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  • Anifest 2014

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    Evento

    Tudo isto começa em Março. Pois é. Foi quando comecei a fazer aquele fato super simples com que me apresentei no dia tal. Mas de repente, surge a primeira questão! Dois eventos no mesmo fim de semana? Ambos com concursos com sukitos? E agora? Olhem, eu por mim vou ao que gostei mais no ano passado. Se bem que fica a questão... Não é esta comunidade pequena o suficiente para as pessoas conversarem umas com as outras e se fazer um calendário de eventos com pés e cabeça? Afinal, estivémos o Verão todo sem nada a acontecer (fora o evento do Allgarv, a que eu nunca fui mas irei um dia, fica a promessa!). Mas enfim, há-de haver maiores motivos.
    /introdução desagradável

    Dizia eu que tudo isto começou em Março. Foram muitas horas. Nestas últimas semanas andava passada: chegava a casa do trabalho, ligava a música e fazia cosplays. Estive num regime exclusivo de Gackt e The Smiths. Tudo para poder participar nas coisas! =D E funcionou! Acabou por correr tudo bem! Não mais pânico. Vamos assentar e vamos descansar... Uff

    Ora então, o Anifest deste presente ano 2014 decorreu precisamente no mesmo sítio onde foi no ano passado. ETIC, escola de artes e comunicações gerais sita no Cais do Sodré. Um jeitão, tenho autocarro directo para lá. E fica mesmo ao pé dos barcos, pelo que o caminho para Almada também foi fácil a seguir. Em termos espaciais, estava tudo bastante igual ao ano anterior. Mais uma saleta de workshops e uns cam arins bem largueirosos no andar superior, onde cabia toda a gente e estava fresco. Fica a sugestão de que as bancas dos artistas beneficiariam de não estar no meio do caminho das pessoas, porque na zona deles formava-se um trânsito arrepiante, entre pessoas paradas a ver, pessoas paradas a gritar e pessoas a tentar passar.

    Este ano o palco plastificado foi uma melhor opção (menos escorregadio que a alcatifa e, portanto, menos perigoso a quem ande aos saltos de sapatos esquisitos. O que não seria o meu caso), se bem que a acústica do salão... É estranho, porque é a ETIC, mas a verdade é que eu no palco percebia muito mal as minhas próprias canções. O mesmo para o que os apresentadores diziam. Chamavam-me e eu não percebia o meu próprio nome. É verdade que, no meio de todas as minhas deficiências, eu oiço muita mal. Mas não haveria de ser só isso, ou seria?

    Respeitante a lojas, estavam lá duas, a Kingpin e a Loja da BD. Ainda vi uns mangas interessantes, mas não me deu vontade de gastar uma pequena fortuna em algo que poderia não ser genialérrimo portanto não comprei nada. 

    Os artistas, que são bons artistas, tinham coisas giras e estive tentada a comprar uma print da Sailor Júpiter. Mas acabei por não comprar. Na verdade queria um desenho na hora, mas já tinha desenhos de todos os artistas presentes e não queria repetir. Fiquei na dúvida se havia de repetir ou não, tão na dúvida, tão na dúvida, que me fui embora esquecida do meu souvenir tradicional. Pela primeira vez havia phone-straps com fartura, mas já não os colecciono: o meu novo telefone não tem buraquinho para penduricalhos, portanto não lhe posso penduricalhar nada e portanto já não tem piada. :<

    Isto no geral dos gerais. Vejamos os detalhes imensamente pessoais, colocados a nu, da vida intimidante desta vossa humilde locutora. 

    A verdade é que não interessa nada, mas estarão fotos em baixo, portanto continuem =D

    Sábado de Intensa Actividade

    Recebi um e-mail da organização dizendo que deveria estar presente no evento o mais cedo possível, para ter tempo de me vestir e chegar a horas à pré-avaliação do ECG. Recebemos todos esse e-mail assustador: adeus horas de sono, vais ter que acordar como se fosse dia de semana, pimbas. Mas com a excitação toda até acordei mais ou menos bem. Depois de um café toda a gente fica mais ou menos bem. :)

    No autocarro, reparei que estava a chover. Mas o dia melhorou, ao menos isso.

    Uma fila de elevadas proporções aguardava para entrar. Mas eu, como sou muito especial de corrida, coloquei o meu ar afogueado e dirigi-me para a bilheteira, informando da minha situação. Repare-se que deveríamos dar o dinheiro dos bilhetes directamente à organização, que depois nos daria a pulseira, para não andarmos pulseirados a tirar fotos de cariz oficial.

    Depois de uma infrutífera procura, lá me indicaram o caminho para os camarins. Era para cima. E aí cheguei ao meu lugar preferido dos eventos. :) Gosto imenso de lá estar, falo com imensa gente e posso dizer porcaria à vontade, afinal estamos todos meio nus. Lá, encontro um membro do júri do ano passado, que comenta que o meu cosplay deste ano está muito melhor. Só isso já me fez valer o dia! Realmente, desta vez esforcei-me para ter uma coisa bem feita, mesmo que fosse simples. A verdade é que houve partes do fato, nomeadamente tudo o que era feito em madeira, que não foi nada simples. Mas falarei disso no meu Cosplay Portfolio a seu tempo. ;)

    Entretanto, decido-me numa experiência! O meu cosplay tem uma bolsinha toda roxinha e fofinha, presa com um cordelinho. Que tal experimentar colocar o conteúdo da minha mala dentro da bolsinha? =D Assim escusava de andar de mala atrás, sobretudo porque a minha mala de sempre não combina com cosplay nenhum, muito menos o de uma tratadora de dragões na Ásia do século VIII. Resultado da experiência: negativo. Rapidamente tive de voltar aos camarins para arranjar a mé que tinha feito.

    Saltitemos escada abaixo até à sala fotográfica onde teremos a nossa avaliação. Aguardamos um pouco e em breve temos o júri na nossa frente. Estrangeiros. Ainda bem que trouxe a letra da minha música traduzida para anglês, para eles compreenderem. Sim, estava nas regras que tinha de ser em anglês, mas eu não gostei dessa regra e portanto não obedeci a essa regra, arriscando a um desclassificamenteo, mas isso não é muito importante. :3 Que nunca se faça um skit para agradar a um juri! Faça-se um skit para entreter o público! Nisso não garanto que tenha tido sucesso, no entanto, enfim... ;__; Mas voltando ao assunto: expliquei assim por alto como fiz o fato, mas eles não faziam pergunta nenhuma então baralhei-me toda, não sabia o que havia de dizer. Depois perguntaram qual a parte favorita do cosplay... Eu disse que foi a luva! Porque era fofinha e quentinha e cheirava a chichi :) Mas eles ficaram a olhar para mim com cara de caso, então atrofiei. Se calhar devia ter dito a harpa.... Também perguntaram se o meu apito funcionava. Não funciona, mas também não precisa, pois no anime é um apito de ultra-sons para controlar bestas selvagens. Haha.

    Falando nos estrangeiros, eram todos muito simpáticos e disponíveis, apesar de não falarem muito. O jovem das terras do norte fez-me sorrir, porque aparentava estar aterrorizado com tanto contacto físico. :) Aliás, quando as premiadas lhe foram dar um beijinho ele conseguiu virar o tabuleiro e transformar o beijo num abraço! Os fatos eram bem bonitos, é o melhor que há lá fora.

    Cirandemos e observemos as coisas - conforme citado acima - até à hora do concurso. Voltei aos camarins onde ainda estava gente a vestir-se. Houve quem levasse bastante a mal esses atrasos e bem... O que se há-de fazer? Acontecem sempre. É má onda. Mas acontecem sempre. Já vi pessoal a ser desclassificado por se atrasar num Eurocosplay. Mas cada caso é um caso, cada evento é um evento e não vale a pena ficarmos aborrecidos por coisas que estão fora do nosso controlo. Eu não tenho grande opinião, a mim não me faz diferença porque eu não ganho nem perco, eu só estou lá.

    Vou encontrando pessoas, muitas pessoas. Ninguém conhece a minha personagem, o que é natural. A Erin, de que eu fazia cosplay no momento, é de um anime para miúdos que pouquíssima gente viu e que passa mesmo por baixo do radar, apesar de ser excelente. Ensina coisas sobre a natureza e tal. E a personagem é maravilhosa! Daí ter-me mascarado dela. :)

    Vi um pedacinho do concurso de dança. Uma moça azul e uma moça amarela. A amarela tinha muito mais energia e tinha, sem dúvida, montes de articulações, que se mexiam todas extremamente bem. Depois vi a entrega dos prémios. Ganhou um grupo monocromático, que era o único que tinha um rapaz. Disseram "temos o grupo desde o sétimo e agora estamos no décimo segundo!" Eu fiquei com vontade de chorar: no meu sétimo ano o pop que se ouvia eram os BoyZone.

    Começa o concurso. Sou logo a primeira, para meu grande horror. Disseram-me depois que correu muito bem, mas pessoalmente não me sentia muito confiante... A comparar com as outras pessoas, que tinham painéis, mesas gigantes e árvores, sentia-me um pouco despida num skit sem cenários nem nada. Mas eu queria cantar aquela música (que inventei quando vi o anime) e foi o que fiz. :> Espero que tenham cortidooo~~

    Depois fui despir o fato e arrumar a mala no bengaleiro (muito bem organizado por sinal!). Tinha de fazer horas, pois tinha combinado estar em Almada apenas às oito da noite. Ainda faltava bastante. Andei por aqui e por ali, bebi uma jolan, falei sobre as inimigas. Comprei o meu bilhete, ia-me esquecendo. Deram-me uma pulseira toda roxa e fofinha. Tirei fotos com o telemóvel às pessoas. Fiquei sem máquina fotográfica e portanto só tinha o telefone, o que dá um bocado de mau aspecto quando se pede para tirar uma foto. Mas fiz o melhor que podia... Por isso, ora bem... Aqui estão elas!

    As FotoFotos Mais Bouas de Sábado



     Foi tão difícil tirar esta foto, estava sempre gente a meter-se ao lado para tirarem fotos, os príncipes eram demasiado populares :o




    Façamos o pausa para beber um Simão e dormir. Vemo-nos no

    Domingo Patológico

    Se já estava com uma certa tosse na noite anterior, acordei completamente derreada. Dormi mal agasalhada e tinha apanhado uma caloraça gigante, por isso é natural. 

    Neste dia, mais duas personagens se juntaram às aventuras fantásticas! O Zé Gato e o namoradim, doravante conhecido por Ni, vieram comigo até ao evento, para ver uns cosplays, tirar umas fotos e assistir ao workshop de fotografia. Fique a nota de que queríamos mesmo ir ao workshop de fotografia!

    Chegamos um pouco mais tarde, ao meio dia e meio ou algo do género, e fui logo vestir-me. Perguntei se podia usar os camarins do dia anterior e disseram-me que sim. Lá chegada, tudo completamente, absolutamente, perfeitamente.... Vazio. Intimidada pela ausência de pessoas, deixei um papel com o meu número em cima da minha mala, para o caso de me terem informado mal e afinal ser proibido estar ali.

    A minha personagem deste dia era a Kitajima Maya, de um anime dos anos setenta chamado Glass Mask. É sobre teatro, portanto posso fazer o que me apetecer com esta personagem que, como é actriz, está sempre in character quer estejamos a citar Gil Vicente ou a dançar a Gaiola das Popozudas. Que foi o que fiz no skit, mas numa cover gravada por nós em estilo vanguardista.

    Apresentei-me no backstage à hora combinada, mas nada se passava. Estava o quizz a decorrer e pelo pouco que vi pareceu-me extremamente complexo. Sentia-me mal, a ferver e ao mesmo tempo gelada, cansada, cheia de dores, cheia de tosse. Estava lá um sofá... Encostei-me, fiz um casulo com o meu véu e dormi ali um bocadinho. Yeee ^____^ Oiço um trovão e pessoas a gritar. Limpo a minha baba e enrosco-me um pouco mais. Yeee ^____^ Quando me chamaram para o skit, fiz tudo automático, como tinha ensaiado, sem mais nem menos, completamente robótica. Queria ter improvisado um bocado, mas não me ocorreu nada. Na verdade, nem lembro muito bem o que se passou. Mas percebi logo que não tinha corrido bem quando o pessoal não se riu (e a coisa tem piada, eu juro). Depois disseram-me que o audio não se percebia, o que pode ter sido tanto defeito do pavilhão (vide parte de cima) como defeito da música, que realmente tinha os vocais um bocado baixos a comparar com o beat.

    Enfim, era uma cover desta música maravilhosa, que devia ser viral e que ainda não é, sabe-se lá porquê:

     Fique a nota de que desejo ardentemente fazer cosplay desta personagem marcante

    Assim que saí do palco passam-me uma garrafinha de água para a mão e dão-me um lugar no sofá. Graças a deus, obrigada senhor por existirem voluntários! A sério, adoro-vos, aquela garrafinha de água soube à panaceia universal que vem da cornucópia divina. E aqueles bolinhos da sorte trouxeram-me uma sabedoria imensa e salvaram-me também porque não comia nada desde o pequeno almoço e sentia-me demasiado fraca para comer.

    Depois chamaram-nos ao palco e disseram para dançar. Eu tentei, eu dei o meu melhor, mas só consegui abanar os braços para cima e para baixo como se sofresse de uma doença obsessivo-compulsiva de características zombies. Entregaram os prémios, bastante merecidos por sinal, e disseram para dançar mais e eu fugi na velocidade máxima que o meu estado me permitia. Dançar mais não, por favor! ;___; Sentia-me como se tivesse acabado de correr a ultra-maratona dos cem quilómetros no meio do deserto...

    Damos umas voltas e reparo que o bar se encontra encerrado. Todo o dia. Bem, a verdade é que no Sábado andavam a correr uns rumores dramáticos (que já se dramatizaram mais desde que o pessoal acedeu à internet), mas não vamos entrar por aí. Fica a nota de que se nos eventos precisarem de orientação no que respeita a segurança alimentar e respectivo licenciamento, eu trabalho com isso. :>

    Estou gelada e arrepiada, portanto vou mudar de roupa e por umas meias e dois casacos. Chego no Painel de Dobradores e sento-me aos pés do Ni. Não apreciei o devido, pois estava demasiado concentrada em não falecer, em vez de estar a ouvir o que estavam a dizer. Fiquei a saber que dependendo da situação a coisa não é assim tão mal paga e em como o Rei Leão revolucionou as dobragens. Na verdade, eu lembro-me com exactidão do que se passou com o Rei Leão. Vi o anúncio na televisão "primeiro filme dobrado no nosso português!" e fui ter com o meu pai dizendo "os miúdos de hoje em dia são tão estúpidos que não percebem o português do Brasil e agora fazem os filmes em português de Portugal!" E jurei que nunca mais na vida ia ver um filme da Disney. Mas depois ofereceram-me a cassete e que remédio tive eu! De resto, até foi engraçado. Fora a parte de toda a gente gritar quando alguém falava. E a parte de eu estar cheia de dores febris a delirar com o que me rodeava.

    Fomos ver se eu aquecia um bocado ao sol. E eu gelada. Só os pés estavam quentes. Queria ter esperado pelo workshop de fotografia. Queria mesmo. Sobretudo porque o Zé queria muito ir e tinha o máximo interesse em ir. Mas o Ni também não se estava a sentir bem, também dormiu mal agasalhado... E ainda faltava meia hora para começar. E ia durar duas horas. Será que íamos aguentar?

    Não. Fomos embora. Fiquei mesmo triste. Odeio estar doente, mas fico sempre assim quando muda a estação do ano. Fiquei de descobrir o que se passou para dizer ao Zé Gato, que perdeu o workshop a que queria mais ir por minha culpa, porque eu sou uma pessoa fraca e doente que devia viver dentro de uma bolha esterilizada para funcionar no meio da humanidade. Portanto, se alguém tiver as apresentações ou pelo menos possa indicar um resumo do que se passou, ficaríamos imensamente agradecidos! Obrigada! ;_;

    Já agora, sabiam que o Zé Gato sabe tirar umas fotos? Sabe mesmo! Vejam lá!

    Fotos Jeitosas de Domingo
    (A sério, são muitas, não dá para por todas no blog ou então vão ficar aqui até ao dia internacional do Pi à espera que carreguem. O ficheiro também tem uns vídeos, já agora)


     A Pocahontas olha para o lixo da humanidade










    Mesmo cheios da sangue e a morrer, manter sempre o bom humor :)

    Entretanto dormi catorze horas seguidas, enfardei-me de benurons, maxilases e hidrotricines e hoje fui trabalhar debaixo de chuva torrencial. Agora escrevo esta missiva.

    Portanto, espero que se tenham divertido. Eu diverti-me! Na verdade, o evento não teve nada de errado a apontar. É certo que houve coisas que as pessoas podem levar a mal, disse-as todas. Mas a mim não me causa espécie. Não houve grandes atrasos. Não houve erros no palco. Isso foi excelente! Em relação ao ano passado, não surpreendeu, mas também não ficou aquém das expectativas. Na verdade, só espero que este evento melhore de ano para ano e que se supere cada vez mais e de maneiras diferentes! Parabains! =D

    A todas as pessoas a quem falei de maneira desconexa no Domingo, peço desculpa. A todas as pessoas que gostaram das minhas personagens, muitos obrigadas!

    Por agora, é tempo de descansar. Se bem que é estranho chegar a casa e não ter um cosplay para fazer... Haha!


  • Anifest 2013

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    Anifest
    Convenção
    Tenho de me controlar. Não por uma razão má. Passo a explicar:

    Tenho um vaso na sala. Tem terra. Não tem flores. Tem só terra. Acho isto uma espécie de art noveau abstracta. É absolutamente hilariante e não consigo parar de me rir.

    Adiante!

    Como não podia deixar de ser, Lisboa volta a ser palco de um evento de anime, jogos e cosplay. Este ano o título é "Anifest" e realizou-se na ETIC, escola profissional de artes e design. Vou primeiramente falar dos aspectos gerais e depois passar para os dias.

    No que respeita ao espaço, achei excelente e muito bem aproveitado. Estava ao nosso dispor o rés-do-chão do que aparentava ser o edifício admnistrativo. Ao entrar, podíamos logo encontrar os artistas (que são bons artistas) e não havia maneira de escapar deles. Isto é um aspecto muito positivo, pois realça a importância cada vez maior que eles têm num evento, para comprar coisas originais, boas e baratas. Seguia-se uma sala para jogos (onde estive não para jogar, como explicarei adiante), balneários masculinos e femininos, um pavilhão onde estava instalado o palco e uma zona com stands profissionais. Falando no palco, bastante bom, com espaço suficiente para o que eu queria. Além do mais, ar condicionado! Que salvação!

    Infelizmente, a música estava sempre demasiado alta nos momentos mais inoportunos.

    Cosplays variados, com uma tendência para as séries desta season.

    Em termos de alimentação, muito parca. Cup Noodles fazem cancro! Se bem que ao fim da tarde já estava com tanta fraqueza que fui comprar um. E era o último! Mas fizeram-me o favor ENORME e agradeço do fundo do meu coração pequenino, fizeram-me o favor IMENSO de me dar uma sandes que era para os voluntários. Salvaram-me mesmo, estava-me quase a dar um fanico. OBRIGADA! Voluntários perfeitamente, positivamente, lindosamente encantadores

    Na rua, pouco espaço para sentar. E as pessoas, meu deus, porque é que tem de falar toda a gente AOS GRITOS inopinadamente, vocês magoam-me. E porque é que falam em Inglês!? A VOSSA LÍNGUA É O PORTUGUÊS E SIM EU ESTOU A GRITAR PODE SER QUE AOS GRITOS PERCEBAM CHIÇA PENICO (sem ofensa, no offense, sans ofence, é assim? PT-PT, por favor, sim? Vá lá? Sejam amigos, I parlez no engrish I only talkate portuguish)

    Passemos agora ao importante (as fotos já vêm aí, esperem)

    Primeiro Dia

    Cheguei às dez e três, precisamente. Ainda tive tempo de comprar o almoço (uma sande de peru com ervas finas do sweet drop, bem boua) e cheguei. Ora bem, cheguei a esta hora matutina para ter tempo de me vestir. Pois, como já estão a adivinhar, fui para participar no ECG (electrocardiograma) E, assim, fiquei à espera que chegasse uma lista. Até que desistiram da lista e deixaram os ECGianos entrar. Ainda me tentei afinfar a um bilhete grátis, por causa do concurso de skits do segundo dia (no qual participarei, com a Hota), mas com um par de respostas menos agradáveis lá desisti. Mas dizia no site! - dizia eu. NON - diziam eles. Mas dizia no site! - dizia eu. NON - diziam eles. Então boca.

    Maravilhosos camarins cheios da luzinhas e de ares condicionados. Vesti-me, uma das minhas bolinhas partiu-se, despi-me, colei-a, vesti-me, ai caralho, ai filha da puta, pára quieta ai caralho, e o pior é que isto ficou tudo gravado pela filmadora/jornalista que lá estava a ver as nossas preparações. Cortem isto, por favor. ;__; A minha coroa estava meio frouxa de a ter atirado tantas vezes ao chão durante os ensaios mas pensei... Não há-de acontecer nada.

    Passado algum tempo de espera (sempre e sempre, todos os concursos, em todo o lado, para sempre, já me devia ter habituado) dirigiram-nos para a sala das pré-seleccções, onde o júri nos ia avaliar. Mais espera. Falando do júri, só pessoas largamente conhecidas e que aprecio e uma astrangeira. Shappi de seu nome. Agradeço o meu auto-controlo por (quase) não ter cantado isto sempre que ela aparecia. Correu bem, acho eu, ainda me deram alguns conselhos interessantes. Vou tentar lembrar-me deles antes de faltarem dois dias para o próximo evento. :) Entretanto uma das concorrentes ficou ligeiramente acidentada com o seu fato e o meu estojo de primeiros-socorros de cosplay foi útil para alguém, pela primeira vez na sua curta vida! =D Bendita seja a cola quente!

    Cirandei por aí um pouco na esperança que me tirassem fotografias. Mas sou muito feiosa, ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de fecho-eclair ;_________; Por isso deixei de cirandar e corri para tirar umas fotos com os fotógrafos na sala dos fotógrafos das fotografias. Pensava que era na rua, por isso cheguei um pouco atrasada. Estavam sempre a ralhar comigo por estar muito austera e fixa, mas a minha interpretação da Utena com o Rose Bride Gown é como alguém que está desconfortável naquele papel. Pediram-me para voltar lá, mas não voltei, já estava muito cansada e queria ver o resto do evento.

    Concurso? Parece-me que correu bem. Em breve, quando estiverem todos os vídeos online (agradeçam à Hota), farei um comentário a cada um e um comentário maior a mim própria. Se quiserem mais detalhes, irei colocá-los em pouco tempo, no meu Cosplay Portfolio. Só tive muita pena de uma coisa: o público. O público não se sabe controlar. Não sabe estar quieto, não sabe estar calado. É muito (mesmo muito) desagradável fazer uma performance para um público que não está nem aí. A performance é para vocês, é para vocês verem.

    Depois de, finalmente, me livrar dos sapatos que me atormentavam, seguiu-se um longo período de tempo morto. Não tinha interesse no workshop de desenho nem nos karalhokes nem nos bailados, por isso... Muitos cigarros. Isto foi uma falha, porque poderiam ter tido alguma coisa mais interessante para nos entreter. Por exemplo, passar o quizz para o palco principal, fazer aqueles concursinhos de comer coisas, qualquer coisa que não fossem pessoas cantando, que mal se percebia de tão alto estava o som.

    E finalizamos o dia com um concerto dos The Penny Traitors. Começou mal. Testes de som, testes de som que nunca mais acertavam, pensávamos que o concerto já tinha começado e népia, eram testes de som, lambda. Tocaram uns clássicozinhos, se bem que - e, como banda nova que são, pelamordasanta levem isto de forma construtiva - me pareceu que necessitam de mais técnica em todos os instrumentos e sobretudo na voz. Tive de sair a meio do concerto, pelas 19 horas, porque me lembrei de que tinha uma coisa importante para fazer.

    Gravar o skit para o Iberanime OPO. Mas como o farei se não consigo parar de me rir? Bem, passemos às fotos!

    (Algumas) Fotos do Primeiro Dia



     Klein Crocodile *___*


     É uma senhora, tão fofinha! Cosplay não tem idade! Tão fofinha, meu deus!

     Os outros estrangeiros que por lá andavam, fiquei com um cartão!



    E assim termina o primeiro dia! No geral gostei bastante e fora aqueles pontinhos de menor importância acho que correu tudo bem! Mas até ao lavar dos cestos ainda é vindima, por isso não vou já brindar à organização. ºvº Agora tenho de gravar as falas de uma série de gente! Até amanhã! E lembrem-se, quando a gente pedir para gritarem, gritem! 

    Segundo Dia

    Esta mensagem já vem um pouco atrasada. Fui passar a ressaca do evento a outro lugar bem mais agradável que a minha casa e não pude actualizar, mas já cá estou para falar sobre o que se passou no segundo dia do Anifest! Falando em ressaca de evento, também vos acontece a mesma coisa? Eu estou cheia de energia os dias todos e de repente parece que cai um cansaço e só quero ver anime e dormir. No caso, ver anúncios Japoneses durante horas e dormir entre outras coisas...

    Mas bem. Desta vez apanhei a Hota pelo caminho (ou ela apanhou-me a mim) e fomos as duas para a ETIC. Chegámos um bocadinho mais tarde que a hora de abertura, não tínhamos de trocar de roupa. Fomos logo vestidas, para grande gáudio de um menininho que ia no autocarro com a gente.

    A primeira actividade do dia era o workshop de Props com o Klein Crocodile (a Shappi). Apesar de me ter inscrito assim que soube da notícia, não estava lá o meu nome. O que me remete para um certo problema de comunicação. A informação é bastante difícil de procurar no facebook do evento, pelo que contamos sempre com o site para nos actualizarmos. No entanto, o site não estava actualizado. Por exemplo, a situação da entrada grátis para os cosplayers, depois o organizador esteve a explicar-nos o que aconteceu, mas estávamos convencidas de que era real e afinal não era por causa das informações no site. E os workshops, que estavam quase cheios quando me inscrevi porque no site ainda estava a informação de "para breve". Mas acabou por correr tudo bem, fica apenas a nota para se conjugar melhor o site com os mails com o facebook para a próxima. :)

    O workshop foi muito interessante, aprendi algumas dicas que não sabia e coisas muito complicadas passaram a ser simples. Tenho alguns projectos com armadura (ou fatos de astronauta, ou coisas para a cabeça) e agora já me sinto mais confiante para os começar. Isso foi o mais importante para mim, porque tenho muitas ideias para esses cosplays e sentia-me limitada por não saber por onde começar.

    Como o workshop atrasou a começar, também atrasou a acabar. Saí antes, quando iam começar a falar de asas (que já sei fazer, tenho uma série delas), par obter algumas informações sobre o concurso de skits em que ia participar com a Hota, em modo Misa suicida e Raito semi-gay (equipado com Déte Nóte e pochete). No e-mail que me tinham mandado estava com a impressão que era para lá estar às 13:30, mas depois informaram que era às 14:45. Ainda assim, por segurança, faltámos ao workshop de cosplay para o qual estávamos inscritas, porque atraso menos atraso ainda perdíamos o mais importante. Por mero acaso, também nos inscrevemos para o desfile, estava uma voluntária a perguntar se queríamos participar e... Porque não?

    No concurso éramos muito poucas. Poucas, éramos só meninas. Dois grupos e três solos e viemos a descobrir que havia prémios para solos e para grupos. Então ganhámos todos. =D Quando aparecerem por aí os vídeos (desta vez não tinha ninguém infiltrado par nos gravar) irei falar um pouco mais deles. Mas pelos vistos o nosso deve ter corrido bem porque ganhámos o Primeiro Lugar! Fizemos uma paródia de uma paródia, o Melga Shop do Herman Enciclopédia, chamada de "Kira Shop". E ao demonstrar o nosso produto, o Déte Nóte, pensámos... Quem é que toda a gente quer matar? E pelos vistos confere. Hihihi.

    No desfile enganámo-nos nas poses que tinhamos combinado, mas tudo bem.

    Logo a seguir, trocar de roupa porque estava assassinada com o calor e ala para o Painel de Dobradores. Desta vez não estava só o João Loy, Vegeta, mas também outras pessoas (Mário Bomba, Bárbara Lourenço e Sandra de Castro) que fizeram animes que eu conhecia e que eu não conhecia. Era uma variedade muito grande. Gostei muito de ouvir algumas coisas que eles disseram, como por exemplo a necessidade de fazer formação, e o facto de os workshops serem apenas um "approach" ao assunto e não uma verdadeira formação. A dobradora Bárbara Lourenço é fã inveterada de anime desde o tempo em que não havia fansubs e adorei a partilha da experiência dela, pois ainda me identifico (também eu recebi uma cassete, de Ai no Kusabi, com legendas coladas, em Espanhol). Também gostei muito da dica dela de que a comunidade do agora precisa de um bocadinho de humildade. Tive de sair a meio, aliás, quase no fim, porque atrás de mim estavam umas criaturas que a cada palavra que algum dobrador dizia BERRAVAM HISTERICAMENTE. Eu estava a passar-me da caixa dos pirulitos, cheia de dores de cabeça, estavam-me a vir as lágrimas aos olhos. Qual é a necessidade de GRITAR, questiono de novo. Há momentos para berrar, há momentos para bater palmas, há momentos para estar quieto. Aprendam isto, miúdos: é tudo uma questão de timing. Guardem os berros para quando forem ver um concerto dos vossos coreanitos, aí está toda a gente preparada para eles.

    Enfim, fui dar uma volta, comprar umas bolachinhas para lanchar, uma garrafinha de vinho para mais logo... Voltei para ver o concerto. 

    Achei este concerto, dos Ryuusei, uma experiência bastante positiva. Pareceu-me uma banda unida e humilde e não estou a dizer isto porque conheço o gajo das teclas, o Pedro. Tocaram músicas um pouco diferentes do habitual. Adorei a garra do baterista, mas - desculpa Pedro - acho que o teclado precisa de mais técnica. A voz também, mas no caso da vocalista, acho que lhe fariam bem umas aulinhas de teatro, para aprender a soltar a franga. Muita timidez em palco é muito (mesmo muito) limitativa, até no efeito que a voz tem. Tive pena de estar tão pouca gente a assistir ao concerto.

    E assim terminou mais um evento. Vamos às fotos, que é o que toda a gente quer! =D

    (Algumas) Fotos do Segundo Dia







    E assim se passou mais um evento. Agora, esperemos pelos skits para os vermos. :> Gostei bastante deste evento, os aspectos positivos ultrapassaram largamente os negativos. Por isso, até ao próximo!
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