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  • City Hunter 2

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    City Hunter 2
    Kodama Kenji - Sunrise
    Anime - 63 Episódios
    1988
    6 em 10

    Quem diria que, depois da primeira season, iria calhar-me em sorte ver a segunda? Bora lá!

    Ryo é um tipo, meio polícia, meio trafulha, que protege pessoas que o contratam contra abordagens do mal. Infelizmente, também é um taradão e, por mera coincidência, cada caso policial envolve uma rapariga toda gira (ou mais).

    Não há grande diferença para a estrutura da primeira season, sendo que os personagens e a sua relação são iguais, mas desta feita temos episódios duplos que nos permitem explorar um pouco melhor cada uma das pequenas histórias.

    Para além disso, temos uma ligeira evolução na relação entre o par, mesmo no final, o que é cuma conclusão agradável!

    Em termos artísticos, temos designs muito giros e típicos da época, altamente detalhados, embora tenhamos também muitas cenas de parca animação, em que os desenhos não se movimentam (em vez disso, o cenário mexe, waa)

    Musicalmente, temos do melhor que os anos 80 nos podem oferecer, com baladas poderosas que nos deixarão a cantar de forma épica.

    Se já viram a primeira season, estejam à vontade para continuar. Só se vão divertir!

  • Venus Wars

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    Venus Wars
    Yasuhiku Yoshikaze - Shochiku
    Anime - Filme
    1989
    6 em 10

    Vi este filme por recomendação do Qui, que o tinha em cassete quando era um Qui pequenino. Depois vim a reparar que já estava na minha Plan to Watch, o que é sempre uma coisa boa. :)

    Filme que pertence bem à sua época, trata de uma guerra em Vénus, planeta que sofreu com a aquosidade de um asteróide e, agora, se encontra habitado. E em guerra, mas isso é um detalhe. Os nossos personagens principais, no meio de uma grande confusão e de forma puramente acidental, vêem-se envolvidos nesta guerra de ataques e contra-ataques, sendo que o nosso jovem protagonista vai parar mesmo às linhas da frente. A sua sorte é que tem um talento inato para conduzir umas motas-monociclo e vai-se safando das explosões.

    O filme poderia ter apresentado muito mais complexidade no tema, se falasse com mais profundidade dele. O dilema da guerra foi apenas abordado num curto diálogo, sem dúvida o mais interessante do filme. Em termos de personagens, parecem-me ser demasiados, o que torna a sua existência bastante inconsequente. Eles vão desaparecendo ao longo do filme sem qualquer tipo de explicação e o seu envolvimento na narrativa fica muito limitado. Assim sendo, questionamo-nos porque apareceram em primeiro lugar. Se de certa forma podem existir para ilustrar a vida normal, fora da guerra Venusiana, estas imagens não duram tempo suficiente para nos convencer da sua veracidade.

    AA animação tem momentos bastante interessantes, sendo que as cenas de acção são quase todas perseguições nestas máquinas de uma só roda e explosões bastantes. Em algumas partes há uma bizarra mistura de imagens fotográficas com animação. De resto, o filme aparenta ter uma boa produção mas não há nada de especialmente distinguível de outros filmes da época com temas semelhantes. Fica a nota de que a maquinaria tem um design bastante interessante e realista, sobretudo porque na maioria das vezes (como seria normal na realidade) não funciona muito bem.

    No som, há uma variedade de efeitos sonoros muito habituais dentro desta década, com pequenas peças nas cenas de acção que nos remetem para outros trabalhos. A ED é o power-pop de sempre, mas tem uma boa energia para finalizar toda a sequência de acções.

    Sem dúvida que o melhor do filme são os pequenos detalhes que poderão passar desapercebidos a um olhos menos treinado. Pequenos dizeres espalhados por todo o lado (como um tanque a dizer "Limusine" ou o símbolo "Proibido Fumar" num camião cisterna que carrega gasolina), um bom range de expressões faciais e corporais nos personagens, tudo isso torna o filme divertido e uma boa experiência.

    Gostava que tivesse sido um dos filmes da minha infância, mas o meu clube de vídeo não tinha muito anime...
  • Banana Fish

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    Banana Fish
    Yoshida Akimi
    Manga - 110 Capítulos / 19 Volumes
    1985-1994
    7 em 10

    Segundo consta, este é o manga preferido do Gackt. Portanto, tinha imensa curiosidade em lê-lo. Não fiquei nada desapontada, pois é mesmo o estilo de manga que gosto! Antes de começarmos, vamos ouvir a mu´sica que o Gackt escreveu para este manga:

    Diz que tem legendas, portanto não colocarei aqui a letra ;)

    Agora, o manga propriamente dito.

    Ash Lynx é o chefe de um gangue de adolescentes com uma relação com a máfia corsega. Eiji é um estudante japonês que se vê em Nova Yorque como auxiliar de fotografia. E quando se conhecem entram numa espiral de toca e foge, escapar, salvar, encontrar, destruir, que se prolonga numa corrida contra tudo e contra todos.

    Este é um shoujo, mas um shoujo muito atípico. A história tem muitas características de shounen, como por exemplo os inimigos: cada oponente é cada vez mais forte (se ao início temos um chefe de gangues rivais, acabamos com mercenários do exército anti-guerrilha). Também as cenas de acção são muitas, mas são bastante boas, dada a fluidez das vinhetas e das linhas cinéticas. No entanto, as personagens são tipicamente shoujo, sendo que é dado um grande ênfase às emoções e às relações entre cada uma das pessoas. Isto é um mix muito agradável, que cria um manga extremamente completo em todas as vertentes.

    A narrativa pode parecer simples à primeira vista, sendo a história principal a da libertação e da fuga. No entanto, existem elementos bastante específicos que são tratados com muita atenção e dedicação, sem deixar uma única ponta solta. São temas que não poderiam ser tratados na televisão, aí está a explicação deste manga não ter anime: temas como drogas e prostituição infantil não são apropriados para mostrar no ecrã.

    A arte é típica da época em que o manga começou, com designs de roupa e cabelos muito Duran Duran. Encanta-me. Temos acções muito simples de seguir, aliás, tudo é muito simples. Quase que não existem cenários, mas quando existem estão bastante detalhados. O que interessa realmente não é a acção, mas as partes que a intervalam: as conversas. Estas conversas são muito intimistas e bonitas, ajudando-nos a compreender a estranha relação de amor-amizade que se desenvolve entre os dois personagens principais. No entanto, o encontro inicial parece ter sido um pouco rápido demais (o que pode ser ignorado se pensarmos que é só fruto da imaginação)

    No final temos duas histórias curtas, uma sobre o passado, outra sobre o futuro. Ajudam-nos a aceitar o final  que é muito amargo (e quase que chorei um bocadinho). Agora quero comprar o artbook, porque estes tipos têm mesmo muito estilo!

    Nunca o Gackt me deixou mal e não foi desta. Manga bom e recomenda-se!
  • Kimagure Orange Road

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    Kimagure Orange Road
    Osamu Kobayashi - Studio Pierrot
    Anime - 48 Episódios
    1987
    6 em 10

    Continuo em casa a doentar, portanto achei por bem por os animes todos em dia e terminar este bicho que me tem vindo a atormentar nos últimos meses. Bem, talvez atormentar não seja a palavra correcta, porque até foi uma viagem bem divertida. Mas a verdade é que já não via uma série longa dos 80s há algum tempo e, parece-me, já tinha perdido o hábito...

    Esta é uma comédia da vida diária, o protótipo daquilo que um dia virá a ser o fatia-de-vida. Kyosuke e as suas irmãs gémeas, mais novas, vão viver para uma nova cidade. Lá fazem novos amigos e o pobre rapaz vê-se envolvido num triângulo amoroso, dividido entre Madoka Ayukawa e Hikaru Hiyama. Isto leva-nos a quarenta e oito episódios de desentendimentos e muitas alegrias. Com um twist: toda a família de Kyosuke tem poderes telecinéticos, que não podem usar sob nenhum pretexto! Ou então, terão de mudar de cidade mais uma vez.

    A história é simples, deixando tudo em aberto (suponho que será concluído nos filmes, que não sei se tenho muita vontade de ver). Este tipo de história só pode ser suportado por grandes personagens, já que cada episódio é uma aventura nova sem relação com as anteriores. Sendo assim, falemos dos personagens. São muito melhores do que os de um fatia-de-vida moderno, sem dúvida. Cada um tem um elemento identificativo que vai para além da personalidade exterior, sendo pessoas vivas e únicas, cada uma com uma enorme alegria de viver e com vários traços na personalidade que tornam cada episódio numa experiência bastante divertida. No entanto, isto não é suficiente. São tantas coisas, tantas coisas que eles fazem, que tudo acaba por ser repetitivo. Isto é, tudo poderia ser solucionado se logo desde o início cada um dos personagens clarificasse a sua posição em relação aos outros, se admitissem os seus sentimentos e se falassem sinceramente. Mas como isto não acontece, tudo termina de forma inconclusiva, o que é pouco agradável.

    A arte é típica da época, pecando da mesma forma como tantos outros pecaram: imagens repetidas e recicladas. Sobretudo em cenas de maior animação, nomeadamente de dança, isto torna-se cansativo e expectável. De resto, os designs são bastante criativos, sobretudo no que respeita a roupas e à sua variedade, dando-nos uma boa imagem do que os 80s eram em termos de moda e tendências. O que é bastante curioso, diga-se de passagem, gosto muito, na verdade. :)

    O melhor é mesmo a música. Este grupo de amigos frequenta muitos concertos, sendo que nos dá uma visão muito abrangente no território da pop. São músicas com muita cor e muito dançáveis, que se pegam imediatamente na nossa cabeça e dificilmente saem dela.

    Um bom clássico, apesar dos seus defeitos.
  • Kiki's Delivery Service

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    Kiki's Delivery Service
    Hayao Miyazaki - Studio Ghibli
    Anime - Filme
    1989
    8 em 10

    Chegados a casa depois do excelente AmadoraBD, um belo jantar de almôndegas com uma cervejinha. E para acompanhar o digestivo, que tal um filme? Perguntei se podia ser anime. Como podia, seleccionei um dos meus DVDs da colecção Ghibli. Por acaso já me apetecia rever este filme, que foi a minha irmã que me ofereceu como souvenir de uma viagem a Londres, veio mesmo a calhar!

    É amoroso em todos os aspectos. Este filme conta a história de uma bruxinha que muda de cidade em busca da sua independência. Deverá estabelecer-se como a bruxa residente de uma nova cidade. Infelizmente, a única coisa que ela sabe fazer é andar de vassoura. E nem isso sabe muito bem! No entanto, rapidamente descobre uma coisa que na qual o seu talento pode ser útil: um serviço de entregas!

    Este filme é, no fundo, uma alegoria ao existencialismo da adolescência. Kiki enfrenta dúvidas e cresce substancialmente à medida que descobre aquilo que é importante para ela. Tal não seria possível sem a ajuda de alguns amigos, todos eles personagens característicos e interessantes, desde a simpática senhora grávida que lhe oferece abrigo, o rapaz - Tombo - que dá sempre uma segunda oportunidade e a sempre necessária freakalhóide que vive isolada no meio da floresta a pintar. Não esqueçamos Jiji, o gato, a voz da consciência, e o seu simbolismo patente no crescimento de Kiki - o falar ou não falar, interpreto-o como relativo ao amadurecimento da dona.

    Tudo isto ilustrado por um ambiente apaixonante e detalhado, uma cidadezinha europeia, mistura de todas as cidades europeias mas com uma personalidade própria. Cada cena é um gosto de se ver, porque até as coisas mais simples estão carregadas de pequenos momentos que trazem realismo e graça.

    Um excelente filme. Romântico, quiçá? Bem, a gente gostou. :)


  • Macross

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    Macross
    Ishiguro Noboru - Artland
    Anime - 36 Episódios
    1982
    6 em 10

    Tal como estou com um projecto de Gandamu entre mãos (ver todos), sempre pensei em ter um projecto de Macross, exactamente igual. No entanto, comecei errado. Comecei pelo Zero e pelo Plus, seguidos de Do You Remember Love. Desisti do projecto. Entretanto, colocou-se esta ocasião, a de ver o Macross original. E foi bastante divertido!

    Uma nave espacial gigante foi parar à Terra. Depois de reconstruída foi parar a Plutão. E esse pequeno universo ambulante parte de volta a esse planeta entre Vénus e Marte, interrompida frequentemente por toques alienígenas, sendo que os aliens são gigantes. Mas isto é só a justificação para acontecer uma história de amor entre Minmay, uma estrela pop futurista, e Hikaru, um piloto de mechas. O resultado final é uma novela melodramática com toques de humor que me fizeram aumentar o valor da avaliação em um (ou dois) pontos. Não se percebe se o humor é propositado ou não, mas funciona muito. Como explicar a aliens como se fazem bebés. Como Minmay a cantar para aliens. Enfim, tudo o que tem os aliens é hilariante.

    Os personagens não podiam ser mais vazios e irritantes, com destaque especial para Minmay. Minmay é o protótipo da "mocinha", a Mary Sue perfeita, a pessoa no universo do anime a quem mais apetece encher a cara de estalos. A evolução dos personagens é simplesmente aquela que ocorre num quadrado amoroso, de uma simplicidade extrema. Nesse aspecto, por mais aborrecido que tenha sido, Do You Remember Love (que é uma versão alternativa desta história, condensada e ligeiramente alterada) faz um melhor trabalho.

    A animação está bastante boa para a época, apesar de requerer um pouco de mais detalhe na maquinaria. No entanto, consideremos que a maquinaria, o mecha, não é a parte importante desta história. De todo. Os designs dos personagens têm o charme dos oitentas, pois só neles pessoas do futuro usariam coletes de camurça com franjas.

    O ponto forte do anime é a música. Minmay é uma cantora e canta umas três ou quatro músicas diferentes, que têm todas elas aquela sonoridade característica do pop vintage. Foleiras mas maneiras! No entanto, acabam por ser um pouco repetitivas, já que são sempre as mesmas. Já no final, essas músicas acabam substituídas por efeitos sonoros, pela "evolução" da personagem. O tema de abertura e de fim são do mais foleiro que existe: adoro!

    Este anime é um clássico. Mas não é um bom anime. Divertido? Com toda a certeza.
  • City Hunter

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    City Hunter
    Korama Kenji - Sunrise
    Anime - 51 Episódios
    1987
    6 em 10

    Este seria o tipo de anime que eu nunca veria. Mas... Quando fiz a minha nova lista de coisas para ver... Estava lá. E eu ia deixá-lo para o fim. Mas de repente, aparece-me no clube para ver! Oh bolas! Tenho de o ver! Mas vá lá, não é tão mau como eu estava à espera. A sério! Só um bocadinho...

    Ryo Saeba é um bon-vivant. Tem uma parceira que o impede de ser mais badalhoco, com um martelo de uma tonelada. Mas bem, isso é o menos. Ryo Saeba é o City Hunter. Todos os episódios, que são cinquenta e um, é contratado por alguém - normalmente uma mulher - para proteger uma mulher (ou para apanhar, ou para interagir com ela). Invariavelmente, todas se apaixonam por ele no final. Cinquenta e uma mulheres, sem contar com a parceira, se apaixonam por ele. Mas a parceira nunca o deixa ir até ao fim e, assim, Ryo Saeba continua a ser o City Hunter, semi-solitário e corajoso, com uma pistola toda jeitosa e uma pontaria irrepreensível.

    A história, episódica, é repetitiva. Não há nada que se sobreponha a cada uma das historietas dos episódios, que não têm conexão entre si. O esquema é sempre o mesmo: Rwo Saeba encontra uma mulher toda bouah, há uma série de piadas que envolvem a parceira e o seu martelo, depois aparecem os maus, alguns tiros são trocados, a gaja é salva, o problema é resolvido, vão todos para casa. Como encontraram cinquenta e um designs diferentes para cada uma das gajas é uma situação que roça o fascinante. Rwo Saeba, o propriamente dito, é um gajo muito fixe (so cooool!) mas nada mais que isso. Ser fixe simplesmente não chega.

    A arte não está má de todo, mesmo para anos 80. A animação não é, vamos admitir, muita, mas a que existe está bem feita e existem por todo lado alguns truquezinhos para disfarçar a falta dela.

    E, como sempre em tudo o que vem dessa década maravilhosa, a música é deliciosa. Como tudo o resto, não é muita. São sempre as mesmas músicas em todos os episódios, e sempre nos mesmos sítios. São umas cinco ou seis. Mas são mesmo gostosas. Adorei sobretudo a ED, que por acaso até me lembra uma música qualquer de um anime mais moderno, mas que até agora não consegui identificar? Alguém me ajuda?



  • Dominion Tank Police

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    Dominion Tank Police
    Mashimo Koichi - Agent 21
    Anime OVA - 4 Episódios
    1988
    6 em 10

    Ora então era uma vez uma moça que se junta a uma polícia que combate o crime com tanques. Ela tem um tanquezinho amoroso chamado Bonaparte e luta contra um gajo maluco que é ajudado pelas irmãos Puma, duas gajas malucas com orelhas de gato. E está feito um OVA dos 80s.

    Infelizmente há dois elementos que não funcionaram nada bem neste OVA: o universo e a comédia. O universo não está nada bem caracterizado. Não há explicações, está muito incompleto e o tempo que foi passado a ver Leona a tomar conta de Bonaparte poderia ter sido utilizado para explicar melhor em que situação é que eles vivem. O outro factor, a comédia, pareceu-me simplesmente que não funcionou bem. O assunto que o anime trata é grave e rir de assuntos graves desta maneira não é coisa que eu aprecie. O exagero das irmãs Puma, os gatos, contraposta à sua frequente nudez, pareceu-me anti-climático e aborrecido.

    Por outro lado, a arte está bastante capaz para a época, com grandes efeitos no tanquezinho Bonaparte, que é mesmo fofinho e dá saltinhos enquanto coisas à volta dele explodem. Não achei positivos os exageros das expressões faciais, aliadas à fraca comédia, pois impedem-me de levar o anime a sério.

    Musicalmente, temos o típico da época, com as músicas de amor épicas meio ridículas de que tanto gostamos. Mas são sempre as mesmas, o que para OVA é um pouco inexplicável, podiam perfeitamente ter usado sempre músicas diferentes.

    Vale a pena pelo tanque fofinho.
  • Bubblegum Crisis

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    Bubblegum Crisis
    Obari Masami - AIC
    Anime OVA - 8 Episódios
    1987
    7 em 10

    Depois de um falso clássico, é hora de um verdadeiro! Bubblegum Crisis, o anime que não tem quase nada de pastilha elástica!

    Este é um futuro que hoje em dia não é muito distante. Ainda assim existem uns andróides chamados Boomers que são um perigo para a sociedade. A AD Police está encarregada de os destruir mas devido aos seus elevados níveis de incompetência existem as Knight Sabers, quatro gajas dentro de fatos robotizados que lhes dão uma força super-poderosa e a capacidade de transformar os boomers em grandes explosões de óleo!

    Elas são quatro e cada uma está extremamente bem definida dentro do seu arquétipo. Têm as suas vidas além da luta pela justiça, têm as suas personalidades e têm os seus problemas. Também têm passado. São um conjunto de personagens interessante e bem caracterizado. A natureza episódica da série trás-nos um conjunto de novos personagens a cada episódio, cada qual também muito bem caracterizada e realista. O drama atinge o seu pico a meio da série, tudo o resto é um intercalar entre momentos muito sérios e momentos de humor muito próprios derivados da personalidade de cada personagem.

    Os designs são típicos da época, mas a animação é muito boa. É muito detalhada e bem coreografada, sem abuso nas cores. O ambiente criado é o primórdio do cyber-punk, para sempre imortalizado com Ghost in the Shell mas que vê os seus inicios em Bubblegum Crisis. A vida e interacção com robots eram grandes preocupações dos anos 80 (infundadas, como se pode ver) e a funcionalidade de todas as máquinas desta série está muito bem estruturada, sobretudo a nível artístico.

    Mas a melhor parte é sem dúvida a música. Pastilha elástica? Sim senhor! O melhor pop dos 80s Japoneses,  beat electrónico e letras sensuais. Duas grandes músicas por episódio, ilustradas por fantásticas sequências de animação. A abertura do primeiro episódio, o concerto de Priss, é memorável. Estes momentos musicais contribuem muito para o ambiente geral da série, uns 80s futuristas, e tornam-na absolutamente deliciosa.

    Um clássico recomendado, e não só para quem se deseja informar.
  • Mahou no Star Magical Emi

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    Mahou no Star Magical Emi
    Arai Kiyoko - Studio Pierrot
    Anime - 38 Episódios
    1985
    5 em 10

    Antes que perguntem "como é que viste isto se não há subs?": eu vi isto em Francês. Um amigo Francês arranjou-me uma torrent francesa num site francês. E foi uma aventura. Uhlala por todo o lado, uma irritação profunda. Tenho umas bases de francês suficientemente sólidas para perceber um anime como este, que é bastante simples.

    Mai quer ser uma mágica. Não uma menina mágica, isso todos gostaríamos de ser, uma mágica como as do circo, aquelas das varinhas e das pombas e das cartolas. A família dela é toda de mágicos. Mas infelizmente ela não tem jeitinho nenhum. Na realidade, a miúda não tem jeitinho para nada. No entanto, um esquilo voador dá-lhe uma pulseira que a transforma em Emi: a maior mágica de todos os tempos! Temos pequenos dramas familiares, um ângulo amoroso e a vida diária de Mai que não pode revelar que é Emi mas que se transforma em Emi para salvar o dia todos os episódios.

    O que mais me fez triste neste anime foi que a magia não está explicada de nenhuma forma. Todos sabemos que os mágicos não fazem magia nem feitiços, fazem truques. Mas o anime leva-nos a pensar que Emi não é mágica: é uma feitoçeira!!11 Não há explicação possível para os seus truques e isso tira muita da graça da história e do anime.

    A arte, apesar de ser dos 80s, é muito má. Muito má mesmo. Temos milhentas cenas repetidas (tantas que me levavam a pensar se eu já tinha visto esse episódio antes), os designs são pouco detalhados e a animação muito fraca. Temos muitas cores, mas não funcionam muito bem devido à própria natureza das ideias para os designs.

    O anime é muito musical, mas esta versão francesa estragou o que podia ser um elevadíssimo grau de entretenimento. A música é sempre, única e exclusivamente, douce emi tu est magique, emi magique, emi magique, emi magique JÁ NÃO POSSO OUVIR MAIS ESTA MÚSICA SE NÃO OS MEUS TÍMPANOS VÃO-SE TRANSFORMAR EM POMBAS BRANCAS COM DESINTERIA QUE IRÃO VOAR SOBRE AS VOSSAS CABEÇAS E ESPALHAR SANGUE POR CIMA DELAS OH MEU DEUS CALEM-SE COM A PORCARIA DA MÚSICA!! Fui ouvir a OP e a ED originais só para saber o que estava a perder e não estava a perder muito. São muito diferentes do que eu estava à espera, um pouco mais depressivas do que o verdadeiro teor da série. A menos que a versão francesa tenha alterado tudo e o verdadeiro teor da série seja levemente mais deprimente.

    Enfim, mais um anime que me tira as esperanças nos 80s. Ao menos a roupa da Emi dava um cosplay giro. Que não vou fazer, porque não sei fazer truques de magia.
  • Maison Ikkoku

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    Maison Ikkoku
    Kazuo Yamakazi - Studio Deen
    Anime - 96 Episódios
    1986
    5 em 10

    Antes de começar devo informar que alguém me deve uma garrafa de bagaço. Só naquela. Mas mesmo bebendo-a nunca vou esquecer estes momentos de tortura.

    Nos anos 80 era possível fazer séries deste tamanho como se fossem coisas normais. Mas agora, imaginava eu que fosse possível fazer 96, repito /96/ (noventaeseis, nove seis) episódios de... NADA? Meus senhores: é possível. É real. O nosso maior pesadelo já se concretizou! Esperamos pelos fillers de Bleach? Então e uma série que toda ela é um filler?

    Isto veio da Rumiko, a gaja que cometeu atrocidades como Lum e fez coisas giras como Ranma. Eu esperava o que quer que fosse, mas esperava que tivesse conteúdo. A história é simples, toda ela preparada para ser uma graaaande comédia romântica (woohoo! ^__^). Godai é um pobre e infeliz estudante, que vive numa residência, Maison Ikkoku. Residência essa que é coabitada por três bêbados inveterados que o impedem de estudar com as suas festas e os seus ruídos e as suas sujidades e as suas maminhas à mostra. De repente, maravilha!, aparece Kyoko, a nova senhoria da residência. Paixão imediata. Seguem-se (ler isto com a voz do Melga, do Melga Shop) quase uma centena de maravilhosas tropelias românticas, encontros e desencontros, incapacidade de admitir os seus próprios sentimentos e para finalizar muitas risotas para toda a família

    Não.

    A história, que dura sete anos (é sempre Natal neste anime, vi o Natal montes de vezes), simplesmente não avança. Não anda nem desanda. Não sai da cepa torta. No finalzinho, COISAS. Só umas quatro ou cinco, que eram as que interessavam. E nada mais. E comédia? Ou sou eu ou é o anime: ri-me DUAS vezes. Duas. Dois. Um mais Um. Não joga a bota com a perdigota.

    E se fosse por aqui estava acabado o mundo, teria dado um dois ou um três ao anime dos 80s favorito da criançada. Mas convenhamos, há dois pontos bons neste anime: a arte e a música.

    A arte, para 80s, envelheceu muito bem. É muito cuidada em termos de detalhes e animação e, para uma série tão longa, não há recurso a cenas repetidas. Os fundos estão bem concebidos e são muito bonitos, apesar desta cidade ser pequena o suficiente para se encontrar sempre a pessoa certa no momento errado.

    Já a música é muito típica da época, mas é bastante variada e não cansa. As OPs e EDs têm aquele gostinho a oitentas que eu adoro e as do parênquima adicionam o detalhe e o sentimento correcto às situações.

    E assim se conclui mais uma fase da minha vida: aquela em que eu vi uma série com quase 100 episódios dos 80s e a detestei.
  • Astro Boy (1980)

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    Astro Boy
    Yamamoto Sazushi (Criado por Osamu Tezuka) -  Tezuka Productions
    Anime - 52 Episódios
    1980
    5 em 10

    A questão inicial que se coloca é "porque é que eu me meti a ver isto"? Demorei quase um ano a ver esta coisa, com longos intervalos entre episódios e finalmente terminei! Ai, que seca monstruosa que foi!

    Atom (erradamente traduzido como Astro nas legendas) é um rapazinho robot misteriosamente criado para servir de filho a um cientista. Ora o cientista abandona-o e nunca mais se fala nisto. Com isso o jovem vai viver com um professor e, dado que tem uns super-poderes todos-poderosos, tem aventuras. 52 aventuras, para ser mais exacta.

    Ora portantos, isto é uma coisa profundamente infantil. Iá, iá, zás-trás-pás e tá resolvido o assunto! Mesmo que tenha armas nucleares, os bons ganham sempre, até quando morrem. Bem, ao menos há mortos... Dado que eu não tenho 7 anos e que este anime não me fez reviver esses tempos idos, isto foi uma experiência chatíssima. Além disso, robots em todo o lado! Tudo o que existe no mundo é robótico. Até a esfinge, até os maias, até pedregulhos! Até os vikings! Achei interessante mostrarem todas as partes do mundo, porque é informativo para os miúdos, mas isto é um exagero de coisas robotizadas.

    Os personagens poderiam ser mil vezes mais interessantes do que aquilo que são, pois têm bastante potencial. No entanto as criancinhas não o iriam perceber e aqui optam pela fórmula de "temos um personagem de base e vamos mantê-lo assim até ao fim da eternidade".

    A animação, no entanto, é muito boa. É simples, pois assim o requerem os designs, mas muito eficientes. Está aqui uma arte muito moderna para anos 80, com linhas muito claras e muito boa qualidade de imagem.

    A música é sempre o mesmo par de jarras. Tocam tantas vezes e são tão "épicas" que uma pessoa até fica com elas na cabeça

    Atommmm... Atommmm... Nunca mais pego em ti nem com um pau bicudo!

  • Glass Mask

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    Glass Mask
    Sugii Gisaborou - Eiken
    Anime - 23 Episódios
    1984
    7 em 10

    Ora de repente aparece-me um anime sobre, nada mais nada menos, que.... Teatro! Eu adoro teatro e, como alguns terão reparado, faz parte da minha vida activamente. Fiquei muito feliz por ter encontrado este anime, pois é realmente muitíssimo interessante.

    Sendo de um ano como 1984, os loucos anos 80, não podemos esperar coisas maravilhosas da animação. O design é típico do shoujo da época, com grandes olhos e grandes pestanas e flores a brilhar. A animação é bastante estática e tem perspectivas um pouco más, mas algumas coisas foram condicionadas pela qualidade do vídeo (obtive uma versão muito pindérica de VHS).

    Conta-nos a história de Maya Kitajima, uma jovem sem grande talento para nada e não detentora de grande beleza, que tem uma paixão: o teatro. Essa paixão é descoberta por uma encenadora algo abusiva com um triste passado de ascensão e queda acidental e o anime desenvolve-se juntamente com a personagem. À medida que ela luta para conseguir novos papéis e estes lhe são atribuídos ela tem de lutar contra novos desafios em cena, que são a parte mais interessante de tudo isto. Existe uma abordagem muito interessante aos personagens que Maya tem de encarnar, como uma boneca, a surda e cega Helen Keller e outros. Os desafios vão sendo sempre cada vez mais difíceis, mas ela encara-os com grande imaginação e coragem, abrindo caminhos no mundo do teatro e afirmando-se como talentosa actriz. Esta análise das personagens foi o que eu gostei mais e, só por isso, recomendo este anime. Gostaria de tentar abordar algumas das personagens que ela fez. E gostaria de fazer cosplay dela, pois as possibilidades de skit são intermináveis.

    Depois há uma história de amor, um fã secreto que afinal não é assim tão secreto e montes de rosas roxas retiradas sabe-se lá de onde.

    A música é muito típica da época, mas torna o ambiente romântico e feminino. OP e ED são deprimentes, assim como as animações correspondentes.

    Anime para quem gosta de teatro e para quem quer aprender mais sobre teatro. Se não gostam da arte, ultrapassem essa vossa limitação, por favor.

    Numa nota separada, juntei-me ao grupo Espherographica. Vejam por favor. :)

  • TO-Y

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    TO-Y
    Studio Gallop
    Anime OVA - 1 Episódio
    1987
    6 em 10

    Original: http://myanimelist.net/forum/?topicid=426495&pages=1&show=0#msg14473475

    Começo por dizer que TO-Y não foi mau. Ultimamente quando vejo algo dos 80s espero que seja horrível, mas isto não foi. De todo. Isso foi e certa forma refrescante, tão refrescante como alguma coisa com 24 anos possa ser (hah).

    No entanto, isto não é suficiente.
    Animação

    Suficientemente boa para envelhecer bastante bem. Mantém o estilo presente da era, mas não faz uso de muitas cenas de acção que poderiam ter arruinado o orçamento e, consequentemente, está coerentemente bem animada. Os designs dos personagens são muito medianos onde podiam ter sido representativos dos ícones da era. Isto foi um grande problema, na minha opinião, e irei comentá-lo melhor mais tarde.
    História

    Algo extremamente simples, sem qualquer tipo de conteúdo relevante.
    Personagens

    Facilmente esquecíveis, clichés andantes presentas nas histórias sobre bandas desde tempos imemoriais (ou pelo menos desde os tempos em que existem bandas)
    Música

    A música é o que distingue este OVA de mais uma aventura de Verão e o torna na tentativa de caracterização de uma era. Este anime é sobre música e bandas e a música é muito bem usada para ilustrar cenas e para manter um certo ar de neutralidade, como que se o que eles quisessem mostrar não fosse realmente a história e a interacção dos personagens mas um retrato do movimento musical dos 80s Japoneses. Infelizmente alguém nestta equipa de produção (provavelmente o autor) não saia à rua muito frequentemente para ver bandas ao vivo. Quero dizer, o movimento musical dos 80s Japoneses foi uma coisa completamente diferente. Foi o início do visual kei e o protótipo do shibuya kei. Nenhuma das músicas tocadas estava remotamente relacionada com os sons mais típicos dos principais movimentos musicais deste tempo e espaço. Isto adiciona-se aos designs de personagens medianos. Não consigo deixar de sentir que se isto é um retrato é um retrato falso inspirado pelo que o autor viu em televisão importada, em vez do que realmente aconteceu com estes grupos meio punks meio revolucionários.

    No final, recomendo isto para alguém que tenha sido introduzido no anime com bom gosto, mas não a um público mais abrangente.
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