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  • Future Boy Conan

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    Future Boy Conan
    Hayao Miyazaki - Nippon Animation
    Anime - 26 Episódios
    1978
    6 em 10


    Visionamento do outro Groupwatch, um anime que eu tinha marcado que tinha visto mas do qual não me lembrava minimamente.

    Conan, que não é o homem-rã, é um rapaz filho de vários pais e que - por alguma razão que nos transcende - é possuidor de uma super força e super coragem e super inocência e super tudo. No dia em que encontra Lana perdida na praia, a sua vida neste mundo arrasado pela guerra nuclear e agora composto apenas por ilhas, muda para sempre.

    A verdade é que toda a gente quer Lana, e Lana passa a vida a chorar e a desmaiar, como convém a uma heroína dos anos 70. Mas de resto o anime é bastante divertido, e ver os shenaningans de Conan é delicioso, porque não fazem sentido nenhum. Este Conan-macaco consegue ultrapassar todas as barreiras, usando mãos, pés e dentes!

    É uma série que tem um sentido de moral apurado, e que nos tenta explicar a importância de cuidar da natureza, mesmo nesta época em que ninguém dava muita atenção ao assunto. Gostei, mas a infantilidade da história, a animação um pouco fraca e os designs muito simples das personagens em oposição à maquinaria, impedem-me de dar melhor nota.


  • Tsurikichi Sanpei

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    Tsurikichi Sanpei
    Nitta Yoshikata - Nippon Animation
    Anime - 109 Episódios
    1980
    5 em 10


    Estive muito tempo a ver este anime, afinal são cento e nove episódios. O anime da pesca de que eu estive sempre a falar.

    Se ao início o anime da pesca me estava a irritar fantasticamente, devido à animação altamente precária (o anime é de 80 e parece de 70), à medida que os episódios foram passando fui gostando cada vez mais dele. Este anime mostra-nos várias competições de pesca, e os protagonistas têm de lutar com muita técnica para apanharem peixes muito espertos, e também para combater os vilões que se esforçam por destruir este mundo natural. Além disso, temos lindas paisagens outonais de rios e florestas.

    O único senão é que este anime é muito difícil de compreender em Raw, porque o personagem principal tem um sotaque muito cerrado, e no fundo percebe-se muito pouco do que ele diz.

    De resto, não recomendaria a um amador, mas a quem gosta de ver anime só porque sim é uma boa série a ter em conta.

  • Sindbad no Bouken

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    Sindbad no Bouken
    Kurokawa Fumio - Nippon Animation
    Anime - 52 Episódios
    1975
    4 em 10

    Na colecção dos WMT, temos esta secção dos Arabian Nights, do qual nunca tinha visto nenhum. No entanto, a história de Sindbad o Marinheiro é capaz de ser o pior anime do género que vi até agora.

    Primeiramente, não consigo lidar com o facto de terem feito de Sindbad uma criança. Uma criança plenamente insconsciente, até, cujas acções não são fruto de nenhum talento ou inteligência mas, usualmente, de mero acaso. A mistura com várias outras lendas das 1001 Noites tira o foco das histórias de Sindbad, que deixa de ser um marinheiro para passar a ser.... O que quer que isto seja.

    A animação, mesmo para época, é também muito fraca, embora por vezes haja opções estilísticas assustadoras e interessantes.

    Portanto, foi um desapontamento completo.

  • Seton Doubutsuki: Risu no Banner

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    Seton Doubutsuki: Risu no Banner
    Kurodia Yoshio - Nippon Animation
    Anime - 26 Episódios
    1979
    6 em 10

    Este anime faz parte de um desafio que coloquei a mim própria de ver alguns dos animes que passaram em Portugal antes da minha existência. Este é o muito famoso "Bana e Flapi", que terá passado na RTP. Vi com uma dobragem em espanhol, que foi o que se arranjou, e foi divertidíssimo!

    Banner é um esquilo órfão que foi criado por uma gata, em casa das pessoas. No dia em que a sua casa pega fogo, perde-se da mãe-gata e vai parar à floresta, onde fará novos amigos e se terá de adaptar para poder pertencer à comunidade dos esquilos da floresta. Terá de aprender a defender-se de predadores e de outras coisas desagradáveis.

    É um anime simples, encantador, que nos mostra a vida na floresta e nos inspira a proteger tudo o que lá vive. Os personagens têm personalidades bem marcadas, o que nos permite ter realmente um sentido da "comunidade dos esquilos". A animação é fluída e bem estruturada, mesmo para a época.

    Enfim, um anime que nos faz voltar à infância!

  • Haikara-san ga Tooru

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    Haikara-san ga Tooru
    Anime - 42 Episódios
    Takagaki Kouzou - Nippon Animation
    1978
    5 em 10

    A história de Benio-san, a Haikara-san, apaixonou-me desde o momento em que vi o remake em filme. Assim, não perdi a oportunidade de ver a série original, de 1978, apesar de em Raw.

    Com muita pena minha, o anime original dedica-se muito mais aos elementos comédicos do que a outra coisa. Assistimos às aventuras de Benio-san com os seus amigos, mas todos os elementos trágicos que caracterizam a história foram essencialmente ignorados. Isto faz com que a personagem pareça vazia e nada preocupada com as coisas que lhe acontecem, perdendo a sua caracterização.

    Também a animação,  apesar de antiga, é bastante má. Os autores parecem ter-se dedicado mais à mudança cómica de expressões faciais do que em animar propriamente as pessoas em causa. Apesar de ter designs divertidos e coloridos, o efeito da animação é terrível e impede-nos de levar a história a sério.

    Portanto, foi divertido, mas desapontou-me bastante.

  • Peter Pan no Bouken

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    Peter Pan no Bouken
    Kuroda Yoshio - Nippon Animation
    Anime - 41 Episódios
    1989
    6 em 10

    Voltamos ao World Master Theatre para uma adaptação do clássico infantil Peter Pan. Penso que esta é uma boa adaptação, pois conta várias partes da história que aparecem cortadas a maior parte das vezes.

    Infelizmente, e talvez isto tenha a ver com a fonte da narrativa, Peter Pan é uma criança inconstante, mal educada e absolutamente misógina, o que me causou uma irritação profunda, sobretudo porque usa batom. A Terra do Nunca está bem caracterizada, mas os seus habitantes e intervenientes são maus uns para os outros, não são nada o bom exemplo de criança que queremos ter no mundo.

    De resto, temos uma animação bastante boa para época, com designs pouco originais mas bem feitos e algumas cenas muito interessantes em que as técnicas de animação são usadas em todo o seu potencial.

    Apenas recomendaria este anime para fãs de WMT.

  • Haikara-san ga Tooru: Benio, Hana no 17-sai

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    Haikara-san ga Tooru: Benio, Hana no 17-sai
    Furuhashi Kazuhiro - Nippon Animation
    Anime - Filme
    2017
    6 em 10

    Um amigo enviou-me o link para este filme, com legendas brasileiras (as segundas a sair, por sinal), pensando que me agradaria. Acertou em cheio, porque este anime faz mesmo as minhas medidas!

    Benio é uma rapariga despachada no Japão dos anos 20. Tenciona viver uma vida independente e plena, mas infelizmente a família tem planos diferentes para ela. Tem um casamento arranjado com um rapaz militar filho de uma família muito rica e europeizada e a sua relação não vai ser a mais fácil.

    Este é um anime que caracteriza bastante bem a forma de viver no início do século no Japão, quando ainda havia uma mistura dos hábitos ocidentais e orientais muito marcada. Os cenarios são um reflexo disso e sobretudo os designs de cabelos e roupas, que são muito coloridos e originais. Também a história é muito ligada aos acontecimentos da época e está programada de uma maneira muito "70s" (altura do manga): melodramática, trágica mas igualmente recheada de elementos cómicos, com um mistério fascinante que não podemos deixar escapar.

    Também as personagens, apesar de bastante simples ao início, vêm a revelar-se detentoras de grande força de vontade e dedicação, mesmo depois dos acontecimentos que vão decorrendo. Quase que fiquei com vontade de fazer cosplay de Benio, mas acho que vou aguardar que ela "fique um pouco mais velha" ;)

    Um filme que adorei! Fiquei ansiosa para ver o segundo, que já saiu no cinema mais ainda não em BD. Aguardemos com paciência!
  • Chuuka Ichiban!

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    Chuuka Ichiban!
    Annou Masami  - Nippon Animation
    Anime - 52 Episódios
    1997
    6 em 10

    Mais um anime de culinária para a minha colecção! Mas este dedica-se, essencialmente, à comida chinesa.

    Mao é o herdeiro de um famoso restaurante, até ao momento em que falha num desafio que lhe é proposto. A partir daí, enceta uma viagem, onde conhece novos amigos que o ajudarão a responder a desafios cada vez mais difíceis na área da culinária.

    É um shounen de batalha típico, com alguns detalhes fantasistas que o tornam altamente improvável, mas é também um anime cheio de vivacidade, com personagens agradáveis que não cedem à parvoíce que é tão típica deste estilo. Apesar destas não terem grande desenvolvimento emocional, as suas capacidades em termos culinários vão evoluindo de forma bastante sólida, sendo os desafios cada vez mais difíceis e cada vez mais interessantes.

    A animação é característica da sua época. Para um anime com tantos episódios, mantém-se coerente ao longo de todas as seasons. Apesar de não termos cenas de acção espectaculares (com excepção para alguns toca e foge que vão sempre acontecendo)(, os designs são cuidados e as comidas apresentadas têm sempre um ar delicioso.

    A banda sonora é discreta e a OP e ED não ligam especialmente bem com o tema.

    Um anime divertido e familiar.
  • Flanders no Inu

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    Flanders no Inu
    Kuroda Yoshio - Nippon Animation
    Anime - Filme
    1997
    5 em 10

    Depois de ter visto a série, faltava-me o filme. Vimo-lo agora, para grande pânico do Qui que não queria ver um filme infantil.

    Este filme é essencialmente um resumo da série original de 1975. Cortam alguns detalhes, mas no essencial está tudo lá, desde os momentos bons do início à sucessão de tragédias que vão decorrendo à medida que nos aproximamos do fim. Mais uma vez, Nello é uma vítima inconsequente, em que tudo de errado lhe acontece e o seu desespero leva a que a sua própria estupidez tenha consequências muito negativas.

    Portanto, falemos dos outros aspectos:

    A arte é muito fraca para o ano de produção, fazendo uso de técnicas ultrapassadas e poupando orçamento em lugares por demais evidentes, o que torna o visionamento um pouco desagradável em em alguns momentos. Mesmo no final, gastam o dinheiro todo desnecessariamente em animação digital de cenário state of the art, o que poderia ter sido evitado. Os únicos aspectos realmente agradáveis são os cenários bucólicos que preenchem o ecrã a todo o momento.

    Musicalmente, também temos um anime bastante inferior ao esperado, com uma banda sonora repetitiva e pouco original.

    Dizem ser o filme de anime mais comovente de sempre, mas para mim foi pouco intenso. 

  • Romeo no Aoi Sora

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    Romeo no Aoi Sora
    Kusuba Kouzou - Nippon Animation
    Anime - 33 Episódios
    1995
    5 em 10
    Mais um World Master Theatre para a colecção! Este foi inspirado num livro dos anos 40, Alemão, e fala sobre a vida diária e aventuras de Romeo, um rapazinho perdido nos telhados de Roma.

    Quando o pai de Romeo fica doente, ele aceita ser vendido a um meliante, para começar a trabalhar como limpa-chaminés na companhia de outros miúdos na mesma situação. Apesar de, ao início, a vida ser difícil, Romeo faz novos amigos e vive grandes aventuras, sempre potenciadas pela necessidade de arranjar dinheiro. Entre esses novos amigos existem alguns que fazem parte de um grande mistério que envolve a nobreza local. Evidentemente, o fim tem algo de trágico, como é típico nas peças WMT, mas nem por isso deixa de ser satisfatório de certa maneira.
     
    Infelizmente, os outros elementos do anime estão especialmente fracos, sobretudo tendo em conta a época de produção e o valor desta para animes deste tipo. Os cenários são praticamente inexistentes e muito pouco cuidados. Os designs estão altamente simplificados e não permitem a identificação dos personagens. Finalmente, a animação em si é muito precária e pouco elaborada.
     
    A banda sonora também sofre do mesmo mal, sendo altamente repetitiva, embora tenha algumas peças com o seu interesse.
     
    Um WMT pior do que a média.

  • Les Misérables: Shoujo Cosette

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    Les Misérables: Shoujo Cosette
    Sakurai Hiroaki - Nippon Animation
    Anime - 52 Episódios
    2007
    7 em 10

    Este é mais um anime inserido no projecto World Master Theatre, mas desta feita muito mais moderno, tendo sido o seu ano de lançamento e exibição o saudoso 2007. Este anime é baseado na obra homónima de Victor Hugo, da qual não me lembro minimamente. Assim, vi este anime como uma tabula rasa, sem qualquer conhecimento sobre a história.

    Esta, assim como os personagens, são o ponto forte do anime, não fosse trabalho do grande Victor Hugo. Como em quase todos os WMT, temos uma criança que sofre bastante ao longo da sua vida, para depois ter um final justo para a sua situação. Esta é Cosette, que se vê entregue pela sua mãe a uma família que, supostamente, iria tomar conta dela mas que, em vez disso, abusa dos seus esforços, escravizando-a como criada. Por outro lado, vemos a luta da sua mãe para conseguir emprego e dinheiro para a poder criar, apesar de estar longe. E nesse processo acaba por conhecer um homem, Jean Valjean, que - ex-presidiário - se esforça por fugir às autoridades e ter uma vida boa em que possa ajudar os mais necessitados.

    Esta conjugação caminha em direcção a uma revolução e faz um excelente trabalho em avaliar qual a verdadeira situação dos pobres na França do século XIX, que me parece ser o objectivo inicial do autor original. Através do anime podemos ganhar também essa sensação, sendo que o trabalho de adaptação me parece, nesse campo, bastante bom.

    A animação é, no entanto, bastante simples, sendo os designs pouco variáveis, as paisagens moderadamente detalhadas e as cenas de acção reduzidas. Há um bom trabalho na caracterização da época e o anime é bastante sólido e coerente, mas tem pouco de espectacular.

    Musicalmente, temos alguns temas um pouco repetitivos, sendo que a OP e ED estão bastante apropriadas, embora fiquem desactualizadas rapidamente à medida que a história progride. Teria sido uma boa ideia ter feito uma mudança a meio do anime, por exemplo.

    Para quem não conhece o projecto WMT este anime parece-me bastante acessível, pelo que não deixo de o recomendar.

    Nota: apresento também o meu total desprezo por quem chama "Les Misérables" de "Os Mizzies", porque isso é ridículo.
  • Flanders no Inu

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    Flanders no Inu
    Kuroda Yoshio - Nippon Animation
    Anime - 52 Episódios
    1975
    5 em 10

    Quando vemos animes dos 80s e 90s, "O Cão da Flandres" é sempre referenciado como "o anime mais triste alguma vez feito". Aparentemente, toda a gente chorou mil milhões quando viu este anime. Portanto, quis vê-lo também! :) Não me fez chorar, mas achei-o bastante simpático.

    é mais um anime introduzido no projecto do World Master Theatre, que na altura se esforçou para adaptar obras literárias europeias para animes dirigidos ao público infantil.

    Um rapaz, Nello, vive com o seu avô algures na Antuérpia. É um rapazinho simpático, que gosta de desenhar e ir à floresta com os seus amigos. Um dia, encontra um cão maltratado, Pastrach, e acaba por o adoptar depois de grandes atribulações. A partir daí, o anime conta a vida diária de Nello e o seu cão, dos pequenos problemas da vida e das desgraças que, subitamente, começam a flagelar a vida deste jovem desenhista.

    Felizmente, este não é um desses WMT que se foca em todas as coisas más que podem acontecer às crianças. Só mesmo no final é que começam a acontecer coisas terríveis, sendo que as consequências fatais apenas se devem às atitudes erráticas do personagem. Este, assim como os outros, não sofrem grande caracterização e acabam por parecer um pouco ocos, sendo que as vozes ajudam a perpetuar este sentimento.

    Apesar de estarmos em 1975, não se pode dizer que a animação seja exemplar para a sua época. Os cenários são pouco detalhados e repetidos muitas vezes, sendo que não há utilização de perspectivas ou outras técnicas para dar um pouco de variedade. Os designs dos personagens são um pouco repetitivos e fazem pouco sentido dentro da época em que o anime se passa.

    Musicalmente, achei muita graça à banda sonora, porque me recordou (ou ao contrário) as bandas sonoras dos mais populares shounens dos 00s. Já vemos onde estes foram buscar seus exemplos, hahaha ;)

    Agora gostaria de ver o filme, que me parece um pouco diferente pelo que tenho lido. Vamos ver se choro com esse!

    (Mas, temos de admitir, o final é muito fofinho)

  • Hyakko

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    Hyakko
    Fukuda Michio - Nippon Animation
    Anime - 13 Episódios
    2008
    5 em 10

    Mais um fatia de vida, desda vez acompanhando as aventuras e desventuras de quatro meninas não muito fofas mas cheias de energia. Elas estudam numa escola de contornos agigantados, em que frequentemente se perdem, encontram muitas pessoas novas e fazem asneiras em seguimento de outras asneiras.

    Em termos de história, temos apenas a relação da vida diária dos personagens que, apesar de característico do género, acaba por se apresentar insuficiente. Isto porque os personagens em si não têm força bastante para que as suas interacções mantenham um nível elevado de interesse. Em cada episódio conhecemos novos personagens, que depois se tornam recorrentes, mas o desenvolvimento que é dado a cada um deles não tem nada de espectacular, tocante ou com alguma simples densidade, o que torna todos os eventos numa sucessão de caretas cómicas. Isto acaba por não funcionar muito bem, sendo que o anime rapidamente se torna irrelevante. O grupo principal tem as suas características próprias, mas os seus traços não estão bem definidos, acabando cada uma delas por cair dentro de um lugar comum ou mesmo por aparecer como pessoa em branco, sem qualquer tipo de desenvolvimento que lhes possa dar um lugar ao sol. Para mais, outras personagens têm comportamentos erráticos, com mudanças rápidas na personalidade que não jogam bem dentro do contexto.

    A arte é brilhante, mas o design dos personagens é desactualizado para a época, existindo falhas recorrentes em termos de perspectiva. Para mais, grande parte do anime consiste nas tais caretas, nos gags, nos momentos cómicos, o que - em termos artísticos - necessitaria de uma abordagem diferente para funcionar de uma forma original e interessante para o nosso olhar crítico.

    Finalmente, a música. Baseada sobretudo em peças eruditas muito conhecidas, é pouco inspirada e muito repetitiva. As vozes, essas, tornam as personagens um pouco mais cativantes, mesmo com todas as suas falhas.

    Um anime que será rapidamente esquecido.
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