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  • Don't Look Up

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    Don't Look Up
    Adam McKay
    Filme
    2021
    6 em 10

    Suponhamos que um grupo de cientistas descobre que está um asteróide a vir na direcção do planeta Terra. E que ele é de tal tamanho que não só vai destruir a casa do vizinho como... Todo o planeta? Qual seria a reacção geral das pessoas? Dos governos? Dos países? Da humanidade?

    Esta questão é respondida de forma altamente irónica por este filme, que coloca na berlinda todos os movimentos "anti"-tudo que nos impedem de ver o perigo real que está patente. O asteróide serve como analogia para tudo, para pandemia, para aquecimento global, para poluição. O asteróide é aquilo que está mesmo à nossa frente, mas que somos manipulados para acreditar que nem sequer existe.

    Com um cast luxuoso e uma narrativa rápida e intensa, este filme fez-me rir às gargalhadas o tempo inteiro, ao mesmo tempo que conseguia identificar tantas coisas da nossa realidade. 

  • Apocalipse - O Despertar

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    Apocalipse - O Despertar
    Pedro Pereira
    2010
    Romance
    Da série "livros que me vêm parar às mãos por causa do BookCrossing". E também da série de "livros que estragam a sequência de livros óptimos que eu estava a ler". Para mim, o grande mistério é porque é que a pessoa que mo mandou tinha este livro...
     
    Enfim, trata-se do segundo de uma "saga" (o que significa que ainda aí vêm mais...), mas o autor faz a fineza de fazer um resumo do primeiro livro da colecção. Essencialmente, são uns demónios que vêm matar toda a gente, pelo que toda a gente vive em bunkers. Excepto que os bunkers são casas e palácios perfeitamente iguais a todos os outros, onde se come pizza, cereais com leite e lasanha. Para lutar contra os demónios há um grupo de jovens em estância de férias, os "Escolhidos", liderados por um mentor que pouco mais faz que ser salvo e que não os consegue ajudar em nada.
     
    Tudo bem, é uma típica história de um adolescente para outros adolescentes.
     
    Mas está mal escrito. É simples. Está mal escrito. Existem demasiadas cenas de acção, que são subitamente interrompidas para falar de outros assuntos, intercaladas com outras cenas, uma espécie de episódio de anime mal estruturado. As descrições são desinspiradas e básicas: o autor tem imaginação mas não tem a capacidade de a transcrever para o papel de forma a que o livro seja emocionante. Todas as coisas que aparecem são demasiado ridículas para serem assustadoras ou inspirar algum tipo de sentimento e os momentos menos bons que deveriam fazer o nosso coração saltar passam indiferentes no meio de páginas e páginas de um calhamaço sem fim. As próprias palavras... São sempre as mesmas... "Tonalidade"; "Extremamente trabalhado"; "Tom violeta". E os erros ortográficos, meu deus. Seria preciso um editor muito bom para salvar isto... "Cela" em vez de "Sela"... "Acento" em vez de "assento". Parece-me que o jovem tem uma distrofia com a letra S. Vocabulário simples e tantas, tantas vezes mal utilizado...
     
    E o pior é que isto ainda continua. Como fazer uma história de 1500 páginas (este segundo livro são apenas 500 mais um glossário...?) com personagens completamente transparentes, sem nada que se lhes diga, diálogos fraquíssimos, antagonistas patéticos... Enfim.
     
    Pedro Pereira, tens o nome do meu afilhado. Mas ainda tens muito por onde melhorar. Desculpa lá.

  • Coppelion

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    Coppelion
    Suzuki Shingo - Starchild Records
    Anime - 13 Episódios
    2013
    6 em 10

    Era o anime para o qual tinha mais expectativas, de todos os da season de Outono. Veio a revelar-se um desapontamento.

    A cidade de Tóquio foi destruída num desastre nuclear. Devido a este tema delicado, a série chegou a ser adiada aquando o desastre de Fukushima, sendo que passou agora. Ninguém pode viver nesta cidade se não estiver protegido por fatos especiais. Excepto os Coppelion, humanos geneticamente modificados para sobreviverem aos ares nucleares. Acompanhamos um grupo de três moças que, na sua farda de colégio Coppelion, procuram pessoas normais que ainda possam estar perdidas na cidade.

    Isto era ao início. O início prometia. Antes de mais, os cenários eram qualquer coisa de maravilhoso e lindo. Imensamente detalhados e numa perspectiva pós-apocalíptica original, em que o mundo urbano foi dominado por plantas. No entanto, as personagens não se integravam com este cenário de traços delicados: as suas linhas limítrofes eram muito grossas, estavam a "bold". De certa forma, isto dava uma estética única à série e, por isso não me importei. Mas à medida que foi progredindo, os traços dos cenários foram perdendo a supremacia e as personagens passaram a ser o elemento mais importante. Também passaram a ser desenhadas de forma mais fina e, assim, a distinção boneco-fundo passou a ficar muito difusa. Isto não foi uma vantagem, porque apenas nos fez reparar nos defeitos da animação, em vez de chamar a atenção para as partes boas, que eram as referentes à estrutura cénica.

    O mesmo se passou com a história. Ao início, era uma viagem melancólica de três raparigas, encontrando pessoas diferentes com histórias de vida diferentes. Mas há um momento de viragem em que, de episódico, o anime passa a ter uma história concreta, que é a de salvar um grupo de pessoas que inclui uma grávida. Enquanto fogem de duas Coppelion malucas e de uma organização que quer matar toda a gente. As razões por detrás destas atitudes está mal concebida, é demasiado fácil e, no caso da organização, está mal explicada.

    A isto se adicione uma mudança profunda na personalidade das personagens. Estavam bem estabelecidas, na realidade bem estabelecidas demais. O grupo era a Sensível, a Fixe e a Infantil. À medida que a série progride, as suas características acabam por se misturar. O resultado é muito choro, muitas lágrimas, muito ranho, muitos gritos. A qualquer momento, elas podem começar a chorar e a gritar. Sem razão para além de "esta situação com estas pessoas que não conhecemos é muito muito triste".

    Assim, a nota que lhe dou, a minha média, só pode existir devido ao brilhantismo da arte no início da série. Se recomendasse, recomendaria apenas os três primeiros episódios. Tudo o resto, não vale a pena. Este podia ter sido o melhor anime da season, mas....

    Nota: o que aconteceu ao cão?

    Nota 2: Feliz Dia! :)
  • Kurozuka

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    Kurozuka
    Tetsurou Araki - Madhouse Studios
    Anime - 12 Episódios
    2008
    7 em 10 

    Para abordar este anime vou começar por vos apresentar a sinopse, traduzida do que está no MyAnimeList:

    Um homem do século XII chamado Minamoto no Yoshitsune (Kurou) foge para as montanhas depois de perder o seu irmão Minamoto no Yoritomo, o primeiro Shogun a controlar todo o Japão. A história diz que ele cometeu suicídio mas, em vez disso, Kurou encontra uma estranha e linda mulher na sua casa na montanha.
    Ora portanto, a sinopse diz isto. Mas o anime não. Vemos dois gajos a fugir e a encontrar a mulher, depois um deles tenta matar o Kurou e continuamos sem saber de onde vieram, quem são e para onde vão. Começa aqui o problema principal deste anime: a falta de clareza e foco. Kurou e Kuromitsu são vampiros que vão vivendo pelo milénio afora até chegarem a um universo pós-apocalíptico e meio cyberpunk em que (por razão pouco válida e inexplicável) são perseguidos por toda a gente. Ao início a abordagem é bastante interessante. Cada episódio começa com uma recapitulação acompanhada de um poema Japonês, que vale a pena não passar à frente, e depois intercalam as memórias e os sonhos de Kurou com a sua busca por Kuromitsu na realidade. E depois há uma luta de guerrilheiros, cientistas psicopatas e muitas muitas lutas. À medida que o anime progride vamos vendo cada vez mais lutas, quase um "monstro da semana", com objectivos um pouco obscuros e, por vezes, parecendo quase desnecessários. O final pouco claro não abona nada em favor desta misturada de história.

    Outro enorme problema é que quiseram à força toda misturar vampiros e ciência futurista. Aqui se prova uma vez mais que quando queremos falar de um assunto é conveniente conhecer bastante bem o assunto. Não perdoo um personagem de anime que não saiba fazer uma aplicação intravenosa (tipo, convém a agulha tocar na veia, não é só espetá-la aleatoriamente no braço da vítima)

    A arte é excepcional e melhora progressivamente. Ao início os designs eram um pouco fluídos demais, mas depois fica tudo bem. Temos sequências de lutas extraordinárias e  originais, com uma animação exacta e bons valores de produção. Típico da Madhouse, mas sempre um gosto de ver.

    Achei que a música poderia ter-se limitado mais aos instrumentos tipicamente Japoneses, o que daria um ambiente mais puro ao cenário.

     Em resumo, um bom anime para quem tenha experiência e goste de sangue.

    Entretanto colocou-se uma questão muito importante sob o ponto de vista científico: será que a utilização de um anti-coagulante sanguíneo perturbaria as condições mágicas e vampíricas do sangue? Será que a precipitação dos elementos figurados perturbaria o vampirismo? O factor imunológico do vampiro está, na realidade, no soro sanguíneo? Deixo aqui a cópia de um pequeno debate acerca desta importante lacuna no universo da medicina:

    [14:11] <ladyxzeus> ok, first mistake of this series: it'simpossible to keep blood without using an anti-coagulant, which would probably reduce any magical effect of said blood
    [14:12] <santetjan> of course you can keep blood without one.
    [14:14] <ladyxzeus> it precipitates
    [14:14] <ladyxzeus> and the serum comes up
    [14:14] <ladyxzeus> unless the magical abilities are located in serum
    [14:14] <santetjan> but it's still blood.
    [14:14] <santetjan> not very useful blood, but still.
    [14:15] <santetjan> and i expect it's the magic, yeh.
    [14:15] <ladyxzeus> it's an important scientific question
    [14:15] <ladyxzeus> wether or not the anti-coagulant disturbs magical or vampiric powers
    [14:16] <santetjan> well, if the vampiric power itself is, in part,an anti-coagulant, you're going places.
    [14:16] <ladyxzeus> it's said that vampires have ananticoagulant poison, so they can suck
    [14:16] <ladyxzeus> at least mosquitoes and fleas and othervampiric animals have
    [14:17] <ladyxzeus> but that does not turn the rest of theblood in the body anti-coagulative
    [14:17] <[\> i doubt vampiric bats have anticoagulant.
    [14:17] <NavyCherub> right.
    [14:7] <ladyxzeus> i'm not sure, i don't know a lot ofmammals that produce "poisons" or other substances
    [14:18] <ladyxzeus> i only know platypus
    [14:18] <ladyxzeus> so this leaves to the consideration: is the vampire a mammal?
    [14:18] <santetjan> vampiric platypus?
    [14:18] <ladyxzeus> that would be cute
    [14:18] <FOE-tan> Do vampires lay eggs?
    [14:18] <ladyxzeus> i think they can't reproduce?
    [14:18] <santetjan> that would lead to a 'what came first? vampire or the egg?' question.
    [14:19] <ladyxzeus> i think vampires can't reproduce through a biological way
    [14:19] <ladyxzeus> it's like a disease
    [14:19] <ladyxzeus> they are prior humans, right?
    [14:19] <FOE-tan> Unless it's Twilight?
    [14:19] <FOE-tan> You mentioned something about a babyvampire there.
    [14:20] <santetjan> 'he's not undead, he's just ill'
    [14:20] <ladyxzeus> so it's a disease?
    [14:20] <ladyxzeus> then they are mammals, sick mammals
    [14:20] <FOE-tan> That's Zombies.
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