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  • Bloom

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    Bloom
    Kevin Panetta & Savanna Ganucheau
    2019
    Banda Desenhada


    Outro livro que comprei no AmadoraBD, achando que boyslove americano teria bastante potencial. 

    Afinal... Não tem assim tanto.

    Esta é uma história de amor entre um rapaz grego cujos pais têm uma padaria e um estudante de padeiro que vai trabalhar para a padaria. O greguito quer mudar-se para a grande cidade com a sua banda mas os pais querem que ele tome conta do negócio. E patati patata, andam por lá com os amigos e fazem isto e aquilo e mais o outro e NADA ACONTECE por páginas e páginas de tons de azul, que podem ser muito fofinhos mas que me aborrecem tremendamente.

    E quando finalmente acontece alguma coisa, dá em tragédia, e em vez de o autor avançar com o romance e lhe dar uma conclusão... Não, apenas o deixa assim em contraponto, enquanto nós ficamos ansiosamente à espera de que eles se rebolem no meio da farinha e do pão e da massa mãe e façam o amor pelo meio das chamas dos fornos.

    Penso que o meu texto foi mais picante e romântico que o livro inteiro. Voltemos ao BL japonês, por favor, que é a preto e branco e não azul, mas muito mais satisfatório em termos de romance.

  • Sasaki to Miyano

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    Sasaki to Miyano
    Kananiwa Kozue - Studio Deen
    Anime - 12 Episódios
    2022
    5 em 10


    Para variar um pouco, uma história de BoysLove.

    Miyano é um fudanshi, rapaz que gosta de livros BL. Sasaki pede-lhe uma recomendação de manga e começa a gostar destes romances. E, com isso, no meio de muitas dúvidas e tabus, eles apaixonam-se.

    É um anime de romance muito simples, com vários elementos slice of life escolares, e momentos típicos deste tipo de narrativa. As personagens são simpáticas e o seu conflito sexual é algo pouco abordado em animes BL, que usualmente se remetem a uma grande fantasia social.

    Infelizmente temos uma animação praticamente inexistente, e uma banda sonora incapaz de nos atrair para a beleza do romance.

    Por isso, é um anime simpático mas muito pouco criativo.

  • Yuri!!! On Ice

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    Yuri!!! On Ice
    Yamamoto Sayo - MAPPA
    Anime - 12 Episódios
    206
    8 em 10

    Há muito tempo que não havia um anime que me enchesse tanto as medidas. Yuri on Ice mistura coisas que adoro: BL, desporto e uma animação giríssima.

    Yuri é um desportista, patinagem artística, que teve uma péssima prestação na sua última competição. Desmotivado, faz um vídeo amador com a coreografia de Victor, o vencedor. Este, ao ver o vídeo, fica apaixonado pela patinagem de Yuri e decide treiná-lo, para que vença o Grand Prix mundial.

    é uma história de superação desportiva mas também um romance encantador, protagonizado por personagens sólidas na sua simplicidade e belas nas suas atitudes. Cada competição é, por isso, uma montanha russa de emoções, pois para além de querermos a vitória dos nossos favoritos investimos imenso do nosso coração nas suas relações interpessoais.

    As sequências de animação, todas referentes a modelos de patinagem e a coreografias técnicas, são belíssimas, altamente detalhadas, fluídas e cheias de momentos deliciosos e cheios de vibração.

    Nota-se que esta foi uma história escrita e animada por fãs de patinagem no gelo, o que torna tudo ainda mais emocionante.

    Gostei imenso e não hesitarei em recomendar.
  • Banana Fish

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    Banana Fish
    Utsumi Hiroko - MAPPA
    Anime - 24 Episódios
    2018
    6 em 10
    Só agora estou a terminar a season de Outono de 2018, devido a várias razões. Começo precismente pelo anime que gostei mais, uma obra baseada num manga que adoro.

    Esta é uma história da máfia e daqueles que vivem e fogem dela. Esta história tem um romance belíssimo, mas também tem muitos horrores e muitas drogas misteriosas. Banana Fish é uma droga que faz com que as pessoas se auto-destruam. Uma equipa inusitada, junta pelos sentimentos mais puros que conseguem desenvolver, irá tentar encontrar a solução e, assim, combater a poderosa máquina da máfia.
     
    É um romance trágico, com um final espectacularmente comovente e belo, mas penso que no anime não foi dado suficientemente tempo aos personagens para que se apaixonassem. Assim, os sentimentos que nutrem um pelo outro acabam por soar um pouco falsificados e exagerados, retirando sentido e poder à história.
     
    De resto, temos uma animação bastante satisfatória, apesar de algum uso de CG em armas e cenas de acção que me pareceu desnecessário. Os designs mantêm-se puros, embora um pouco modernizados demais para o meu gosto.
     
    Musicalmente, fiquei muito agradada com a primeira OP e ED, mas muito desapontada com as segundas, todas popularuchas.
     
    Foi uma agradável viagem e, embora o manga seja largamente superior, posso dizer que foi uma boa adaptação.

  • Dorian's Task

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    Dorian's Task
    Tonya R. Moore
    2014
    Ficção Científica

    A parte que, para mim, sempre foi maravilhosa no universo do BoysLove é a maravilha do "feito de fãs para fãs". Assim, quando me surgiu a oportunidade de sacar esta novel, escrita por uma Americana para um público josei, através do site da Aarinfantasy, não perdi a oportunidade.

    Infelizmente, nem sempre o que é feito por fãs é especialmente bom.

    No caso deste livro, apresenta-se-nos um universo de ficção científica, num futuro longínquo, em que um príncipe do reino dos prazeres, que por acaso também é um assassino, e o seu namorado, um soldado de elite, viajam até um planeta para recuperar as memórias perdidas do primeiro. Lá, encontram-se com um grupo de sacerdotisas de uma religião perdida e muitas coisas acontecerão.

    A história é um pouco confusa, simplesmente porque o universo é demasiado grande para ser explorado em tão pouco tempo. O livro processa-se numa sucessão de nomes de pessoas e lugares, sem qualquer teoria científica de base que possa tornar todos os elementos realistas. Para além disso, as descrições são especialmente fracas, sendo que a autora dedica a maior parte delas ao aspecto dos personagens. Por exemplo, quando comem uma fruta desconhecida tal está descrito como "a casca é dura, mas o interior +e sumarento". Isto não transmite nada acerca do quão saborosa poderá ser a fruta, quão diferente ou estranha.

    Para além do mais, a autora optou por essa situação especialmente irritante que é fazer uma trilogia (ou mais) da sua história. Esta história, num primeiro volume, não nos apresenta nada que mereça ter uma continuação. No final, subitamente descobrimos que o soldado de elite é alguém de extraordinariamente especial. E então?

    Em termos de BL propriamente dito, não existem cenas de qualquer erotismo, sendo que a relação entre os dois personagens parece ser puramente casual.

    Um volume que não dá qualquer vontade de continuar e, no geral, um grande desapontamento.

  • Super Lovers

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    Super Lovers
    Ishihira Shinji - Studio Deen
    Anime - 10 Episódios
    2016
    5 em 10

    Com este anime termino a season de Primavera. Comecei a vê-lo porque há bastante tempo que não pegava num BoysLove e experimentava um certo tipo de saudade em relação ao género. Mas este anime trouxe-me uma certa revelação, que talvez esteja relacionada com o ascender de minha provecta idade. Parece-me que, infelizmente, este tipo de BL me faz uma certa confusão.

    Mas o que deveria eu esperar de um anime chamado "Super Lovers" com um puto e um adulto abraçados na imagem promocional? Repare-se que eu antes até achava piada a isto. Era romântico e fofo e tal. Mas agora estou a ter dificuldade em ultrapassar este tipo de mecanismo narrativo.

    Processa-se assim: um gajo todo bom vai ao Canadá e descobre que a sua jovem mãe adoptou um puto todo bom. Depois eles crescem mais um pouco e desenvolve-se uma relação de amor fraternal que excede as necessidades entre-irmãos. Ao início, até era um anime simpático: como conquistar a amizade de um miúdo que só fala com cães e, progressivamente, entrar no seu mundinho. Mas a partir do momento em que a narrativa se passa no Japão, tudo começa a tomar proporções muito estranhas.

    Poderia ter sido um anime que explorasse a descoberta da sexualidade do eu adolescente, mas a caracterização dos personagens não o permite. Para começar, são fixas dentro das suas personalidades, acabando por entrar de rompante por dentro do estereótipo "seme" e "uke", o que já se vem tornando aborrecido. Mesmo dentro disto, os personagens têm atitudes erráticas: por vezes demasiado infantis, outras demasiado adultos, nunca um meio termo. A relação em si é estranha porque, apesar de serem irmãos adoptados, há sempre uma aura incestuosa vagando por cima de nós. Existe mais uma série de outros personagens, mas que não contribuem em nada para a narrativa e que não sofrem qualquer tipo de caracterização ou desenvolvimento.

    A arte é básica, muito típica do género, sendo que o design dos personagens peca pela falta de originalidade e realismo. Não temos grandes cenas de animação e o aspecto mais interessante acaba por ser o design dos canídeos que populam o anime em maior ou menor quantidade.

    Musicalmente, temos uma sonoridade repetitiva, com OP e ED pouco inspiradas e o resto da banda sonora muito pouco memorável.

    Para mim, uma experiência que teve o seu valor, pois revelou que estou velha para isto.

  • Hybrid Child

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    Hybrid Child
    Fukuda Michio - Studio Deen
    Anime OVA - 4 Episódios
    2014
    5 em 10

    Há algum tempo que não via nada no universo BL. Gostava de dizer que ainda adoro BL como o que mais quero na vida, mas... Não sei, hoje em dia parece que me aborrece. Este OVA é, mais uma vez, a prova disso.

    Hybrid Child é uma criatura que não é um boneco nem um ser humano. Cresce com o amor dado pelo seu dono. Neste OVA vemos três histórias.

    Primeiro, conhecemos a dor de perder um hybrid child que, idoso, começa a perder as suas características. Depois, é o oposto, vemos o hybrid child a crescer e a aprender sobre a felicidade e a tristeza. Finalmente, em dois episódios, descobrimos mais sobre o criador de tais objectos. Cada uma destas histórias tem uma tonalidade romântica e delicada, mas que pouco ultrapassa o estereótipo de "mestre-criado" tantas vezes já estabelecido como fetiche no universo dos animes. Os personagens estão pouco definidos, aparentando cada "casal" ser uma cópia do anterior. Na verdade, semes ou ukes, são todos personagens em branco, característica essa tão comum a romances de cordel e animes românticos: podemos colocar-nos na situação do personagem de que gostamos mais. Talvez na história final tenha havido um certo desenvolvimento de personagem mas, apesar de tudo, ainda foi bastante previsível.

    O que me fez mais confusão ao longo de todos os episódios, foi a época em que a narrativa é passada. Isto é, como é possível existerem objectos tão modernos como os hybrid child numa época de samurais em guerra? A menos que estes bonecos que também são humanos possuam características místicas, assunto que foi pouco explorado, tal não me parece exequível.

    A arte é muito simplificada, com pouco detalhe e cenários pouco contemplativos. Em termos de design de personagens, o design desta criadora irrita-me e aborrece-me, porque os rapazes são todos iguais e nem o corte de cabelo os salva.

    Também todas iguais parecem ser as vozes. Musicalmente, temos uma banda sonora fraca, mas uma ED bastante bonita.

    Mais um para a colecção de BL, mas mais um que não é preciso ver.
  • Tight Rope

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    Tight Rope
    Primetime
    Anime OVA - 2 Episódios
    2012
     5 em 10

    Ora bem, tinha o primeiro episódio no computador desde o primeiro momento em que saiu. Depois... Depois esqueci-me dele. A verdade é que eu, que era tão activa nos fóruns da aarinfantasy, fartei-me um pouco da comunidade e deixei de os consultar frequentemente. Agora que me lembrei, foi altura de ver um bocadinho de BL, que não via há algum tempo e que continuo a gostar bastante.

    Este OVA, na verdade, não tem nada de especial acerca dele. Tem tudo para ser normal. O herdeiro de uma família yakuza está apaixonado pelo seu amigo de infância, com todas as consequências que isso traz. Assim, temos promessas de amor eterno muito másculas, algumas lutas contra gangues rivais, inícios de violação e tudo culmina na verdadeira paixão. O que me parece muito bem. É simples, resulta e o diálogo é muito amoroso e simpático.

    Os personagens também são bastante agradáveis, apesar de desenhados num estilo que eu não aprecio por aí além (e que é uma moda constante, ultimamente, no universo BL). Têm personalidades bastante vincadas e são muito claros nas suas expressões, embora pudessem ter sofrido mais desenvolvimento. Isto seria um pouco difícil, dada a duração do OVA (cerca de 45 minutos), mas não seria de todo impossível.

    A arte, essa, é bastante fraca. Não há nada de especial na animação, os designs já falei deles, as cores são muito pálidas e está tudo, no geral, muito pouco detalhado. O mesmo acontece com a música, que seria toda ela apropriada para passar num elevador.

    Mas enfim, já tive o meu BL dos últimos tempos e isso deixa-me contente. :)
  • Only the Ring Finger Knows 3 - The Ring Finger Falls Silent

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    Only the Ring Finger Knows 3 - The Ring Finger Falls Silent
    Satoru Kannagi
    2006
    Light Novel
     
    Para saberem mais sobre esta série, podem consultar o meu comentário ao Primeiro e Segundo Volumes.

    Mais uma vez, seguimos as aventuras de Wataru e Yuiichi na sua estranha relação amorosa. Estranha não porque é uma relação homoerótica, mas porque os personagens se começam a revelar como ilógicos e inconsequentes. Neste volume são-nos apresentadas duas histórias com dois dilemas distintos. Numa, outro homem é colocado na equação, levando ao ciúme. Na outra, o segredo da relação é posto em perigo num festival escolar.

    Até agora eu estava a conseguir aceitar as personagens, mas a partir deste volume começo a duvidar da minha capacidade de os aturar até ao fim da série (que fica completa com mais dois volumes). As histórias baseam-se numa sucessão de mal-entendidos que seriam resolvidos imediatamente se Wataru fosse sincero e se Yuuichi fosse bom da cabeça e não um controlador megalómano e infantil. Isto é, toda a aura que a autora queria transmitir, a qual sabemos a partir das notas finais que as Light Novels têm sempre no final de cada volume, é diametralmente oposta àquilo que os personagens são. Wataru é suposto ser simples e alegre. Yuuichi é suposto ser o elemento "cool" do par. As suas atitudes são exactamente o oposto. Wataru vive a vida cheio de medo que Yuuichi se possa desapontar, Yuuichi tem ar de que - se algum dia vierem à Europa casar-se - vai bater no namorado à mínima situação.

    Este casal é a combinação perfeita para uma espiral negativa de violência doméstica!

    Enfim, irei terminar a série para saber como raio ficará a situação, no final de tudo (vai acabar tudo em bem, mas serão felizes? É essa a minha dúvida), mas agora fa-lo-ei com estranheza.
  • Only the Ring Finger Knows 2 - The Left Hand Dreams of Him

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    Only the Ring Finger Knows 2 - The Left Hand Dreams of Him
    Satoru Kannagi
    2003
    Light Novel
     
    Muito rapidamente, o segundo volume de Only the Ring Finger Knows. Comecei a ler este antes do primeiro volume, mas interrompi para, bem, ler o primeiro volume. Haha.
     
    Agora Yuiichi é um universitário e Wataru tem de se preparar para os exames. O primeiro capítulo são as desventuras que ocorrem quando o primeiro se envolve num trabalho de arquitectura e decoração (para poupar dinheiro para uma viagem, o capítulo seguinte). Aparece um jovem chamado Masanobu que interfere sem querer na relação. Este capítulo não adiciona grande coisa, excepto que talvez estes dois amigos tenham de sair do armário para o mundo inteiro. O armário é para roupas, não para pessoas!
     
    Acontece que no segundo capítulo, as férias em Okinawa, a porta do armário abre-se mais um bocadinho, com o aparecimento do irmão de Yuiichi (que é em tudo melhor que ele e, portanto, competição). Foi algo que me passou um bocado ao lado... Então o gajo tem mulher e uma filha pequena e diz logo à partida que vai entrar em "guerra" com o irmão? Está-se mesmo a ver que vai tentar engatar o Wataru...
     
    Bem, veremos no terceiro volume, que já está encomendado!
  • Only the Ring Finger Knows 1 - The Lonely Ring Finger

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    Only the Ring Finger Knows  1 - The Lonely Ring Finger
    Satoru Kannagi
    2001
    Light Novel

    Apareceu-me a oportunidade de comprar os dois primeiros volumes desta novela clássica do universo BL e não pude deixar de a aproveitar. Mas enganei-me na minha leitura: quando saí de casa, levei um dos volumes para ler nos transportes, mas levei o segundo em vez do primeiro. Assim, li primeiro o terceiro capítulo e só agora estes dois primeiros, da primeira Light Novel. Spoilei-me porque fiquei rapidamente a saber que acaba tudo em bem (e agora também vós foram spoilados!), mas nada de grave.

    A história é sobre uma série de mal-entendidos que culminam na formação de um casal, Yuichi e Wataru. Esses mal-entendidos giram todos de volta de dois anéis que se complementam. É uma história muito romântica, gostei muito.

    É também uma história BL muito típica, com uke e seme caracterizados da maneira mais comum. O seme é o rapaz perfeito mas com um génio forte, o uke é frágil e envolve-se sempre em problemas porque tenta fugir a eles. O típico. No entanto, os personagens têm um certo traço de originalidade, quando se revela a fraqueza e a insegurança do seme - Yuichi - e o amor que o uke tem dentro dele. É bonito.

    É um livro leve, bem escrito, com descrições plácidas das acções e dos locais. Conseguem-se visualizar perfeitamente, apesar de não terem muito detalhe.

    E agora que li isto, fico a pensar... Também gostava de ter um anel... ^_________^
  • Ai no Kusabi (2012)

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    Ai no Kusabi (2012)
    Akiyama Katsuhito - AIC
    Anime OVA - 4 Episódios
    2012
    7 em 10

    Todos sabem como eu amo Ai no Kusabi. Se não sabem, vejam aqui a review do OVA de 92 e aqui as reviews das novels que li até agora. Assim, quando a notícia deste OVA apareceu na aarinfantasy (site que frequento bastante, para que saibam) foi uma alegria. Foi uma felicidade absoluta! Ainda por cima diziam que iam seguir as novels! Que ia ter 12 episódios! Estávamos mesmo felizes. Mas depois as notícias deixaram de aparecer. E questionavamo-nos... O que é feito disto? Até que apareceu uma novidade: tinha sido cancelado. O estúdio faliu. Chorámos, ficámos cheias de raiva. E de repente outra novidade! Vão lançar um DVD, uma edição especial ainda por cima, com os quatro episódios que foram produzidos antes do estúdio falir! E assim ficamos com um novo Ai no Kusabi. Incompleto, é certo. Mas que nos deixa a pensar que este poderia ter sido o melhor anime BL de todos os tempos se tivesse sido feito até ao fim.

    Sobre os detalhes do universo, da história e dos personagens, recomendo a leitura da minha review do OVA de 92 (precisamente 20 anos entre um e o outro que giro!) pois considero-a bastante completa. Hoje vou fazer uma sempre necessária comparação.

    Ao contrário do original, este OVA segue as novels, até mais ou menos meio do volume 4 (que é precisamente o sítio onde estou na minha leitura, viva!). Acompanhamos a vida de Riki nas Slums, como pet e de volta às slums, com um flashback no último episódio que, adicionando mais vivacidade à história, poderia ter sido cortado. Apresentam-nos os detalhes de como conheceu Iason e a sua aventura com Mina, que não estava contemplada no original. Em termos de personagens não temos grande exploração, fora a evolução clara de Riki antes e depois de Iason, mas a caracterização inicial é muito forte. Não apenas para os personagens principais mas também para todo o grupo de Bison, o que torna tudo mais intenso.

    O que mais gostei nesta nova versão foi a caracterização do universo. Apesar de as slums serem um pouco mais "ricas" do que eu tinha imaginado, Midas e Eon estão perfeitos. Os designs futuristas estão bem pensados e são funcionais e adorei que criassem um novo alfabeto. Note-se a presença constante de mulheres ao longo dos 4 episódios, coisa que não acontecia no original: isto trás a segurança que neste universo a figura feminina é de grande importância e que isto não é apenas mais um yaoizinho da tanga com pretensões a pornografia. Aí está outro ponto: as cenas de sexo são reduzidíssimas e com uma sensualidade que me trouxe um certo sentimento de culpa, pois não são nada bonitas. Isto torna a caracterização da relação Riki x Iason muito mais evidente.

    A arte é limpa e existem cenas de acção bem coreografadas e com boa elasticidade. Pena o momento de CG na conversa com Ceres ou tudo teria sido perfeito. As cores são muito interessantes e utilizadas muito bem para caracterizar os diversos "mundos" dentro do universo.

    Enfim, um potencial excelente. Espero que um dia lhe voltem a pegar e o terminem.

    Por agora, encontrei a novel que me faltava a 25$ no e-bay. E tive de a comprar, apesar de estar de finanças reduzidas. Só porque estava 275$ mais barata do que a última que eu tinha visto.
  • El Esclavo de la Rosa

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    El Esclavo de la Rosa
    Javi Cuho & Van Durán
    Banda Desenhada - 3 Capítulos/2 Volumes
    2012
    7 em 10

    Lembram-se de quando eu fui a Madrid? Um dos despojos de guerra do evento foi um manga Espanhol, dentro do género BoysLove, cujo primeiro volume comprei. O segundo volume só foi editado o mês passado, mas mantive-me de olho nele para o poder ter assim que possível! E assim, pela primeira vez, temos uma review de Banda Desenhada ou, se preferirem, de Manga Espanhol.

    Para começar, as capas são lindíssimas. A capa do segundo volume é esta:



    E daí passamos para o desenho, a cargo da ilustradora Van Durán. Há um bom nível de detalhe, sobretudo nas cenas de acção. Mas o que me fascinou mais foi o design dos personagens. Num estilo claramente Japonês, as suas feições são claramente europeias. E, grande bonus para um livro BoysLove... Em Espanha não há censura. Oh si cariño.

    A história passa-se durante a Revolução Francesa, mas não há quase nenhum foco nas implicações políticas e sociais desses tempos. Em vez disso o manga foca-se numa série de quadraturas amorosas, por vezes incestuosas (ok, muitas vezes). Se à primeira vista parece muito complicado, uma análise mais detalhada revela-nos que a história é muito simples. Trata-se apenas do crescimento e maturação do personagem principal, tanto psicologicamente como sexualmente, e na descoberta do eu enquanto ser amoroso.

    O romance está bem estruturado, dando-nos uma narrativa altamente erótica mas nunca desnecessariamente.

    Gostei muito e vou manter estes livros como uma grande recordação.
  • Porque gostamos de Boys

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    Vou deixar aqui a minha colecção de Folders de BoysLove.

    Eu faço colecção de fanart em geral, tenho um folder desorganizado gigante, mas para ocasiões especiais faço estes pequeninos. E já agora vou deixar a minha pequena colecção de doujinshis (só leio muito raramente e ainda assim prefiro comprar)

    Cuidado que há aqui coisas com bolinha vermelha.

     
    • Cosplay Service

      E ainda falta o folder de Legend of the Galactic Heroes, tem 345MB e não encontro onde o hostar
    Doujinshi

    Espero que vos guste.

     
  • Yebisu Celebrities

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    Yebisu Celebrities
    Fuwa Shinri
    Anime OVA - 1 Episódio
    2010
    4 em 10

    Não será difícil de notar que BoysLove é o meu género preferido (a seguir josei, a seguir shoujo, a seguir desporto, a seguir seinen e assim por diante etc. em vez de assim por diante etc.) Por isso esperava com ansiedade a oportunidade de ver Yebisu Celebreties, um dos últimos BL a sair (e pensar que já foi há dois anos!)

    Mas cada vez o género me desaponta mais. Cada vez mais. Que bela bosta.

    Eu não entendo, não entendo, porque é que ganharam esta mania de fazer animações para Drama CDs qua consistem em slideshows e sucessões de imagens em que a única coisa que mexe é a boca. Ok, é barato. Mas os fãs de BL são pessoas adultas, são pessoas com dinheiro, especialmente no Japão onde gajas com obsessões estranhas normalmente estão casadas com gajos muito ricos. Os designs são bonitos, da moda (mãos grandes, bocas grandes, a situação institucionalizada por Junjou Romantica) mas animação é nenhuma. Bem, acho que antes nenhuma do que muito má. Ao menos a incapacidade é discreta.

    A história é mais do mesmo, mas desta vez envolve fatos e gravatas (que excitante!) Jovem inexperiente cai nas mãos de um patrão exigente tanto profissionalmente como sexualmente. Revela-se entretanto que o patrão afinal é gente boa.

    Música muitíssimo discreta e ambiental, o próprio de um Drama CD (havia de experimentar ouvir, um dia destes, mesmo não percebendo ficaria a saber como é a experiência)

    Um mau exemplo de BL. Nem serve para a fã adolescente hiperssexualizada porque, spoiler, não tem pilinhas a entrar dentro de rabinhos.
  • This Boy Can Fight Aliens

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    This Boy Can Fight Aliens
    Yamamoto Soubi - CoMix Wave
    Anime OVA - 1 Episódio
    2011
    6 em 10

    Este pequeno OVA aparece como uma nota completamente diferente às coisas que tenho visto. Apanhei-o porque é mais um para o meu projecto de ver todo o BL e slashable do universo e porque aarinfantasy (essa fofa). Até gostei, mas imagino que a maioria das pessoas venha a odiá-lo e venha a ser considerado um dos piores animes do género.

    A história é simples, o mundo está a ser invadido por aliens e apenas um rapazito os pode vencer. Por alguma razão os aliens só o atacam a ele e vêm à unidade, o que é muito prático. A história tenta evoluir para um exercício sobre a amizade e como ela nos pode dar força interior, mas reverte para o cliché rapidamente, com muita choradeira e heroísmo à mistura. Tudo e4stá bem quando acaba bem, mas se calhar ficava melhor se tivesse acabado mal.

    A arte tenta ser original e de tem alguns elementos distintivos que a tornam única. No entanto os designs e animação são apressados e têm pouca dedicação, numa espécie de doujinshi que foi animado por amadores sem recursos mas que tentaram ao máximo por manter um mínimo de originalidade.

    Os personagens não são memoráveis e evoluem com a história. Existem apenas três personagens e dois deles servem apenas como pivôs. No entanto são estes os mais agradáveis e é sobre estes que eu quero ouvir falar, não sobre o que luta com os aliens.

    É interessante recomendar este anime. Para algumas fãs, digo que vejam porque vão gostar do estilo e dos designs que têm habitado o Pixiv nos últimos tempos. Para outros não digo nada porque não lhes vai interessar. Mas para alguns, restritos, recomendo-o como uma das piores coisas que vão ver. Sem dúvida um anime polivalente.

  • Ai no Kusabi

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    Ai no Kusabi
    Akiyama Katsuhito - AIC
    Anime OVA - 2 Episódios
    1992
    9 em 10
     Review original aqui: http://myanimelist.net/forum/?topicid=391775&show=0#post2

    Deixem-me começar por dizer que nunca nomeei Ai no Kusabi. Nunca pensei que gostassem dele, se não pela razão óbvia, porque é antigo e não passou o teste do tempo. No entanto, eu amo este OVA e penso que merece um lugar de qualquer forma. Ai no Kusabi foi a minha primeira interacção com o conceito de "yaoi" (agora, BoysLove) e introduziu-me a um novo conceito de relação na literatura e anime. Tenho orgulho por ter sido introduzida por Ai no Kusabi. É um trabalho essencial e um clássico, não só em BL mas no anime em geral. É bom.

    No resto do meu post vou fazer os meus melhores esforços para vos convencer a pelo menos vê-lo, apesar de não acreditar que a maioria de vós vá votar "sim".

    Antes de mais vamos situar Ai no Kusabi no tempo e no espaço. Tempo são os primeiros 90s. Espaço é Japão. Este OVA foi o primeiro a incluir cenas de sexo homoeróticas em anime. Isto parece ser irrelevante, mas nos 90s japoneses, onde as mulheres começavam apenas a ganhar o seu espaço como demografia, isto foi certamente uma revolução. Pela primeira vez na indústria do anime existe pornografia para mulheres. De repente, um novo mundo estava aberto para ser explorado. E é como se a presença feminina tivesse ganho algum crédito nesta indústria. Tanto a nível económico como social, Ai no Kusabi tem um papel muito importante. Este OVA é a base de todo o género. Tudo seria diferente se Ai no Kusabi não tivesse aparecido quando apareceu e com a apresentação que teve. Tivémos BL antes, com Kaze to Ki no Uta. Mas agora temos gráficos. Agora admitimos que podemos fazê-lo. Não existe mais tabu.

    Agora vamos falar do anime em si. Para tornar as coisas mais simples vou usar a fórmula do PO e desenvolver um bocadinho de cada elemento deste anime. Se tudo correr bem, as coisas vão ser um bocadinho diferentes do que estão à espera. :)

    Animção

    É claramente o pior desta produção. Vamo-nos situar de novo: princípio dos 90s. As técnicas são as medianas dessa época. Os designs de personagens são desactualizados e, na nossa perspectiva moderna, feios. Porque é gostávamos de gajos musculados em t-shirts de vinil nesse tempo é um mistério. Temos de considerar que este OVA foi baseado numa Light-Novel. O essencial dos designs é baseado nas ilustrações dos livros, mas - de certa forma - são mais apropriados ao ambiente e estilo do mundo circundante. No OVA temos realmente homens contra homens, enquanto que as ilustrações frequentemente mostram toda-a-gente-menos-os-Blondies com características infantis e magricelas. Fizeram bem em fazer de Riki um gajo giro, mas fizeram ainda melhor em fazer toda-a-gente-menos-os-Blondies bastante normais. Esta gente não viveu uma vida abençoada e protegida e o seu aspecto reflecte isso. E, já que falo disso, todo o design e cores usadas nos fundos são muito apropriados e caracterizam perfeitamente o ambiente deste anime. Tudo é escuro e cruel. As poucas cenas com mais cor são irónicas, pois mostram Minos e a indústria dos pets (que são, não interessa como olhamos para elas, bastante perturbadoras). Em resumo, a arte e animação são desactuaçlizadas e medianas, mas são essenciais na caracterização da história e do mundo. E, para ser honesta, prefiro algo que se integre com as outras partes do anime do que uma produção toda avant-garde que só funcione sozinha.

    Som

    A música não é memorável, mas apropriada. O que interessa aqui são os actores de vozes. Provavelmente nenhum destes actores tinha experiência a dobrar cenas de sexo. E fizeram um belíssimo trabalho. São muito bons actores e as suas vozes foram muito importantes para o estabelecimento do OVA de Ai no Kusabi como um clássico entre os fãs de BL (e no geral, digo mesmo mais). As vozes ajudaram muito na caracterização.

    Personagens

    Como sabemos (ou devíamos saberl), BL, shounen-ai, yaoi, o que quer que lhe chames, está centrado à volta do desenvolvimento das personagens e das relaões. No caso de Ai no Kusabi isto atinge proporções muito interessantes. Ignorando os personagens secundários (que, para ser muito honesta, estão apenas delineados no OVA, apesar das suas acções serem muito importantes para o desenvolvimento da história e dos personagens principais) devemos focar-nos em Iason e Riki. Vou começar por dizer que não devem ser iludidos pelas aparências. Atrás da imagem de S&M e da relatividade de Seme/Uke há muito mais que fanservice. Nem precisam de ler a Novel para perceber isto, só precisam de olhar para trás da cobertura do cliché.

    Aparentemente, Iason é apenas um maníaco sádico que se apaixona pelo seu objecto. Na realidade, a verdade é que Iason não tem nada de sádico nele. O que ele faz ao Riki não é realmente a busca de uma qualquer perversão sexual. De facto, a sua obsessão não é de todo sexual. Ele está obcecado em dominar Riki de uma maneira psicológica. Riki é, de todas as maneiras, inferior a um Blondie. No entanto, ele não age como inferior. O seu comportamento é errático e estranho da perspectiva do Blondie e Iason precisa de controlar isso, para seu próprio bem, para garantir que ainda é superior. Por isso, Iason "domestica" Riki. "Domesticá-lo" significa reeducá-lo para obedecer e se comportar como inferior, tanto socialmente como mentalmente. Por isso Riki é transformado num pet, que é a pior forma de vida que existe neste mundo. Por isso é que é atacado sexualmente repetidamente. é só para o humiliar e para garantir que ele sai a saber o seu lugar.

    E Riki, não é o vosso uke típico. De facto, isto é o que modernamente consideramos um "sekke", um uke que se comporta como um seme ou, melhor, um seme que funciona como a parte de baixo. Tem uma personalidade dura, é teimoso, é forte. Entrou na situação de ser um pet por acidente, por erro, ele não quer estar ali e ele não aceita o seu destino. Mesmo sendo maltratado e violado, os seus olhos nunca mostram um sinal de submissão e a sua personalidade nem sequer se mexe.

    E assim temos duas personalidades fortes agarradas por correntes de obsessão e dominância. Esta relação começa complicada e desenvolve-se por todo o OVA. Quando Riki é mandado de volta para o bairro de lata, Iasson compreende que não pode esquecer o facto de que ainda não ganhou a luta. E, de volta aos seus amigos e amante, Riki não pode esquecer o que aconteceu no seu cativeiro. De facto, ele tem uma bonita recordação (objecto que deverá aterrorizar todos os homens, sim senhor). é isto amor? Creio que não. Acho que é uma forma diferente de atracção. Riki e Iason não se amam. Acreditop que a sua relação se desenolve na aceitação. O seu suicídio não simboliza que fizeram as pazes e que vão viver juntos no céu. Penso que significa que aceitam que nenhum dos dois é o vencedor. Que não há S ou M na sua relação. Que nem Iason nem Riki são a parte dominante da equação. Que estão os dois na mesma situação, que são os dois a mesma coisa. Que Blondies e Mongrels são, de facto, a mesma coisa e que vão ambos morrer. E assim, porque não morrer juntos e com um sorriso?

    Acreditem-me, eu vi muito BL na minha vida. Ai no Kusabi foi o primeiro e único a seguir uma relação de ódio em vez de amor. Que se torna em absolutamente nada.

    História

    Aqui temos duas coisas importantes. A história da relação entre Iason e Riki, que desenvolvi na secção precedente, e a história do universo em que acontece a relação. Este segundo elemento é muito interessante e o OVA retrata-o perfeitamente. Alguns elements foram deixados por explicar. Quando vi isto pela primeira vez o "mistério" que rodeava os elementos em falta era bom. Depois de aprender os detalhes e ver isto pela 46352634534écima vez... Foi fantástico. Mesmo brilhante.

    Isto é um mundo original, num ponto distante do espaço num futuro tecnologicamente independente distante. Neste planeta, as pessoas são dominadas por um super-computador que funciona como governo. Este super-computador tem toda a gente organizada num sistema de castas, uma estratificação da sociedade em que os elementos superiores desprezam os elementos inferiores na cadeia social, que começa em andróides orgânicos seleccionados artificialmente, onde Blondies como Iason estão inclusos, e termina nos mongrels criados naturalmente de Ceres, que é Riki. No meio estão as pessoas de Midas, a Las Vegtas deste mundo que vive para as indústrias do entretenimento e do sexo, pessoas como Katze que estão mais ou menos no meio, pets e furniture (mobília). Pets sendo o entretenimento dos altos círculos de tanagura e a mobília sendo os eunucos que tomam conta dos pets. Pets são brinquedos sexuais e orgulham-se disso (vêm como Riki estava inadaptado nesta situação?). Mobília... Bem, ninguém se interessa pela mobília.

    Acho que esta estratificação, e a forma como é apresentada  (a relação entre duas facções opostas), é uma forma muito interessante de imaginar um possítvel futuro. No mundo como o temos agora, são seria possível - com o advento da tecnologia - que a humanidade acabasse assim? Isto é ficção científica, com motos voadoras e andróides biónicos e outras coisas ridículas como essas. No entanto, a criação deste sistema social distingue este universo dos oturos e torna-o numa criação original.

    Há detalhes no livro que tornam esta exierpiência mais rica e vívida (nomeadamente Guardian), mas podemos viver sem elas.

    E outro detalhe que estivémos a discutir antes! O papel da mulher em Ai no Kusabi. Muitas pessoas vivem sob o erro de que no mundo de Ai no Kusabi não existem mulheres. Existem. Elas são muito importantes. No OVA eles representam a sua importância por imagens e sequências curtas. Penso que isto dá um charme especial à est´tica do OVA e serve o objectivo de apontar de que apesar de isto ser tudo sobre homens as mulheres continuam a ser um factor importante.

    Em resumo!

    Um trabalho excelente que todos deviam ver. Ponham o coração ao alto. Eu sei que BL não é agradável, mas há muito mais do que sexo gay neste OVA e vale a pena vê-lo. Um verdadeiro clássico.
  • Men of Tattoos

    0
    Men of Tattoos
    Aniya Yuiji
    Manga - 1 Volume/6 Capítulos
    2010
    6 em 10

    Pareceu-me bonita a capa por isso comprei este livro. E bem, não foi uma leitura má, até gostei, mas também não é nada de especial.

    A arte é realmente boa. Tem um design original, com traços leves e firmes. Não há fundos detalhados, mas os rapazes são tão bonitos que nem se dá por isso. As cenas de sexo têm muito... Molho. Isso torna as coisas confusas, não se percebe quem está a lamber o quê e assim por diante. Enfim, passa-se à frente e acabou.

    A história está bem montada, apesar de ser bastante simples (simples como em A vai para B, C vai para D e B vai para D) As histórias extra são parvas e não faziam falta nenhuma. 

    Existe um personagem muito interessante, mas que não é muito bem explorado porque isto, bem, só tem 6 capítulos. Os outros personagens estão bem caracterizados mas não têm grande desenvolvimento.

    Não é mau e é BL, a mim isso basta-me.


  • Sex Pistols

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    Sex Pistols
    Iwanami Yoshikazu - Frontier Works
    Anime - 2 Episódios
    2010
    5 em 10

    As minhas palavras a meio do primeiro episódio do OVA: Isto é idiota. As minhas palavras agora: Isto é muito idiota.

    O OVA de Sex Pistols não tem ponta por onde se lhe pegue. Não há uma história coerente que se perceba. Não há personagens interessantes. É tudo gay ao cubo desnecessariamente. Comédia forçada, drama forçado, tudo forçado. Eu não estava à espera de nada quando vi isto, aliás eu só espero que anime BL seja mau porque é o costume, mas saí daqui a bater com a cabeça nas paredes.

    A arte não está mal de todo, mas os designs dos personagens são bastante irritantes. O mesmo para as vozes, aqueles gemidos são de levar qualquer um ao suicídio. E não é por serem excitantes.

    Além disso, sabe-o toda a gente com três dedos de testa, os seres humanos não evoluíram dos macacos. Nem sequer somos do mesmo Género. Somos é da mesma Família, porque evoluímos do mesmo dinossauro e, por isso, somos todos primatas.

    Uma bela bosta, mas nunca se pode esperar mais que uma bela bosta de um anime de BL. Tudo o que é melhor que cócó é uma jóia e deve ser amado. Sex Pistols não.
  • Fuyu no Semi

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    Fuyu no Semi
    Youka Nitta
    Anime - 3 episódios
    2007
    8 em 10

    O que se segue é uma tradução do meu post no clube Critics&Connoisseurs (http://myanimelist.net/forum/?topicid=306212).


    É hora para a minha review mesmo convincente de Fuyu no Semi.
    Mas as primeiras coisas primeiro: a razão pela qual eu nomeei este OVA. Eu não espero, nem de perto nem de longe, que este anime seja incluído na nossa lista. No entanto, eu acredito que os membros deste clube devem - com o propósito de "afinar" as nossas características como críticos - ser expostos a todos os tipos de anime e géneros de anime. BoysLove é um dos géneros disponíveis. No entanto, é um facto de que não existe bom anime de BL. No entanto... No meio deste grupo degenerado, Fuyu no Semi aparece como um dos melhores, o top, o créme-de-la-créme do BL. E entre ser exposto a BL por um triste aborto como Gravitation e ser exposto por Winter Cicada, prefiro que todos vão pela minha opção. :p

    Com isto claro, vamos à review, para as razões pelas quais este anime se distingue do resto do BL.
    Animação:

    A arte é moderna e clara e a animação cumpre com o seu papel. Não é original ou fora do vulgar, mas é fluída e bem conseguida. Isto, para um anime BL,já é ganhar uma grande causa, acreditem-me. Um BL com boa animação (ie. uma animação que confere com todos os standards normais e cumpre com o seu propósito) é tão raro que eu posso nomear todos os títulos que a têm.

    Som:

    Os efeitos de som são apropriados e o tema ED é, para mim, muito memorável. Não é o tipo de música que vemos associada a anime, muito menos BL (que prefere pop-pastilha-elástica para os fluffy ou instrumentais negros para os angsty) Os actores de voz são excelentes, mas isso é um traço comum à maioria do BL. Como a maioria destes trabalhos são baseados em manga que já tem drama CDs antes do anime, os actores de voz são normalmente muito experientes e muito profissionais. O mesmo se aplica a Fuyu no Semi.


    Personagens:

    É interessante notar que estes personagens são cópias químicas dos desingns em Haru wo Dateita, o que faz destas duas séries irmãs. No entanto as suas personalidades são muito diferentes /dados irrelevantes

    Os personagens secundários estão apenas minimamente desenvolvidos, com só alguns traços desenhados para nós termos ideia de quem são. Mas aqui os que interessam são os personagens principais. Os seus designs estão imprinted e os seus traços pessoais são complexos, humanos e acreditáveis. Podem parecer à primeira, mas não são cliché nenhum. Até acho que são um bocadinho reais.  Isto faz com que o que podia ter sido um personagem comum que se vê em qualquer anime se torne numa criatura bem desenvolvida.

    O seu desenvolvimento também é muito importante e muito bem feito. Enquanto que o catalizador do seu desenvolvimento é a sua relação, cada um deles diverge e cresce de uma maneira diferente. Amor tornado obsessão, dedicação tornada desespero. Este tipo de desenvolvimento, acreditem-me, é único na situação do BL. Normalmente o desenvolvimento que temos é "uke não gosta de seme, mas passou a gostar e agora têm sexo"


    História:

    Se temos de chamar qualquer coisa de cliché neste anime, vamos chamar a história de cliché. Porque é mesmo. É só o usual setting de Romeu e Julieta. No entanto, e isto é interessante porque foi a minha primeira exposição ao tema, a localização história é extremamente original e estranhamente apropriada aos personagens e ao seu dilema. Oiço dizer que isto é um setting comum no manga BL, mas este é o único anime BL "histórico" e isso é mais ou menos brilhante por si só, acho eu.

    Como nota à parte, porque isto não cabe em nenhuma categoria, é essencial notar que este anime é praticamente feito sem o usual fanservice. ""Mas tem cenas de sexo!", dizem vocês. Verdade, mas não são fanservice. São uma parte integrante do desenvolvimento da história. Atrevo-me a dizer que a última cena de sexo (sim, a do amputado) está ali para nos dizer, para nos gritar, para nos bater, para informar "isto não é fanservice, isto está só aqui para te horripilar e te fazer arrepender de ver anime BL só pelas cenas de sexo"

    Diversão

    Muita. Isto é um dos meus animes mais favoritos e tenho-o muito querido no meu coração. Lembro-me que a primeira vez que o vi chorei tanto que a minha mãe até ficou preocupada (e imaginem explicar... "mãe, esttava a ver bonecos sobre dois gajos que se apaixonam T__T")

    Mas a minha diversão é claramente uma razão não válida para a inclusão de um anime neste clube!

    O que é essencial reter aqui é que este anime é brilhante dentro de um género miserável. Se tivessemos de nomear um anime de cada género, só dois (talvez três) se qualificariam no género BL: Fuyu no Semi e Ai no Kusabi. Considerando que Ai no Kusabi não envelheceu nada bem, acho que a melhor chance é este.
    De qualquer forma, tudo o que eu queria era que todos vissem isto. Infelizmente acho que não consegui, mas ao menos tentei, ne? :3



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