21.5.12

Chihayafuru

Chihayafuru
Asaka Morio - Madhouse Studios
Anime - 25 Episódios
2011 
6 em 10

Mais um anime novo e famoso para eu ver, que actualizada que eu me sinto! Um anime que marca a diferença, de certa forma, e que me agradou bastante.

Isto é um anime de desporto. E o desporto é karuta. Karuta é um jogo que não interessa nem ao menino Jesus e que consiste em apanhar cartas que têm escritas a continuação de um poema que está a ser lido. Poema esse em Japonês, o que torna a prática desta actividade impossível para quem não faz ideia do que está a ser dito. Mas karuta é uma escolha muito pouco ortodoxa para anime de desporto. E com esta série percebemos que é uma actividade competitiva e que até é engraçada. Pode ser que tenha trazido novos adeptos!

Mas além de ser um anime de desporto, Chihayafuru também é um shonjo! O que torna tudo duplamente original! Chihaya é apresentada ao karuta por Arata e envolve o seu amigo Taichi. Depois separam-se. Alguns anos depois Taichi e Arata voltam a descobrir a paixão pelo jogo motivados por Chihaya. E depois triângulo-amoroso-em-que-a-protagonista-desconhece-tudo! Mas não acontece nada, o que é sempre frustrante.

Temos um conjunto de personagens bem construído e concebido, gostei de todos eles. Cada personagem do grupo principal mostra o jogo de uma maneira diferente, quer pela tenacidade e competitividade ou pelas imagens transmitidas pela poesia Japonesa.

Outra coisa que gostei foi o facto de estes personagens perderem constantemente. Ao contrário do nosso anime de desporto normal, o protagonista não tem um super talento ou poder que o faz ganhar sempre. Chihaya tem falhas que lhe permitem evoluir. No entanto esta gente é toda muito estúpida e ou não aprende quando tem oportunidade ou escolhe ignorar a oportunidade. Assim o crescimento que poderia ter acontecido a nível de personagem não acontece, de todo, e dá a ideia que eles jogam tão bem no fim da série como jogavam no início.

A arte é regular e mostra o jogo de maneira intensa e original através de novas perspectivas. Os designs são muito femininos e é toda a gente ou muito bonita ou muito engraçada, mas mantendo um certo realismo. Não há grandes cenas de animação e usam-se muitas frames paradas (sobretudo de gente a gritar, para quê?)

A música não é nada de especial. Na realidade é a falta dela que adiciona pontos aos jogos, dado que reforça o momento de concentração.

Uma série satisfatória, mas que não se excede e, portanto, será rapidamente esquecida.

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