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  • Hokuto no Ken 2

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    Hokuto no Ken 2
    Ashida Toyoo - Toei Animation
    Anime - 47 Episódios
    1987
    7 em 10

     

    Kenshiro... Ai Kenshiro... Onde estão os cosplayers gostosos de Portugal para fazer cosplay de Hokuto no Ken (2)? Certamente não estão a ver anime de 1987. Anyway, num anime cuja violência está censurada com luz, mas que ainda assim é extrema, temos uma história de fatalidades em que descobrimos que sim, os homens são brutos e fortes, as mulheres só desmaiam e morrem , não havendo uma Mamiya da vida para contornar esse assunto. Mas no meio disto tudo, temos ensinamentos para os meninos dos anos 80: podes ser uma besta, podes ser super macho, mas também podes mostrar emoções, podes chorar e podes acreditar que o que te move é o AMOR. Um anime que me fez chorar, que me fez gritar de raiva por injustiças por todo o lado, e que me fez rir horrores por todo o seu campy. No final por um momento pensei que o Kenshiro fosse groomer de miúdas, mas afinal ele é fixe e tudo fica bem quando acaba bem. 7/10 e nunca pensei dar esta nota a uma produção miserável dos 80s que nem a toei lhe voltou a pegar 

  • Hokuto no Ken: Raoh Gaiden Ten no Haoh

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    Hokuto no Ken: Raoh Gaiden Ten no Haoh
    Buronson - Satelight
    Anime - 13 Episódios
    2008
    5 em 10

    Isto é um spin-off/prequela a Hokuto no Ken, também conhecido por Fist of the North Star ou, em PT-PT, O PUNHO DA ESTRELA NORTENHA. Hokuto no Ken, o original, distingue-se pela sua violência extrema. Num ambiente pós-apocalíptico, há um gajo que vai lutando contra gente má, usando de técnicas de artes marciais que fazem explodir as pessoas ao toque. O master dos masters bosses é um tal de Raoh. Este Gaiden (que vem na minha pasta sob o nome de "Legends of the Dark King") fala precisamente sobre como este Raoh chegou ao poder absoluto.

    Assim sendo, o anime dá-nos um lamiré da história passada. Não é necessário ver o HnK original para ver isto, mas também não o vou recomendar. Porque enquanto o original faz um excelente trabalho de caracterização, com muito sangue (censurado) à mistura, este Gaiden tem falhas básicas.

    A animação é boa, cores fortes e duras para gente forte e dura. Comparativamente com o original, é bem melhor. Mas estamos a falar de 20 anos de diferença. Mas os designs não são exactamente o que uma pessoa estaria à espera, num mundo pós-apocalíptico. E aí está a primeira falha: cadê o mundo pós-apocalíptico? Esta gente tem armaduras. Esta gente tem cavalos. Esta gente tem castelos. Esta gente tem espadas! Isto parece mais Alexandre o Grande a conquistar o mundo do que pessoal no ano 20XX a conquistar o mundo.

    E depois vêm as personagens. Não há nada nelas que me faça dizer "epah, que coisa fixe". Tal como aparecem no primeiro episódio assim se mantêm até ao fim. Isto não seria tão mau se fosse coerente. Por exemplo, Raoh é um tirano malévolo, um conquistador obcecado pelo seu ideal. No entanto quando a gaja falha, ele vai salvá-la e em vez de a matar a seguir, como seria o esperado, dá-lhe uma chapadinha na cara que nem deve ter doído. Então afinal o gajo tem coração? Não tem sentido.

    Gostei tanto da OP como da ED, mas a música do parênquima (adoro esta palavra) apenas piora a ilustração do mundo.

    Anime bom para quem gosta de Baras a matar-se, mas ainda assim o Hnk dos 80s é superior.
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