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Pão com Fiambre
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Charles Bukowski
1982
Romance
Pão com Fiambre
Charles Bukowski
1982
Romance
Pedi este livro no BookCrossing a pensar que era poesia, mas afinal é um relato semi-autobiográfico.
O que me chateia um pouco nestas histórias de rapazes dos anos 30/40 é que são sempre iguais. Envolvem sempre algum defeito físico, no caso um acne muito agressivo, e fantasias sexuais com pénis pequeninos. E, por isso, este livro não foi nenhuma novidade.
Irritou-me também que na época da adolescência e faculdade o personagem/autor se tenha mantido muito fiel à sua origem alemã, ficando do lado oposto ao dos justos.
Apesar de tudo, foi um livro mesmo muito fácil e rápido de ler, cuja escrita é absolutamente viciante. A forma é boa, o conteúdo é que é um pouco repetitivo.
By : ladyxzeus
Os Cães Ladram Facas
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Os Cães Ladram Facas
Charles Bukowski
2018 (Antologia)
Poesia
Se há quem diga que o poeta é um fingidor e que a sua vida normalmente e naturalmente é bastante pacata e isolada, Charles Bukowski é a famigerada "excepção à regra" que tem de nos vir incomodar. Porque temos uma pessoa feia, traumatizada, violenta e muito bezana que escreve exclusivamente sobre esses temas e sobre outras coisas bezanas. E que o faz de uma maneira fantástica.
A poesia de Bukowski, que experimentei pela primeira vez com este livro (que li todo de uma assentada, diga-se de passagem) é violenta, estranha. É directa, um discurso dirigido com exactidão a um leitor imaginário que, certamente, tem tanto ódio dentro de si como o autor. Ele não se faz rogado em criticar e violentar com palavras todas as coisas que desconsidera ou despreza. Bukowski despreza muita coisa. Os sóbrios, as mulheres, os ricos, os convencidos, os petulantes, os outros escritores.
Apesar de ser uma pessoa execrável, os seus poemas contém uma beleza bizarra, uma pequena emoção que se esconde atrás de um não-verso. Um pequeno detalhe que demonstra, de forma sincera e agressiva, o que o autor realmente sente sobre o assunto, uma profunda infelicidade disfarçada de indiferença e de bom humor.
Uma boa antologia e fiquei com vontade de ler mais da (vasta) obra do autor!
By : ladyxzeus
Hot Water Music
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Hot Water Music
Charles Bukowski
1969
Contos
Li este livro na tradução brasileira, na qual o título era "Numa Fria". Optei por colocar o título original, porque o da tradução não me parece fazer muito sentido. De qualquer forma, dou os meus cumprimentos à equipa de edição, porque traduzir este livro deve ter sido uma empreitada e tanto e está muito bem feito. :)
Trata-se de um livro de contos e crónicas bastante curtos do autor beat honorário, Charles Bukowski. Todos os contos tratam de assuntos da decadência do artista, com muito álcool, sexo que corre mal e corridas de cavalos à mistura. A linguagem é crua e directa e existem aqui muitas coisas que acabaram sendo citadas pelas novas gerações, como exemplos de uma vida que pode ser vivida com alegria.
No entanto, quem pensa isso destes contos talvez não os tenha lido como deve ser, porque me parece a mim que o autor escreve um manifesto muito próprio contra a sua própria maneira de viver: ele sabe que tudo o que o rodeia é decadente, trata-o com humor, mas parece que tenta escapar deste ciclo, sem nunca conseguir.
Existem muitos personagens recorrentes nos contos, incluindo alguns momentos em que um personagem de um aparece em outro com outras pessoas. As ligações entre eles acabam por ser um pouco difíceis de constatar.
Ainda assim, gostei bastante deste livro, porque é muito divertido à sua maneira.
By : ladyxzeus
Pulp
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Pulp
Charles Bukowski
1994
Romance
Informo que, até notícia em contrário, estou de regresso às leituras no meu Kobo :) Antes deste li um curto discurso de José Saramago, que achei que não valia a pena comentar aqui por tão curto que era. Assim, passo logo adiante para este livro de Charles Bukowski, o último que escreveu e o primeiro que li.
Por mais que os americanos da internet digam que este autor é um génio da contemporaneidade, esta obra não o prova e poderá mesmo dizer muita coisa em contrário a essa suposição. Em "Pulp"temos um estereótipo da chamada "pulp fiction", que apesar de tudo brinca consigo próprio, mas está escrito sem planificação e sem contexto, pelo que a leitura acaba pro se tornar um pouco confusa e inconsequente.
Seguimos os últimos dias da vida de Belane, um detective falhado encarregado de encontrar uma série de coisas. À mistura temos a Dona Morte e aliens. Tudo parece ter sido criado em cima do joelho (do tipo "ora, não sei o que fazer a esta gente, deixa-me cá meter uns aliens") e o personagem acaba por não ser representativo. Dizem alguns comentários que este livro simboliza a aceitação do autor relativamente à sua própria morte, mas será que isto valida o facto de ser considerado uma obra excelente, quando não o é tecnicamente nem emocionalmente?
Enfim, fico desejosa de ler o outro livro de Bukowski que tenho no Kobo, para por os pontos nos iis.
By : ladyxzeus
