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Aliens: Inhuman Condition
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Aliens: Inhuman Condition
John Layman, Sam Kieth & John Kalisz
2012
Graphic Novel
Ofereci este livro ao Qui a propósito de um aniversário (ou seria de um Natal)? Comprei-o na altura, na Kinpin Books, porque estávamos sempre a gozar com os aliens e gostei da arte.
Como não conheço nada sobre o universo do Alien, este livro caiu-me de forma um pouco estranha. Passa-se num planeta gelado, onde uma mulher ensina sociologia e empatia a cyborgs que serão utilizados para diversas funções. Uma delas é a de destruir as terríveis criaturas que têm vindo a ensombrar o destino da humanidade. No entanto, quando ela vê que os cyborgs são brutalmente utilizados para benefício dos humanos, ela esforça-se por provar que eles também possuem sentimentos humanos.
Esta história é uma mistura entre a relação máquina-pessoa e o desenvolvimento de uma personagem que vive afligida por um trauma do passado, que depois se vem a revelar menos verdadeiro do que se pensava. Trata-se de um bom estudo, embora não passe muito mais informação sobre o universo em que se passa a narrativa.
A arte é estranha, pois em termos anatómicos está bastante descuidada. No entanto, devido à pintura difusa isto acaba por funcionar bem de alguma forma.
Continuo sem vontade de ver o filme original, pois sei que morreria de medo.
By : ladyxzeus
Edge of Tomorrow
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Edge of Tomorrow
Doug Liman
2014
Filme
5 em 10
Depois de um filme excelente, porque não um filme terrível? Mas não vimos double session ilegal (entrar noutra sala de cinema em vez de sair cá para fora). Simplesmente fomos para casa e pôs-se o filme a sacar.
Começo por dar a informação que descobri há pouco, e que faz todo o sentido: este filme é inspirado numa novel Japonesa, e subsequente manga, chamado "All you need is kill", de Hiroshi Sakurazaka. Segundo me consta, anda toda a gente meio maluca com este manga, adoram-no. Mas, se for como filme, é caso para dizer "porquê". Mas enfim, voltemos ao filme.
O planeta Terra foi invadido por um grupo de criaturas extremamente difíceis de matar, de nome "mimics". São tipo uns aranhiços gigantes e mal-cheirosos. Quando luta contra um deles, todo azul brilhante e todo catita, este oficial que acidentalmente foi parar ao campo de batalha, ganha o poder de voltar atrás no tempo quando morre. O que significa que ele sabe o que vai acontecer e pode planear o que fazer e vencer a guerra. Depois, conhece uma gaja chamada Rita que é mestre do assassinato de aranhiços fedorentos. E depois o Tom Cruise tem de ir salvar o mundo, que é coisa que nem sempre corre bem (pois o Tom Cruise come placentas, ew)
Em vários momentos eu esperava que o filme fosse numa direcção completamente diferente, muito mais complexa e, consequentemente, mais interessante. Mas a estrutura de shounen mantém-se do início ao fim. Na realidade, eu esperava desde o início que o Tom Cruise falasse com os soldados rasos e fizesse com que estes se organizassem, de preferência numa espécie de revolução. Mas não, sozinho estou, sozinho ficarei, sozinho vencerei as forças do mal. A estrutura do filme é exactamente igual à estrutura do shounen, com certos erros básicos que poderiam ter sido evitados com um melhor conhecimento do género (e não apenas sacar inspiração da novel e fazer o que nos apetece). Por exemplo, o ritmo do filme começa demasiado lento, para depois acelerar e voltar a decrescer, o que faz com que o espectador não consiga fazer uma manutenção da sua expectativa e, por isso, a concentração. A sequência de treino, apesar de importante, pareceu-me demasiado longa e repetitiva. Em vez de um efeito que poderia ser cómico, foi aborrecida. Em compensação, a sequência do planeamento e estratégia foi demasiado apressada, o que não permite uma percepção real o do que realmente se passa.
Apesar de ao longo do filme os personagens irem desenvolvendo as suas capacidades físicas, a estrutura e engenharia da maquinaria não aparenta ser nada realista. Não parece fácil de usar e não tem grande mobilidade. Assim, o design poderia ser melhorado. Em termos de efeitos especiais, é caso para dizer que não é nada de especial. A animação por computador não é realista e as sequências de luta nada de espectacular têm, pois normalmente terminam em morte e, como a morte não é sinal de derrota, isto é inconsequente.
O final é simpático e amoroso, mas a música dos créditos quebra completamente com o ambiente criado ao longo do filme.
Enfim, acho que se fores um rapaz vais curtir totes. Se fores eu, é só mais um.
By : ladyxzeus
Paul
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Paul
Greg Motolla
Filme
2011
7 em 10
Bendito seja quem quer que levou este filme, porque foi o "filme com piada do ano novo". E eu gostei tal como vocês, meus mais normais leitores, irão gostar. Porque é o sonho do geek.
Dois geekalóides ingleses vão à Comic Con para se impressionarem com as coisas que vêm e para receber autógrafos de um escritor que os despreza. Depois têm uma roadtrip que passa pela Área 51. E aí tudo começa. Encontram Paul. E Paul é um alien.
E assim se inicia uma roadtrip numa autocaravana, com dois geeks, um alien e uma rapariga que eles acidentalmente raptam (transformada de cristã a mulher de palavrões), perseguidos pelo FBI, pelo pai dela e por mais pessoal que vão encontrando pelo caminho.
Não tem piadas com muita graça (bem, matei-me a rir em algumas, mas é porque eu sou meio maluquinha como os personagens principais e compreendo o sentimento), mas é fofinho. Porque todos acabam por descobrir mais sobre si com ajuda de Paul e melhorar a sua capacidade de enfrentar o mundo. A parte final, em que vão visitar a amiga do Paul, é coisa mais fofinha de sempre.
Visto desta perspectiva, encontrar um alien até parece ser fixe. Bora a um encontro imediato de primeiro grau, agora?
By : ladyxzeus
District 9
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District 9
Neil Blomkamp
Filme
2009
6 em 10
Os aliens chegaram. À África do Sul. Logo aí começa bem. De premissa extremamente original, District 9 fala-nos de um um bairro de lata habitado por aliens viciados em comida de gato. Através de um homem que, por infelicidade do destino, se começa a transformar num alien (apesar de os odiar) passamos a conhecer a vida destas criaturas no seu Distrito, os maus-tratos de que são vítimas pela parte dos seres humanos e as formas como lutam pela sua sobrevivência e liberdade. Não será por acaso que isto dá uma belíssima analogia para a forma como tantos seres humanos vivem. Como se fossem aliens indesejados.
Apesar desta boa história, District 9 não se distingue nos outros aspectos. O design dos aliens é interessante, mas não estão especialmente bem feitos. A caracterização do bairro de lata está muito boa. No entanto há algumas incongruências na direcção, como o pular de cena em cena sem concluir o assunto ou a grande questão "como é que os homens e os aliens percebem as línguas uns dos outros". A apresentação como se fosse um documentário é sem dúvida original, mas a partir do momento em que deixam de documentar para passar a narrar a história do homem-que-se-transforma-em-alien, o método torna-se obsoleto.
Além disso, é tudo muito previsível e todos os clichés de todos os filmes acontecem aqui. Até há um alienzinho bébé fofinho.
Ainda bem que não fui ver isto ao cinema, apesar de na altura querer ter ido. Não valia a pena o dinheiro.
By : ladyxzeus