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  • The Name of the Wind

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    The Name of the Wind
    Patrick Rothfuss
    2007
    Romance Fantástico

    Um amigo insistiu muito que lesse este livro, a ponto de mo mandar, e já outras pessoas haviam recomendado. Então decidi que este seria o último livro digital desta leva. E que bom que foi!

    Com uma escrita simples e directa, sem grandes palavreados, Patrick Rothfuss conta-nos a história de Kvothe, um estalajadeiro que tem um passado misterioso e brilhante. Conhecemos a história e as actividades deste universo fantástico, com assassinos mágicos e brutais e animais estranhos como dragões. E temos um personagem principal muito forte, muito bem desenvolvido, com várias camadas na sua espessura que vamos desvendando e sobre as quais queremos saber mais.

    Este livro recordou-me aventuras quixotescas, histórias de cavaleiros antigas, mas tudo isso com um toque de fantasia que se transforma em magia.

    Gostei imenso e, devo dizer, era este o livro que eu gostava de ter escrito. Recomendo!

  • The Green Knight

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    The Green Knight
    David Lowery
    2021
    Filme
    7 em 10

    Fomos ver este filme ao cinema, por recomendação de uma amiga que já o tinha visto no grande ecrã.

    Baseado num poema de cavalaria, este filme conta a história de Sir Gaiwan, um jovem que gosta de aproveitar as coisas da vida que é desafiado por um misterioso cavaleiro verde para um jogo: se ele o vencer em duelo, poderá ficar com a sua arma e ter grandes riquezas. No entanto, no Natal seguinte, terá de o visitar na Capela Verde, onde o cavaleiro verde devolverá o golpe que recebeu, seja um arranhão ou uma ferida no coração. Ora.... Sir Gaiwan corta-lhe a cabeça. E agora?

    Seguimos este jovem, que ainda nem sequer é um cavaleiro a sério, numa viagem de 6 noites pelos campos verdejantes de Inglaterra. Durante a viagem, ele perderá muitas coisas, materiais e não, e encontrará fantasmas, figuras estranhas e pessoas com discursos bizarros. Este filme é pleno de simbolismo pagão e, confesso, houve muitas coisas que não consegui compreender. No entanto, penso que a ideia geral é que para obter um crescimento completo e a glória, devemos livrar-nos dos pesos do passado e enfrentar o destino de forma sincera e nua.

    A conclusão é fantástica, embora estranha, e os vários símbolos reforçam esta minha ideia. Em termos cinematográficos temos paisagens fantásticas, numa mistura do real com o digital, embora os animais digitais não estejam tão bons como gostaria. Os efeitos práticos também são surpreendentes, assim como as referências arquitectónicas.

    Um filme de fantasia perfeito, que só poderia melhorar se os efeitos digitais fossem, por vezes, menos evidentes.

  • D. Quixote de La Mancha - 2ª Parte

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    D. Quixote de La Mancha - 2ª Parte
    Miguel de Cervantes
    1615
    Romance
     
    Interrompamos a nossa programação habitual para terminar de ler um dos livros mais geniais da humanidade. Durante esta curta semana, foi tempo de me deliciar com a segunda parte do grande D. Quixote de La Mancha, do nosso amigo Cervantes!
     
    Escrito dez anos após a primeira parte, este novo conjunto de aventuras situa-se - no tempo - algo depois das primeiras. Agora, já toda a gente sabe quem é D. Quixote, pois a primeira parte foi publicada e lida pelo mais variado tipo de pessoas. Quem a escreveu? Pois que Cervantes diz que foi um mouro e que ele próprio está apenas a traduzir a situação.

    O extraordinário deste livro é ver como os personagens evoluiram, e de que forma o fizeram. D. Quixote continua louco, mas um pouco mais terra à terra. Agora, nem sempre cai em todas as esparrelas, sendo que o seu discurso é muito mais lógico e bem situado. Já Sancho Pança, esse sim sofre uma transformação extraordinária. Agora, erra muito menos nas palavras e, continuando a dizer ditados a torto e a direito, di-los com muito mais certezas. Aliás, podemos ver a sua capacidade enquanto ser humano livre e justo quando lhe é dado o governo da tal ínsula que sempre desejou. No entanto, os personagens mantêm-se fiéis a si próprios, sendo que nunca deixam a sua simplicidade natural.

    Nas suas novas aventuras, o Cavaleiro da Triste Figura faz outra coisa revolucionária para a literatura: está sempre mudando de local. E todos os locais são diferentes. Esta viagem, retratada em grande detalhe, leva-nos por paisagens muito diversas, sendo que a capacidade descritiva do autor - apesar de arcaica - nos mostra com precisão aquilo que gostaríamos de ver. Para além disso, esta segunda parte é muito saborosa, com todas as descrições de comida que são feitas.
     
    Desta vez, o autor não nos maça com grandes novelas e histórias paralelas, o que demonstra uma capacidade de auto-crítica que falha em muitos dos autores de hoje em dia.

    O final é um pouco triste, mas também muito simpático. Li este livro enorme de uma assentada e não me arrependo. Agora, sinto-me ligeiramente mais completa. :)

  • D. Quixote de La Mancha - 1ª Parte

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    D. Quixote de La Mancha - 1ª Parte
    Miguel de Cervantes
    1605
    Romance

    Tinha visto esta edição em volume manejável (relativamente) na Feira do Livro, mas estava tal fila para comprar que desisti. Mas não consegui resistir a comprá-lo mais tarde. E é nesta senda que tenho estado nos últimos tempos, sendo por isso que não escrevi nada sobre livros durante essa altura. Aproveitei o dia de Natal para terminar de ler a primeira parte (a segunda foi escrita dez anos depois, pelo que acho que tenho direito a um intervalo)

    Que dizer? É de génio! Cervantes, com D. Quixote e o seu escudeiro Sancho Pança, cria o próprio romance moderno. Segundo me disseram, antes deste livro os personagens e cenários dos romances eram todos estáticos. E aqui há sempre uma evolução constante. Os nossos dois amigos viajam por mundos e fundos (sem nunca, no fundo, saírem do mesmo sítio) vivendo aventuras impossíveis, aventuras de gigantes e princesas perdidas mas que... E isto é a melhor parte.... Estão todas dentro da cabeça de D. Quixote!

    Para mais, é um livro facílimo de ler. Não tenham medo da linguagem antiga: tudo se percebe perfeitamente. Para o que não se percebe, as traduções costumam ter notas. Mas a verdade é que é tudo tão claro e está tão bem escrito que se lê de uma assentada (ou duas, é muito grande...). Também é um livro recheado de momentos de humor absolutamente hilariantes. 

    A única parte um pouco menos boa, são os relatos de diversas aventuras paralelas. E os diálogos. No século XVII as pessoas fartavam-se de falar... As pessoas falavam 6 páginas seguidas e não se fartavam. Também achei um pouco surpreendente (e inútil) a transcrição de um outro romance, uma novela, que não sei se existe ou não (devia ter lido as notas) e que está só a ocupar espaço.

    Agora, farei um breve intervalo (uns cinco livros) para depois me iniciar na segunda parte! Estou ansiosa! =D
     

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