25.6.12

Dragões de um Amanhecer Primaveril

Dragões de um Amanhecer Primaveril
Margaret Weis
Romance Fantástico
1999

Misterioso livro encontrado no quarto da minha irmã (lembram-se do projecto? "Ler todos os livros do quarto da minha irmã") que eu não teria interesse nenhum em ler se não fizesse parte do projecto. Eu não sou uma fã muito especial de livros de fantasia. Não me interessam muito, acho a maioria deles ridículos e, em resumo, as situações apresentadas não têm pés nem cabeça apesar de se levarem absolutamente a sério,.

Estes Dragões da Primavera são o terceiro livro de uma série de 4, Dragon Lance (ou, em PT-PT, a "Lança do Dragão") Felizmente a história não é muito complicada e é simples de apanhar quem é quem e o que está a fazer no mundo apesar de não ter lido os dois livros anteriores. Talvez isto seja, na realidade, um defeito, pois é capaz de ser um pouco aborrecido para quem os leu ter de voltar atrás e aprender quem são outra vez.

O mundo está bem construído, apesar de ser um pouco ridículo. Há alguma incoerência em relação aos deuses (porque raio uma deusa quereria dominar o mundo é algo que não consegui aceitar) e também alguma simplicidade no que respeita à resolução de problemas. Isto é, por coincidência encontramos esta pessoa super-poderosa para nos salvar. Que bom. Também há algumas coisas que ficam por explicar (nomeadamente, que raio aconteceu a Raistlin) e alguns personagens que foram esquecidos e abandonados sem qualquer justificação (como a moça que tinha o barco pirata). Há muita, muita, muita gente neste livro e é também difícil de acompanhar quem é quem de vez em quando. Demasiados nomes exóticos, quer para pessoas quer para locais.

A escrita não é da melhor qualidade, mas é simples e lê-se muito bem. Mantém o interesse do início até ao fim, se formos capazes de perdoar o facto desta gente estar a lutar com dragões.

O que achei mais interessante foi, confesso, o facto de isto ter nascido de um LARP (Live Action Role Play). De vez em quando ria-me, para dentro e para fora, a imaginar um grupo de Americanos numa sala num apartamento a dizerem aquelas coisas.

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