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  • Pumpkin Scissors

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    Pumpkin Scissors
    Akiyama Katsuhito - Gonzo
    Anime - 24 Episódios
    2006
    5 em 10


    Depois de 86 não me apetecia nada ver outro anime de guerra, mas quis o destino que Pumpkin Scissors, que tem nome de uma banda punk queer, fosse... Um anime de guerra.

    De todos os modos, a premissa é original: esta guerra chegou ao fim e, no armistício, ninguém sabe muito bem o que fazer. Os soldados estão perdidos, nem sequer têm nome para chamar de seu, e andam por aí a fazer asneiradas com a populaça. É aí que aparece o tal Pumpkin Scissors, um batalhão liderado por uma rapariga que pertence a uma espécie de nobreza e que defende os pobres e oprimidos.

    Depois há uma trama política extremamente intricada e complicada que já não interessa a ninguém, assim como as relações entre as personagens, que rapidamente abandonam o cenário de guerra para passar a um luxuoso cenário citadino para debater essas tais politiquices. O anime que se tinha como algo de acção, passa a ser uma sucessão de diálogos bastante aborrecidos, com alguns gags à mistura que não têm muita graça, e perde-se completamente o ritmo e o rumo.

    Por isso, este anime simplesmente... Não vale a pena.

  • Kimi no Iru Machi

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    Kimi no Iru Machi
    Yamaushi Shigemasu - Gonzo
    Anime - 12 Episódios
    2013
    6 em 10


    Um anime romântico que fala sobre triângulos e quadrados de amor.

    No passado, uma rapariga da cidade mudou-se para o campo e arranjou lá um namorado. Depois separaram-se. Agora, o rapaz do campo vai para a cidade em busca dela, mas agora ela já arranjou outro. O drama, o dilema, a tragédia. E assim se vai desenvolvendo a coisa.

    Podia ser uma novela normal, não fosse a quantidade absurda de fanservice que esta coisa tem. Porque é que subitamente vemos o altinho na cuequinha? Porque é que subitamente se toma banho? Tudo coisas sem grande sentido.

    De resto, a própria história é demasiado novelesca para o meu gosto, e inconsequente também, porque assim como começamos, assim ficamos.

    Foi só meh.

  • Red Garden

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    Red Garden
    Matsuo Kou - Gonzo
    Anime - 22 Episódios + 1 OVA
    2006
    6 em 10

    Um anime que parece um shoujo mas que não é de todo um shoujo.

    Quatro raparigas acordam um dia sem se lembrarem de nada do que se passou nessa noite. Quando chegam à escola, ficam sabendo que uma das suas clecas se suicidou. Quando vão o funeral, conhec em uma pessoa misteriosa que lhes diz: afinal vocês também morreram, portanto agora têm de lutar contra monstros para reaverem os vossos corpos.

    Este conceito lembra-me muito, e lembrou-me durante todo o anime, Gantz. Com muito menos violência e sexualidade, é certo, mas o tema é muito semelhante. A forma como este é utilizado acaba por ter algumas diferenças, mas a forma como o desenvolvimento de personagens é feito também se torna muito parecido. Fora isto, é um anime interessante, com um mistério cativante e imprevisível e personagens que, não sendo perfeitas, servem perfeitamente os objectivos do anime.

    O desenvolvimento é simples e numa perspectiva muito feminina, de lutar pela vida normal e pelo amor. Os designs são muito originais e bem feitos, fazendo uso de um guarda roupa muito variado, o que acaba por ser quase uma novidade.

    Temos alguns momentos em que a animação poderia ser espectacular, mas o anime contém-se muito nesse aspecto. Existe também uma utilização frequente de meios digitais que, apesar de tudo, não se coadunam muito bem com o espaço. Também este e cenários são pouco detalhados e, no fundo, pouco importantes para a história.

    A música é interessante, emocionante, com OP e EDs muito marcantes.

    No geral, um anime bom que é grande fonte de entretenimento. Quase dá vontade de fazer um cosplay, devido aos designs, fossem os personagens um pouco mais desenvolvidos.

  • Blue Submarine No. 6

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    Blue Submarine No. 6
    Maeda Mahiro - Gonzo
    Anime OVA - 4 Episódios
    1998
    6 em 10

    Um curto OVA, com episódios de 28 minutos (excepto o último, que tem 40). Acabou por ser uma experiência mais curiosa do que esperava ao início.

    Neste mundo, tudo está semi-submerso no mar. Lá vivem umas criaturas, humanos artificiais, que estão em constante batalha com as pessoas da superfície. Mas quando um piloto vulgar salva um destes seres e volta a pô-lo dentro de água, tudo pode tornar-se um pouco diferente do que se previa.

    A história não é original, mas é interessante na medida em que a estrutura social dos vários seres é apresentada de forma diferente. Da mesma forma, distingue-se pelos designs dos personagens, das diversas criaturas e da maquinaria. A história desenvolve-se até um ponto de viragem bastante pessimista, mas infelizmente pareceu-me que o OVA foi demasiado curto para que apresentassem o material na sua íntegra Assim, acaba por parecer demasiado curto. O que eu queria realmente saber não nos foi mostrado (seria, "o que se passará depois de encontrarem os monstros"), mas talvez isso não seja necessário o parte integrante da história. Talvez o objectivo seja efectivamente passar esta ideia de vida perdida.

    Apesar de os designs serem muito bons, não se pode dizer o mesmo da animação. Este OVA saiu entre 98 e 2000, pelo que a animação digital ainda é primordial. Isso nota-se com evidência em todas as cenas que incluem máquinas e máquinas dentro de água, o que é um pouco desagradável.

    Musicalmente, não temos uma OST muito forte, mas isso pode ser compensado por uma ED sólida e reminiscente de sons populares de décadas passadas.

    Foi um anime giro, mas não o recomendaria.
  • Afro Samurai

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    Afro Samurai
    Okazaki Takashi - Gonzo
    Anime - Filme
    2007
    5 em 10

    Tinha este filme na Plan to Watch e como sabia com Samuel L. Jackson faz uma das vozes, queria imenso vê-lo com o Qui. Foi um desapontamento total.

    Este é um filme que serve quase como homenagem a um género americano, onde se incluem temas como Shaft, que fala sobre a cultura negra underground e perigosa. Só que em anime. Com samurais. Afro Samurai é o número 2 no que respeita a ser forte e a lutar muito. Isto tudo por vingança a seu pai. Então, acontecem muitas coisas e muitas lutas e ele começa a perseguir a ideia de ser o número 1.

    É um filme que vive exclusivamente do estilo e das cenas de acção. A história é básica, sendo que a narrativa muitas vezes não está bem estruturada: envolvem-nos em demasiados flashbacks, muito longos, que tiram o foco principal e quase nos fazem esquecer do que estávamos a ver. Também os personagens são vazios e unidimensionais, coisa que apenas é salva pela qualidade da dobragem (apesar de Samuel L. Jackson não ter captado bem a ideia de que é suposto falar quando a boca dos personagens se mexe)

    O foco principal é, então, a arte e a animação. O estilo é forte, em tons escuros, quase um preto e branco. E as cenas de acção estão excelentemente animadas, sendo um prazer vê-las. No entanto, são tantas e a violência é de tal forma gratuita, que acabam por se tornar indiferentes à medida que vamos vendo o filme.

    A banda sonora é muito boa, com vários temas de hip-hop muito interessantes, mas está mal usada: muitas vezes a música acaba por ser anti-climática e chega a ser um pouco ridícula (como na cena erótica)

    Um filme que tinha tudo para ser excelente, mas que não se liberta da mediocridade.

  • Druaga no Tou - The Aegis of Uruk

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    Druaga no Tou - The Aegis of Uruk
    Chigira Kouichi - Gonzo
    Anime - 12 Episódios + 1 Special
    2008
    6 em 10

    Às vezes o Random.org não escolhe o anime ideal para eu ver. Ver este anime, com um tema fantástico, logo depois de Claymore tornou a experiência, comparativamente, um pouco aquém.

    Este é o tipo de anime em que o primeiro episódio engana muito. Pensamos estar dentro de um jogo e que se trata de uma comédia, mas - logo a partir do segundo episódio - percebemos logo que estamos errados. É um jogo, sim, a inspiração para este anime, um jogo de fantasia por níveis. Nesse aspecto, The Aegis of Uruk caracteriza muito bem o estilo de jogatina que se faz: um grupo de pessoas, uma party, encontra-se numa masmorra (dungeon) com vários níveis que tem de ultrapassar progressivamente, lutando contra inimigos mais ou menos fortes e reunindo-se com outras pessoas que podem ou não ter os mesmos objectivos. O início da série caracteriza muito bem este tipo de jogo e, por isso, é muito divertida. Tem muitos momentos de comédia que, ao contrário do esperado, funcionam bastante bem. Depois torna-se um pouco mais sério, mas sempre com um pouco de graça que nunca se perde.

    Os personagens pecam por ser pouco memoráveis e por se inserirem exclusivamente dentro da sua classe de combate. Isto é especialmente bom quando existem lutas, mas no respeitante a desenvolvimento e caracterização é um pouco fraco. Os designs são pouco inspirados e, no geral, são personagens são grande potencial.

    A arte torna-se progressivamente pior. Se ao início temos batalhas bastante interessantes contra grandes criaturas, nos últimos episódios estas criaturas são montadas digitalmente, de forma muito arcaica e simplesmente desnecessária. Afinal, se animaram o primeiro dragão por métodos tradicionais qual a necessidade de fazer o último monstro em CG? Também a animação, no geral, não é muito forte, apesar de ser satisfatória. As coreografias estão bem pensadas dentro do contexto, mas é tudo bastante simples.

    A música tem pouco interesse e não caracteriza bem o ambiente. A sequência da OP é estranha, dentro do contexto, assim como a música.

    Um anime que facilmente será esquecido.

  • Gankutsuou

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    Gankutsuou
    Maeda Mahiro - Gonzo
    Anime - 24 Episódios
    2004
    7 em 10
     
    Já terminei o anime no início da semana, mas o tempo anda tão escasso que só agora tenho tempo para falar um pouco sobre ele. De entre a lista de recomendados do meu clube, apenas este me faltava ver. Como sempre, estas pessoas dão excelentes recomendações! :)
     
    Este anime é uma interpretação livre do romance de Alexandre Dumas, "O Conde de Monte Cristo". Infelizmente, já faz muitos anos que li o livro e, portanto, recordo muito pouco sobre ele. Assim, o meu comentário será sobre o anime em si, não enquanto adaptação mas enquanto obra singular.

    Tudo começa quando um jovem nobre conhece um misterioso conde, o Conde de Monte Cristo. A narrativa processa-se enquanto o conde conhece todas as pessoas envolvidas na vida deste jovem e procede a destruir as suas vidas, aparentemente sem razão. Mas tudo é revelado no final. Trata-se de um processo complexo e muito misterioso, que nos cativa imediatamente. Isto não seria possível sem um conjunto de personagens muito interessante, embora por vezes um pouco inutilizado dentro do contexto de evolução da história. As motivações do Conde de Monte Cristo são o mote principal para a evolução, permitindo-nos conhecer mais sobre o passado de todas as personagens, estando tudo interligado de forma a permitir um futuro brilhante para os que vêm depois.

    O foco principal do anime é, sem dúvida, a arte. Trata-se de um dos exemplos mais flagrantes de utilização de cores e padrões em grande escala, com formas que se movimentam e uma escolha estilística complexa. O resultado é algo de espectacular, uma interpretação futurística que mantém sempre um toque clássico. Nesse aspecto, é um anime único.

    Musicalmente, também nos mantemos nesta linha clássica. Com OP e ED calmas mas originais, que têm toda a relação com o tratado no anime, temos também outras músicas dentro da banda sonora que se aplicam perfeitamente aos momentos, trazendo cada vez mais intensidade.

    Trata-se de um anime diferente e muito original. Vale, certamente, a pena ver.

  • Last Exile

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    Last Exile
    Chigira Kouichi - Gonzo
    Anime - 26 Episódios
    2003
    8 em 10

    Sem dúvida um dos animes mais interessantes que vi nos últimos tempos. Last Exile é um raríssimo exemplo de utilização de um ambiente e tema steampunk em anime, que nos leva até um universo único onde podemos assistir ao desenrolar de uma guerra entre oponentes de peso.

    Claus e Lavie são uma espécie de senhores-do-correio: na sua vanship, uma espécie de passarola movida a vapor, entregam cartas e recados variados a todos os cantos da sua terra. As suas aventuras começam quando, enquanto participam numa corrida de vanships, são interceptados por uma nave que está a cair e decidem ir ajudar. É-lhes confiada, então, a missão de levarem Alvis, uma menina, até à grande nave Silvana, que colabora com o exército de forma pouco legal. A história demora a desenvolver-se, sendo que se adicionam cada vez mais camadas na narrativa, que se atam todas num final que, sendo pouco surpreendente, foi perfeitamente satisfatório. Se a meio da série começamos a pensar que se esqueceram de personagens anteriormente introduzidos, chegamos rapidamente à conclusão de que isso não é verdade: todos têm o seu papel e tudo está interligado. Assistimos então a uma sucessão de estratégias, motivadas pelas duas partes, que são simplesmente apaixonantes.

    Já que falávamos dos personagens, devemos considerar que nem todos são aproveitados da melhor forma, apesar de todos terem uma participação importante. A alguns é dada pouca importância quando estávamos curiosos sobre eles. A outros acontece exactamente o contrário. Mas o grupo principal é explorado de forma exemplar e temos assim um grupo de personagens muito realista dentro do contexto, ao qual acabamos por nos afeiçoar e que se tornam parte integrante do nosso visionamento. A caracterização é única para cada um, sendo que se tornam pessoas vivas e mutáveis dentro do plano narrativo, que leva ao seu desenvolvimento que, apesar de ligeiro, é muito importante e uma grande motivação para nos agarrar à série. São todos pessoas muito diferentes, com passados mais ou menos misteriosos, mas com futuros que esperamos continuar a seguir. Gostei sobretudo de Al, que é desde logo apresentada como uma menina doce e sentimental mas com muita fraqueza interior, mas que cresce para ser uma personagem poderosa e mecanismo narrativo essencial.

    Outro aspecto que adorei de paixão foi a arte e animação. É um dos raros exemplos em que a animação digital funciona realmente bem. Com uma paleta de cores enferrujada, o que nos remete para o tal ambiente steampunk, toda a maquinaria e cenas aéreas estão animadas com uma renderização digital um pouco arcaica mas feita de tal forma que se torna muito realista. Isto é sobretudo agradável nas cenas de perseguição e luta, com explosões opacas que parecem realmente ter sido filmadas ao vivo. Também os desenhos do céu e nuvens fazem uso deste tipo de textura, fazendo com que todo o anime tenha um certo aspecto de quadro antigo.

    Finalmente, não podemos descurar a música. Misteriosa e evocativa, estabelece desde logo o ambiente de toda a série, adaptando-se perfeitamente às cenas e acabando por se tornar bastante memorável.

    Uma série que me deu um prazer imenso ver e que recomendarei.
  • Kaze no Stigma

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    Kaze no Stigma
    Imazaki Itsuki - Gonzo
    Anime - 24 Episódios
    2007
    5 em 10 

    Mais um daqueles animes que, como passou nos States, é recomendado indiscriminadamente. Mas não é especialmente bom ou original.

    As pessoas deste anime têm poderes dos elementos, fogo ou vento ou o que seja. Usam-nos para lutar contra as forças do mal, para lutar uns contra os outros e para fazer coisas em geral. Isto teria sido muito mais eficiente se houvesse uma linha condutora na história, em vez de arcos separados que aparentam não ter conexão uns com os outros. Assim, acabamos por assistir a aventuras diversas, com especial foco em cenas de lutas e muita acção , sem qualquer tipo de desenvolvimento narrativo ou das personagens. Estas, podem distinguir-se do nosso shounen habitual por não existir uma evolução dos seus poderes, que estão bastante estabelecidos como coisas estáveis e em toda a sua força, mas isto nem sempre é uma coisa boa: devido ao facto de as suas capacidades já estarem consumadas não há muitas oportunidades (dado que o anime se baseia sobretudo nas lutas) para o desenvolvimento psicológico e emocional.

    Felizmente, temos uma arte bastante boa, com cenas bem coreografadas, apesar de alguns elementos digitais que não calham muito bem. A animação está fluída e não consegui detectar os erros mais comuns, pelo que podemos admitir desde logo que está bem cuidada. Os designs dos personagens estão dentro da normalidade, com uma associação de cores e roupas aos poderes respectivos que torna o visionamento bastante simples.

    Existem momentos de comédia, que não apreciei por aí além.

    Em termos musicais, não temos nada que distinga este anime do seu género, apesar de ter havido uma ED (no decurso da série) que até entrou bem na minha mente.

    Um anime que será rapidamente esquecido.


  • Sentou Yousei Yukikaze

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    Sentou Yousei Yukikaze
    Ohkura Masahiko - Gonzo
    Anime OVA - 5 Episódios
    2002
    6 em 10

    Este OVA conta a história de uma guerra. É contra entidades alienígenas, mas poderia ser contra qualquer tipo de criatura. Através da relaçao piloto-máquina e da interacção com os seus pares e superiores, é-nos relatada uma guerra realista, contra um misterioso inimigo que rapidamente se poderia considerar humano tal como nós.

    Infelizmente, esta história com grande potencial falha em alguns aspectos. A narrativa não está bem estruturada e os personagens encontram-se pouco desenvolvidos, sendo que teria sido agradável conhecer um pouco mais sobre as suas motivações para nos entendermos melhor dentro deste contexto. Apesar do realismo impresso a todos os aspectos (por exemplo, a maquinaria limita-se a aviões), estes personagens acabam por ter uma aura um pouco fantasiosa, como se cada um deles tivesse mais "poderes especiais" do que aquilo que realmente têm ou que seria humanamente possível. Desta forma, a suposição primária deste anime (realismo) e a sua execução tornam-se antagónicas. Isto é realmente muito estranho.

    Este OVA poderá ser considerado uma revolução dentro do universo da animação, pois integra uma produção elevadíssima em CG tridimensional com os personagens bidimensionais de sempre. Apesar de a técnica ser um pouco arcaica (e tal se notar de forma flagrante) parece-me uma excelente introdução neste campo e parece-me que terá aberto caminhos para toda uma nova série de técnicas. Acredito que o efeito geral tivesse tido melhor resultado se os cenários de céu e nuvens fossem um pouco mais detalhados ou que não se apoiassem tanto no CG (o que os torna pouco acreditáveis e, dizendo as coisas como elas são, muito feiinhos)

    A banda sonora não tem nada de especial, se bem que a ED me recorda o rock-n-roll da época das guerras Americanas, o que acaba por calhar muito bem dentro do contexto.

    Um anime que pode ter tido o seu lugar ao sol há uma década, mas que hoje em dia serve apenas como representação do seu tempo.
  • Blue Drop

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    Blue Drop
    Ohkura Masahiko - Gonzo
    Anime - 13 Episódios
    2007
    5 em 10

    Este anime propõe-nos um misto de fatia de vida com ficção científica, em que acompanhamos o desenvolvimento da relação entre duas raparigas numa escola com internato feminino.

    Mari é a única sobrevivente de um desastre em que toda a sua cidade foi dizimada. Quando a sua avó a envia para uma escola feminina, não se sente muito motivada. Lá, faz amigos e descobre uma relação especial com uma rapariga, que se vem a revelar uma entidade alienígena enviada para saber mais sobre a espécie humana, Qual a relação disto com os acontecimentos que levaram à destruição da cidade de Mari?

    Infelizmente, o anime falha nas duas preposições sugeridas. Em termos de fatia de vida (ou slice of life) não há muitos elementos coerentes com o género. A vida na escola não está bem detalhada ou ilustrada, sendo que a acção principal se dá na tentativa de criação de uma peça de teatro para o festival da escola. As personagens secundárias não estão estabelecidas de forma a que o interesse seja captado para esta vertente da história. Do outro lado, temos um pouco de ficção científica, em que existem relações entre personagens um pouco mais fortes. No entanto, também não há grandes explicações sobre quem é esta gente e o que querem de nós.

    A animação tem traços simples, que por vezes são suficientemente expressivos, misturados com maquinaria em CG que calha realmente muito mal. Este misto de técnicas não funciona bem e acaba por aparentar estar a mais, sendo que não se percebe realmente a necessidade de mostrar a tecnologia alien, pois pouco se fala dela.

    Existe um ponto positivo, que é a música. Peças contemplativas ajudam-nos a entrar num universo calmo e de poucas expectativas.

    O final é bastante interessante, mas dá a sensação de que este anime tem algum tipo de seguimento (talvez no manga?) e que serve como prequela a alguma coisa.

    Uma série que não capta a atenção.
  • Seto no Hanayome

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    Seto no Hanayome
    Kishi Seiji - Gonzo
    Anime - 26 Episódios + 2 OVA
    2007
    6 em 10

    Reza a lenda que depois de um anime interessante vem sempre um anime irrelevante. Mais uma vez, aplica-se ao caso.

    Um rapaz inconsciente cai ao mar e é salvo por uma sereia. Ditam as regras das sereias que qualquer ser humano que conheça a sua identidade terá de ser destruído. A menos que faça parte do seu grupo. E, assim,  o jovem fica de se casar com a sereia. Que, por sinal, é filha dos yakuzas do mundo das sereias. Desta forma, passamos a seguir as aventuras de um grupo de gente, entre pessoas e sereias, que deveria ter uma grande dose de piada. Mas, como sabem, o meu sentido de humor faleceu. Também não ajuda ter visto o anime todo ao longo do dia de hoje e de já estar completamente saturada dele (mas a verdade é que não tenho nada para fazer. Quem quer ir passear comigo?)

    O anime desenvolve-se numa espécie de ritmo de harem, se bem que com poucas características ecchi que costumam ilustrar essa categoria de anime. No fundo, é a relação do jovem com um grupo de raparigas, sereias ou pessoas. Toda esta gente farta-se de gritar, de bater uns nos outros e de levar com água. Tudo isto me causa irritação. Simplesmente, são personagens muito pouco interessantes que, bem no fundo, pouco se distinguem umas das outras. As raparigas, então, quando pensávamos que tinham algo de único, no momento a seguir fazem coisas que deveriam pertencer à personalidade de outra personagem qualquer. São todas iguais, até no design.

    Em termos de arte e animação, temos os truques típicos de uma comédia, em que os personagens mudam de feições conforme a piada é dita. Isto por vezes funciona. Por vezes não funciona. Estas variações são recorrentes e acabam por se tornar muito previsíveis. Ainda assim, não é este o pior aspecto do anime, e apresenta-nos uma arte colorida, suave e simpática.

    Musicalmente, os efeitos sonoros são para esquecer. Em termos de OPs e EDs, temos músicas bastante açucaradas que ligam bem com o tema da série.

    Não abro a caixa de sugestões para boas comédias porque não me apetece rir. Apetece-me comer.
  • Strike Witches

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    Strike Witches
    Takamura Kazuhiro - Gonzo
    Anime - 12 Episódios + 1 OVA
    2008
    6 em 10

    Parafraseando o que uma amiga disse: "Este é um anime que fez tudo bem em todas as partes erradas"

    Estamos em 1944, mas existe magia e alta tecnologia. O mundo está a ser invadido por uns bicharocos voadores, os Neuroids, e a única maneira encontrada de lutar contra eles foi reunir um grupo de menininhas e dar-lhes umas pernas robóticas com asinhas de helicóptero, que lhes permitem voar em todas as posições possíveis e dar tiros portentosos nesses tais bichos (que parecem mais robots, mas aparentam estar vivos, à medida que a história progride)

    Por alguma razão muito pouco convincente, elas não usam parte de baixo. Calças? Saias? Calções? Nada. Só a cuequinha. Por alguma razão que nem sequer é explicada ("porque magia" parece ser suficiente) cada vez que elas usam os seres poderes voadores aparecem-lhes orelhas e caudas de bicinho, cãozinho, gatinho, coelhinho, inho.

    Enfim, em termos de história a coisa não é propriamente a rainha da cocada preta. Em termos de personagens também não. Passamos os doze episódios a assistir à sua vida diária, com umas lutas voadoras por aqui e por ali. Elas simplesmente não fascinam, não têm suficiente densidade e humanidade para que realmente acreditemos nos seus sentimentos e emoções. Cada uma é um estereótipo muito mal cortado da caixa dos Cheerios. O facto de não usarem parte de baixo também não ajuda nada, sobretudo quando estão a tentar convencer uma série de senhores de uniforme que são elas que estão com a razão.

    No entanto, e aqui a suína torce as suas vértebras caudais, no entanto... A arte. A animação. São estrondosas. O cenário é o mar, num Verão calmo e com poucas nuvens. É bem bonito. E as cenas de acção, têm momentos únicos e apaixonantes. Quase que dá vontade de gostar de tudo o resto, para que possamos dar uma melhor classificação a isto. Há, certamente, um grande exagero em mostrar volumes vulvares (que, se formos pelo lado negativo, se parecem muito com volumes penianos do universo shota. éÉ tudo uma questão de perspectiva) e uma vez até aparece um mamilo aos pulos, mas perdoemos isto, tendo em conta de que é uma série para rapazinhos hiperexcitados.

    Musicalmente, nada de bom, nada de mau. OP e ED vulgaríssimas, parenquimatosamente nada de muito especial.

    Enfim, eu cá gosto de ver todas as coisas. Serve como experiência. Recomendo a rapazinhos hiperexcitados.
  • Bayonetta - Bloody Fate

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    Bayonetta - Bloody Fate
    Kizaki Fuminori - Gonzo
    Anime - Filme
    2013
    6 em 10

    Há muito, muito, muito tempo atrás, sugeriram-me que fizesse cosplay de Bayonetta. Ora, eu tenho um pequeno problema... É que eu não jogo jogos! Falando disto a uma amiga, ela referiu-me que - ainda por cima - não teria o corpo ideal para fazer a personagem, que é muito alta e musculada. Mas, depois de tudo isto, fiquei extremamente curiosa para com a personagem. Afinal, quem é ela? E o que faz? Assim, quando apareceu a oportunidade de ver o filme de anime baseado no jogo, não a pude perder!

    Fiquei, então, a saber que a Bayonetta é uma bruxa, fruto de uma relação proibida. Ela vagueia por aí, a matar umas criaturas que são anjos, em busca do seu passado. Pelo menos neste filme, não sei como será no jogo. No processo encontra alguns personagens que não a ajudam em nada e estão simplesmente lá para acrescentar mistério.

    A história pareceu-me bastante incompleta, assim como o desenvolvimento dos personagens. Certamente que isto será melhor desenvolvido no jogo, que o anime almeja publicitar, mas como não estou dentro desse contexto nada poderei dizer. Aquilo que, realmente, me pareceu foi que havia muito material que se poderia explorar. Por exemplo, gostaria de saber mais sobre os reais poderes de Bayonetta, como funcionam aquelas armas, qual o sistema mágico deste universo. A história de volta das memórias tem o seu interesse, mas não está especialmente bem concebida.

    O ponto forte do filme será a animação, mas esta tem os seus momentos falhos frequentemente. Se as técnicas utilizadas são bastante fluídas na maior parte das vezes e o CG está admitidamente bem integrado no contexto das lutas, as coreografias tornam-se, muitas vezes, bastante confusas, tornando difícil de perceber qual a posição de cada elemento na luta. Os cenários são bastante simples, com bastante CG, com excepção da única cena em ambiente natural (a do pai do jornalista) que está muito bem pintada e é bem bonita. Se fossem todos os cenários assim, falaríamos de outra forma da arte deste filme.

    Musicalmente, não temos nada fora do normal. As lutas têm como ilustração auditiva peças sinfónicas, com bastante órgão, que - solitárias - não têm grande interesse. A música dos créditos pareceu-me demasiado açucarada para o teor altamente sensual do filme.

    Fiquei a conhecer a personagem assim por alto. Estou curiosa em jogar o jogo, mas não tenho maneira nem grande vontade, portanto fica para a próxima. De certeza que não irei adicionar Bayonetta aos meus planos de cosplay.
  • Gate Keepers 21

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    Gate Keepers 21
    Watanabe Takashi - Gonzo
    Anime OVA - 6 Episódios
    2002
    6 em 10

    Com Gate Keepers 21 celebramos o post quatrocentos e um do Não me Apetece Estudar! Em breve faremos aniversário outra vez e prepararei algumas prendinhas para vós... Se bem que no ano passado não consegui oferecer todas, porque duas das pessoas (Atlantida e Diana Tinoco) não me responderam ou, quiçá, não receberam a mensagem. Se virem isto por favor contactem-me para vos dar os vossos prémios! Para mais informações, consultem o post do Dar Embora. :)

    Mas falemos deste anime, que é muito interessante.

    Esta Tóquio está a ser atormentada por umas criaturas, os Invaders. Eles infectam as pessoas e estão a tentar infectar toda a gente, como um bom vírus o deve fazer. E aí aparecem-nos os Gate Keepers, pessoas que têm o poder de abrir  as Gates (ou usar Gates artificiais por telemóvel) e destruir os Invaders, por forma a reaver a pessoa que eles foram em tempos. Isto é, meninas mágicas. Pois é, quase dez anos antes das Megucas já tinha havido uma desconstrução do género! E como são só seis episódios, eu diria que não perdem nada em vê-lo, não para comparar mas para observar como se podem fazer duas coisas tão diferentes com o mesmo objectivo (e níveis completamente diferentes de hype). Infelizmente, a história acaba por cair no cliché no último episódio e existem várias coisas por explicar. Isto é uma sequela, se bem que dizem que pode ser vista sem se saber nada do Gate Keepers original (foi o que eu fiz, porque não sabia que isto era uma sequela), pelo que podem haver elementos que foram explicados antes e que se perderam aqui. Coisas como, o que são os Invaders exactamente, o porquê da motivação da Rapariga Fantasma, o que são as Gates, até mesmo "porque é que a personagem principal usa óculos sem graduação", são coisas que teriam dado mais conteúdo ao conceito.

    Nota dez para os voice actors, que caracterizaram perfeitamente a personalidade dos personagens. A personagem principal é muito interessante, com uma certa vertente "noir" no seu pessimismo e aborrecimento para com a vida, mas o desenvolvimento cai no lugar-comum do "temos de ser amigos para vencer o mal". Já Miu (nome fácil de decorar) tem um desenvolvimento bem mais interessante, passando da menina atrasadinha para uma pessoa com medos e fraquezas, que tem de os ultrapassar para conseguir sobreviver.

    Existem alguns momentos de grande animação, sobretudo as lutas da moça que tem as espadas. Também existe uma perseguição de carros e muitas explosões. Isto será do agrado da maioria dos fãs de anime, que já percebi que gostam muito de lutas, e a verdade é que se encaixa bem no anime. A tonalidade escura dada às lutas adiciona à melancolia da personagem principal, se bem que alguns gags comédicos destoam bastante do teor impresso à série inicialmente.

    A música também destoa muitas vezes. Gostei da primeira OP, pois é sonhadora e melancólica, sugerindo esses sentimentos ao anime.

    No geral acho que vale a pena, porque não é tempo perdido.
  • Glass no Kantai

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    Glass no Kantai
    Kumazawa Yuuji -Gonzo
    Anime - 24 Episódios + 2 Specials
     2006
    5 em 10

    Epa, isto é Gonzo. Eu não sabia que Gonzo tinha capacidade de fazer algo a este nível de mau. Já agora, em Português seria algo como "A Lenda da Frota de Vidro"

    Vamos fazer um exercício de imaginação. Primeiro, vamos sentar-nos em círculo e agora damos as mãos. Muito bem. Foquem. Imaginem um space opera. Agora imaginem um space opera shoujo.

    Não era possível que isto corresse bem. Dou-lhe cinco pela tentativa, porque a intenção é boa, mas para uma coisa deste calibre funcionar precisavam de misturar Legend of the Galactic Heroes com Rose de Versailles. Oh espera, foi precisamente isso o que fizeram. Mas tiveram a capacidade de o fazer MAL.

    A arte é algo de abominável. Acho super bem quando existem uniformes que não são uniformes. É tudo OTT a um extremo que ultrapassa os limites da sanidade. Mas ainda se tenta levar a sério. Até as naves espaciais são OTT, se é que isso é possível. E a partir do momento em que me aparece um gajo com quatro bigodes eu penso o seguinte:

    1. Este pessoal está em ácidos
    2. Este pessoal não só está em ácidos como também acabou de fumar uma
    3. Este pessoal está todo tripado com a ideia de ter um bigode

    A história é uma básica de revolução, adicione-se lobo solitário, adicione-se misteriosa profecia ditada por um cubo, sexo q.b, misture-se e regue-se com romance cliché. Nada de original, nada de diferente. Isto adicionado a uma colecção de personagens que têm tudo para... Bem, para se colarem na parede com Bostik. Então é um gajo que afinal é uma gaja (assim que foi feita esta revelação eu desejei que o mau a violasse. E foi a única coisa fixe do anime), um lobo solitário que afinal é realeza, um gajo com estilo que atira flores para o ar e sofre de conjuntivite, uma criada que conduz naves espaciais, uma miúda chata, um puto de óculos, um gajo grande que amanda com padragulhos, a gaja tarada pelo gajo mau, as amantes do gajo mau... E acho que está tudo coberto. Fascinante, não vos parece?

    Até a música é OTT! Digam-me, expliquem-me, qual é a necessidade de contratar um coro para cantar uma coisa completamente irrelevante numa cena que não interessou para o desenvolvimento da história?

    Animes como este são um desperdício de recursos que poderiam ser utilizados para fazer anime de jeito ou para patrocinar uma equipe de basquete de cadeira de rodas. Eu acho que vim ver isto porque estava no projecto de "ver-todo-o-BL-e-slashable-do-mundo", mas entretanto o gajo é uma gaja... Enfim, ao menos fiquei a saber que é possível uma camisa ter sete laços.
  • Gantz

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    Gantz
    Itano Ichiro - Gonzo
    Anime - 13 Episódios + 13 Episódios
    2004
    6 em 10

    Vou resumir este anime muito rapidamente: isto é sobre um pessoal que morre e vai parar a um quarto onde uma bola preta lhes dá armas e os manda matar aliens, depois morrem todos e há montanhas de sangue e de mamas e há fatos de latex.

    E eu digo-vos: adorei. Manteve-me presa à ponta da cadeira do início ao fim.

    Tinha em mente ver este anime porque uma vez me sugeriram que fizesse cosplay de Kei. De Kurono Kei, diga-se de passagem, não de Kishimoto (que não há apêndice mamário suficiente). Depois de ver o anime, até estou com bastante vontade de me meter em mais um projecto impossível. Porque realmente, Kurono é um personagem interessante. Com 26 episódios apenas, considerando que isto é um manga de longa duração, não sei exactamente o que pensar, mas em definitivo é um personagem com potencial. Este fulano apresenta-se um pouco como anti-herói. Ele tem uma vida de indiferença e a sua primeira acção é fomentada não por um desejo interior mas pela pressão que o rodeia. A partir daí passamos para uma movimentação baseada no instinto de sobrevivência e no desejo sexual que, quando satisfeito, evolui para a necessidade de se provar o melhor, como um manifesto de "eu consegui isto por isso vou conseguir matar estes aliens todos". As suas acções acabam por ter uma consequência fatal, o que o faz crescer mais uma vez. Mas será isto suficiente? O personagem tem mais espaço para evoluir, mas será que isso vai acontecer? Terei de me abster.

    Os outros personagens, não nos é possível conhecer muito deles. Porque, infelizmente, morrem antes disso. Kishimoto e Kato têm alguma densidade e, sendo recorrentes, podemos identificar-nos um pouco com eles. Mas acho que a identificação corre melhor com os personagens aconteceu com aqueles sobre os quais nos deram poucos detalhes. Serve para definir a sua situação e a sua função no mundo e percebemos rapidamente o quão bárbaro é Gantz ao colocá-los neste jogo. Gostava de ter sabido mais sobre o cão.

    A animação não é muito consistente, mas o design de personagens e de monstros é original. Mas há um defeito muito grande neste anime, que é o abuso (e quando digo abuso é quase um favor) de flashbacks. Flashbacks de coisas que aconteceram no início do episódio, flashbacks de episódios passados, flashbacks recorrentes da infância de Kurono e Kato, flashbacks por todo o lado. Nem que eu visse este anime de 15 em 15 dias! Não é preciso tanto flashback!

    Amei a OP, andei sempre a ouvi-la. O resto da música trás mais acção às cenas, mas não comove quando há mortes.

    De facto, a morte neste anime sofre uma certa dessensibilização. Como toda a gente morre, sejam bons, maus ou assim assim, e todos de maneiras horríveis, é quase indiferente. Nem cheguei a ter pesadelos.

  • Romeo x Juliet

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    Romeo x Juliet
    Oizaki Fumitoshi - Gonzo
    Anime - 24 Episódios
    2007
    6 em 10

    Para variar, um anime de que eu realmente gostei. A ponto de o ver com atenção de início ao fim! Isto é quase revolucionário! Mas, como não podia deixar de ser, é apenas mais uma prova de que nem todas as coisas de que gostamos precisam de ser de elevada qualidade.

    Este anime é uma adaptação muito livre do Romeu e Julieta Shakesperiano. Quando eu digo muito livre é porque Shakespeare provavelmente ficaria aterrorizado se lhe dissessem que a história dele passou a envolver assassinatos em massa e cavalos voadores. Vamos ver as diferenças? Vamos. Ora, neste anime os Capuletos e os Montéquios não são propriamente famílias rivais. O que se passou foi que o Montéquio pai, uma criatura maligna apoiada por uma história pregressa cliché, matou os Capuletos todos. E os Capuletos, por sinal, eram os reis da terra. Sobrou a Julieta. Que se disfarça de homem e de guerreiro pela sociedade. Que conhece o Romeu. E que se apaixonam à primeira vista, isso é igual ao original. A partir daqui a história desenvolve não para uma tragédia de amor mas para uma coisa entre Joana d'Arc e Revolução Francesa. E teria ficado bastante bem se fosse só assim, mas depois houve o envolvimento com umas árvores psicopatas e a história ficou (ligeiramente, só ligeiramente) sem sentido. Ao menos o elemento trágico da morte do casal manteve-se (e isto não é spoiler, toda a gente sabe que ambos se matam no fim da história), sem suicídio mas ainda assim aceitável. Isto tudo para dizer que a história é, bem, quase uma ofensa ao desgraçado do dramaturgo que está lá enterradito, mas que ainda assim - de uma maneira muito estranha - funciona bastante bem.

    A história também trás uma coisa que toda a gente adora, que é acção. Romeu e Julieta não é uma peça de teatro carregada de espadeiradas, mas com estas pequenas alterações temos a oportunidade de ver perseguições em cavalos voadores, machados gigantes em acção e muitas outras coisas divertidas que dão azo ao uso de uma boa animação, baseada em mudança de imagens. Eu não costumo gostar muito de cenas de acção, mas neste caso foram bastante refrescantes. A Julieta é uma máquina! Os designs também estão interessantes, apesar do truque do menino ser azul e da menina ser vermelha ser mais velho que Santa Ingrácia.

    Gostei da música, sobretudo da primeira ED, mas ela em nada adiciona à história. Também não tira, mas não é compensatória.

    Quanto aos personagens, tal como eram assim ficaram desde o início ao fim da história. Romeu e Julieta muito apaixonados, muito seguros das suas decisões, muito bons para o povo, muito amigos do seu amigo. Todos os outros poderiam ter beneficiado de um passado, já que o seu futuro não se revelou muito brilhante. Gajos giros, muitos, ainda bem. Adorei que tivessem adicionado um Shakyspear boiola, até porque serviu bastante bem como moderador e até como narrador. Uma boa homenagem.

    Gostei muito, mas este anime é merecidamente um 6. Não impressiona, não é nada de especial, mas que me diverti a vê-lo é verdade.

  • Shangri-La

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    Shangri-La
    GONZO
    Anime - 24 Episódios
    2009
    6 em 10

    Aqui temos uma história de um mundo futurista. Como é habitual temos um povo oprimido, um lugar onde viveriam melhor que é inatingível e um grupo revolucionário à la Vendetta que vai resolver a situação. Adicione-se uns punhais misteriosos e magia negra e temos anime!

    A concepção do mundo é sem dúvida original, assim como a política inerente ao seu controlo. É uma situação bastante possível num futuro próximo, basta copiarem a ideia. O universo de Shangri-La, sem contar com meninas pequenas com estranho talento para a economia, é uma realidade muito próxima a nossa e isso é de valor. Mas as situações caem no lugar comum com enorme facilidade e assim temos um bom conceito pouco aproveitado.
    A história peca pela evidência. Porque é que é necessário ser a miúda adolescente a líder incontestável da guerrilha? Sobretudo quando ela só toma más decisões? Porque é que, convenientemente, o líder do grupo governamental, é psicopata e maligno? Porque é que a líder do poder económico é uma miudinha mimada? Porque é que, no final de tudo, o destino do país, mundo e universo acabam nas mãos de uma perturbada criança com poder mágicos inexplicáveis? Para quê a magia, afinal? São estas perguntas que demonstram as falhas deste anime.

    Os personagens variam entre o detestável (miúda do cabelo rosa, estou a olhar para ti) e o adorável (travecas! travecas!) Apenas a personagem principal tem algum tipo de desenvolvimento, se bem que as revelações dos hobbies secretos da gente de Akihabara foram bastante engraçados. O desenvolvimento é firme, mas Shangri-La não consegue sair da simplicidade, acabando por não desenvolver os dilemas de uma criança que se torna líder de uma guerrilha. Kuniko chora porque tem de chorar quando os seus companheiros morrem, mas não lida com essa situação a nível interior.

    A animação está bastante boa, com cenas de acção bastante originais que têm recursos estranhos (como boomerangues que arrebentam com tanques).

    A música, OP e ED, pareceram-me pouco apropriadas e retiram seriedade à série. O resto da banda sonora está adequada, mas não trás nada de novo.

    Com este anime acho que compreendo uma coisa. Eu não estou farta de anime. Eu estou farta de anime em que as crianças são o elemento principal numa guerra. Não faz sentido em nenhum aspecto e é cansativo ter de aturar as más decisões destes miúdos escolhidos. Shangri-La é só mais uma prova disto.
  • Speed Grapher

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    Speed Grapher
    Justin Cook (Produção)
    Anime - 24 Episódios
    2005
    5 em 10

     Mais um daqueles animes que eu não sei porque é que vi.

     Speed Grapher começa bem. Começa com uma OP dos Duran Duran. Brilhante. Adorei. Combina perfeitamente com a história. Girls on Film lalala. Mas é a única coisa boa. O resto da banda sonora é indistinguível de qualquer outro anime de meados dos 00s.

     Comecemos pela arte: escabrosa. Há muito tempo que não via uma animação tão má. Designs pouco detalhados, por vezes até mal desenhados. Erros a torto e a direito. Aceito que seja este o design pretendido para a série, mas acontece que... Não fica nada bem. Um estilo mais realista seria o ideal e um melhor uso de sombras é necessário.

     A história: lolwut. Temos super-poderes causados por um vírus activado por uma miúda, e temos prostitutas e travecas, e temos toda a gente atrás da miúda que activa o vírus, e depois temos um mau que afinal é bom e que tem super-poderes, e depois, e depois, e depois. Mas que raio estive eu a ver?

     Os personagens: por favor... Todos vulgares, todos lugares comuns. Até o mais profundo dos dilemas neste anime já foi usado, reciclado e mastigado centenas de vezes. Os designs até nem estão maus, fosse a arte melhorzinha, mas são a única coisa que caracteriza estes personagens.

     Pobres Duran Duran, cuja representação no anime é esta coisa...

     
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