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  • K4 O Quadrado Azul

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    K4 O Quadrado Azul
    José de Almada Negreiros
    1917
    Folhetim


    Publicado no início do século XX sob a forma de folhetim, "O Quadrado Azul" é um estranho manifesto social e político, escrito da forma mais aleatória possível, e que demonstra as ideias do autor de forma revolucionária mas, confesse-se, altamente hilariante.

    O autor discorre sobre vários assuntos da sociedade da sua época num discurso meio desconexo, meio doido, e essa doideira permite-nos compreender - no meio de risos - que o autor não quer viver aqui, não quer estar aqui, que nós somos uma merda e que devíamos todos matar-nos.

    Achei excelente a ideia!

  • A Invenção do Dia Claro

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    A Invenção do Dia Claro
    Almada Negreiros
    1921
    Ensaio 

    Este livrinho, com menos de quarenta páginas, é um pequeníssimo ensaio introdutório a algumas ideias do autor sobre variados assuntos culturais, nomeadamente a literatura e a pintura.

    De uma maneira simples e com muito humor, Almada Negreiros conta-nos pequenas reflexões sobre a sua vida, sempre relacionadas com a sua forma de observar a arte e, muitas vezes, como esta o pode observar a ele.

    Nesta obra existem muitos textos e frases frequentemente citados por aí nas redes sociais. Por exemplo, aquela de a vida ser demasiado curta para se lerem todos os livros da livraria. Ou aquela do "qual a sua profissão? Poeta" No entanto, dentro do contexto desta obra, as tais citações acabam por se tornar menos relevantes do que as querem querer parecer.

    Um livrito rápido e com a sua graça.

  • A Cena do Ódio

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    A Cena do Ódio
    Almada Negreiros
    1915
    Manifesto

    Do que se sabe de Almada Negreiros, o principal é que ele odeia toda a gente. Assim, faz todo o sentido que escreva um manifesto como "A Cena do Ódio", de que falamos aqui.

    Almada Negreiros enumera todas as coisas que odeia e todas as coisas que o fazem odiar aquilo que odeia e todas as coisas odiosas de entre estas. Agora, a quem realmente é dirigido este texto? Pesquisei um pouco e... Não consegui descobrir.

    O máximo que depreendi é que este texto surge um pouco em imitação de outros que haveriam sido publicados na revista Orpheu, nomeadamente a "Ode Triunfal". Assim, Negreirros procura equilibrar-se com os seus pares.

    Mas porquê desta forma?

    Fica o mistério.

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