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  • Robot Dreams

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    Robot Dreams
    Pablo Berger
    2023
    Filme
    6 em 10


    Numa cidade habitada por diversos animais, um cão sente-se sozinho. Por isso compra um robot: um melhor amigo. E efectivamente são melhores amigos durante uns tempos, até que o robot fica abandonado na praia.

    Esta é uma história do nascer da amizade mas também da interrupção da amizade. De como nos podemos divertir muito com alguém mas, se lhe acontecer alguma coisa que a impeça de estar presente, nos esquecemos rapidamente desse alguém e o substituímos por outra pessoa, mais divertida, mais intensa, mais interessante.

    Um filme que é tanto infantil como muito triste, e que nos leva a reavaliar quem são realmente as pessoas com quem podemos contar.

  • Os Miseráveis

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    Os Miseráveis
    Ladj Ly
    2019
    Filme
    7 em 10
    Um filme impressionante que tira o título do livro clássico, com o qual partilha apenas a ideologia. Este filme mostra o dia de três polícias de intervenção, o seu dia normal, pleno de violência e stress. Mas as suas atitudes e as suas acções levam a que aconteça uma tragédia.

    É um filme puramente moderno, com elementos da vida real do substrato parisiense mais pobre como nunca tinha visto. Inclui todas as tecnologias e a consequência que estas têm na acção das personagens, mas também inclui um retrato decadente e deprimente sobre a juventude francesa, sobretudo aquela ligada às comunidades muçulmanas (aqui retratadas sempre com uma pontada de paz, o que é bastante positivo).

    Apesar de não me ter impressionado especialmente, consigo reconhecer o valor deste filme, pelo retrato que faz desta sociedade para mim anteriormente desconhecida. Por isso, dou-lhe mais um ponto.
  • Retrato da Rapariga em Chamas

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    Retrato da Rapariga em Chamas
    Céline Sciamma
    2020
    Filme
    6 em 10
    Uma pintora é contratada para ir a uma ilha remota e pinatar uma rapariga que não quer posar. A partir daí vai desenvolver-se uma história de paixão flamejante entre as duas mulheres.

    Um filme que dá uma lição de pintura, observando os detalhes e as formas, dos corpos e da natureza. A química entre as duas actrizes provoca no espectador uma tensão permanente, que apenas se torna mais intensa perante a consumação da paixão.

    No entanto, pareceram-me existir algumas inexactidões históricas, o que leva a um anacronismo por vezes muito irritante.

    Assim, este filme desapontou-me de certa forma.
  • Incendies

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    Incendies
    Dennis Villeneuve
    2010
    Filme
    6 em 10

    Co-produção Francesa e Canadiana, é um filme que fala sobre uma família que tenta descobrir a sua origem e sobre a guerra, a guerra do Líbano.

    Um casal de gémeos procura, no Líbano, o seu irmão perdido e o seu pai. Fazem isto pois a sua falecida mãe lhes deixou umas cartas para serem entregues a um e a outro. No seu percurso, os irmãos descobrem coisas terríveis e acontecimentos horrendos que aconteceram a todos, por causa da guerra, ficando também a conhece um pouco mais sobre essa figura estranha que era  a sua própria mãe.

    Impregnado com uma violência seca, o filme destaca-se pela qualidade cinematográfica, da composição e da imagem. Relativamente à história, achei-a bastante previsível, pouco verosímil e de algum modo excessiva.

    Também a caracterização das personagens foi um pouco contida, sendo que não permitiu uma evidência sobre as causas e razões por trás de cada uma das atitudes que são tomadas ao longo da narrativa. Também vi um conjunto de actores pouco inspirado e mal convencido do que eram realmente as suas personagens.

    Tem uma banda sonora de uma pessoa que não aprecio, por isso vou tentar abster-me de comentar ;)

    Um filme de interesse para fãs do autor.

  • Bande À Part

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    Bande À Part
    Jean Luc Godard
    Filme
    1964
    8 em 10
    Filme representativo da Nouvelle Vague do cinema francês, foi também a minha estreia neste género. E é fantástico!

    Com uma visão simples e bem disposta, vemos a aventura policial de três jovens que planeiam roubar uma grande soma de dinheiro numa casa. A forma como eles se interrelacionam e o seu diálogo, tanto o falado como o físico, tudo isso é como se estivessem num outro filme e que o que estamos a ver tivesse sido apanhado apenas por acaso.

    Mas como apanhar uma sucessão de cenas e entender os sentimentos dos personagens apenas por acaso? É o fingimento da casualidade do olhar do autor o que fascina neste filme. A ausência de cor, mas a manipulação da sombra, o trabalho do actor em conjugação com a visão discreta.

    Um filme excelente, engraçado, talvez um pouco simples mas completamente fascinante!

    Fiquei cheia de vontade de ver mais do género!

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