Mostrar mensagens com a etiqueta folhetim. Mostrar todas as mensagens

  • K4 O Quadrado Azul

    0

     

    K4 O Quadrado Azul
    José de Almada Negreiros
    1917
    Folhetim


    Publicado no início do século XX sob a forma de folhetim, "O Quadrado Azul" é um estranho manifesto social e político, escrito da forma mais aleatória possível, e que demonstra as ideias do autor de forma revolucionária mas, confesse-se, altamente hilariante.

    O autor discorre sobre vários assuntos da sociedade da sua época num discurso meio desconexo, meio doido, e essa doideira permite-nos compreender - no meio de risos - que o autor não quer viver aqui, não quer estar aqui, que nós somos uma merda e que devíamos todos matar-nos.

    Achei excelente a ideia!

  • O Mistério da Estrada de Sintra

    0

     

    O Mistério da Estrada de Sintra
    Eça de Queiroz
    1870
    Folhetim


    Um romance editado em formato folhetim no jornal, que chocou a sociedade da altura que - patetas - achou que era tudo verdade.

    Fala de um mistério ocorrido na estrada de Sintra, em que um médico é raptado por uns misteriosos mascarados e se vê perante um cadáver. Não sabendo a identidade do falecido e chegando à conclusão de que se trata de um assassinato, iremos desvendar este mistério com recurso a outras personagens que, intrigadas e revoltadas, escrevem para o jornal para defender os acusados ou para confessar as suas acções.

    É muito divertido porque está escrito de uma forma muito desactualizada e, tal e qual, os hábitos e costumes são também muito demodé. À medida que o mistério se adensa, mais divertido vai ficando, porque a narrativa vai tomando uma proporção quase espectacular.

    O Eça é maravilhoso, e é uma pena que tenhamos sido obrigados a ler o livro mais secante dele na escola e que, por isso, ninguém goste dele.

  • Coyote: Luzes da Califórnia

    0
    Coyote: Luzes da Califórnia
    Rámon Charlo
    1950
    Folhetim

    Quando estive no Brasil da última vez, achei por bem trazer um souvenir para aquele que viria a chamar-se Qui. Num sebo (alfarrabista), encontrei uma revistinha selada, que me parecia muito antiga e que me parecia ser BD. Afinal era um folhetim, do famoso "Coyote", um herói da Califórnia criado por um Espanhol. Agora que o li, diverti-me imenso, pois parece-me que era o tipo de história que o meu pai lia quando era miúdo. :) Afinal, é mesmo dessa época!

    O Coyote é um herói mascarado que apanha bandidos diversos, sem olhar a meios. Nesta história, morre quase toda a gente de forma altamente violenta, sem rodeios nem floreios, há grandes tiroteios em que o herói quase sofre uma fatalidade (quase!), há perseguições a cavalo, há traições e grandes amores improváveis... Enfim, tudo aquilo que se poderia esperar de um pulp western, çpuro e duro!

    Mas a melhor parte é que está escrito de uma forma tão simples e directa que a leitura é facílima e altamente viciante. Queremos mesmo saber como é que o nosso herói vai apanhar o vilão!

    Fiquei com vontade de ler mais coisas do género, portanto quem souber onde se arranja, +é só avisar, hahaha

  • Tieta do Agreste

    0
    Tieta do Agreste
    Jorge Amado
    1977
    Romance

    Recebi este livro num RABCK do BookCrossing. Escolhi-o porque o Jorge é Amado e porque apenas me lembrava muito vagamente da novela (quase nada, eu nunca fui muito de ver televisão). Apresenta-se um livro à primeira vista difícil, com uma linguagem muito própria, mas que depois do choque inicial é deliciosamente divertido.

    Contado numa estrutura próxima ao do folhetim de revista, fala da história de Tieta que regressa a casa décadas depois de ter sido expulsa, agora rica e cheia de sucesso. O seu regresso provoca uma série de acontecimentos públicos, políticos e pessoais, aventuras sexuais desregradas e toda uma confusão que acaba por se resolver quando tudo é revelado: Tieta obteve o seu sucesso não por se casar conforme deus manda - com um  homem muito rico - mas por ser dona e gerente de um tal de "Refúgio dos Lordes" (cuja função poderão adivinhar pelo nome)

    A narrativa tem momentos hilariantes e segue sempre em frente com poucas pausas para meditar. Quando estas acontecem, os eventos podem ser um pouco aborrecidos (não gostei, sobretudo, dos dilemas de Ascânio), mas na maioria das vezes são muito gratificantes em termos de desenvolvimento de personagem (como no caso das confissões de Cardo)

    Todo o livro é de uma ironia ardente e acutilante, atacando a sociedade brasileira da actualidade do contexto com uma subtileza que não deixa de ter muita força. O resultado final dá para muitas gargalhadas.

    E é por isso que o Jorge é Amado. :)
  • Copyright © - Não me Apetece Estudar

    Não me Apetece Estudar - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan