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  • Festa da Casa da Cerca 2018

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    Festa da Casa da Cerca 2018
    Festa
    Este ano voltámos à Casa da Cerca para a sua festa anual. Desta vez chegámos um pouco mais tarde, pois eu havia estado a trabalhar. Curiosamente, estava bastante menos gente concentrada, talvez porque este ano a festa calhou nos mesmos dias dos santos de Almada, sendo que a cidade estava toda em festa (por exemplo, estava um estaminé com um DJ de pimba com o seu Mac, a bombar à frente à minha porta).
     
    Portanto, chegámos e começámos por ver a exposição temporária, uns estranhos ovos com caras e orelhas. Eu não estava a achar aquilo nada de especial, mas agora que olho para trás era uma coisa realmente muito estranha.
     
     
    Descobri também a parte inferior, uma espécie de claustro onde estava outro ovo com uma orelha. Mais tarde, vim a saber também do andar superior, onde uma casa de banho secreta se encontrava. Agora que digo isto deixa de ser secreta, mas enfim.... :p

    Depois atravessámos o jardim para nos sentarmos nas mesas dos comes e bebes. Estava a dar um concerto de piano  que não compreendi totalmente. Também não lhe achei graça e, por isso, fomos visitar o resto do jardim. Encontrámos uma secção com comidas de feira e uma secção com comidas mais tradicionais. Um senhor insistiu em contar-nos sobre as suas plantas, e eu peço desculpa por ter sido um pouco mal educada para ele. Acabámos por parar numa banca de comida vegan que tinha uns salgadinhos a 1€, absolutamente deliciosos. Eu comi um "Pão de Beijo", um pão de queijo vean com cream cheese de amendoim, pão de batata doce e tomate. O Qui comeu uma micro-quiche de vegetais que também estava uma maravilha! Ficámos com o contacto destas pessoas, talvez para um futuro... ;)

    DMais acima, estavam algumas bancas com outros produtos, mas a maior parte já estaava encerrada. Vimos umas plantas dentro de bolas de terra que pareciam um Odish (o pokémon). Também havia micro-laranjeiras com micro-laranjas. Eram super fofineos! *__*

    A exposição botânica também estava muito engraçada, apesar de durante a noite ser difícil de a apreciar, porque o jardim tem uma iluminação muito fraca. Este ano o tema é as plantas e os materiais usados em artes.


     

    Entretanto, já começava a música propriamente dita. Um DJ que só passou clássicos dos anos 80, mas sem se perder em grandes rainhas do pop. Gostei imenso de dançar os The Cure com a minha t-shirt que tem a cara do Robert Smith! Passámos a maior parte do tempo na conversa e começou a ficar tarde. Ainda procurei algumas pessoas conhecidas que tinha encontrado antes, mas haviam sido substituídas por putos mitras e desistimos.

    No entanto, foi uma noite muito agradável e, como sempre, a repetir! =D
  • Budda Power Blues

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    Budda Power Blues
    Concerto
    Mais um ano e mais actividades na famosa Casa da Cerca, começando pelos seus concertos ao por do sol, concertos mensais que visam apoiar artistas nacionais. Neste concerto assistimos à banda de blues Budda Power Blues, uma banda do norte composta por três elementos.

    Duas guitarras e uma bateria é o suficiente para se fazer um bom blues. E esta banda tem um bom blues, cheio de swing e com uma voz rouca e poderosa para se fazer ouvir bem, alto e bom som no meio dos ruídos da multidão. Apesar das letras serem um pouco estranhas (talvez por terem sido escritas com uma mente em português), a técnica instrumental e a personalidade em palco fazem esta banda vencer e conquistar um público cada vez mais exigente.

    Isto apesar da fila da frente ser composta de meninas pequeninas. :)

    Infelizmente, o grande defeito desta banda é também a voz. Pela boca morre o peixe, dizem eles. O vocalista, infelizmente, não tem a capacidade de manter o silêncio, pelo que nos brindou com uma série de histórias inúteis em que se auto-referiu como muito talentoso e com muito dinheiro, amigo de pessoas muito ricas e com muito dinheiro e que conhecem pessoas muito famosas. Talvez isto não seja a coisa ideal para se dizer nesta cidade, porque o pessoal detesta esta burguesia críptica em que o auto-contentamento é o pior remédio.

    No entanto, foi uma noite muito bem passada e uma óptima forma de relaxar antes do evento do dia seguinte! Obrigada!
  • Memória de Peixe

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    Memória de Peixe
    Concerto
    Inserido no projecto "Concertos ao Pôr do Sol", da Casa da Cerca aqui em Almada, fomos ver mais um concerto de uma dupla portuguesa. Desta vez era uma banda que eu não conhecia, mas de que gostei do nome: "Memória de Peixe". Como o Qui já tinha ouvido o seu álbum de estúdio, havia a previsão de que seria uma coisa boa.
     
    Foi uma coisa surpreendentemente boa!
     
    Um som de post-rock, mas um post-rock bem disposto. Estes dois passaram o concerto todo a levar-nos para um mundo de histórias maravilhosas, apenas com uma bateria marcando ritmo e uma guitarra cheia de sons diferentes a servir de palavras. Talento inegável, foi com toda a fluidez que passeámos de acordes para samples e de samples para outros samples, de forma a criar uma música colorida e cheia de texturas, como um arco-íris todo às bolas.
     
    É uma música reminiscente de uma alegria perdida, mas também com um sentimento aquático que apenas encontramos na pura electrónica.
     
    Gostei muito e fiquei muito curiosa para ouvir os álbuns com mais atenção!

  • Osso Vaidoso

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    Osso Vaidoso
    Concerto
     
    A Casa da Cerca, aqui em Almada, tem organizado os chamados "Concertos ao Pôr do Sol", a propósito de uma instalação artística sobre os cinco sentidos que lá está exposta. É um concerto mensal e o deste mês foi Osso Vaidoso, uma banda que adoro, como provavelmente sabem. :)
     
    Estavam instalados sobre a relva, iluminados por lâmpadas amarelas, rodeados por um morcego ou outro. Havia uma certa aura de magia no meio disto tudo, associada aos sons dolorosos daquela guitarra e à poesia das letras das músicas.
     
    Apresentaram-se com uma nova formação, incluindo um membro que nos oferecia a samplagem de alguns beats que, juntamente com aquilo que já conhecíamos, apenas acrescentou mais textura a estes sons. Mostraram-nos um novo álbum, "Miopia", que usa nas músicas poemas de alguns consagrados poetas. São músicas que, com a guitarra crua e a voz possante, nos mostram um lado negativo, um lado mau, um lado... Maroto.
     
    Enquanto isso, a querida vocalista queixava-se que tinha frio, fome, sede, xixi... Tadinha, o ambiente estava mesmo contra ela! Mas tudo isto demonstrava uma química muito especial entre os membros da banda.
     
    No final tocaram para nós alguns sons mais conhecidos do primeiro álbum "Animal", sempre com cuidado para não abusar muito da linguagem (havia muitas crianças a assistir).

    Um concerto muito agradável, com música muito poderosa e que nos deixa a pensar.

  • Festa da Casa da Cerca 2017

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    Festa da Casa da Cerca 2017
    Festa
    Foram raras as vezes que tive oportunidade de ir a esta festa, a da Casa da Cerca. Gosto muito desse espaço, pois tem um jardim botânico lindíssimo. Sábado passado, decidimos passar por lá para ver uns concertos.
     
    Chegámos um pouco atrasados e o concerto que q1ueríamos ver já estava quase no fim. Era Cacique 98, uma banda com raízes moçambicanas que estava a dar tudo por tudo para que toda a gente dançasse. Infelizmente, começou uma trovoada com chuva torrencial. Até soube bem, porque estava imenso calor, mas esconder-nos debaixo das árvores foi insuficiente. Fugimos para a estufa, onde estava um bafo medonho.
     
    Havia espalhados pelo espaço vários elementos alimentares e lojinhas com artesanatos variados. Como terão feito com a chuva?
     
    Passado um pouco vimos que estava existindo uma performance de dança e teatro à porta da Casa da Cerca propriamente dita. Tanta gente lá estava que achámos melhor nem assistir.
     
    Finalmente, chegou o DJ Lizardo, que pôs toda a gente, efectivamente, a dançar (tendo sucesso onde outros falharam), com mixes e viagens à descoberta do indie pop mais antigo e obscuro.
     
    Depois ainda fomos a um bar novo que um amigo abriu, mas eu já não dizia coisa com coisa :)
     
    E assim se passou Sábado.

  • Plantas Inspiradoras Plantas Inspiradas

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    Plantas Inspiradoras Plantas Inspiradas
    Exposição
    Ficámos com um pouco de tempo no dia de hoje, portanto decidimos ir à Casa da Cerca ver uma exposição que tinha visto no guia da cidade de Almada. Conforme a descrição no site:

    As plantas do Chão das Artes – Jardim Botânico, tais como o girassol, a papoila, o lírio, a rosa, o cravo, o trigo, o nenúfar, a amendoeira, a romanzeira e o amor-perfeito, que serviram de inspiração a vários artistas ao longo da História da Arte, dão o mote a uma exposição documental.
     
    Através das reproduções de algumas das mais emblemáticas obras de arte refere-se a relação com as artes plásticas enquanto fornecedoras de matérias-primas para a sua realização, mas também os seus usos na alimentação ou medicina e curiosidades com elas relacionadas.
     
    Estas plantas existentes do Chão das Artes são igualmente inspiração para uma coleção de flores cerâmicas que, ao longo do ano, serão colocadas nos canteiros da Estufa. Estas «flores artificiais» foram criadas por grupos de alunos de cerâmica de várias instituições de ensino convidadas a integrar este projeto.
    Portanto, lá chegados, começamos por ver a exposição do artista residente do momento, que consistia numas folhas com riscos que, penso eu, pretendiam simular umas estruturas ondeadas que estavam no chão.
    Depois fomos ver as plantas. Nos canteiros onde costumam estar as flores da estufa, estavam flores de cerâmica, cada canteiro com uma espécie. Para além disso havia uns quadros informativos onde mostravam as plantas em diversos quadros. As cerâmicas foram concretizadas por alunos de várias escolas (de secundárias à Belas-Artes) e eram bastante divertidas! Tirei foto-foto :)






    Depois ainda vimos uma outra exposição de uma artista mais consagrada, Maria Beatriz. O nome da exposição era "Trabalho de Casa" e trata-se de uma colectânea de colagens e outros desenhos de muito interesse, percorrendo décadas desde os anos 60 à actualidade. São imagens um pouco brutalizantes de pessoas nuas e bastante horrendas, mas algumas eram muito interessantes. Gostei sobretudo das tapeçarias e da última sala que tinha alguns temas mais pop.

    Assim foi a nossa tarde. Estas exposições ainda estarão por mais algum tempo na Casa da Cerca, portanto, porque não visitá-las? :)
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