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  • Mary Poppins

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    Mary Poppins
    P.L. Travers
    1934
    Infanto-Juvenil

    Um livro que eu queria ler há algum tempo e me veio parar às mãos de forma inusitada. :)

    Mary Poppins é o tipo de romance infanto-juvenil que me teria apaixonado imenso quando eu tinha essa idade. Agora, enquanto adulta, é um pouco difícil chegar ao verdadeiro significado do livro: penso que os adultos perderam aquela capacidade de "não questionar" e de admitir as coisas mais inusitadas como sendo normais. Porque Mary Poppins é uma senhora que faz coisas inusitadas a toda a hora.

    Apesar de as imagens icónicas popularizadas pelo filme da Disney não serem assim tão importantes no livro, toda a imagética de fantasia criada à volta da personagem só nos dá vontade de estar lá e de a conhecer. Acabamos por não saber se os acontecimentos são sonho ou realidade, mas será que isso interessa?

    No fundo, é um conjunto de pequeninas histórias que nos dão o mais amoroso da brincadeira infantil, permitindo ao pequeno leitor que dê asas à sua imaginação. Para isso, coisas como caracterização e desenvolvimento narrativo e de personagem acabam por ficar para trás e por não ser de todo importantes. A figura misteriosa mantém-se e é assim que gostamos dela.

    Recomendo vivamente aos pequenos da família.
  • Ao Encontro de Mr. Banks

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    Ao Encontro de Mr. Banks
    John Lee Hancock
    Filme
    2013
    6 em 10

    Depois começou este e ficámos a ver. A meio do filme abrimos os presentes.

    Confesso que nunca vi inteiro o filme da Mary Poppins. Para mais, nunca li o livro, apesar de o ter oferecido à minha irmã-macaca, que depois (certamente) mo emprestará. Ainda assim, quando ouvi falar deste filme fiquei com vontade de o ver. Aparentemente, é a primeira vez que alguém caracteriza Walt Disney depois da sua morte e isso, já de si, é especial. Porque o senhor foi realmente importante. Não por ter criado toda uma indústria maléfica de volta do reino encantado dos filmes de animação. Mas porque criou coisas verdadeiramente bonitas.

    Este filme conta a história de como Walt Disney convenceu P. L. Travers, a autora de Mary Poppins, a ceder-lhe os direitos para o filme e como esta contribuiu para a sua criação. Para isso, é mostrada a sua infância e o mote para a criação de Mary Poppins. Será esta a parte mais fantasiosa do filme.

    Agora, para pessoa que criou algo tão engraçado como a Mary Poppins, a autora é uma pessoa absolutamente intragável. Isto está caracterizado perfeitamente por Emma Thompson, que transmite uma aura de mágoa e de antipatia constantes ao longo de todo o filme. Mesmo na parte final, em que finalmente se comove, percebemos que ela nunca ficou totalmente convencida com a criação de Disney.

    Também ficamos a conhecer um pouco mais sobre este senhor, protagonizado por um Tom Hanks atípico e bastante convincente. Sobretudo interessante é saber as razões pelas quais ele, pessoalmente, queria tanto adaptar o livro ao cinema, falando também do seu passado e infância.

    É um filme muito musical, com músicas que já todos conhecemos mas interpretadas de forma mais livre e espontânea.

    Foi agradável de ver e quase comovente no final. Para os fãs, será certamente recomendado.
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