Mostrar mensagens com a etiqueta sports anime. Mostrar todas as mensagens

  • Tsurune

    0
    Tsurune
    Yamamura Takuya - Kyoto Animation
    Anime - 13 Episódios
    2018
    4 em 10

    Nunca na minha vida me tinha ocorrido. Na verdade, nunca tinha pensado. Nunca tinha pensado que pudesse haver um KyoAni mau. Tsurune veio a provar que estava errada.

    É tremendamente mau.

    Imaginemos que todos os animes da Kyoto Animation estão reunidos nas termas em Kyoto, numa reunião para decidir que anime é que vão fazer a seguir. Todos decidem escolher um representante do que está errado com eles mesmos, isto é, uma parte má de cada anime da Kyoto Animation é seleccionada para fazer parte da sua nova produção.

    Tudo isso em reunião deu Tsurune como resultado. Um anime desinspirado, aborrecido, em que a produção parece nem sequer se esforçar para ter nada de giro, bonito, interessante, ou história ou personagens ou nada.

    Tudo o que podia correr bem... Nem disso posso falar, porque parece mesmo que há um esforço para tornar o anime o mais desinteressante possível.

    KyoAni, estamos todos tristes contigo.
  • Keijo!!!!!!!!

    0
    Keijo!!!!!!!!
    Takahashi Hideya - Xebec
    Anime - 12 Episódios
    2016
    5 em 10

    Eles tinham dito "isto é o melhor anime do ano". Eles disseram "recomendo vivamente que vossa senhoria veja". Eles disseram estas coisas e eu fui ver o anime do queijo. Valha-me a senhora do outro!

    Um novo desporto surge no Japão, com apostas incluídas! Keijo (!!!!!!) é um desporto aquático, em que raparigas (ou senhoras) disputam o último lugar em cima de um espaço flutuante, atacando-se e defendendo-se mutuamente com movimentos de RABÓIDE e de MAMÓIDES.

    O resultado é um anime de desporto absolutamente emocionante. Tão emocionante quanto ridículo, pelo menos. É uma viagem memorável, enquanto assistimos a batalhas emocionantes com conversas muito filosóficas entre personagens definidas pelos seus atributos gordurais. E são memoráveis todos os ataques que estes rabos e seios conseguem acertar numas e noutras, partindo maxilares, costelas e espinhas dorsais, atirando as suas oponentes para debaixo de água e tornando-as em LOSER.

    Infelizmente, este anime beneficiaria muito de uma animação a condizer com a emoção que este jogo inventado nos traz. Temos uma produção apressada, mal distribuída, tentando dar o máximo da acção mas falhando redondamente devido às muitas impossibilidades da anatomia.

    Ainda assim, fiquei cheia de vontade de ver a segunda season! Destruam-me!
  • Yawara!

    0
    Yawara!
    Tokita Hiroko - Madhouse Studios
    Anime - 124 Episódios
    1989
    6 em 10

    Sinto-me uma vencedora. Uma cãpian! Foi um ano, cento e vinte e quatro episódios... E terminei! Sinto sempre grande alívio quando termino séries tão grandes. Sobretudo quando são dos 80s. No caso, dos 80s e dos 90s, já que a série se passou no decurso de quatro anos. Tanto a história como a realidade, já que esteve na TV de 1989 a 1992.

    É uma série sobre judo. Yawara é um prodígio do judo. O seu pai foi campeão e está desaparecido. O seu avô foi campeão e treina-a sob um duro regime de comédia. Mas Yawara não quer saber de judo para nada. Ela quer apenas ser uma rapariga normal, fazer coisas de rapariga, ir para a faculdade, apaixonar-se, essas coisas. Por isso é que ela é uma "Fashionable Judo Girl", subtítulo da série.

    Durante todos estes episódios acompanhamos o seu crescimento enquanto pessoa e enquanto judoca. Se bem que no judo não há muito por onde ela melhorar, já que está estabelecido desde o início que ela é um génio. Na realidade, nunca a vemos perder. Por isso, os combates são todos um pouco previsíveis. Existem diversas histórias paralelas, nomeadamente um triângulo amoroso e a busca pelo pai perdido. Também as pequenas histórias sobre as vidas dos amigos. Estes amigos dão um pouco mais de tempero aos combates, porque no caso deles nunca sabemos se vão perder ou ganhar.

    A animação sofre muito com as frames repetidas, problema recorrente em séries de longa duração. No entanto, são bem utilizadas e não aborrecem. A técnica em si está bastante aceitável. O que é realmente interessante são as expressões dos personagens, que têm um grande range e que trazem grande efeito cómico.

    Em termos musicais, temos uma grande variedade de OPs e EDs, que ficam na cabeça e que são boa pop. Uma delas, especialmente, ainda agora a estou a cantar. Os efeitos sonoros durante os combates e tudo o resto são um pouco repetitivos, que é problema recorrente habitual.

    No geral, uma série representativa da sua época, que se distingue dentro do género pelo seu realismo e pela faceta humana. Não fosse tão longa, recomenda-la-ia.
  • Yowamushi Pedal

    0
    Yowamushi Pedal
    Nabeshima Osamu - TMS Entertainment
    Anime - 38 Episódios
    2013
    5 em 10

    Ah pois. Faltava este. Ainda faltava acabar este e agora já posso atirar-me de cabeça à próxima season (que parece bem mais interessante do que esta que acabou). A verdade é que esta série me passou tão ao lado que em muitas semanas me esquecia de ver o episódio.

    Vamos esclarecer: eu gosto de animes de desporto. Gosto da fantasia toda que há nos animes de desporto, o ultrapassar das barreiras físicas e psicológicas, a evolução e o trabalho de equipa. Mas não sei o que se passou com este anime... Simplesmente não consegui "entrar" nele. Talvez seja porque o ciclismo é um desporto chatíssimo. Aliás, para mim quase todos os desportos são chatíssimos, mas em anime ficam divertidos. Yowamushi Pedal não consegiu tornar o ciclismo divertido. 

    Observamos, então, um treino muito agressivo (qualquer coisa como pedalar 1000 quilómetros) e uma corrida com duas etapas. Na corrida encontramos outras equipas - desconhecia totalmente que o ciclismo fosse um desporto em equipa - mais fortes e mais fracas, oponentes e rivais. Talvez a narrativa não funcione bem pela natureza do próprio desporto. Em animes normais, vemos jogos e cada jogo dura o quê... Três a cinco episódios? Aqui temos uma dúzia de episódios para uma etapa de uma corrida. É simplesmente demasiado longo e não há assim tantas coisas a passar-se num bicicletamento que consigam tornar isto fascinante.

    Em termos de personagens, isto tudo começa com um jovem ota-cu que bicicleta pela montanha acima a cantar a música das princesas. É captado para uma equipa e participa na corrida, onde encontra companheiros e rivais, cada um com o seu estilo único. Aqui, o anime é típico: cada um tem as suas poses, as suas expressões faciais e o seu "super-poder", isto é, a sua técnica que irá vencer (pelo menos durante aquele ameaçador episódio) Não sei se estas técnicas são realistas ou não, mas - sinceramente - não me parece que seja especialmente eficiente balançar de um lado para o outro da bicicleta ou arrancar os elásticos dos calções.

    Algo de bom: a arte. Apesar de não conseguir manter a minha atenção nas corridas, tem alguns momentos de tensão que, não sendo conseguidos pelo diálogo, são conseguidos por imagens interessantes de biceclamento, poses movimentadas que despoletam interesse.

    A música pouco tem de especial. Nos momentos de emoção há efeitos sonoros a acompanhar que os ilustram. Aberturas agradáveis, mas finais com pouco que se lhes digam.

    No geral, um anime desapontante, que me fez perder um pouco a fé no género.
  • Kuroko no Basket 2

    0
    Kuroko no Basket 2
    Tada Shunsuke - Production I.G.
    Anime - 25 Episódios
    2013
      5 em 10
     
    Vi esta segunda season só por descargo de consciência. Como podem ver, não gostei mesmo nada da primeira. Mantenho tudo o que disse, com mais uns acrescentos.

    Comecemos por Kuroko, o personagem principal. Vê-se que lhe tentaram dar um certo desenvolvimento, mas este não se coaduna com a resenha básica do personagem. Está mais falador e mais amigo do seu amigo, sempre sem expressão. No entanto, nos jogos isto muda, sendo ele cada vez mais protagonizado pelas suas estratégias. Aí ganha expressão, o que não se conjuga bem com a sua atitude normal e o faz perder a consistência. Acrescento também que os jogos estão mais aborrecidos: as estratégias definidas não são discutidas de maneira eficiente, nem antes nem durante os jogos, pelo que o visionante poderá ter dificuldade em imaginar como se realizam. Eles mostram, mas fazem pouco sentido porque não foram explicadas com extensão suficiente.

    Os outros personagens continuam na mesma, mas há algo nos oponentes que me fez torcer os pulmões. Todos eles são apresentados sob a luz mais negativa possível. São todos pessoas insuportáveis, convencidos e maus, apesar de talentosos. Isto faz com que os jogos sejam quase combates e que os oponentes sejam quase inimigos. Ora, desporto não é isso. Desporto é estar na desportiva e jogar porque se gosta e não porque temos de arruinar o nosso inimigo. Pelo menos foi essa a impressão que me causou e fiquei bastante desagradada.

    Em termos de animação, mantem-se o da season anterior. Os jogos ainda podem manter o interesse não pela estratégia ou pelo jogo em si, mas sim pelas poses e movimentos dos personagens no campo, que são sem dúvida espectaculares. No entanto, o facto de "concentração" ser expressa por "linhas fluorescentes nos olhos" retira o efeito realista e deixo de poder encarar cada competição com seriedade.

    Tudo na mesma com a música, tudo bastante bem integrado com o ritmo da série.

    Finalmente, uma coisa que não compreendo: afinal, a quem é dirigido este anime? Meninas gostam de ver rapazes suados a saltar com uma bola, é certo. Mas gostarão de ver gajas boas a tomar banho? Porque é que todos os managers são fêmeas? Se alguém me puder esclarecer agradeço, porque realmente está para além das minhas (muito limitadas, como é conhecido, capacidades)

    Ainda vai continuar, mas espero que façam OVAs em vez de série, porque o que é demais é demais. E, pessoas do tumblr, parem de partilhar estes rapazes a darem beijinhos, porque é um assunto que est
    a em excesso na minha dashboard. Partilhem, por exemplo, rapazes de Prince of Tennis a dar beijinhos.

  • Chihayafuru 2

    0
    Chihayafuru 2
    Asaka Morio - Madhouse Studios
    Anime - 25 Episódios
    2013
    6 em 10

    É certo que Chihayafuru tinha deixado na boca aquele gostinho de quem quer continuar. Precisávamos de uma segunda season e aqui está ela! Apareceu no Inverno de 2012, continuando-se por 2013 e terminando agora mesmo.

    É uma continuação directa e considero-a ligeiramente inferior à primeira season, quase uma season de transição. Pega no segundo ano dos nossos personagens e a segunda vez que aparecem no campeonato de Karuta. São introduzidos dois novos personagens na equipa, jogadores novatos que têm de aprender a jogar (e, assim, o anime dá-nos uma revisão das regras, para os que já se tinham esquecido). E também introduzidos novos oponentes.

    Infelizmente o anime torna-se um pouco repetitivo e cansativo: tem demasiados jogos. Aquilo que (eu) queria saber era como se desenvolvia a história do triângulo amoroso. Esta season não lhe toca: apenas é referida alguma coisa no último episódio, que deixa - mais uma vez - um gostinho na boca de quem quer uma terceira season. Uma coisa que me causa pena é estarmos sempre a acompanhar os jogos da Chihaya, que tem uma maneira um pouco desinteressante de jogar, mais física. Por exemplo, gosto muito mais dos jogos da Oe-san, porque ela chega às cartas pela interpretação e assim  ficamos a conhecer melhor os poemas e as cartas (gostaria de ler os poemas um dia, se conhecerem uma boa edição em papel com anotações por favor digam-me).

    De resto, mantém-se na linha da primeira season em termos de animação e sonoridade. Uma coisa que gostaria de saber é se estes leitores das cartas do karuta são realmente tão bons como eles dizem ou não. Realmente quanto apareceu aquela senhora, eu senti alguma coisa diferente, mas não sei se foi pela animação que vinha associada ou se pela voz propriamente dita.

    Ficamos à espera de uma terceira season. E que demore pouco a chegar!
  • Major

    0
    Major
    Kasai Kenichi - Shogakukan Productions
    Anime - 26 Episódios
    2004
    6 em 10

    Mais um anime sobre baseball, esse chato desporto. Diz que este é dos melhores, mas ainda assim não toca nos calcanhares de Touch.

    Goro é um menininho de cinco anos órfão de mãe que tem o sonho do baseball. O pai dele é pitcher, o sonho do baseball! Porque é que todo o anime de baseball é sobre o pitcher? Porque não sobre o catcher ou sobre um centerfield? Enfim... Bom, digamos que o anime não é de todo desinteressante, porque está a lidar com os dramas do pai, que tem uma lesão, e os dramas do filho, cujo pai tem uma lesão. Mas depois, tragédia.

    Spoiler: o pai morre com uma dead ball atirada por um gajo americano.

    Três anos depois está Goro a jogar baseball na little league. Adoptou-o a educadora de infância. Esta personagem.... Isto é, aparentemente ela conheceu o pai do Goro uma semana e meia antes dele ter morrido. Mas a paixão era tão grande que ficou com o filho dele. E como tem um fetiche por gajos com grandes tacos acaba por se casar com o melhor amigo do gajo (isto é spoiler, desculpem). Mas que badalhoca mais sem sentido!

    O problema deste anime é que a partir da little league se transforma num vulgaríssimo anime de baseball. Excepto que com crianças de nove anos em vez de adolescentes de dezassete. Não que isso faça uma grande diferença, porque estas crianças de nove anos é como se tivessem dezassete. Não lançam uma bola de 150 km/h, mas estão lá quase. Apaixonam-se tal qual adolescentes e não têm atitudes de criancinhas, como deveriam ter se isto obedecesse à lógica.

    A arte é vulgar, às vezes mete nojo. Estamos em 2004, já devíamos saber desenhar caras com um certo nível de simetria! Sobre música não posso dizer grande coisa, já que apanhei uma versão com as OPs e EDs cortadas. Mas as do parênquima não são nada de especial e parecem recicladas de outros animes de desporto.

    Os jogos até são engraçados, mas nada que não tenhamos visto antes. Claro que depois de ter visto tantos já sei as regras do baseball e já consigo mais ou menos apreciar um jogo destes, apesar de ser um desporto cheio de complicações que eu não veria voluntariamente no caso de estar a dar na Sport TV. Isto se eu tivesse a Sport TV. A minha irmã gostava de a ter, para poder ver os jogos do sporting.
  • Kuroko no Basket

    0
    Kuroko no Basket
    Tada Shunsuke - Production I.G.
    Anime - 25 Episódios
    2012
    6 em 10

    E mais um anime de desporto! Delicioso! Este é sobre Basket, aquele jogo com uma bola redonda em que se dribla e se passa e se salta e se marca, sabem qual é? É mesmo esse.

    Ora então, tudo começa um uma premissa interessantíssima e com a recomendação expressa dos elitistas (alguns). É simples: Kuroko é um gajo sem presença nenhuma. Quase invisível. Isto trás-lhe uma vantagem no basket, jogo para o qual ele não revela grande talento excepto no que respeita a fazer passes. "Isto tem potencial", pensei eu. Aliás, "Isto tem muito potencial", pensei eu. Mas não. No fundo no fundo o basket de Kuroko é só mais um rapazinhos a fazerem coisas de rapazinhos, enquanto suam em calções de seda atrás de uma bola.

    O potencial que eu referia não estava tanto na história (realmente, o que se pode fazer a uma história num anime de desporto?) mas no personagem. Como será viver invisível? Será que não se sente mal com isso? Será feliz assim? Será que consegue estabelecer relacionamentos viáveis? Será que o desporto é um escape? Respondem a tudo isto, mas da forma mais cliché possível.

    Animação acima da média, com grandes momentos de efusão desportiva pouco realista. Mas é disso que a gente gosta! Os jogos frequentes têm um  ritmo muito bom, ajudado pela música (por vezes um techno muito agradável), que não cansam facilmente.

    Mas infelizmente não é o desporto que faz o anime de desporto. Também não é o desporto que faz o desporto verdadeiro, basta olhar para as capas das revistas róseas.
  • Aoki Densetsu Shoot Movie

    1
    QUINTA DIMENSÃO OVER: 15/16

    Aoki Densetsu Shoot! Movie
     Nishio Daisuke
    Anime - Filme
    1994
    5 em 10

    Ora pois bem, pois bem, encontro-me dentro de um avião. Outra vez. Dado que todos os filmes do sistema de entretenimento estão dobrados e eu já começo a perder a paciência (devido a certos macaques) estou vendo anime.

    Estou escrevendo isto enquanto vejo anime, para grande novidade pois normalmente espero até que termine o evento para falar sobre ele. E estão a servir um sanduiche de qualquer coisa com queijo mineiro. Ainda bem, estou esfaimada.

    Então vamos ao anime. Lembram-se do AOKI DENSETSU SHUTO? Está de volta, em 25 intensos minutos de jogo contra uma equipa alemã (estranhamente fluente em Japonês). Sendo um filme, OVA ou o que seja, seria de esperar que a arte fosse melhor. Os stills são, efectivamente, melhorzinhos, mas a animação pejada de linhas cinéticas mantém-se.

    Pelo que vejo há um certo desenvolvimento dos personagens que poderá ser útil numa futura season, já que aprendem tudo sobre a força interior, o espírito interior e a paixão pelo futebol (e marcar golos com o tornozelo, para trás, nem o Ronaldo faz destas)

    Uma coisa que me está parecendo interessante é a música, na qual não tinha reparado durante o verdadeiro anime. Tem uns ritmos tropicais, umas cuícas, um tú-tú-tú-tú-tú, misturado com uns momentos musicais muito épicos que lembram os jogos sem fronteiras.

    Essencialmente um bónus à série com muito pouco interesse para não-fãs.

    SPOILER: Eles ganham, evidentemente, a uma equipa Europeia muito superior. O poder de uma força interior...
  • Aoki Densetsu Shoot!

    1
    Aoki Densetsu Shoot!
    Nishio Daisuke - Toei Animation
    Anime - 58 Episódios
    1993
    5 em 10

    Já alguma vez referi que adoro anime de desporto? Provavelmente. Mas acontece que não gostei muito de Aoki Densetsu Shoot. Deixado de lado pelo sucesso do análogo Captain Tsubasa, com o mesmo tema e na mesma época, Densetsu Shoot deixa um pouco de lado o tema desportivo para também se focar no romance e nas vidas dos personagens. Isto poderia ter funcionado muito bem, mas a ideia não foi bem sucedida devido a um erro imenso: estes tipos passam três quartos da série a jogar à bola.

    Não que eu esteja a insinuar que num anime sobre futebol não se deva jogar à bola, nada disso. Mas estes jogos foram todos tão chatos... Deviam fazer estes animes como um jogo de futebol real, visto de cima. Porque visto da perspectiva dos personagens não se percebe nada do que se está a passar. Não se percebe a localização deles no campo nem a localização dos seus parceiros e, por isso, é impossível fazer uma opinião sobre o jogo e envolvermo-nos nele convenientemente. E eu sou uma pessoa que gosta bastante de futebol. Apenas não vejo os jogos da minha equipa, porque me enervam (assim, escolhi ver um anime sobre a bola durante o Europeu de futebol).

    Entretanto há uns dramas exteriores ao campo que são interessantes. No entanto ficam muito mal explorados porque parecem muito irrelevantes comparando à importância que tem chegar aos Nacionais! Oooh! Temos um gajo que morre de uma maneira muito estranha (pelo amor de deus, quem é que morre de ataque de coração aos 16 anos e ainda tem tempo de dizer palavras sábias a todos os seus amigos e familiares?), temos uma miúda que vira ídolo (e desiste para ir ver o jogo de futebol?), temos um puto que o pai não curte que ele jogue futebol (mas revela-se que o pai foi um grande jogador da sua época!), temos um que se envolve em lutas (e depois se safa, que conveniente) Isto seria tudo muito sumarento se o anime fosse mais sobre isto e menos sobre os nacionais. Assim não temos um desenvolvimento de história nem de personagem, não passa de miúdos a darem pontapés na bola.

    E dão pontapés na bola de uma maneira estranhíssima, com técnicas que nem nunca ninguém ouviu falar. Aliás, criei uma colectânea dos melhores termos futebolísticos em Japonês, que segue em anexo:

    TANAKA NO HATUTURIKU - O hattrick do Tanaka 
    Majiku Sizorus Passu - Magic Scissors Pass (que raio será isto)
    NAISU INTACEPTO - Nice Intercept
    Missanga - Não faço ideia
    Roring Airu Ransu - Rolling Air Lance (quando mandas a bola da linha lateral com um flik flak à retaguarda)
    Furashu Passu - Flash Pass
    GOAAAAAARUUUU - Golo
    Tripa Counta Ataku - Triple Counter Attack
    Ofusáid - Offside (aka fora de jogo)
    Maku Maku! - Marca-o! Marca-o!
    Yerow Cadu - Cartão Amarelo
    Spimbaur - Spin Ball 
    Baiciku Kiku - Pontapé de bicicleta
    Pere - Pelé
    Kingu of Shutu - King of Shoot
    Ovahetu - Overhead
    Zoun Pressu - Zone Press
    Contror Towa - Control Tower

    Numa nota àparte Ó Jesus, que o jogador Alemão se chama Reinhard! Daí se conclui que só pode ter desejos de dominar todo o universo conhecido!
  • Chihayafuru

    0
    Chihayafuru
    Asaka Morio - Madhouse Studios
    Anime - 25 Episódios
    2011 
    6 em 10

    Mais um anime novo e famoso para eu ver, que actualizada que eu me sinto! Um anime que marca a diferença, de certa forma, e que me agradou bastante.

    Isto é um anime de desporto. E o desporto é karuta. Karuta é um jogo que não interessa nem ao menino Jesus e que consiste em apanhar cartas que têm escritas a continuação de um poema que está a ser lido. Poema esse em Japonês, o que torna a prática desta actividade impossível para quem não faz ideia do que está a ser dito. Mas karuta é uma escolha muito pouco ortodoxa para anime de desporto. E com esta série percebemos que é uma actividade competitiva e que até é engraçada. Pode ser que tenha trazido novos adeptos!

    Mas além de ser um anime de desporto, Chihayafuru também é um shonjo! O que torna tudo duplamente original! Chihaya é apresentada ao karuta por Arata e envolve o seu amigo Taichi. Depois separam-se. Alguns anos depois Taichi e Arata voltam a descobrir a paixão pelo jogo motivados por Chihaya. E depois triângulo-amoroso-em-que-a-protagonista-desconhece-tudo! Mas não acontece nada, o que é sempre frustrante.

    Temos um conjunto de personagens bem construído e concebido, gostei de todos eles. Cada personagem do grupo principal mostra o jogo de uma maneira diferente, quer pela tenacidade e competitividade ou pelas imagens transmitidas pela poesia Japonesa.

    Outra coisa que gostei foi o facto de estes personagens perderem constantemente. Ao contrário do nosso anime de desporto normal, o protagonista não tem um super talento ou poder que o faz ganhar sempre. Chihaya tem falhas que lhe permitem evoluir. No entanto esta gente é toda muito estúpida e ou não aprende quando tem oportunidade ou escolhe ignorar a oportunidade. Assim o crescimento que poderia ter acontecido a nível de personagem não acontece, de todo, e dá a ideia que eles jogam tão bem no fim da série como jogavam no início.

    A arte é regular e mostra o jogo de maneira intensa e original através de novas perspectivas. Os designs são muito femininos e é toda a gente ou muito bonita ou muito engraçada, mas mantendo um certo realismo. Não há grandes cenas de animação e usam-se muitas frames paradas (sobretudo de gente a gritar, para quê?)

    A música não é nada de especial. Na realidade é a falta dela que adiciona pontos aos jogos, dado que reforça o momento de concentração.

    Uma série satisfatória, mas que não se excede e, portanto, será rapidamente esquecida.

  • Redline

    0

    Redline
    Takeshi Koike - Madhouse Studios
    Anime - Filme
    2009
    7 em 10 





    Review original: http://myanimelist.net/forum/?topicid=414333#msg14113623
    Infelizmente tive alguns problemas no playback quando vi este filme (o que apenas prova que eu devia dar uso ao meu novo disco multimédia e ver as coisas na televisão) por isso não me diverti tanto com este filme como poderia.
    De qualquer forma, daquilo que pude ver entre quadrados rosa e verdes, a animação é fabulosa. Este filme é um showcase de animação. Uma história simples apenas para poderem fazer um filme disso. Tudo era fluído, por vezes inesperado, sempre rápido e delirante. A animação marca o passo do filme e torna-o divertido, especialmente para um público mais casual que prefere guloseimas visuais a uma substância poderosa e tocante.
    Isto para dizer que, fora a animação, não há nada de realmente interessante neste filme. Excepto, talvez, a concepção do mundo e os designs de personagens, mas nenhum destes é explorado completamente.
    A história é simples e directa, o que torna o filme agradável mas não fora do vulgar. Os personagens são o mesmo: o seu mínimo desenvolvimento é muito previsível. Isto não é sempre mau, torna o filme "mais fácil", mas eu busco sempre o brilhante.
    Em resumo, um excelente filme para ver com amigos (especialmente se masculinos)
     Também adorei que o Trava tivesse aparecido. Eu vi um pequeno OVA com ele há anos, não sei qual veio primeiro mas é um tipo às direitas. :)
  • Cross Game

    0



    Cross Game
    Osamu Sekita - SynergySP
    Anime - 50 Episódios
    2009
    6 em 10

    O chamado "remake de Touch". Pois bem, isto pode ser o remake, mas Touch é superior.

    Kitamura Ko é um jovem sem grandes interesses que tem uma amiga, chamada Akane. A amiga, bem, acontece-lhe uma tragédia logo no primeiro episódio. Restam as três irmãs da amiga, respectivamente uma gaja boa com ares de dona de casa, uma pita irritante e estúpida e Aoba, uma bacana que detesta o Ko e que é bastante boa a jogar baseball. Ora, Aoba mete-se a ensinar o Ko a jogar e fica-se a saber que com as técnicas dela aliadas ao je-ne-sais-quoi dele, o jovem é um dos pitchers mais geniais de todos os tempos. Entretanto há um gajo giro que é o quarto batedor e que é mega talentoso, há histórias de amor todas paralelas umas às outras e, avanço desde já, não há beijo.

    Ora portantos, o anime de baseball ensinou-me a gostar de baseball. De certa forma Cross Game é um anime de desporto superior, porque não nos obriga a passar três episódios por jogo a ver em detalhe cada pensamento e flashback sobre a vida de cada jogador. No entanto, e comparativamente com a melhor série de baseball que vi (Touch), a carga emocional é muito inferior e mal explorada. Passamos metade da série a ter flashbacks emotivos da vida de Ko com Akane e a ver o seu amor que acabou por nunca se consumar por motivos exteriores a este pequeno casal de 10 anos de idade. Isto é, numa palavra, chato.

    Gostei do estilo antigo numa animação nova, mas a animação em si não é nada de especial.

    A OP é gira e as vozes estão bastante boas, mas de resto não há um ambiente musical bem definido, com recurso a temas marcantes. É fácil esquecer este sonoro.

    Os personagens parecem não crescer desde que aparecem pela primeira vez (que era quando tinham, já disse, 10 aninhos). A partir do momento em que entram no secundário não crescem mais em altura e nunca cresceram em termos de personalidade. Também não estão muito bem caracterizados, aparentemente basta um lamiré do que são para mostrar a sua relação. Isto é falso. Eu precisava de personagens fortes na sua essência, personagens mais completos, para me envolver melhor emocionalmente com o caso Ko/Aoba.

    Uma série divertida, séries de desporto são sempre divertidas, mas claramente inferior ao seu parente Touch.
  • Suzuka

    0
    Suzuka
    Hiroshi Fukutomi
    Anime - 26 Episódios
    2005
    6 em 10

    De Suzuka eu esperava algo inovador: um anime de desporto que também fosse um Shoujo. Mas não foi isso o que aconteceu. O que aconteceu foi um terrível acidente entre um harem e um anime de desporto, que deu este mutante. Vamos lá por as coisas em ordem. Foi mesmo uma má viagem, este anime.

     A animação é bastante fraca. Não é defeituosa, mas também não lhe fazem muita coisa. Não tem muitos erros, mas a verdade é que também não existem grandes sequências complexas.

     A história é parva. Um rapaz que vai para a escola apaixona-se por uma rapariga que faz salto em altura e junta-se ao clube de atletismo para correr os 100 metros. Depois há UM plot-twist engraçado e corre tudo nos eixos, formulaico como só o anime sabe ser.

     Os personagens são vulgares. Não lhes acontece grande coisa, as suas dúvidas são simples, a sua evolução é directa.

     A música... Bem, a OP é mais ou menos gira, mas não o suficiente para eu a sacar.

     Enfim, um 6 porque até nem desgostei, o plot-twist foi mesmo interessante. Não tivesse existido e era um 5, porque eu sou demasiado boazinha.
  • Copyright © - Não me Apetece Estudar

    Não me Apetece Estudar - Powered by Blogger - Designed by Johanes Djogan