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  • Uchū Matsuri

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    Uchū Matsuri
    Evento


    Ora bem, este foi o último evento a que fui e tenho várias coisas a dizer sobre ele. Nem todas muito agradáveis. Vejamos.

    Para começar, tinha-me convidado para dar um workshop sobre skits de cosplay, pelo qual estava muito excited: tinha preparado tudo muito bem, e estava ansiosa por receber os meus participantes, apesar de saber que só tinha uma pessoa inscrita. Também me tinham convidado para jurar o Concurso de Skits, no qual não me inscrevi precisamente por causa disso, porque - sic - "ela é a pessoa que mais skits fez em Portugal". Estava muito contente weee! Mas depois várias camadas se foram revelando e eu fui-me irritando um pouco, e por forma a manifestar-me, no Sábado, levei o meu cosplay de pessoa "trans" (entre aspas porque quem conhece os livros sabe do que se trata), o Tobias dos Animorphs. Outras pessoas levaram personagens queer e fiquei bastante feliz por haver esse manifesto.

    Então, fui buscar a minha amiga Scarlet, que me ia dar uma ajuda com o workshop, e seguimos para lá. Estacionamento fácil, mas uma zona sem *nada* à volta, nem um café aberto, nem nada. O lugar do evento era uma escola, e fiquei com pena das crianças que lá estudam porque a estrutura da escola está completamente destroçada. As casas de banho, por exemplo, eram de um nojo incompreensível. Janelas partidas, cacifos destruídos, enfim, esta escola já viu melhores dias e bem se podia candidatar ao Parque Escolar, que não sei se ainda existe.

    No workshop compareceram dois jovens mui simpáticos, e foi super divertido porque assim - com menos gente - pude dar-lhes atenção total durante uma hora e meia. O workshop estava planeado para mais tempo, mas também estava planeado para 15 (quinze!) participantes. Enfim, com estas duas pessoinhas pudemos praticar movimento, voz, trabalho com adereços e escrita de argumento para skit. Foi muito animado e corremos e dançámos, weeeeeeeeeee Espero ter ajudado estes jovens a ganhar mais kokoro para ir ao palco, e na próxima estamos lá todos juntes!

    Depois troquei para o meu cosplay, a minha amiga sentiu-se mal e foi para casa, e comecei a andar de um lado para o outro em circulação. Chegou entretanto outra amiga, das Aulas de Japonês Setúbal, e fiquei a guardar a banca dela enquanto ela foi dar o seu workshop.

    Seguidamente, fui assistir ao concurso geral, em que congratulo a MissBakemono por ter feito um skit que me levou às lágrimas de tanto rir, e em que congratulo também os outros dois participantes, que também estavam óptimos! Depois sentei-me na mesa dos juris a perguntar "sou eu aqui?" e muita gente pensava que sim, era eu ali. Mas afinal foi-me dito "quem te disse que eras juri?" e eu "aaa, então não sou aqui", e a pessoa responsável "não és aí", e eu bazei teehee. Gostei muito do concurso de skits, sobretudo do skit de... Amor Doce? Acho que é isso? Enfim, ri imenso. Não me fez confusão não ser jurada, tudo ok, só me fez confusão não me terem dito nada? Nem a mais ninguém? Senti que havia segredos a serem revelados a pessoas exclusivas.

    Passei o resto do dia a beber um Bubble Tea de Lichia na banca das Aulas de Japonês, wry


    Domingo não tinha grande vontade de ir, mas estava combinada com a minha amiga Alice ir com ela de Nana+Nana (ela a Nana e eu a Hachi). Lá me esforcei por me erguer da cama (as corridas do dia anterior deixaram-me destruída) e fomos a caminho! Infelizmente assim que lá cheguei deparei-me com um problema - digamos - fisiológico: a escola tem TANTAS escadas e o piso do passeio era TÃO irregular que eu não conseguia andar com os meus saltos gigantes, parecia uma aleijadinha a descer as escadas uma a uma. Então fui descalça à procura dos ténis, que por acaso até combinavam bem com o resto da roupa.

    Neste dia, aproveitei para fazer tudo o que não tinha feito no dia anterior: fazer muitas comprinhas no Artist Alley, que foi a melhor parte do evento, estava mesmo composto e com artistas que são bons artistas; tirar fotos com a minha Nana; fazer vídeos das actividades e dos jogos de feira; coleccionar carimbos no peddy paper stamp rally; comer um belíssimo churro. O vídeo sairá brevemente.

    Depois a Alice disse-me "bora ao desfile de cosplay?" e eu "bora!". Inscrevemo-nos juntas em par, e para minha grande surpresa ninguém me impediu de me inscrever embora eu levasse ao pescoço a credencial de convidado. No final não pudemos ir as duas juntas e fomos separadas, boo. Eu não me aguentava nos sapatos então perguntei a uma das juras se achava melhor téni ou sapato e ela disse sapato, então fui ao desfile de sapato mesmo yay!

    E, para maior das surpresas, fiquei em segundo lugar? *choque*

    Obrigada T__T

    Após o anunciar dos prémios, os organizadores iam fazer uma palestra sobre "como não organizar um evento", mas toda a gente se começou a ir embora e eles suspenderam para fechar efectivamente o evento.

    Fui embora exausta mas feliz, mas também um pouco desapontada com o que aconteceu, pela comunicação deficiente e pelo estado do espaço escolhido, que era apocalíptico. Ainda assim, valeu muito a pena poder fazer o meu workshop, fiquei mesmo muito contente e foi mesmo divertido. Espero poder repeti-lo em outras ocasiões, apesar do quórum não ter sido muito!


    OBRIGADA!

  • Festa do Japão 2023

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    Festa do Japão 2023
    Evento


    Este ano a Festa do Japão mudou-se para Belém, próximo do seu lugar original, e lá fomos nós participar num picnic colectivo organizado por migas.

    Tinha planeado ir com o cosplay de Timo, mas fazia um calor insuportável e queria exibir o meu novo corte de cabelo, então fui de roupa normal. Além disso depois íamos ao Arraial do Pride (em que, diga-se de passagem, dancei horrores) e convinha-me estar com um certo conforto. Foi uma pena, porque queria ter participado no desfile, mas não faz mal.

    A Festa estava organizada com várias tendas num rectângulo com o palco num dos lados e as comidas do outro. As comidas pareceram-me hiper facturadas, mas no palco estavam sempre a acontecer coisas interessantes, com espectáculos preparados pela comunidade japonesa em Portugal. Em termos de bancas tinhamos o habitual, entre embaixada, associações desportivas e culturais mas também, para variar, algumas lojas com produtos alimentares, incluindo um sake a 1€ que eu devia ter comprado. Também havia algumas action figures e coisas viradas para o mundo geek, que nem sempre é valorizado neste tipo de evento cultural.

    De resto, foi muito bom estar com as migas, só tive pena de não conseguir juntar-me a ninguém para fazer um grupo de cosple.

  • Spice & Wolf Volume 11: Side Colors II

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     Spice & Wolf Volume 11: Side Colors II
    Isuna Hasekura
    2009
    Light Novel

    E continuamos com outra Light Novel, desta vez Spice & Wolf. 

    Curiosamente, gostei bastante deste volume de histórias curtas. Permitiu-me conhecer um pouco melhor a relação entre Holo e Lawrence e foi refrescante ver a história da origem de uma personagem tão irritante como Fleur (Eve).

    Como sempre, não temos uma narrativa especialmente bem escrita ou bem construída. No entanto, a simplicidade das histórias deste volume tornam-no cativante e um dos melhores da série, até agora.

    Fiquei com vontade de continuar a ler os outros volumes, e devo dizer que já me estava a fartar um pouco deles.

  • The Indignation of Haruhi Suzumiya

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    The Indignation of Haruhi Suzumiya 
    Nagaru Tanigawa
    2006
    Light Novel

    Na minha luta por ler todos os livros do planeta, temos de continuar a ler as Light Novels que acompanhamos. Este é mais um volume da série de Haruhi Suzumiya e tem duas histórias.
     
    A primeira, sobre a publicação de um boletim escolar, em que Haruhi se torna a editora chefe, foi interessante, talvez porque fala um pouco sobre a criação literária e zines. No entanto, a história contada por Kyon é absolutamente obsoleta e aborrecida. Gostei bastante das histórias da Yuki, se o livro fosse todo assim seria muito melhor.
     
    A segunda é sobre cães e aliens e parece revelar um pouco sobre o futuro da série, sobre para onde a série está a caminhar. É o que me irrita mais nestas séries longas: parece que estamos a andar sem nenhum objectivo em concreto e que o autor nem sequer se lembrou de como seria o final.
     
    Portanto, mais um volume para uma séria infinita.

  • Sede de Amar

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    Sede de Amar
    Yukio Mishima
    1950
    Romance

    Este também veio da casa do meu pai, e veio porque é de um dos meus autores preferidos.

    Neste romance, ele fala da paixão inusitada de uma viúva rica pelo criado da quinta onde vive, enquanto que - ao mesmo tempo - mantém uma relação com o seu sogro. Rodeada de inveja, também ela é vítima de um ciúme inconcebível, que menos tem razão de ser por ninguém conhecer o verdadeiro objecto do seu amor.

    As imagens mostradas ao longo do livro têm uma certa duplicidade: os cuidados que a natureza luxuriante do ambiente nos inspira, contra o horror da humanidade, doente, empobrecida e carregada de uma malícia muito própria, que se disfarça de amor e ciúme mas que, no fundo, revela a mais pura natureza humana.

    A escrita, como sempre, é muito directa e simplificada, o que torna o livro ainda mais desconcertante. E, como sempre, volto a recomendar o autor.
  • Seda

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    Seda
    Alessandro Baricco
    1996
    Novela

    Uma curta novela que recebi através do BookCrossing. Fala sobre as viagens de um francês ao Japão para comprar ovos de bichos da seda, que depois se irão transformar em preciosos casulos que irão alimentar a fiação da zona.

    O livro é muito simples e de leitura rápida, mas no entanto tem muitas falhas - precisamente por ser tão curto e resumido. Para começar, o autor não descreve nenhum elemento dos lugares que visita, limitando-se a dizer que está neles. Ora, quando falamos da Ásia gosto de ler sobre as paisagens e as nuvens no céu, que tanto caracterizam todo o ambiente.

    Outro aspecto é que nenhum personagem parece ser suficientemente desenvolvido, mantendo-se por um lado a aura de mistério mas, por outro, perdendo-se muito das razões por trás das atitudes dos personagens.

    Ainda assim foi uma boa leitura, que gostava que mais pessoas experimentassem!

  • The Wavering of Haruhi Suzumiya

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    The Wavering of Haruhi Suzumiya
    Nagaru Tanigawa
    2005
    Light Novel

    E, para variar, uma Light Novel. Voltamos às aventuras de Haruhi Suzumiya e a sua pandilha de freaks. Mas desta vez temos um volume com algumas histórias curtas, o que foi um bocadinho desapontante. Esperava que nesta fase, o sexto volume, já nos aproximássemos de um virar na história.
    Temos então uma revisita aos acontecimentos do Festival da Escola North High, desta vez com um olhar exterior e mais calmo. Depois, um antigo colega de Kyon apaixona-se por Yuki. Passamos mais umas férias de Inverno com um novo Murder Case. E Mikuru tem um problema e perde a confiança.

    Portanto, não temos aqui muita coisa que nos ajude a compreender ainda melhor este conjunto de personagens que eu tanto gosto. Aliás, neste livro Kyon começa a irritar-me bastante com a sua atitude de miúdo machista e incel, sempre a avaliar as formas dos corpos das suas amigas e a imaginar-se perdido no meio deles. Belo amigo tu me saíste, né Kyon?

    Ainda assim, é para continuar esta leitura de colecção!
  • Geisha of Gion

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    Geisha of Gion
    Mineko Iwasaki (Rande Brown)
    2003
    Autobiografia
    Um livro que recebi num encontro do BookCrossing. Veio a revelar-se uma leitura viciante e fascinante, em que podemos aprender de tudo um pouco sobre a vida de uma geisha em Quioto (geiko).

    Mineko Iwasaki foi uma famosa geiko, conhecida por ter entretido e recebido figuras mundiais de grande importância social e política. Também foi a entrevistada para o famoso livro "Memórias de uma Geisha", sendo que foi a publicação deste - supostamente cheio de informações falaciosas e mentirosas - que a motivou a escrever sobre a sua própria vida, por forma a esclarecer o mundo inteiro do que é realmente o trabalho de uma geiko.
     
    É um trabalho difícil, muito exigente e desconfortável. Ela revela que - não fora a sua paixão pela dança - pensou em desistir muitas vezes. Ficamos a saber detalhes de como funcionam as aulas das várias artes e ofícios que as geiko têm de saber, mas também uma série de pequenas histórias mais ou menos bem humoradas sobre os encontros imediatos que Iwasaki teve com uma série de figuras. 
     
    Está escrito de uma maneira muito fluída, tornando a leitura simples e muito agradável. Para fãs da cultura japonesa, parece-me um livro ideal!

  • The Gate

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    The Gate
    Natsume Soseki
    1910
    Romance

    Leitura sugerida pelo grupo Eden.

    Este livro é um relato simples e muito directo da vida diária de uma família nos início do século XX no Japão. O autor leva-nos por uma viagem pelos costumes de uma família mediana, composta pelo marido, esposa e irmão do marido, através das estações do ano e dos hábitos da cidade. Mais que uma narrativa, um início, um meio, um fim, mais do que isso o autor gosta de nos mostrar - espreitando por trás de uma janela ou um biombo - as pequeninas coisas da vida diária que fazem a realidade um lugar para viver.

    O hiperrealismo de todos os acontecimentos pode fazer com que as personagens pareçam um pouco frias e com atitudes estranhas, que não correspondem muito ao resto do tom da história. Por exemplo, quando o marido mostra sentido de humor, diz alguma piada, parece que não é ele a falar. A mesma coisa acontece quando o autor se refere ao amor do casal e ao respeito mútuo e amizade que nutrem um pelo outro.

    Finalmente, a última secção do livro é bastante misteriosa: no final, o marido vai para um tempo, onde há um misterioso portão. Chega a abrir-se? Quem sabe. Mas o que é que isto significa? O estudante que escreveu o prefácio, faz questão de dizer que não significa nada, porque o autor escreve sobre o "nada". Mas quem escreveu o prefácio não teve ter lido o mesmo livro que eu.

    Uma boa experiência, embora um pouco desafiante.

  • Pachinko

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    Pachinko
    Min Jin Lee
    2017
    Romance

    Livro que recebi através do BookCrossing e que, como símbolo, termina essa minha lista de leitura, que há tanto se prolongava. Escolhi recebê-lo na altura porque me parecia interessante a perspectiva proposta: a vida dos emigrantes coreanos em solo japonês.

    A autora propõe-se a escrever uma saga de família, em imitação a grandes épicos norte e latino americanos, mas tem a capacidade de falhar se forma muito redonda àquilo que se propõe. Para começar, os acontecimentos iniciais, que irão estar presentes ao longo de quase quinhentas páginas são pouco verosímeis e, por coincidência, muito convenientes. Que agradável para uma família de pobres coreanos ser protegida pelo mais poderoso coreano do Japão.

    Entretanto, a autora foca-se no desenvolvimento dos seus personagens partindo de  ideias pré-concebidas daquilo que deveria ser o "sofrimento coreano" mas, sobretudo, do "sofrimento da mulher (coreana)". Sofre também de um problema que tenho reparado em livros de autoras americanas asiáticas: a insistência num cristianismo forçado, pouco realista e extremamente moralizador. Isso é coisa que, como sabem, me causa um certa aversão física.

    É uma saga familiar sobre uma família sem importância no seu contexto social e no quadro geral imagético da(s) sociedade(s) vigentes nesse Japão inventado. Não me impressionou e não recomendaria.

  • Festa do Japão 2018

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    Festa do Japão 2018
    Evento
    Há muitos anos que não ia à Festa do Japão em Lisboa. Na verdade, durante este tempo todo sempre calhou em dias em que eu estava a trabalhar ou que simplesmente não podia (recordo ter havido um evento de cosplay no mesmo dia, um ano destes... xD). Este ano, tendo a minha folga bem patente e real na mente, não podia perder a oportunidade!

    E, mais uma coisa... Uma novidade! Este ano fiz cosplay na Festa do Japão. Por norma, nunca tinha apreciado cosplayers nesta festa, que pouco ou nada tem a ver com cosplay, mas entretanto acho que - através de algumas palavras de amigos e conhecidos - que até é encorajado, desde que dentro do tema. Isto é, havia pessoas que não estavam dentro do tema, mas eu tentei ir. Portanto, levei o meu fato de Vampire Princess Miyu, que foi fonte de frescura e conforto. :)
     
     

    Acordámos tarde, por razões meramente acidentais, mas correndo contra o tempo chegámos ao Parque das Nações. Ainda não tinha estado neste evento desde que mudou de localização (de Belém para o referido Parque), portanto não sabia bem o que haveria de esperar. Deparei-me com um espaço muito bem aproveitado, com imensas bancas e com comidas variadas e, certamente, uma série de actividades para fazer. Logo à entrada encontrei a Ana-san, que estava a fazer um workshop de coisinhas. Encontrei também a Mafalda-san que estava a trabalhar numa distribuição de folhetos que, por acaso, decorria no mesmo local e na mesma hora da Festa do Japão. :p

    Começámos por ver as bancas e o ambiente em geral. Parecia estar tudo bem disposto, algumas bancas com muita gente e todas com algo de diferente para oferecer. É certo que não compreendo bem qual o sentido de vender Pops numa festa cultural, mas alguém há-de me explicar isso um dia. De resto, havia imensa oferta de coisas para conhecer, nomeadamente as diversas associações de amizade Portugal-Japão, várias agências de viagens com boas ofertas e vários clubes desportivos de artes marciais e outros desportos tipicamente Japoneses. Não havia, infelizmente, os livros usados, nem as coisas em segunda mão, o que me causou grande pena. Também não havia muitas actividades típicas de feira, como os balões com água ou os peixinhos, como em outros anos.
     







     

    Entretanto, falando com várias pessoas queridas e amigas aqui e além, apercebemmo-nos que o desfile de cosplay já estava no fim. Fiquei com pena, mas logo a seguir tive a sorte de apanhar vários cosplayers que, finalizada a sua função, se espraiavam por todo o lado, apanhando sol e sombra. Aproveitei para os fotografar (vejam mais adiante), tirar selfies e belfies e crelfies e filmar esta moça:




    Assistimos a um pedacinho de um concerto de shamisen e flauta. Fiquei com pena de não ter apanhado a parte do koto, que é um instrumento que aprecio imenso! Mais tarde, assistimos a um concerto de tambores tradicionais, que foi pleno de energia!
     
     
     
     
    Finalmente, começou a bater a fome e não resisti a ficar na fila do Bonsai para comer uns takoyakis e um dorayaki. Os primeiros estavam óptimos, embora já ligeiramente arrefecidos, mas o pobrezinho do dorayaki devia viver naquela embalagem de plástico há anos.

    E foi assim, um dia muito bem passado, na companhia de muitas pessoas giras! Falando nelas... Estão prontos para as...

    FOTOSFOTOSFOTOS
     
     










    Obrigada a todos pelo excelente dia! =D
  • Homens Imprudentemente Poéticos

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    Homens Imprudentemente Poéticos
    Valter Hugo Mãe
    2016
    Romance
    Como sabem, VHM foi um dos meus autores portugueses preferidos da actualidade. Infelizmente, ele parece ter enlouquecido e este novo livro é apenas mais uma prova disso.

    Dedicado a Miyazaki, da Ghibli, esta é como se fosse uma história desse estúdio relatada por alguém que não tem o mínimo conhecimento sobre hábitos e cultura japoneses. Esta narrativa parece mais ser passada numa qualquer aldeia do Minho em que as pessoas têm nomes asiáticos. Parece não ter havido qualquer pesquisa, sendo que mesmo os epítetos associados às pessoas estão errados no contexto cultural (uma criada nunca chamaria a sua patroa de "musume", por favor)
     
    A história, em si, está cheia de pontos em que a lógica falha, sendo que o livro parece ter sido escrito numa tarde no jardim, em cima do joelho, num bloco de notas. Por exemplo, a que propósito é que uma cega perdida na floresta tem um vestido de casamento feito pela sua mãe?
     
    A ecrita é infantil, mas não de uma forma agradável ou amorosa. É simplesmente estupidificante.
     
    Este livro assinala, talvez, a minha separação deste autor.

  • Silêncio

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    Silêncio
    Martin Scorcese
    2017
    Filme
    7 em 10

    Fomos ver este filme ao cinema :)

    Inspirado num romance homónimo de autor japonês, conta a história de dois padres portugueses que foram ao Japão em busca de Ferreira, um outro padre jesuíta que desapareceu enquanto tentava converter mais pessoas ao cristianismo nessa terra. Ora, por esta altura da história universal, o Japão encontrava-se completamente fechado aos outros povos, sobretudo os europeus, e os cristãos locais eram perseguidos, torturados e mortos se não renegassem a sua fé. Será que os nossos padres irão conseguir o seu objectivo?

    Este é um filme contemplativo sobre as questões de deus e a forma como nos podemos encontrar com ele numa situação absolutamente adversa. A verdade é que deus aparenta estar sempre em "silêncio", quando no final se vem a tomar outra conclusão. é um filme sobre o abandono da fé pela necessidade, mas que pode ser perspectivado como um diferente encontro com a fé. Uma nova maneira de ver as coisas.

    Muito violento, o autor não se coíbe em mostrar alguns dos possíveis horrores que as pessoas nesta situação viveram. Ainda assim, até ao final, o personagem parece não conseguir encontrar uma resposta para a sua dúvida, para a forma de "como salvar todos" sem perder a sua visão de fé. Mostram-nos belas paisagens da ilhas japonesas mais remotas, mas apesar de tudo o filme pareceu muito escuro, quando tenho a certeza que existe alguma outra luz nesta terra.

    O mais admirável será, sem dúvida, a exactidão histórica, em pormenores que não saltam à vista de toda a gente. Fiquei com esta ideia depois de ter falado com um amigo que, por acaso, é padre e que, por acaso, veio ver o filme connosco por uma segunda vez. :) Os dados históricos que ele me deu sobre a ordem jesuíta na época e sobre algumas ideias religiosas em vigor nessa era deram-me uma outra ideia sobre o filme.

    Finalmente, deixo uma nota para Liam Neeson, que - apesar da sua curta presença - teve um discurso excelente, pleno de realismo e absolutamente adaptado ao seu personagem que, dentro do mistério que o envolve, apresenta ainda uma outra ideia sobre a fé.

    Em todo o caso, este filme recordou-me uma história que contavam quando eu andava na escola (católica):

    "Um homem andava pela praia e via sempre dois pares de pegadas. Eram as dele e as de deus. No entanto, por vezes um dos pares desaparecia. Quando chegou ao fim do caminho, o homem perguntou: "deus, quando foram os momentos mais difíceis, tu não estavas lá: eram apenas as minhas pegadas! Porque me abandonaste?" E deus respondeu: "quando foram os momentos mais difíceis, fui eu que te carreguei ao colo".

  • O Japão é um Lugar Estranho

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    O Japão é um Lugar Estranho
    Peter Carey
    2005
    Literatura de Viagens

    Recebi este livro numa troca do BookCrossing e, confesso, fiquei um pouco desapontada. Desde que vi este pequeno volume à venda que sempre procurei evitá-lo. Disse a toda a gente que me costuma dar livros Japoneses e sobre o Japão que não mo dessem. Porque, na verdade, não queria nada ler uma visão ocidental de uma cultura pop e urbana que conheço tão bem, sobretudo porque estes autores tendem a ofender os conceitos que tanto gosto e aos quais dedico grande parte do meu tempo e da minha vida. E ninguém gosta que falem mal das coisas que ama, não é verdade? Mas, ainda assim, recebi-o. Portanto, entrou na lista de leitura.

    Confesso, agora, que foi uma agradável surpresa.

    Peter Carey é autor famoso, vencedor de dois Booker Prizes, o que é um grande feito. O seu filho, aparentemente, gosta bastante de bonecada nipónica. Assim, viajaram os dois até ao Japão. Não para ver o "Verdaeiro Japão", mas aquele da cultura popular. Ora, o livro torna-se interessante e original porque Carey conhece muitas pessoas importantes e influentes que lhe permitem fazer entrevistas a algumas pessoas bastante interessantes. Desta forma, aprendemos um pouco sobre alguns animes e os seus significados, através da própria opinião daqueles que estiveram envolvidos na sua produção.

    Assim, apesar da perspectiva altamente redutora das perguntas do autor (que, por alguma razão, tentavam relacionar tudo com samurais), ficamos com uma ideia dos objectivos por trás de cada processo criativo, acompanhando histórias de vida que falam, sobretudo, da influência da guerra na cultura urbana actual. Também há uma explicação bastante coerente do muito debatido termo "otaku" (que eu, pessoalmente, me recuso a usar, sendo que esta narrativa apoia o meu conceito). O que não há, no entanto, são exemplos mais específicos da dificuldade de comunicação e da verdadeira natureza do povo Japonês, o que deixou o livro aparentemente incompleto.

    Achei também curioso que fossem conhecer o Tomino, criador original de Mobile Suit Gundam, quando nos anos 00 já não era ele o realizador e argumentista das novas séries de Gundam (o que se vem a revelar na sua falta de qualidade, como alguns leitores deste espaço já saberão). 

    Assim, foi uma experiência que acabou por ser interessante e, agora sim, posso agradecer plenamente o envio deste livro. :)

  • A Arte da Caligrfia Japonesa

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    A Arte da Caligrafia Japonesa
    Exposição
    Correndo contra o tempo, de Almada até Lisboa, consegui ir ter com a Ana-san e a Mafalda-san à Gulbenkian para vermos esta exposição.

    Infelizmente, chegámos um pouco tarde e faltavam apenas dez minutos para o seu encerramento (não definitivo, apenas para o dia), pelo que apenas conseguimos ver metade das coisas expostas. Terei de ver a outra metade numa outra ocasião, que certamente se proporcionará.

    Ora, o que é isto? Citemos o site da Gulbenkian:

    Obras-primas da caligrafia japonesa contemporânea vão estar reunidas em Portugal a partir do dia 10 de outubro e até 28 de dezembro, numa mostra organizada pela Academia de Arte Caligráfica do Japão, em parceria com a Embaixada do Japão e a Fundação Calouste Gulbenkian. A exposição, apresentada na Sala de Exposições Temporárias da Sede da Fundação (piso 01), é composta por cerca de uma centena de obras maiores dos mais conhecidos calígrafos contemporâneos japoneses. Mais do que um gesto de escrita, a caligrafia tem sido desenvolvida, ao longo dos anos, como uma forma de arte criativa para expressar a profundidade e a beleza espiritual, fazendo parte integrante da história e do quotidiano do povo japonês

    Trata-se de uma exposição com vários textos escritos em Japonês, com técnicas da caligrafia tradicional aplicadas. Os textos variam, existindo muitas coisas diferente, desde haiku a citações de Confúcio. E cada texto é único em si mesmo, pois cada um está escrito (ou será desenhado) de forma própria, sob um fundo de tecido relacionado com o tema. Isto tem resultados que são de grande beleza e que chegam a emocionar. Houve um que gostei especialmente: não me lembro o que estava escrito, mas eram caracteres curtos, duros, rudes, num fundo inteiramente branco, sem qualquer tipo de textura distintiva. Com esse, senti até um arrepio, aquele arrepio que se sente quando se vêem grandes obras de arte.

    A entrada é gratuita e a exposição está patente até dia 28 de Dezembro, pelo que se tiverem oportunidade façam o favor de a ir visitar. Eu irei de novo assim que puder, até porque fiquei com vontade de comprar o catálogo, para ficar com as traduções dos textos e poder lê-las com mais cuidado. Ora aí está uma prenda de Natal gira para me oferecerem :)
  • Festa do Japão 2014

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    Festa do Japão 2014

    Narremos esta experiência como se de uma história se tratasse.
    No ano passado, havia-me sido impossível estar presente na Festa do Japão, que se vem repetindo do mês de Julho e servirá como lugar de celebração da amizade entre os dois países e ponto de reunião dos habitantes Japoneses de Lisboa e arredores (ou quiçá até de mais longe). Este ano, apesar de ter o dia muito preenchido, não podia perder a Festa!

    A manhã começa com muito sono, extrema embirrância, e uma ida ao médico para confirmar que estou toda podre. Análises se seguirão, mas isso é outro assunto (poderei ter febre aftosa?). Depois de almoço, aula de costura! Avançamos um bocadinho com o próximo cosplay, mas batendo as quatro horas em ponto (bling blong bling blong) ala de ir buscar a minha companhia ao Cais do Sodré.

    Graças a essa obra prima da humanidade que é o Piquenicão do Continente, estava o trânsito cortado no Marquês, na Avenida da Liberdade, no Túnel, em todo o lado, trânsito em todo o lado. Mas eu sou uma mestra a manejar o meu veículo (um volkswagen fofinho chamado Bequi. É um menino, apesar do nome) e consegui chegar a um parque sem parquímetro, apenas com arrumador.

    Aqui entra nova personagem. Neste post podemos chamar-lhe Nhu.

    Grandes aventuras automobilísticas se seguem, não são muito importantes. Mas chegámos mais tarde do que eu estava à espera. Ora, eu tinha combinado com um jovem do fórum do Anime Portugal que me encontrava com ele para lhe apresentar pessoal que fôssemos encontrando. Quando chegamos, mando mensagem... O jovem já tinha ido embora. Desculpa jovem! Não foi por mal! É que a Maria Atum (o GPS) deu-nos instruções confusas e erráticas! ;__;

    Enfim.

    Eu e Nhu visitamos o espaço a ver o que se passa. Ao contrário do que sempre acontece, não vou encontrando pessoas. Estava muita gente, mas... Não vou encontrando pessoas. Por um lado, até gostei. Assim foi um date e não um evento social, bahahahahahahahaha (tenho tanta graça que até me rio de mim própria)

    Então, o que havia para ver? Começando da direita para a esquerda, dando a volta, relato as nossas aventuras!

    Pesca de Balões!

    Via isto nos animes, de apanharem estas bolinhas de dentro de uma piscina com água. Não sabia que eram balões... É que eu tenho globofobia. Fobia de balões. É estranho mas é verdade. Mas por acaso, olhei bem para estes... Olhei muito bem... E não me causavam medo! Eram super fofinhos! Então pedi para apanhar um (por um euro). O senhor deu-me uma espécie de anzol preso num pedacinho de papel. Ora aí está a questão, o busílis da questão... Supostamente se deixarmos cair o balão não ficamos com ele. Tem de se apanhar muito rápido e à primeira. Eu apanhei-o rápido, mas foi à segunda... Mas como estamos em Portugal e não num Templo Japonês, ganha-se sempre prémio. E assim fiquei com um balão cheio de água, como animal de estimação. Chamámos-lhe "Weti", de "molhadinho". É amoroso!

    Ia por uma foto do Nhu com o Weti pendurado numa orelha, mas como tenho direitos exclusivos sobre a imagem do Nhu neste blogue, não quero que ninguém o veja :3

    Feira de Coisas Aleatórias!

    Mais para o lado estava uma banquinha que aparentava ter todas as coisas inúteis que as pessoas japonesas tinham em casa e não queriam mais. De sandálias geta a Power Rangers, passando por catálogos de mobília e manga. Aqui, comprei um livro. Não consigo ler o nome (só sei um dos kanjis), e não tem furigana, mas vai ser um desafio para quando eu tiver mais tempo e voltar a estudar um bocadinho de Japonês. Já tenho quatro livros nesta língua que estou impossibilitada de ler por ser uma grandessíssima ignorante, mas acredito que com algum esforço isso mudará um dia. :)

    O que gostei nele foi a capa, mesmo muito louca. Sei que foi escrito por uma mulher... Será um romance? Um dia saberei!

    Mas o quê? Bancas de merchandise?

    Pois é! Este ano a Festa estava bem maior. Em 2012 era só o lado direito que tinha coisas, mas este ano havia mais uma área útil (e casas de banho descartáveis) Essa área útil estava povoada com bancas de merchandise bem nossas conhecidas. Até tinham coisas que eu poderia querer, mas os preços... Esta gente abusa fortemente da boa vontade das pessoas. E, mais uma vez, doujinshis pornográficos. Será que não têm noção de que estão num evento familiar? E que nem todas as famílias sabem o significado de "yaoi"? Desnecessário, simplesmente desnecessário.
    ALIMENTO

    E, muito bem localizadas de forma a que a fila não empatasse os caminhos, duas bancas de comida! Eu vinha o caminho todo, já desde o início da semana a desejar uns takoyakis. Eu adoro takoyakis. Queria que o Nhu provasse takoyakis. E dorayakis! Mas vimos a fila tão longa que pensámos... "Vamos dar mais uma volta e já cá voltamos"
    Quando voltámos, solene maravilha! Não havia mais fila! E porquê...? Porque a comida tinha... ACABADO!!!! NOOOOOOOOOOOOOOOOO



    Mas eu não ia sair dali sem comer alguma coisa. Então pedi um copinho de plástico com edamame. Conhecia este feijão por causa do cão-feijão-inconveniente, mas nunca tinha provado. Bem... O que dizer? Sabe a tremoço. 

     E outras coisa mais

    Tudo o que era cultura Japonesa estava presente. Dos amáveis bonsais e projectos de intercâmbio, passando por literatura religiosa e folhetos de agências de viagens. Gostei de tudo, mas não me marcou por aí além. Se bem que podia ter perguntado sobre o ikebana, porque era uma actividade que eu adoraria praticar. Já experimentei fazer um arranjo, na aula de Japonês, e foi maravilhoso e divertidíssimo! E fiquei com um arranjo muito interessante. Acho que é uma maneira muito engraçada de nos expressarmos.
    E no palco?

    Como chegámos um pouco tarde, só vimos um bocadinho do desfile de cosplay. Nada de novo a apontar. Pessoalmente, acho que neste tipo de eventos o cosplay é um bocadinho escusado, um bocadinho fora de órbita. Certamente que a APC foi convidada pelo evento a participar, mas ainda assim não me parece que andar no evento mascarado com kimonos e perucas seja a coisa mais respeitosa do universo. Sobretudo quando não se vai participar no desfile e só se está ali por se estar... Mas isso sou eu e não sei nada, não mando em nada e não interessa nada.
    Mas depois, o interessante, vimos as demonstrações de artes marciais. Eu gostaria de um dia fazer desporto e ser saudável e fit, portanto vi com muita atenção a ver se alguma coisa interessava. Houve uma que interessou e nada tinha a ver com o Japão... Jogo do Pau! Fiquei fascinada! Quero aprender isto! Quero poder dar porrada no pessoal com um motherfucking pau! E dar pulinhos e ter uns lenços de campino à cintura! E é um pau! Já viram bem as potencialidades disto? Porque é que não há um anime sobre isto? Onde é que eu posso aprender isto? Sem ter de ir ao Ribatejo, claro. E estou a falar seriamente: fiquei hipnotizada! Nenhuma das outras artes marciais me interessou, mas isto era uma dança encantadora!




    Depois de comermos todos os nossos feijões, vamos. Ainda temos outra festa para ir. A Casa da Cerca em Almada celebrava a entrada no Verão com um DJ da Radar. Portanto, confiando sempre na louca da Maria Atum, conseguimos enfiar-nos na Ponte. Acabámos por comer pizza. E estava bem mais boa que os tremoços nipónicos.
  • 108 Termos Essenciais do Japão Contemporâneo

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    108 Termos Essenciais do Japão Contemporâneo
    Fernando Ferreira, Nuno Sarmento e Pedro Moura
    2006
    Glossário

    Ganhei este micro-livro num concurso do ClubOtaku, site para o qual contribuo com as minhas reviews de anime e manga. Era um concurso de fanfiction com o tema do "Natal" e escrevi sobre Rose of Versailles. Se tiverem interesse podem encontrar a minha história no meu deviantArt, entre outros escritos de maior e menor qualidade. Chama-se Entrega de Uma Carta no Dia de Natal.

    Enfim, passado uns tempos de ter recebido este livrito, o dono do site (que será o Fernando, mas que eu conheço como Ogata, ou Tetsuo :3) pediu-me que fizesse um comentário sobre ele aqui. Mas só agora acabei a lista gigante de livros que tinha em atraso, por isso só agora aqui estou a comentá-lo.

    Isto é uma brincadeira de amigos, que decidiram definir alguns termos da cultura pop Japonesa, isto é, de anime e manga. Agora a questão é a quem isto é dirigido: se a nós - os fãs - se aos que não conhecem. Se para nós, não vejo bem a utilidade, pois todos sabemos todos os termos aqui definidos e não existem muitas curiosidades inéditas (bem, talvez nem todos saibam de Mishima, nem da Godijira, mas eu sabia...) Para os que não conhecem, acho necessário fazer o teste e ver se é claro para quem não faz ideia do que é um anime e do que é um manga (eu digo no masculino que acho que fica mais bonito).

    Infelizmente há alguns termos que estão mal definidos e por vezes o tom pessoal é um bocadinho pessoal de mais, ultrapassando a fronteira entre o escritor e leitor de maneira um pouco desconfortável ("eu não defino esta palavra, procurem-na se quiserem e tenham medo, hoho!" Não fica bem) Entre os termos erróneos, fica a nota para shounen-ai e yaoi, que não são a mesma coisa e que são termos que já não se usam (se bem que começaram a ser abandonados circa 2006, altura em que este livrinho apareceu, por isso podemos perdoar). Da mesma forma as yamanba não existem, desapareceram, foi uma moda muito fugaz e desapareceu também a meio dos 00. Em termos de moda seria mais importante definir visual-kei (que também é música), lolita ou gyaru - gal.

    No entanto, gostei deste presentinho e vou submetê-lo ao tal teste. Isto é, vou (tentar) registá-lo no BookCrossing e promover uma actividade de empréstimos com ele. :)

    Digo tentar porque o livro não tem ISBN e não sei se o posso registar sem ele...
  • World Cosplay Summit (2013)

    3
    World Cosplay Summit
    Comentários (às performances)
    Ora bem, o que é o WCS? World Cosplay Summit é um concurso de cosplay a nível internacional, com países do mundo inteiro a competir. Cada país tem as suas preliminares e a final é no Japão. Existem alguns países que vão na qualidade de "observadores", isto é, participam em tudo mas não estão habilitados a prémios. Segundo consta, esses são os países que poderão ou não vir a participar no concurso no ano seguinte. 

    E agora a parte que nos agrada e nos interessa: em princípio Portugal vai, pela primeira vez, participar! E as preliminares serão no Iberanime OPO deste ano. Eu lá estarei, se tudo correr bem. E, por isso, estive a investigar e a recolher informações que irei partilhar aqui. Recolhi-as de vários fóruns que frequento, sobretudo do brasileiro (onde as pessoas são as mais simpáticas e onde têm uma grande experiência de WCS). Fica então a lista das coisas que recolhi (que poderão ser apenas rumores, tenham isso em atenção):

    • Os juris têm uma "mania" anual. Pode ser efeitos com pó de talco (em Portugal não usamos, mas são muito populares no Brasil); podem ser vestidos enormes; podem ser asas. Como nós por cá nunca tivemos concurso, não sabemos quem vai ser o juri. Tendo em conta que toda a gente está a pensar participar (eu sei, eu conheço-vos!) duvido que tenhamos algum dos nossos cosplayers no juri, mas logo se verá. Enfim, isto para dizer que a "mania" poderá não existir cá.
    • O fato não conta muito, o que interessa é a performance
    • É melhor ter uma das pessoas num fato confortável para se poder mexer, para o skit ser mais activo
    • Em alguns países os cosplayers têm de levar um portfolio dos seus fatos todos, com explicações de como os fizeram e fotos
    • O skit da final tem de ser em Japonês
    • São precisos três fatos para o Japão, um para a performance, outro para aparições na tv e outro para o desfile
    • Só podem ir fatos de origem Japonesa e há alguns animes (de algumas editoras) que estão interditos, mas ainda não consegui perceber quais são, toda a gente me diz diferentes. Se calhar são todos.
    • Os fatos podem ser feitos na costureira (isto, de certeza, depende de país para país)
    • E é isto! Se eu descobrir mais coisas partilho, ou vão-me perguntando que eu vou sabendo!
    E agora vamos ver os sukitos deste ano! Preparados?

    Segundo Lugar
    Brother Award (Melhor Fato)
    O prop de palco é mesmo muito, muito giro e funciona muito bem como espectáculo. Mudança de roupa eficiente também. Prémio merecido!

    Pouco expressivo. O Japonês é básico o suficiente para eu o perceber, mas havia ali algumas frases pouco naturais...

    Terceiro Lugar
    Luta muito interessante e expressiva, se bem que levemente longa. Final totalmente inesperado e ena, a trabalheira que tiveram! Prémio merecido!

    Muita conversa mas acção um pouco mole. O final dá a parecer que vai continuar, mas acaba.

    A primeira parte está um pouco sem razão, depois a dança está bastante boa. Quando abre as asas chega a parecer que estão a voar!


    A luta está um pouco aborrecida, falta-lhe fibra. E aquele sotaque...

    O discurso está chato (como quase todos nos skits de cosplay, porque está gravado e não dá para ter nuances nas inflexões) e a luta amolecida, mas adorei aquela cena do cenário que se mexia

    Anistar Award (Melhor Sincronia)
    Realmente, melhor sincronia. Teve alguns momentos parados, mas a sincronia, céus...

    Team Japan
    Cyperous Award (Melhor Peruca)
    Luta aborrecida. Não é assim que se luta com floretes (e eu sei pouco de esgrima). Houve um momento bem expressivo, mas fora isso... Ah, e nota-se que são Japoneses, melhor audio até agora.

    Team Italy
    Primeiro Lugar
    NicoNico Award (Prémio do Público)
    Não percebo o prémio, tenho muita pena, mas o público parece ter gostado. Os fatos são muito giros, mas têm muito pouca mobilidade, então o skit está um pouco frouxo.

    Team Indonesia
    Muito giro, adorei que os efeitos do jogo fosse incluídos (apesar de eu só ter jogado um bocadinho de Kingdom Hearts). O cenário está bem usado.

    Team France
    Pobre de quem não viu a série... A conversa está fraca (e o sotaque...), porque o texto é muito rápido para as acções delas. O final é imperceptível e poderia ter sido mais evidente.

    Team Finland
    Não encontro imagem com fotos dos cosplays da final, sorry...
    Vá, isto tem piada. Está um bocadinho mal feito, porque não está firme, mas no final é engraçadinho

    Team Spain 
    Awn, que bonitinho. Não percebo, mas é claramente a história do jogo, e é fofinho.

    Team Denmark
    Estou com cada vez mais dificuldades em encontrar os fatos da final
    Luta animada, mas pouco eficiente

    Team China
    Joysound Award (Melhor Audio)
    A dança está engraçada e bonita ao início, mas falta-lhe uma certa sincronização.

    Team Brazil
    Braziw! Braziw! Braziw! Weee!
    A boca... Não está sincronizada... E montes de pó, não ia funcionar outra vez...

    Team Australia
    Bom cenário e bom audio, a mudança de fato ficou meio coisa que as asas não ficaram no sítio...

    Team Germany
     
    Vampire Knight, a sério? Julgava que já ninguém sabia disto, haha. Enfim, no texto o sotaque não ajuda e a luta está pouco vibrante.

    Em Resumo...

    O nível do WCS é muito mais à frente, yay! Parece que este ano a moda foram lutas (bem diziam que isto era por modas), veremos como será o próximo. Em que vamos todos participar. :) Os prémios pareceram-me bem justos e, no geral, isto é um espectáculo muito interessante. Se fossem todos assim, bem contente eu ficava... :p Vamos ver como corre a Portugal: quem quer que vá tem de manter o nível, por isso comecem já a treinar!
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