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  • Viagens

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    Viagens
    Olga Tokarczuk
    2007
    Memórias


    Livro de memórias e pequenas considerações sobre viagens e exposições que a autora visitou. Nomeadamente a famigerada exposição de anatomia dos corpos humanos, que traumatizou tanto a autora que ela a descreve extensivamente durante páginas e páginas sem fim.

    Eu odeio anatomia.

    Este livro é tão horrivelmente aborrecido e tão horrivelmente irrelevante, porque afinal quem é que quer saber onde é que Olga esteve e como é que Olga ficou traumatizada com uma exposição anatómica a ponto de quase se transformar ela mesma numa peça anatómica, que foi uma tortura lê-lo.

    Para prémio Nobel, este exemplar da autora é um horror.

  • Bambino a Roma

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    Bambino a Roma
    Chico Buarque
    2024
    Memórias


    Um livro de Chico Buarque com as suas memórias (ficcionadas) da sua infância em Roma.

    Escrito de forma simples e directa, Chico relata a sua infância enquanto estrangeiro numa terra estranha, com uma língua estranha e pessoas estranha, falando das suas pequenas aventuras infantis, andando de bicicleta e conhecendo mulheres bonitas sem ainda compreender o efeito da sua beleza.

    De certa forma este livro recorda-me a sua própria canção "Doze Anos", presente na sua obra "Ópera do Malandro", pelo que penso que o tema da memória, da recordação de infância, é um tema recorrente nos sentimentos do autor.

    Um livro simples, mas de grande teor de entretenimento.

  • De Profundis, Valsa Lenta

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    De Profundis, Valsa Lenta
    José Cardoso Pires
    1997
    Memórias


    Um pequeníssimo livro muito curioso, que narra a experiência de ter um acidente vascular cerebral.

    O autor narra os seus primeiros sintomas de AVC, a sua estadia no hospital e a sua lenta, mas certa, recuperação. Ele mostra como se sentiu confuso, incapaz de funcionar enquanto ser pensante e regular, incapaz de escrever, incapaz de pensar logicamente e com ordem, mas como - com tratamentos e terapia e apoio da família - regressou à normalidade.

    Este livro retrata uma experiência difícil, mas com um humor muito próprio, e acaba por ser uma leitura bastante leve, apesar do tema terrível.

  • O Espelho do Mar

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    O Espelho do Mar
    Joseph Conrad
    1906
    Memórias


    Joseph Conrad pode ser uma referência da literatura escrita em inglês. Mas eu odeio barcos, odeio livros sobre barcos, odeio estar em barcos e não sei distinguir a popa da proa.

    Portanto odiei este livro que grassa, precisamente, só e apenas sobre.... BARCOS.

    Trata-se de um conjunto de memórias (sobre barcos) das vivências de Conrad nas suas viagens (de barco) à volta do mundo. Ele descreve os seus companheiros (dos barcos), conversas com os capitães (dos barcos), o estado do mar (parado, selvagem, prateado, azul, etc), os animais do mar, as qualidades dos barcos e depois descreve mais coisas sobre barcos.

    Eu detesto barcos.

    Nunca mais me dêem livros sobre barcos.

  • Comer Orar Amar

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    Comer Orar Amar
    Elizabeth Gilbert
    2006
    Memórias/Auto-ajuda

    Tinha curiosidade por este livro desde que saiu o filme (que não vi), por isso aparecendo a oportunidade li-o. E, bem... Enfim...

    O livro está escrito de uma maneira engraçada. Tem muitas piadas, tem comparações giras, fala de uma maneira casual de um problema sério, que é a depressão da autora. Mas não me vou demorar muito. Este livro ensina como curar a depressão. E a resposta é simples: é preciso ter dinheiro para ir a Itália enfardar massa e pizza, à Índia aprender a meditar e à Indonésia, Bali, arranjar um amante brasileiro. Foi a parte do Amar a que gostei mais, diga-se de passagem, não pelo amante brasileiro mas pelo mestre curandeiro, que é uma personagem muito engraçada (real, mas personagem) e que pensa exactamente da forma que eu tento pensar todos os dias.

    Mas convenhamos... Se eu fosse rica também curava a depressão num instante.

    Sinceramente, não acho que este livro valha a pena o tempo. Achei que depois de o ler iria ter vontade de fazer uma caminhada espiritual e encontrar deus/falar com deus/qualquer coisa divina, mas a verdade é que me deixou completamente indiferente. Liz, tiveste sorte em arranjar alguém que te pagasse as férias. Mas as pessoas normais não são assim.
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