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  • A Volta ao Dia em 80 Mundos

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    A Volta ao Dia em 80 Mundos
    Julio Cortázar
    1967
    Não-Ficção


    Um livro um pouco difícil de classificar. Trata-se de um conjunto de textos mais ou menos aleatórios, em que o autor explora acontecimentos da sua vida diária (e do seu gato), ao mesmo tempo que fala de história e de pessoas estranhas que conhece, para além de pessoas inventadas que só ele é que sabe.

    Apesar de ser um livro confuso e estranho, é uma leitura fácil e muito divertida, que nos propõe uma série de ideias que são improváveis e engraçadas.

    Também está ricamente ilustrado, e com muitas fotografias também, com imagens referentes a todas essas coisas inventadas pelo autor.

    Mais um livro de Julio Cortázar, que insistem em me oferecer pelo Natal e aniversário (não que me importe que até gosto)

  • Os Prémios

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    Os Prémios
    Julio Cortázar
    1960
    Romance


    Recebi este livro pelo meu aniversário.

    Os vencedores de uma rifa vão viajar num cruzeiro. Neste barco vão-se então reunir pessoas de diferentes estratos, passados e com diferentes defeitos e qualidades. Mas este barco é muito estranho... Há suspeitas de tifo a bordo, ninguém pode passar para o lado da popa, na verdade nem sequer sabem qual vai ser o itinerário. A partir daqui irá desenvolver-se uma trama policial sem precedentes, em que os visitantes do cruzeiro se opõem a todo o staff.

    Confesso que este livro me lembrou um pouco o White Lotus, de que iremos falar em breve, pois é um conjunto de pessoas que não têm nada a ver umas com as outras, todas juntas num espaço fechado. Graças à agilidade do autor, podemos conhecer cada uma delas detalhadamente, e encontrar causas e motivos, que acabam por não ser necessários porque "afinal faz tudo sentido".

    Achei estranhos os longos monólogos entre cada secção, que falam da natureza e dos astros, mas que realmente não acrescentam nada à narrativa.

    De resto, gostei bastante.

  • Octaedro

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    Octaedro
    Julio Cortázar
    1974
    Contos

    A última das minhas prendas de aniversário e a minha segunda experiência com este autor, que foi sem dúvida mais satisfatória que a primeira.

    Estes são contos um pouco surrealistas, mais maduros, que envolvem o leitor num universo de realismo mágico muito típico da américa latina mas também muito único na perspectiva deste autor. Temos um octaedro, oito contos que se unem por linhas muito finas, em temas um pouco difusos que nos remetem para um universo onírico de impossibilidades.

    Nestes contos o autor explora a fragilidade da vida enquanto acção do personagem, falando-nos de diversas situações que, não sendo exactamente inusitadas, são suficientemente improváveis para que causem uma certa estranheza na leitura. Uma análise mais detalhada poderia encontrar diversos significados neste livro.

    No entanto, algum tempo passado, são histórias que acabam por ficar a residir num canto recôndito da memória e que, por isso, são facilmente esquecíveis. São histórias de um bizarro quotidiano, mas que acabam por diluir-se na nossa própria realidade, sendo que é o tipo de livro que nos deixa a pensar se estas foram situações que nos aconteceram realmente, a nós leitores, ao inv+es de serem apenas narrativas.

    Irei partilhar. :)

  • Bestiário

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    Bestiário
    Julio Cortázar
    1951
    Contos

    Siga para bingo, o segundo livro obtido na Feira do Livro! Também é um livro de contos e decidi ficar com ele porque, mais uma vez, gostei da capa e do tema relacionado com animais.

    Este é um contista da América Latina, com um estilo bastante característico dos autores da sua época e do seu continente. Num universo que mistura o campo do real e o do fantástico, apresenta-nos várias histórias com um tema em comum: animais.

    No entanto, os animais não figuram como os elementos principais dos contos. São antes algo que perturba os personagens, que faz parte da sua vida e que, na maior parte do tempo, faz parte do seu problema. A escrita é muito leve e cativante e remete-nos a cidades e ambientes muito típicos,  para além de bastante variados.

    O meu conto preferido foi o do homem que vomita coelhinhos, porque isso parece ser altamente inconveniente.

    De resto, é uma leitura muito interessante, embora por vezes um pouco cansativa, pois os contos tendem a prolongar-se um pouco para além do estritamente necessário para a caracterização narrativa e dos personagens.

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