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  • Shirayuki Hime no Densetsu

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    Shirayuki Hime no Densetsu
    Okajima Kunitoshi - Tatsunoko Production
    Anime - 52 Episódios
    1994
    7 em 10

    O que esperar de um anime da Branca de Neve? Sinceramente, eu pensava ao início que não haveria material suficiente para tantos episódios. Mas este WMT revelou-se uma viagem fantástica e maravilhosa, praticamente inesquecível!

    Pegando na história clássica da Branca de Neve, este anime tem a inteligente decisão de pegar nos outros elementos da floresta e de lhes dar vida. Assim, temos uma história povoada não só de anões, mas de fadas, gnomos e outras criaturas fantásticas, que vêm a sua vida diária ameaçada por uma Rainha Má que tanto não é o que parece que a inscrevi na minha lista de futuros cosplays.

    Os designs e cenários são encantadores, com cores muito vibrantes e uma natureza detalhada. Assim, acaba por ser um prazer ver este anime que, ao início, me parecia vir a ser tão chato.

    Uma surpresa muito agradável que recomendo!

  • A Bela Adormecida

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    A Bela Adormecida
    Clyde Geronimi
    1959
    Animação - Filme
    6 em 10

    Coisas curiosas acontecem. Uma delas é o facto de, certo dia, acordar com uma ligeira dor de garganta e ameio do dia estar com 39,7 de febre. Assim, passam-se estes tempos observando o que passa nos canais TVCine. Para mais, o meu computador principal, o Zizi (que partilha o nome com certa figura, mas não foi de propósito) decidiu sofrer de um badagaio em que tudo voltou aos anos 90. Sem som, sem internet, sem nada, não posso ver anime, portanto. Por isso, resumimo-nos a ler e, como dito, a observar o TVCine.

    Apanhei este filme na sua versão original. Confesso que a princesa Aurora nunca foi das minhas preferidas. Aliás, nem por isso gostava muito de filmes de princesas. Gostava mais daqueles que tinham animais. Neste caso, recordo perfeitamente a primeira vez que vi esta película. Foi em casa de um primo da minha mãe, que tem duas filhas um pouco mais novas que eu. Eu não tinha "A Bela Adormecida" em cassete, o que me parecia algo de quase impossível, pois nessa época estava convencida da plenitude máxima da minha colecção de cassetes da disney. Mas bem, vi o filme e achei-o chatíssimo, quase que adormeci. 

    Desta vez não adormeci, talvez por estar meio delirante com febre, mas continuei sem o achar nada de especial. A história é muito simples e como a princesa não é propriamente caracterizada ao início, excepto o facto de ser muito boazinha, não é impressionante o facto de ela ficar a dormir para sempre. A história de amor à primeira vista faz pouco sentido e chega a ser um pouco assustadora ("olá garina, conheci-te num sonho")

    A graça principal do filme está nas três heroínas improváveis, as fadas madrinhas, que têm uma relação muito gira entre elas, com bons diálogos e uma série de momentos deliciosos nos seus maneirismos.

    A arte está muito boa para aépoca, embora não me agrade a escolha estilística para os cenários, que me pareceram demasiado planos e directos, coisa que não combina com o ambiente de conto de fadas que o filme deveria imprimir. Para mais, pareceu-me tudo demasiado azul e cinzento, o que é uma chatice.

    Para quem esta for a sua princesa preferida, por favor me explique, pois não o compreendo.
  • A Branca de Neve e o Caçador

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    A Branca de Neve e o Caçador
    Rupert Sanders
    Filme
    2012
    5 em 10

    De seguida irei postar os meus comentos aos filmes de Véspera de Natal. Na Véspera de Natal, cá em casa, passamos o dia a ver filmes, para à meia noite abrirmos as prendas e depois irmos todos dormir. O primeiro, da tarde, foi este.

    Inspirado vagamente na história da Branca de Neve que todos conhecemos, é um filme de fantasia em que acompanhamos a épica fuga de uma princesa por uma floresta estranha, acompanhada por um caçador e - posteriormente - de anões e de um amigo de infância. A princesa é protagonizada pela miúda do Twilight, que tem o especial talento de ter cara de parva. O filme é excelente para ela, pois quase nunca fala e em grande parte da película está a fazer de morta, que é uma coisa que ela faz muito bem.

    A história é simples e tem detalhes engraçados, como os poderes especiais da rainha, mas a sua concepção enfia-se na modalidade shounen: fugimos, depois reunimos um exército e depois há uma épica luta individual entre as duas partes. Para reunir o exército há um discurso que não faz sentido nenhum.

    Partes da floresta estão caracterizadas lindamente, remetendo-nos para um universo fantástico muito belo. Ainda assim, não faz muito sentido que todos os animais do mundo estejam reunidos naquele local. O veado branco aparenta ter uma inspiração asiática e, talvez por isso, foi a minha parte preferida do filme.

    Aparentemente, foi nomeado para óscar pelo melhor guarda roupa, aspecto do qual discordo pois estas pessoas estão sempre vestidas da mesma maneira e, para mais, todas badalhocas. Achei demasiado conveniente que a moça tivesse umas calças e botas por baixo do vestido.

    Talvez este não seja o filme ideal para mim. Para outras pessoas será bom. Pareceu-me ver a minha irmã chorar no final.
  • Histórias Tradicionais Politicamente Correctas

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    Histórias Tradicionais Politicamente Correctas - Contos de Sempre nos Tempos Modernos
    James Finn Garner
    1994
    Contos

    Livro que veio, como o anterior, numa Troca de Natal do BookCrossing. Deste não gostei tanto, mas vou aproveitar para falar de um tema que me fascina. Por isso apertem os cintos!

    Ora bem, todos conhecemos contos como a Cinderela ou O Flautista de Hamelin. Neste livrinho, estas histórias são recontadas sob uma perspectiva moderna, sem ofender ninguém. A verdade é que isto faz exactamente o oposto, ofendendo toda a gente.

    Isto das ofensas é um grave assunto que se vem propagando pela internet, local onde o epíteto mais ofensivo é ser um homem branco heterossexual. Por acaso o livro não fala de cores ou de sexos, aí está uma falha. Fala mais sobre o machismo enrustido na cultura do agora (e do antigamente também) e da libertação feminina. Mas isso é coisa que as SJW (Social Justice Warriors) gostam também. Seria o livro ideal para este grupo de pessoas, se o próprio livro não fosse uma antítese de si próprio. Mas estas pessoas não aparentam ser muito espertas, por isso pode ser que o livro pegue.

    E porque é que eu digo isto? Porque os seres humanos são todos iguais e têm todos os mesmos direitos. As coisas estão feitas para a média (e a média não é a maioria). Coisas simples como assentos de avião. Estão feitos para a média. E se não estás dentro da média, é assim a vida, tens de viver com isso. Não faz de ti anormal nem especial nem sequer diferente. Apenas fora da média. O universo não está feito para agradar a pessoas, seres ou entidades fora da média. O universo funciona assim. Por isso, não é por estares fora da curva de bell que tens mais direitos do que as outras pessoas.

    Porque é que em vez de aceitarem a vida como ela é, com suas partes boas e mais, querem que tudo seja feito por fora da média para se adaptar às necessidades de cada um? Isso não é funcional nem lógico. Se querem coisas que se adaptem só a vós, vivam fora da sociedade (afinal, são anti-sociais, segundo consta). Aí poderão fazer tudo.

    Obrigada por lerem e por me perdoarem por ser extremamente ofensiva. O assunto fascina-me e não me interessa minimamente discutir. Atentem bem no ponto anterior. Se calhar até devia apagar isto tudo para não ofender ninguém. Atentem bem no ponto supracitado. Se não pudéssemos dizer opiniões, este livro de histórias nunca teria existido.
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