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  • O Meu Nome é Lucy Barton

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    O Meu Nome é Lucy Barton
    Elizabeth Strout
    2016
    Romance
    Recebi este livro numa actividade do BookCrossing e li-o num piscar de olhos. 

    Uma leitura viciante, fala-nos da relação entre mães e filhas. A nossa narradora encontra-se internada no hospital e é visitada pela sua mãe, que não via há alguns anos. Recorda a convivência com ela, num ambiente de pobreza extrema, e as lições educativas que promete não repetir na sua própria família.

    É um livro aparentemente autobiográfico, mas com um toque de ficção entrelaçado na narrativa. É uma boa forma de caracterizar a forma como alguns americanos vivem, num estado de semi-inconsciência relativamente à frustração da sua pobreza.

    Mas é sobretudo um livro que fala do amor e do ódio filial e de como a linha que separa estes dois conceitos é sempre tão ténue.
  • Manual Para Mulheres da Limpeza

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    Manual Para Mulheres da Limpeza
    Lucia Berlin
    2015
    Contos
    Recebi este livro através do BookCrossing e assustei-me logo pela espessura. Mas veio a revelar-se uma leitura simples, divertida e cheia de alguma coisa que nem sabemos bem.

    Lucia Berlin escreve contos. Escreve contos sobre si própria. Lucia escreve sobre Lucia, ou Lu, ou o nome que ela quiser. Porque Lucia viveu muitas coisas, viveu muitas vidas e viveu as vidas dos outros. E as vidas dos outros nunca são más e são sempre fascinantes.

    Com um sentido de humor carregado de neurose, num estado ébrio permanente, quer dentro quer fora da história, assistimos ao crescimento da autora, ao seu envelhecimento. A visão analítica e desprendida, cheia com a inocência do louco, mostra-nos uma forma de viver na América esquecida. 

    Por isso, acho que vale a pena conhecer a Lucia.
  • To Kill a Mockingbird

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    To Kill a Mockingbird
    Harper Lee
    1960
    Romance

    Começo, então, a ler os livros que adquiri na última Feira do Livro. Este é um fantástico clássico da literatura moderna americana. Através dos olhos de uma criança, trata de assuntos como o racismo, a situação económica durante a Grande Depressão e o papel feminino nestas situações.

    Scout é uma miúda que não se comporta muito como uma rapariga o devia fazer naquele tempo. Anda descalça e de fato macaco, sobe às árvores e atira em pássaros com a sua pressão de ar. Todos menos as cotovias, porque é pecado matá-las. Tem um irmão mais velho, Jem, com quem faz todas as coisas. E o seu pai, Atticus, é advogado. Por causa disso ela gosta de ler e tem muitas perguntas sobre a vida.

    Tudo começa com um grande mistério: onde estará Boo Radley, o seu assustador vizinho? Com isto por trás, vamos conhecendo um a um todos os amigos e habitantes desta cidade sulista, embrenhada no interior do estado do Alabama. Quando Atticus toma a defesa judicial de um caso complicado, a suposta violação de uma rapariga branca por um negro, Scout observa tudo e coloca muitas questões que, na sua inocência, ainda se mantêm actuais.

    É através deste retrato tão singelo e exacto do que pode acontecer numa pequena cidade isolada que a autora nos transmite uma visão exemplar do que pode ser a vida, tendo como modelos morais uma série de personagens que ficam vivas na memória.

    Com alguns momentos narrativos espectaculares (como, por exemplo, a cena do julgamento) ficamos a conhecer todas estas pessoas e assistimos a justiças e injustiças pelos olhos de quem nada pode mudar. Os diálogos são muito ricos, e todo o texto está cheio de pequenas dissonâncias estilísticas, mesmo à moda do sotaque do sul, na época.

    Assim, torna-se numa leitura muito gratificante e o tipo de livro que eu teria tido todo o prazer em ler na escola. Porque, afinal, é tema de estudos académicos diversos. :)

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