à minha lista de animes para ver (a famigerada Plan to Watch, o PtW). Tinha ficado curiosa com o ambiente polposo do OVA. Fiquei bastante contente por ter tido a oportunidade de ver este anime, que - de certa forma - é único no seu contexto.

    Cobra é um ladrão ou pirata ou algo que o valha que anda pelo espaço com a sua companheira e ajudante, Lady Armoroid. Além de ser um gajo todo pimpão, um dos seus braços e a poderosa Psycho-Gun, uma arma de laser que funciona através da mente. Ora, Cobra é constantemente perseguido devido a estas características e, ainda mais frequentemente, envolve-se em diversas alhadas e aventuras. Mas duas coisas unem todos os episódios: putas e vinho verde. Sim, porque Cobra encontra sempre (sempre!) uma bacana qualquer toda gostosa que se apaixona por ele, ou o quer matar e depois se apaixona por ele.

    Neste aspecto, achei a sexualização feminina altamente exagerada, mas ainda assim típica da época. Temos toda a variedade de corpos femininos, desde a normal bond-girl (ou será uma Cobra-Girl?) até dançarinas com quatro braços e seis olhos. No entanto, nenhuma destas personagens sofre qualquer tipo de caracterização, o que acaba por lhes tirar a sensualidade e remetê-las para um efeito de boneco e objectificação total. Quanto a Cobra, apesar de ser um personagem divertido e muito leve, tem pouco mais densidade que as suas piadas e a sua capacidade física.

    O universo em que estas pessoas vivem está caracterizado de forma detalhada e intensa, levando-nos sempre a questionar que coisa bizarra virá a seguir e como é que Cobra se vai safar disso. No entanto, a arte está muito desactualizada. Aliás, quando comecei a ver atirei para o ar a década dos setentas, sendo com grande espanto que vi que tem mais dez anos que isso. As cores são limitadas, o sombreado é pouco detalhado e há pouco destaque para maquinaria ou paisagens. Apenas as mulheres parecem ter alguma dedicação posta nelas, mas o seu design é também bastante limitado e acabam por ser todas iguais (exceptuando o biquini que cada uma usa)

    Tal como no OVA, a melhor parte será, sem qualquer dúvida, a música. Que querem que faça, eu simplesmente adoro baladas azeiteiras japonesas dos 80s! Até agora continuo a cantar a ED, hehehe

    Mas enfim, um anime que vale a pena ver pela sua originalidade e valor histórico, mas que poderá irritar até os mais sensatos.
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