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  • Squid Game

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    Squid Game


    Hwang Dong-hyuk
    2021
    Série


    Não tinhamos visto esta série quando saiu em 2021 porque estava demasiado popular e eu não gosto muito disso. Mas agora saiu a segunda season e lá me convenci a ver. E foi em boa hora, porque agora percebo a popularidade de Squid Game e o porquê de andar toda a gente vestida de formas geométricas.

    No fundo, trata-se de um battle royale, em que para ganhar uma fortuna imensa várias pessoas são presas numa ilha remota e obrigadas a jogar jogos de vida ou morte. A distinção de Squid Game é que estes são jogos infantis de tradição coreana.

    De todos os modos, conseguimos conhecer bem as personagens, as suas motivações e também uma certa crítica social aos estratos mais baixos da sociedade coreana mas também aqueles que se endividam de uma forma ou de outra mesmo tendo inicialmente muito dinheiro. 

    Gostei muito e agora estou ansiosa pela próxima season.

  • As the Gods Will

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    As the Gods Will
    Takashi Miike
    2014
    Filme
     5 em 10


    Um filme com o conhecido formato Battle Royale, mas em que os grandes inimigos são figuras do imaginário dos jogos infantis tradicionais.

    Apesar de ser um filme com muita violência, sangue e gore, não impressiona grandemente porque não existe uma caracterização de personagens, e seu respectivo desenvolvimento, que nos permita estabelecer um laço de identificação com eles.

    Assim, quando morrem ou não morrem é-nos totalmente indiferente, e assim o filme torna-se numa sucessão de desafios em que o único papel do espectador é tentar perceber como resolver os jogos.

    Também os efeitos especiais são muito maus, com animações 3D horrorosas e nada realistas.

    Só tinha visto um filme deste realizador, o Ichi the Killer, e mesmo o Ichi é melhor que este filme.

  • Battle Royale

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    Battle Royale
    Kinji Fukasaku
    2000
    Filme
    6 em 10

    Assistimos a este filme no passado Sábado. Inspirado numa Light Novel com o mesmo nome, é um filme muito animesco que me deixou entusiasmada por essa razão. Apesar de ter muitas mortes e sangue, não me assutou nem perturbou (o que é costume neste tipo de filme) porque está feito de uma forma que me é muito familiar: uma forma pop.

    Uma turma de 40 estudantes é levada para jogar o "Battle Royale": deixados numa ilha, cada um com uma arma, têm de se matar uns aos outros até sobrar apenas um. Acompanhamos momentos da vida, com recuso a flashbacks, e as mortes de quase todos os estudantes, cada uma com as suas características e com o interregno das variadas armas que são apresentadas. Curiosamente, todos eles sabem usar as armas perfeitamente, o que me deixou um pouco duvidosa. Apesar de, logo ao início, se estabelecer que todos pertencem a uma espécie de gang, a sua destreza com o armamento pareceu-me um pouco improvável.

    Numa espécie de interpretação de um "Deus das Moscas" modernizado, podemos ver os estudantes a regredir na sua humanidade até se tornarem simples máquinas que destroem sob o jugo de uma pressuposta sobrevivência. As lutas estão muito bem conseguidas e mantêm o visionante sempre concentrado, à espera da próxima morte. Existem cenas muito bonitas, com recurso a cenários naturais muito belos, mas o foco essencial é dado à forma como cada um se despede da vida, com mais ou menos violência.

    No entanto, a narrativa acaba por se tornar confusa. Como numa novela, todos os personagens estão relacionados uns com os outros, amizades, amores, coisas de adolescentes. Assim, formam-se grandes poliedros amorosos que levam a vinganças e alianças, mas que - devido à falta de caracterização dos personagens - acabam por se tornar numa grande amálgama e é difícil seguir as relações entre eles.

    Achei também curioso um aspecto nos actores: pela primeira vez reparei como nos filmes japoneses parece haver uma imensa influência da biomecânica teatral. Talvez seja por isso que os filmes nipónicos e as suas telenovelas nos parecem tão exageradas e fora do contexto. Com este elemento em conta, talvez experimente ver uma dessas novelas (vocês chamam-lhes doramas, pois...) e talvez... Até a aprecie. :)

    De resto, um filme cheio de acção que se acompanha bem com uma jola.

    Nota: fiquei com vontade de ler a novel e ver o anime, diga-se de passagem

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